পৃথিবী ও মহাকাশ বিজ্ঞান · বই 4 · স্নাতক দ্বিতীয় বর্ষ

Ciências da Terra e do espaço universitárias — 2.º ano

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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 2.º ano · স্নাতক দ্বিতীয় বর্ষ

5Os magmas e seu alojamento

Um fundido basáltico a 1200 ∘C1200\,{}^{\circ}\mathrm{C} escoa com uma viscosidade de cerca de 70 Pa s70\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}: espesso, mas ele se derrama. Um fundido riolítico seco a 800 ∘C800\,{}^{\circ}\mathrm{C} tem uma viscosidade perto de 1011 Pa s10^{11}\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}, e um bloco dele levaria horas para ceder visivelmente sob o próprio peso. Entre os dois há dez ordens de grandeza, mais do que entre a água e o basalto, e a maior parte da diferença vem de duas coisas: a sílica, que liga o fundido em uma rede, e a temperatura, várias centenas de graus mais baixa nos magmas silícicos. Alguns por cento de água dissolvida, que um magma riolítico pode conter em profundidade, reduzem sua viscosidade por um fator 10510^{5}, e esse efeito se perde de novo quando o magma sobe e a água sai na forma de bolhas. Esses números decidem se um magma chega à superfície tranquilamente, explode ou se solidifica a quilômetros de profundidade como um dique, uma soleira ou um plúton. Este capítulo trata um magma como um material: sua densidade, sua viscosidade e seus voláteis, a física de sua ascensão por fraturas e como corpos isolados, as formas que ele assume quando para, e o calor que cede às rochas ao seu redor.

O que você já sabe

Escoamento viscoso (livros de física, volume do segundo ano): em um fluido newtoniano de viscosidade η\eta, a tensão de cisalhamento é η\eta vezes o gradiente de velocidade; entre duas paredes paralelas, um gradiente de pressão impõe um perfil parabólico (de Poiseuille plano); uma esfera que se move lentamente em um fluido viscoso sofre o arrasto de Stokes 6πηav6\pi\eta a v. Condução de calor (mesmo volume): a temperatura obedece a ∂T/∂t=κ ∂2T/∂x2\partial T/\partial t = \kappa\,\partial^2T/\partial x^2, com difusividade κ=k/(ρc)\kappa = k/(\rho c), e um degrau de temperatura se espalha como uma função erro sobre uma distância da ordem de κt\sqrt{\kappa t}. Empuxo (livros de física, volume do primeiro ano): um corpo imerso em um fluido mais denso sofre uma força resultante para cima igual ao peso do fluido deslocado menos o seu próprio. Equilíbrio químico (livros de química): no equilíbrio, as atividades dos produtos e dos reagentes satisfazem a lei de ação das massas com uma constante KK que depende da temperatura. Do volume do primeiro ano desta série: a pressão litostática p=ρgzp = \rho g z e a geoterma; dos volumes escolares: rochas máficas e félsicas, fenocristais e texturas porfiríticas.

5.1 O que é um magma

Definição 5.1 (Magma)

Um magma é rocha fundida ou parcialmente fundida sob a superfície: um fundido silicático, o líquido formado sobretudo de silício, oxigênio e cátions metálicos, junto com os cristais e as bolhas de gás que ele carrega. Um mush cristalino é um magma tão rico em cristais que estes se tocam e formam um arcabouço: ele não pode escoar como um líquido, e seu fundido só pode se mover pelos poros entre os cristais.

A composição do fundido é dada, como para as rochas, em porcentagem em peso de óxidos. Três fundidos servem de referência ao longo do capítulo, todos eles estudados em laboratório: um basalto toleítico dragado em uma dorsal meso-oceânica (cerca de 51 %51\,\% de SiO2_2, 12 %12\,\% de óxido de ferro, 7 %7\,\% de MgO), um andesito (63 %63\,\% de SiO2_2) e um riolito (78 %78\,\% de SiO2_2, 8 %8\,\% de Na2_2O ++ K2_2O e quase nada de ferro ou de magnésio). Suas temperaturas de erupção diferem tanto quanto suas composições: os magmas basálticos entram em erupção a 1000 a 1200 ∘C1000\text{ a }1200\,{}^{\circ}\mathrm{C} (a lava que corre em um tubo no Kilauea foi medida perto de 1200 ∘C1200\,{}^{\circ}\mathrm{C}), os magmas andesíticos a 800 a 1000 ∘C800\text{ a }1000\,{}^{\circ}\mathrm{C}, os magmas riolíticos a 650 a 800 ∘C650\text{ a }800\,{}^{\circ}\mathrm{C}. Um magma riolítico é mais frio porque é o resíduo de uma longa cristalização ou o primeiro fundido de rochas crustais, dois processos que ocorrem a baixa temperatura (Capítulo 8).

O teor de cristais decide se um magma escoa. Estudos de campo e geocronológicos de grandes corpos graníticos concluem que o escoamento magmático em massa exige uma fração de fundido de pelo menos 30 a 50 %30\text{ a }50\,\% em volume; abaixo disso, os cristais estão soldados aos seus vizinhos e o material se deforma como um sólido com poros cheios de fundido. Pensa-se que boa parte do magma armazenado na crosta esteja nesse estado, como um mush que volta a ficar móvel quando magma quente é acrescentado por baixo.

5.2 Densidade e viscosidade

5.2.1 A densidade de um fundido

Um fundido silicático não tem rede cristalina, mas seu volume ainda pode ser construído a partir de seus componentes. Experimentos com muitos fundidos mostram que cada óxido contribui com um volume quase fixo por mol, seu volume molar parcial, que varia lenta e linearmente com a temperatura e a pressão; o volume do fundido é a soma dessas contribuições. A tabela abaixo dá os valores usados neste capítulo.

ÓxidoVˉi\bar V_i (cm3/mol\mathrm{cm}^{3}/\mathrm{mol})∂Vˉi/∂T\partial\bar V_i/\partial T (10−310^{-3} cm3/(mol K)\mathrm{cm}^{3}/(\mathrm{mol}\,\mathrm{K}))∂Vˉi/∂p\partial\bar V_i/\partial p (10−410^{-4} cm3/(mol bar)\mathrm{cm}^{3}/(\mathrm{mol}\,\mathrm{bar}))
SiO2_226.860−1.89-1.89
Al2_2O3_337.422.62−2.26-2.26
FeO12.683.69−0.45-0.45
MgO12.023.270.270.27
CaO16.903.740.340.34
Na2_2O29.657.68−2.40-2.40
K2_2O47.2812.08−6.75-6.75
H2_2O22.99.5−3.20-3.20
Table 5.1. Volumes molares parciais dos componentes óxidos nos fundidos silicáticos a 1 bar1\,\mathrm{bar}, com suas derivadas em relação à temperatura e à pressão. Temperatura de referência 1773 K1773\,\mathrm{K} (FeO 1723 K1723\,\mathrm{K}, H2_2O 1273 K1273\,\mathrm{K}). Dados: compilação do programa DensityX (Iacovino e Till, 2019).

Proposição 5.2 (Densidade de um fundido silicático)

Suponha-se que um fundido contenha componentes óxidos ii de frações molares XiX_i, massas molares MiM_i e volumes molares parciais Vˉi(T,p)=Vˉi∘+(∂Vˉi/∂T)(T−Tref)+(∂Vˉi/∂p)(p−pref)\bar V_i(T, p) = \bar V_i^{\circ} + (\partial\bar V_i/\partial T)(T - T_{\mathrm{ref}}) + (\partial\bar V_i/\partial p)(p - p_{\mathrm{ref}}). Se os componentes se misturam idealmente em volume,

ρ=∑iXiMi∑iXiVˉi(T,p).\rho = \frac{\sum_i X_i M_i}{\sum_i X_i \bar V_i(T,p)}.

Demonstração. Um mol de fundido contém XiX_i mols do componente ii, de massa XiMiX_iM_i. A mistura ideal em volume significa que cada mol do componente ii acrescenta o volume Vˉi\bar V_i quaisquer que sejam os outros, de modo que o mol de fundido ocupa ∑iXiVˉi\sum_i X_i\bar V_i. A densidade é a razão entre os dois. ∎

A água tem uma massa molar de apenas 18 g/mol18\,\mathrm{g}/\mathrm{mol}, mas um volume molar parcial de 22.9 cm3/mol22.9\,\mathrm{cm}^{3}/\mathrm{mol}, próximo do da sílica: ela reduz fortemente a densidade de um fundido. Aplicada aos três fundidos de referência, a proposição dá 2730 kg/m32730\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} para o basalto a 1200 ∘C1200\,{}^{\circ}\mathrm{C}, 2480 kg/m32480\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} para o andesito a 1000 ∘C1000\,{}^{\circ}\mathrm{C} e 2340 kg/m32340\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} para o riolito seco a 850 ∘C850\,{}^{\circ}\mathrm{C}; um por cento de água dissolvida tira cerca de 70 kg/m370\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} do basalto, tanto quanto várias centenas de graus de aquecimento. Um fundido basáltico é portanto mais leve que o peridotito mantélico de onde vem (cerca de 3380 kg/m33380\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} sob a crosta no modelo de Terra de referência) e um pouco mais leve que a crosta inferior desse modelo (2900 kg/m32900\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}), ao passo que um fundido riolítico é mais leve até que sua crosta superior (2600 kg/m32600\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}). Essa diferença impele os magmas para cima.

5.2.2 A viscosidade

A viscosidade de um fundido silicático é fixada pela rede de tetraedros SiO4_4 ligados por oxigênios compartilhados: para escoar, o fundido precisa romper e refazer ligações silício–oxigênio. A sílica e a alumina constroem a rede; os cátions de magnésio, de ferro, de cálcio e os álcalis a rompem, e a água também, que transforma oxigênios em ponte em grupos hidroxila. As medidas de laboratório em fundidos naturais cobrem mais de quinze ordens de grandeza, de 0.1 Pa s0.1\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s} a 1014 Pa s10^{14}\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}, e não seguem uma lei de Arrhenius simples: a viscosidade cresce mais depressa que uma exponencial em 1/T1/T à medida que o fundido se resfria em direção à sua transição vítrea.

Proposição 5.3 (Lei de Vogel–Fulcher–Tammann)

A viscosidade de um fundido silicático de composição fixa segue, a alguns décimos de unidade logarítmica,

log⁡10η=A+BT−C,\log_{10}\eta = A + \frac{B}{T - C},

com η\eta em pascal-segundos e TT em kelvins. Para os fundidos naturais, AA é próximo de −4.55-4.55 qualquer que seja a composição; BB e CC (em kelvins) são combinações lineares das porcentagens molares dos óxidos, com alguns produtos entre elas, ajustadas a cerca de 18001800 medidas.

Demonstração. Admitido neste nível. ∎

A figura abaixo mostra a lei para os três fundidos de referência e para o riolito com água dissolvida. A 1200 ∘C1200\,{}^{\circ}\mathrm{C} o basalto tem η≈70 Pa s\eta \approx 70\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}; o andesito a 1000 ∘C1000\,{}^{\circ}\mathrm{C}, cerca de 106 Pa s10^{6}\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}; o riolito seco a 800 ∘C800\,{}^{\circ}\mathrm{C}, cerca de 1010.910^{10.9} Pa s\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}. Quatro por cento de água levam o mesmo riolito a 105.510^{5.5} Pa s\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}, seis por cento a 104.610^{4.6} Pa s\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}. Uma equação independente, ajustada apenas a fundidos graníticos hidratados, dá os mesmos valores a meia unidade logarítmica (Exercício 5.1). O efeito da água é máximo a baixa temperatura, onde alguns décimos de por cento alteram a viscosidade em ordens de grandeza.

Viscosidade dos fundidos silicáticos em função da temperatura, pela lei de Vogel–Fulcher–Tammann com os parâmetros dependentes da composição de Giordano, Russell e Dingwell (2008). Basalto: um toleíto de dorsal meso-oceânica; andesito e riolito: fundidos de referência de laboratório (Moore e colaboradores, 1998). Cada curva é traçada no intervalo de temperaturas em que tal magma pode estar fundido.
Viscosidade dos fundidos silicáticos em função da temperatura, pela lei de Vogel–Fulcher–Tammann com os parâmetros dependentes da composição de Giordano, Russell e Dingwell (2008). Basalto: um toleíto de dorsal meso-oceânica; andesito e riolito: fundidos de referência de laboratório (Moore e colaboradores, 1998). Cada curva é traçada no intervalo de temperaturas em que tal magma pode estar fundido.

Os cristais tornam um magma ainda mais rígido. Uma suspensão de partículas rígidas resiste ao cisalhamento mais que seu líquido sozinho, porque o líquido precisa contornar as partículas, e, quando as partículas estão apertadas a ponto de se tocar, elas se travam em um arcabouço.

Proposição 5.4 (Relação de Einstein–Roscoe)

Uma suspensão de uma fração volumétrica ϕ\phi de esferas rígidas em um líquido newtoniano de viscosidade ηℓ\eta_{\ell} tem a viscosidade

η=ηℓ (1−Rϕ)−2.5,R=1/ϕm≈1.35,\eta = \eta_{\ell}\,(1 - R\phi)^{-2.5}, \qquad R = 1/\phi_m \approx 1.35,

onde ϕm\phi_m é a fração de empacotamento máximo, na qual a suspensão trava. Para ϕ\phi pequeno, isso se reduz à relação de Einstein, η=ηℓ(1+2.5ϕ)\eta = \eta_{\ell}(1 + 2.5\phi).

Demonstração. Admitido neste nível. ∎

Vinte por cento de cristais dobram a viscosidade, quarenta por cento a multiplicam por sete, sessenta por cento por mais de sessenta (Exercício 5.5); nos magmas reais, onde os cristais são alongados e de muitos tamanhos, o travamento chega antes, perto dos 50 a 70 %50\text{ a }70\,\% de cristais nos quais as evidências de campo situam o fim do escoamento em massa.

5.3 Os voláteis

Definição 5.5 (Voláteis magmáticos)

Um volátil magmático é um componente de um magma que está dissolvido no fundido em profundidade e forma uma fase gasosa separada a baixa pressão: principalmente a água, depois o dióxido de carbono, depois as espécies de enxofre. A exsolução de voláteis é a separação de um volátil do fundido em bolhas de gás. A pressão de saturação em voláteis de um fundido é a pressão abaixo da qual seus voláteis dissolvidos excedem sua solubilidade, de modo que uma fase gasosa precisa se formar.

Os magmas máficos carregam tipicamente 1 a 3 %1\text{ a }3\,\% de voláteis em massa, os magmas intermediários 3 a 4 %3\text{ a }4\,\%, os magmas félsicos 4 a 7 %4\text{ a }7\,\%, e a exsolução de 4 a 6 %4\text{ a }6\,\% de água impele a maioria das erupções explosivas. A quantidade de água que um fundido pode conter depende sobretudo da pressão. A figura abaixo mostra medidas em fundidos basálticos e riolíticos mantidos sob uma pressão de água conhecida até a saturação, depois temperados em vidro e analisados: a solubilidade cresce rapidamente a baixa pressão e mais lentamente a alta pressão.

Proposição 5.6 (Lei da raiz quadrada para a água)

Suponha-se que a água se dissolva em um fundido silicático sobretudo como grupos hidroxila, pela reação H2O (gaˊs)+O2− (fundido)⇌2 OH− (fundido)\mathrm{H_2O\,(\text{gás})} + \mathrm{O^{2-}\,(fundido)} \rightleftharpoons 2\,\mathrm{OH^-\,(fundido)}, com o oxigênio do fundido em grande excesso. Então, a baixos teores de água, a água dissolvida é proporcional à raiz quadrada da pressão de água: w≈spw \approx s\sqrt{p}, sendo ss uma constante do fundido e da temperatura.

Demonstração. A lei de ação das massas dá xOH2=K xO fx_{\mathrm{OH}}^2 = K\,x_{\mathrm{O}}\,f, onde ff é a fugacidade da água (próxima de sua pressão a pressões moderadas) e os xx são frações molares. O oxigênio do fundido está em grande excesso, de modo que xOx_{\mathrm{O}} permanece quase constante, e xOH=KxO fx_{\mathrm{OH}} = \sqrt{Kx_{\mathrm{O}}}\, \sqrt f. Cada molécula de água dissolvida produz duas hidroxilas, de modo que a água dissolvida é xOH/2x_{\mathrm{OH}}/2, proporcional a f\sqrt f. A teores mais altos, parte da água se dissolve como moléculas, em proporção ao próprio ff, e a solubilidade cresce mais depressa que a raiz quadrada (Exercício 5.10). ∎

Ajustada por mínimos quadrados às medidas, w=spw = s\sqrt p dá s=0.34s = 0.34 por cento em peso por MPa\sqrt{\mathrm{MPa}} para os basaltos e s=0.44s = 0.44 para os riolitos; toda medida fica a menos de um por cento de água de sua curva. A pressão de saturação de um fundido com ww por cento de água é então ps=(w/s)2p_s = (w/s)^2: 129 MPa129\,\mathrm{MPa} para um riolito com 5 %5\,\% de água, cerca de 5 km5\,\mathrm{km} de profundidade na crosta, mas apenas 2 MPa2\,\mathrm{MPa} para um basalto com 0.5 %0.5\,\%, cem metros ou menos.

Solubilidade da água em fundidos basálticos e riolíticos a 800 to 1200\, C em função da pressão de água: medidas compiladas por Moore e colaboradores (1998), e leis de raiz quadrada ajustadas por mínimos quadrados. A 100\, MPa, cerca de 4\, km de profundidade na crosta, um riolito pode conter 4.4\,\% de água, um basalto 3.4\,\%.
Solubilidade da água em fundidos basálticos e riolíticos a 800 a 1200 ∘C800\text{ a }1200\,{}^{\circ}\mathrm{C} em função da pressão de água: medidas compiladas por Moore e colaboradores (1998), e leis de raiz quadrada ajustadas por mínimos quadrados. A 100 MPa100\,\mathrm{MPa}, cerca de 4 km4\,\mathrm{km} de profundidade na crosta, um riolito pode conter 4.4 %4.4\,\% de água, um basalto 3.4 %3.4\,\%.

O dióxido de carbono é muito menos solúvel que a água. Ele se dissolve como moléculas nos riolitos e como grupos carbonato nos basaltos, mais nos fundidos alcalinos que nos toleítos, e sua solubilidade também cresce com a pressão. Um magma que carrega os dois gases começa portanto a exsolver em profundidade, com um gás muito rico em CO2_2, e o gás se enriquece em água à medida que o magma sobe. Os basaltos emitidos no fundo do mar profundo contêm vesículas com mais de 95 %95\,\% de CO2_2, o que exigiu saturação em CO2_2 mesmo sob 5 km5\,\mathrm{km} de água. As estimativas do teor inicial de CO2_2 dos basaltos parentais do Kilauea vão de 0.2 a 0.6 %0.2\text{ a }0.6\,\%, e inclusões de fundido aprisionadas em seus cristais de olivina registram pressões de saturação de até 500 MPa500\,\mathrm{MPa}.

O gás exsolvido ocupa um grande volume. Um por cento de água em um magma a 900 ∘C900\,{}^{\circ}\mathrm{C} ocupa, como gás ideal, cerca de 12 %12\,\% do volume a 100 MPa100\,\mathrm{MPa}, 57 %57\,\% a 10 MPa10\,\mathrm{MPa} e mais de 99 %99\,\% à pressão atmosférica (Exercício 5.7). As bolhas reduzem ainda mais a densidade do magma e o impelem para cima mais depressa; em um magma viscoso elas não conseguem escapar, e o Capítulo 6 mostra como elas o fragmentam.

5.4 A ascensão

Um corpo de magma menos denso que suas encaixantes sofre uma força de empuxo de Δρ g\Delta\rho\,g por unidade de volume, onde Δρ\Delta\rho é a diferença de densidade. Ele pode subir de duas maneiras: por uma fratura que abre à sua frente, ou como um corpo quente e mole que empurra a rocha ao redor para os lados.

5.4.1 Os diques

Em profundidade a rocha está sob uma grande pressão litostática, mas uma fratura preenchida por magma a uma pressão ligeiramente superior à tensão principal mínima pode se abrir e se alongar em sua ponta. O magma preenche a fratura à medida que ela cresce, e o resultado é uma fina lâmina de magma, com metros de largura e quilômetros de comprimento, que abre caminho para cima: um dique em formação. O magma escoa então entre duas paredes quase paralelas.

Proposição 5.7 (Escoamento do magma em um dique)

Um magma newtoniano de viscosidade η\eta, impelido para cima por um gradiente de pressão GG (para um escoamento por empuxo, G=Δρ gG = \Delta\rho\,g) entre duas paredes paralelas separadas por uma distância ww, escoa com a velocidade média

uˉ=Gw212 η,\bar u = \frac{G w^2}{12\,\eta},

e o fluxo volumétrico por unidade de comprimento de dique é q=uˉw=Gw3/(12η)q = \bar u w = G w^3/(12\eta).

Demonstração. Em escoamento laminar estacionário, o perfil de velocidade através do dique é a parábola de Poiseuille plana u(x)=G2η(w24−x2)u(x) = \frac{G}{2\eta}\left(\frac{w^2}{4} - x^2\right), para −w/2≤x≤w/2-w/2 \le x \le w/2, que se anula nas duas paredes. Sua média é uˉ=1w∫−w/2w/2u dx=G2η(w24−w212)=Gw212η\bar u = \frac1w\int_{-w/2}^{w/2}u\,dx = \frac{G}{2\eta}\left(\frac{w^2}{4} - \frac{w^2}{12}\right) = \frac{Gw^2}{12\eta}. ∎

O cubo da largura torna os diques largos muito mais eficientes que os estreitos. Um basalto de 100 Pa s100\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s} em um dique de 1 m1\,\mathrm{m} de largura, com Δρ=300 kg/m3\Delta\rho = 300\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, sobe a cerca de 2.5 m/s2.5\,\mathrm{m}/\mathrm{s} e atravessa 10 km10\,\mathrm{km} de crosta em uma hora; um riolito de 106 Pa s10^{6}\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s} no mesmo dique levaria mais de um ano, e se solidificaria no caminho, de modo que os magmas silícicos precisam de diques muito mais largos (Exercício 5.6). O número de Reynolds ρuˉw/η\rho\bar u w/\eta desses escoamentos é pequeno o bastante para que permaneçam laminares. As velocidades de ascensão estimadas para os magmas durante as erupções separam as erupções efusivas, abaixo de cerca de 0.1 m/s0.1\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, das explosivas, acima disso, com um intervalo de transição de 0.005 a 0.25 m/s0.005\text{ a }0.25\,\mathrm{m}/\mathrm{s} em que os dois estilos ocorrem; os kimberlitos, que vêm de profundidades além de 150 km150\,\mathrm{km}, foram estimados em 0.1 a 30 m/s0.1\text{ a }30\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, e um estudo de difusão de um deles dá 0.02 a 0.23 m/s0.02\text{ a }0.23\,\mathrm{m}/\mathrm{s} em média sobre os últimos 80 a 110 km80\text{ a }110\,\mathrm{km}, uma viagem de 5 a 745\text{ a }74 dias.

5.4.2 Os diápiros

Definição 5.8 (Diápiro, nível de flutuabilidade neutra, desmoronamento magmático)

Um diápiro é um corpo de material flutuante, magma ou rocha parcialmente fundida, que sobe através de suas encaixantes fazendo-as escoar para os lados. O nível de flutuabilidade neutra de um magma é a profundidade na qual sua densidade é igual à da rocha ao redor: abaixo dele o magma flutua, acima dele é mais denso que suas encaixantes. O desmoronamento magmático é o desprendimento de blocos da rocha das paredes ou do teto, que afundam no magma; os blocos que ficam inclusos na rocha solidificada são xenólitos.

Proposição 5.9 (Ascensão de Stokes)

Uma esfera de raio aa e déficit de densidade Δρ\Delta\rho que sobe lentamente através de um meio newtoniano de viscosidade η\eta atinge a velocidade terminal

v=2 Δρ g a29 ηv = \frac{2\,\Delta\rho\,g\,a^2}{9\,\eta}

se for rígida, e 1.51.5 vez essa velocidade se for um fluido de viscosidade desprezível.

Demonstração. Admitido neste nível. ∎

A rocha em torno de um diápiro não é um fluido de 100 Pa s100\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}, mas um sólido quente, cuja viscosidade é muitas ordens de grandeza maior que a de qualquer fundido: na crosta, uma esfera de magma de um quilômetro de diâmetro sobe apenas milímetros por ano, e perde seu calor muito antes de ter subido muito (Exercício 5.9). Os diápiros funcionam onde as encaixantes são quentes e moles, no manto e nas raízes profundas das cadeias de montanhas, e onde o material flutuante é uma massa parcialmente fundida de quilômetros de diâmetro; a crosta rasa é atravessada por diques.

5.5 O alojamento

A maior parte do magma nunca chega à superfície. Ela para onde deixa de flutuar, ou onde é bloqueada por uma camada mais resistente, e se espalha em um corpo cuja forma registra como ele abriu espaço para si.

Definição 5.10 (Corpos intrusivos)

Um plúton é qualquer corpo de magma que se solidificou dentro da crosta. Um dique é um plúton tabular que corta o acamamento de sua rocha encaixante (ou qualquer lâmina, se a encaixante não tem acamamento); uma soleira é um plúton tabular paralelo ao acamamento. Um lacólito é uma soleira que se espessou empurrando para cima as camadas sobrejacentes em forma de domo. Um batólito é um grande plúton, ou um conjunto de plútons, com área exposta de mais de 100 km2100\,\mathrm{km}^{2}.

Formas de corpos intrusivos em uma encaixante acamada (esquemático, fora de escala): um dique alimentador que corta as camadas, uma soleira ao longo de um plano de acamamento, um lacólito que arqueia em domo as camadas acima dele, um dique que corta até a superfície e um batólito com blocos desprendidos de seu teto e uma auréola de contato.
Formas de corpos intrusivos em uma encaixante acamada (esquemático, fora de escala): um dique alimentador que corta as camadas, uma soleira ao longo de um plano de acamamento, um lacólito que arqueia em domo as camadas acima dele, um dique que corta até a superfície e um batólito com blocos desprendidos de seu teto e uma auréola de contato.

O lugar onde um magma para depende primeiro de sua densidade. Em uma crosta cuja densidade aumenta com a profundidade, um magma sobe até seu nível de flutuabilidade neutra e ali se espalha lateralmente, como uma soleira ou uma lente; os sedimentos leves perto da superfície são armadilhas especialmente eficazes para o magma basáltico denso. Uma camada resistente e rígida também pode deter um dique e desviá-lo ao longo de sua base. A figura abaixo mostra o princípio.

O nível de flutuabilidade neutra (esquemático). A densidade da crosta aumenta com a profundidade, pela compactação dos sedimentos e pela passagem a rochas mais densas; um magma de densidade fixa sobe enquanto é mais leve que suas encaixantes (sombreado) e se espalha onde as duas densidades se igualam.
O nível de flutuabilidade neutra (esquemático). A densidade da crosta aumenta com a profundidade, pela compactação dos sedimentos e pela passagem a rochas mais densas; um magma de densidade fixa sobe enquanto é mais leve que suas encaixantes (sombreado) e se espalha onde as duas densidades se igualam.

Um plúton precisa abrir espaço para si. Ele pode levantar seu teto, como faz um lacólito; pode empurrar suas paredes para os lados onde elas são moles; pode preencher o espaço aberto por falhamento; e pode desmoronar seu teto, bloco por bloco. Os grandes plútons foram por muito tempo imaginados como enormes tanques de magma alojados de uma só vez. A datação mudou essa imagem. Os zircões da Suíte Intrusiva de Tuolumne, um batólito granítico na Califórnia, mostram que ela foi alojada entre 9595 e 85 Ma85\,\mathrm{Ma}, mais antiga nas margens e mais jovem no centro, e uma de suas unidades sozinha ao longo de mais de 3 Myr3\,\mathrm{Myr}, entre 92.8 Ma92.8\,\mathrm{Ma} e 88.8 Ma88.8\,\mathrm{Ma}. Um único corpo de magma de 5 km5\,\mathrm{km} de espessura e 20 km20\,\mathrm{km} de largura alojado a 15 km15\,\mathrm{km} de profundidade teria se resfriado abaixo de 750 ∘C750\,{}^{\circ}\mathrm{C}, temperatura em que está cerca de meio cristalizado, em cerca de 500 000500\,000 anos. Tais plútons devem ter sido montados incrementalmente, a partir de muitas intrusões menores, como lâminas e diques, ao longo de milhões de anos (Exercício 5.11).

Um dique perto de Shiprock, no Campo Vulcânico Navajo (Novo México): a rocha do dique resistiu à erosão melhor que o arenito e o folhelho que cortou, e hoje se ergue como um muro; ao fundo, o neck vulcânico do qual irradiam vários diques como este. Fotografia: Dexter Perkins (CC0).
Um dique perto de Shiprock, no Campo Vulcânico Navajo (Novo México): a rocha do dique resistiu à erosão melhor que o arenito e o folhelho que cortou, e hoje se ergue como um muro; ao fundo, o neck vulcânico do qual irradiam vários diques como este. Fotografia: Dexter Perkins (CC0).

5.6 Resfriamento e metamorfismo de contato

Uma intrusão perde seu calor por condução para suas rochas encaixantes. O modelo mais simples trata a intrusão e sua encaixante como um único meio condutor de difusividade uniforme κ\kappa: no instante zero, uma lâmina de espessura bb está à temperatura de intrusão TmT_m e a encaixante a T0T_0. A solução da equação do calor, com xx medido a partir do meio da lâmina, é

T(x,t)=T0+Tm−T02[erf⁡b/2−x2κt+erf⁡b/2+x2κt].T(x,t) = T_0 + \frac{T_m - T_0}{2}\left[\operatorname{erf}\frac{b/2 - x}{2\sqrt{\kappa t}} + \operatorname{erf}\frac{b/2 + x}{2\sqrt{\kappa t}}\right].

A figura abaixo a mostra para uma soleira de 100 m100\,\mathrm{m} de espessura.

Proposição 5.11 (Temperatura de contato)

Nesse modelo, enquanto κt\sqrt{\kappa t} é pequeno comparado com bb, a temperatura no contato da intrusão permanece na média (Tm+T0)/2(T_m + T_0)/2 das temperaturas da intrusão e da encaixante.

Demonstração. No contato x=b/2x = b/2, a primeira função erro é erf⁡0=0\operatorname{erf}0 = 0 e a segunda é erf⁡(b/(2κt))\operatorname{erf}(b/(2\sqrt{\kappa t})), próxima de 11 enquanto b≫2κtb \gg 2\sqrt{\kappa t}. Então T=T0+(Tm−T0)/2T = T_0 + (T_m - T_0)/2. ∎

Um dique basáltico a 1150 ∘C1150\,{}^{\circ}\mathrm{C} em rochas a 50 ∘C50\,{}^{\circ}\mathrm{C} aquece assim seu contato a 600 ∘C600\,{}^{\circ}\mathrm{C}. O calor de cristalização, tipicamente de 700 a 1000 MJ/m3700\text{ a }1000\,\mathrm{MJ}/\mathrm{m}^{3}, mantém o magma quente por mais tempo e eleva esse valor: com 900 MJ/m3900\,\mathrm{MJ}/\mathrm{m}^{3} liberados entre 11501150 e 950 ∘C950\,{}^{\circ}\mathrm{C}, o mesmo modelo dá 690 ∘C690\,{}^{\circ}\mathrm{C}, enquanto condutividades dependentes da temperatura e encaixantes úmidas reduzem as duas estimativas em 50 a 75 ∘C75\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

Resfriamento por condução de uma soleira de 100\, m de espessura (sombreada), intrudida a 1150\, C em rocha a 100\, C, com = 0.7 × 10-6\, m2/ s e sem calor latente. O contato permanece perto de 625\, C durante décadas enquanto o calor se espalha na encaixante; após dois séculos, a soleira e suas vizinhanças formam uma única zona morna e larga.
Resfriamento por condução de uma soleira de 100 m100\,\mathrm{m} de espessura (sombreada), intrudida a 1150 ∘C1150\,{}^{\circ}\mathrm{C} em rocha a 100 ∘C100\,{}^{\circ}\mathrm{C}, com κ=0.7×10−6 m2/s\kappa = 0.7 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{s} e sem calor latente. O contato permanece perto de 625 ∘C625\,{}^{\circ}\mathrm{C} durante décadas enquanto o calor se espalha na encaixante; após dois séculos, a soleira e suas vizinhanças formam uma única zona morna e larga.

A escala de tempo do resfriamento é o tempo de que o calor precisa para se difundir através da intrusão, da ordem de (b/2)2/κ(b/2)^2/\kappa: cerca de 1616 dias para um dique de 2 m2\,\mathrm{m} de largura, um século para uma soleira de 100 m100\,\mathrm{m} de espessura, cem mil anos para um plúton de alguns quilômetros. O calor latente a alonga, assim como a necessidade de solidificar o magma, e não apenas resfriá-lo.

Proposição 5.12 (Solidificação de uma intrusão)

Suponha-se que um magma à sua temperatura de solidificação TmT_m, com calor latente LL por unidade de volume, ocupe o semiespaço y>0y > 0 ao lado de uma rocha encaixante a T0T_0 que ocupa y<0y < 0, ambos de capacidade térmica ρc\rho c por unidade de volume e difusividade κ\kappa. A frente de solidificação avança como ys=2λκty_s = 2\lambda\sqrt{\kappa t}, onde λ\lambda é a raiz de

Lπρc (Tm−T0)=e−λ2λ (1+erf⁡λ),\frac{L\sqrt\pi}{\rho c\,(T_m - T_0)} = \frac{e^{-\lambda^2}}{\lambda\,(1 + \operatorname{erf}\lambda)},

e o contato permanece a T0+(Tm−T0)/(1+erf⁡λ)T_0 + (T_m - T_0)/(1 + \operatorname{erf}\lambda). Uma soleira de espessura bb, que se solidifica a partir das duas paredes, está sólida após t=b2/(16λ2κ)t = b^2/(16\lambda^2\kappa).

Demonstração. O magma à frente da frente permanece a TmT_m, de modo que o calor só flui no sólido e na encaixante, onde se tenta T=T0+(Tm−T0)(1+erf⁡ξ)/(1+erf⁡λ)T = T_0 + (T_m - T_0)(1 + \operatorname{erf}\xi)/(1 + \operatorname{erf}\lambda) com ξ=y/(2κt)\xi = y/(2\sqrt{\kappa t}). Toda função de ξ\xi da forma α+βerf⁡ξ\alpha + \beta\operatorname{erf}\xi resolve a equação do calor; esta tende a T0T_0 longe, dentro da encaixante (ξ→−∞\xi \to -\infty), e é igual a TmT_m na frente ξ=λ\xi = \lambda. Em y=0y = 0 ela dá a temperatura de contato enunciada. Na frente, o calor latente liberado pelo sólido que avança, L dys/dt=Lλκ/tL\,dy_s/dt = L\lambda\sqrt{\kappa/t} por unidade de área e de tempo, precisa ser conduzido para longe, k ∂T/∂y=k(Tm−T0) e−λ2/[(1+erf⁡λ)πκt]k\,\partial T/\partial y = k(T_m - T_0)\,e^{-\lambda^2}/[(1 + \operatorname{erf}\lambda)\sqrt{\pi\kappa t}]. Igualar os dois e usar k=ρcκk = \rho c\kappa dá a equação para λ\lambda. Cada parede da soleira faz crescer sua própria frente, de modo independente enquanto o núcleo permanece a TmT_m; as duas frentes se encontram quando 2λκt=b/22\lambda\sqrt{\kappa t} = b/2. ∎

Com o calor latente de um basalto e uma encaixante a cerca de 100 ∘C100\,{}^{\circ}\mathrm{C}, λ\lambda vale cerca de 0.650.65: uma soleira de 100 m100\,\mathrm{m} de espessura se solidifica em cerca de setenta anos, e seu contato permanece perto de 740 ∘C740\,{}^{\circ}\mathrm{C} em vez de 625 ∘C625\,{}^{\circ}\mathrm{C} durante esse tempo. O problema de fim de semana percorre esse caso. Como o tempo cresce com o quadrado da espessura, uma soleira dez vezes mais espessa leva cem vezes mais tempo.

Definição 5.13 (Auréola de contato e suas rochas)

Uma margem resfriada é a borda de granulação fina ou vítrea de uma intrusão, onde o magma se resfriou depressa contra uma encaixante mais fria. Uma auréola de contato é a zona de rocha encaixante em torno de uma intrusão que foi metamorfizada por seu calor. O hornfels é a rocha dura, de granulação fina e não foliada em que se transformam os lamitos e as rochas vulcânicas em uma auréola de contato. O escarnito é a rocha formada onde fluidos magmáticos quentes reagem com uma encaixante carbonática, depositando silicatos de cálcio, ferro e magnésio, como granada e piroxênio, muitas vezes com magnetita e sulfetos metálicos.

As auréolas de contato vão de alguns centímetros em torno de pequenos diques e soleiras a várias dezenas de metros em torno de um grande stock, e o metamorfismo de contato abrange de cerca de 300 ∘C300\,{}^{\circ}\mathrm{C} a mais de 800 ∘C800\,{}^{\circ}\mathrm{C}. Um lamito torna-se um hornfels, um calcário um mármore, um arenito um quartzito. Um magma alojado em profundidade em rochas já quentes quase não produz auréola: a largura depende do tamanho e da temperatura da intrusão e da temperatura de sua encaixante, como prevê o modelo de resfriamento (Exercício 5.12). Os minerais que crescem em uma auréola, e o que eles dizem sobre a temperatura, pertencem ao Capítulo 10; os metais que os escarnitos concentram, ao Capítulo 29.

No campo — Ler os contatos de um dique

Uma geóloga examina o contato de um dique escuro com uma rocha encaixante clara (ilustração gerada por IA).

Onde um dique aflora, um geólogo segue primeiro seus contatos com a rocha encaixante. Uma margem de granulação mais fina ou mais vítrea que o centro do dique mostra que o magma foi resfriado bruscamente contra rocha fria; um dique de 25 cm25\,\mathrm{cm} de largura estudado na costa da Colúmbia Britânica tem margens resfriadas de 2 cm2\,\mathrm{cm} de espessura. A rocha encaixante é examinada junto ao contato em busca de cozimento: uma mudança de cor, um endurecimento, minerais novos que desaparecem à medida que se afasta do dique. A largura da zona cozida e da margem resfriada, comparada com a largura do dique, indica quão quente estava a encaixante quando o dique chegou; um dique sem margem resfriada e sem auréola foi intrudido em rochas que já estavam quentes. Coletam-se amostras através do dique, da margem ao centro, para a geoquímica de seu fundido e para o tamanho de seus cristais.

5.7 Exercícios

Exercício 5.1 ★

Para fundidos graníticos hidratados, uma equação ajustada às medidas dá log⁡10η=[−3.545+0.833ln⁡w]+[9601−2368ln⁡w]/{T−[195.7+32.25ln⁡w]}\log_{10}\eta = [-3.545 + 0.833\ln w] + [9601 - 2368\ln w]/\{T - [195.7 + 32.25\ln w]\}, com η\eta em Pa s\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}, ww o teor de água em porcentagem em peso e TT em kelvins. Calcule log⁡10η\log_{10}\eta a 800 ∘C800\,{}^{\circ}\mathrm{C} para w=1w = 1 e w=4w = 4, e o fator pelo qual os três por cento adicionais de água reduzem a viscosidade.

Solução

Solução de Exercício 5.1.

T=1073 KT = 1073\,\mathrm{K}. Para w=1w = 1, ln⁡w=0\ln w = 0: log⁡10η=−3.545+9601/(1073−195.7)=−3.545+10.94=7.40\log_{10}\eta = -3.545 + 9601/(1073 - 195.7) = -3.545 + 10.94 = 7.40. Para w=4w = 4, ln⁡4=1.386\ln 4 = 1.386: A=−3.545+1.155=−2.390A = -3.545 + 1.155 = -2.390, B=9601−3283=6318B = 9601 - 3283 = 6318, C=195.7+44.7=240.4C = 195.7 + 44.7 = 240.4, e log⁡10η=−2.390+6318/832.6=−2.390+7.588=5.20\log_{10}\eta = -2.390 + 6318/832.6 = -2.390 + 7.588 = 5.20. A viscosidade cai por um fator 107.40−5.20=102.20≈16010^{7.40 - 5.20} = 10^{2.20} \approx 160.

Exercício 5.2 ★

Com a lei da raiz quadrada, s=0.44s = 0.44 para um riolito e s=0.34s = 0.34 para um basalto (por cento em peso por MPa\sqrt{\mathrm{MPa}}), calcule a pressão de saturação de um riolito com 6 %6\,\% de água e de um basalto com 0.5 %0.5\,\%, e as profundidades correspondentes em uma crosta de densidade 2600 kg/m32600\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} (g=9.81 m/s2g = 9.81\,\mathrm{m}/\mathrm{s}^{2}).

Solução

Solução de Exercício 5.2.

Riolito: ps=(6/0.44)2=186 MPap_s = (6/0.44)^2 = 186\,\mathrm{MPa}, a uma profundidade de 186×106/(2600×9.81)=7.3 km186 \times 10^{6}/(2600\times9.81) = 7.3\,\mathrm{km}. Basalto: ps=(0.5/0.34)2=2.16 MPap_s = (0.5/0.34)^2 = 2.16\,\mathrm{MPa}, a 2.16×106/(2600×9.81)=85 m2.16 \times 10^{6}/(2600\times9.81) = 85\,\mathrm{m}. O riolito começa a formar bolhas no interior profundo da crosta, o basalto só perto da superfície (se não carregar CO2_2).

Exercício 5.3 ★

Calcule a temperatura de contato de um dique basáltico a 1150 ∘C1150\,{}^{\circ}\mathrm{C} intrudido em rochas a 50 ∘C50\,{}^{\circ}\mathrm{C}, depois em rochas a 400 ∘C400\,{}^{\circ}\mathrm{C}. Qual dos dois diques terá a margem resfriada mais larga?

Solução

Solução de Exercício 5.3.

(1150+50)/2=600 ∘C(1150 + 50)/2 = 600\,{}^{\circ}\mathrm{C} e (1150+400)/2=775 ∘C(1150 + 400)/2 = 775\,{}^{\circ}\mathrm{C}. O dique na rocha fria é resfriado mais bruscamente em seu contato, e tem a margem resfriada mais larga.

Exercício 5.4 ★

Dê o nome de cada corpo. (a) Uma lâmina de dolerito de 30 m30\,\mathrm{m} de espessura situada entre duas camadas de arenito ao longo de 20 km20\,\mathrm{km}. (b) Uma lâmina vertical de basalto de 2 m2\,\mathrm{m} de largura que corta calcários horizontais. (c) Um granito exposto em 2000 km22000\,\mathrm{km}^{2}, formado por uma dúzia de unidades de idades diferentes. (d) Uma lente de pórfiro de 1 km1\,\mathrm{km} de diâmetro, plana na base, acima da qual as camadas estão arqueadas. (e) Uma lâmina horizontal de basalto em um granito.

Solução

Solução de Exercício 5.4.

(a) Uma soleira, paralela ao acamamento. (b) Um dique, que corta o acamamento. (c) Um batólito, com mais de 100 km2100\,\mathrm{km}^{2} e montado a partir de muitas intrusões. (d) Um lacólito, que arqueou seu teto em domo. (e) Um dique: o granito não tem acamamento, de modo que qualquer lâmina nele é um dique, qualquer que seja sua orientação.

Exercício 5.5 ★★

Um fundido basáltico tem ηℓ=100 Pa s\eta_{\ell} = 100\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}. Com a relação de Einstein–Roscoe (R=1.35R = 1.35), calcule a viscosidade do magma com 5 %5\,\%, 20 %20\,\%, 40 %40\,\% e 60 %60\,\% de cristais, e compare o primeiro valor com a fórmula diluída de Einstein. Em que fração de cristais a relação prevê o travamento?

Solução

Solução de Exercício 5.5.

(1−1.35ϕ)−2.5(1 - 1.35\phi)^{-2.5}: para ϕ=0.05\phi = 0.05, 0.9325−2.5=1.190.9325^{-2.5} = 1.19, portanto 119 Pa s119\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}, contra 1+2.5×0.05=1.1251 + 2.5\times0.05 = 1.125, 113 Pa s113\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}, com a fórmula de Einstein (próximos, como deve ser no limite diluído). Para 0.200.20: 0.73−2.5=2.200.73^{-2.5} = 2.20, 220 Pa s220\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}; para 0.400.40: 0.46−2.5=6.970.46^{-2.5} = 6.97, 697 Pa s697\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}; para 0.600.60: 0.19−2.5=63.60.19^{-2.5} = 63.6, cerca de 6360 Pa s6360\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}. Travamento em ϕ=1/1.35=0.74\phi = 1/1.35 = 0.74.

Exercício 5.6 ★★

Um magma com densidade 300 kg/m3300\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} menor que a de suas paredes sobe por um dique. (a) Para um basalto (η=100 Pa s\eta = 100\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}, ρ=2700 kg/m3\rho = 2700\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}) em um dique de 1 m1\,\mathrm{m} de largura, calcule a velocidade média, o fluxo por metro de dique, o número de Reynolds e o tempo para subir 10 km10\,\mathrm{km}. (b) O mesmo tempo para um riolito de 106 Pa s10^{6}\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s} em um dique de 1 m1\,\mathrm{m} de largura, depois de 10 m10\,\mathrm{m} de largura. (c) Um dique de 1 m1\,\mathrm{m} de largura perde seu calor em um tempo da ordem de (w/2)2/κ(w/2)^2/\kappa, com κ=1×10−6 m2/s\kappa = 1 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{s}: qual das três ascensões pode ter êxito?

Solução

Solução de Exercício 5.6.

G=300×9.81=2943 Pa/mG = 300\times9.81 = 2943\,\mathrm{Pa}/\mathrm{m}. (a) uˉ=2943×12/(12×100)=2.45 m/s\bar u = 2943\times1^2/(12\times100) = 2.45\,\mathrm{m}/\mathrm{s}; q=2.45 m2/sq = 2.45\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{s}; Re=2700×2.45×1/100=66Re = 2700\times2.45\times1/100 = 66, laminar; t=10000/2.45=4080 st = 10000/2.45 = 4080\,\mathrm{s}, cerca de 1.1 h1.1\,\mathrm{h}. (b) uˉ=2943/(12×106)=2.45×10−4 m/s\bar u = 2943/(12\times10^{6}) = 2.45 \times 10^{-4}\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, t=4.08×107 s=472t = 4.08 \times 10^{7}\,\mathrm{s} = 472 dias; com w=10 mw = 10\,\mathrm{m}, uˉ\bar u é cem vezes maior, 0.0245 m/s0.0245\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, e t=4.08×105 s=4.7t = 4.08 \times 10^{5}\,\mathrm{s} = 4.7 dias. (c) O dique de 1 m1\,\mathrm{m} se resfria em cerca de 0.52/10−6=2.5×105 s0.5^2/10^{-6} = 2.5 \times 10^{5}\,\mathrm{s}, 2.9 dias; o dique de 10 m10\,\mathrm{m} em 52/10−6=2.5×107 s5^2/10^{-6} = 2.5 \times 10^{7}\,\mathrm{s}, 289 dias. O basalto (1.1 h1.1\,\mathrm{h}) e o riolito no dique largo (4.7 dias) chegam antes que seus diques se solidifiquem; o riolito no dique de 1 m1\,\mathrm{m} (472 dias) não consegue.

Exercício 5.7 ★★

Um magma de densidade 2400 kg/m32400\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} a 900 ∘C900\,{}^{\circ}\mathrm{C} libera 1 %1\,\% de sua massa como vapor de água. Tratando o vapor como gás ideal (R=8.314 J/(mol K)R = 8.314\,\mathrm{J}/(\mathrm{mol}\,\mathrm{K}), 18.015 g/mol18.015\,\mathrm{g}/\mathrm{mol}), calcule a fração volumétrica de gás no magma a 100 MPa100\,\mathrm{MPa}, 10 MPa10\,\mathrm{MPa} e 0.1 MPa0.1\,\mathrm{MPa}. Qual dos três valores é o menos confiável, e por quê?

Solução

Solução de Exercício 5.7.

Por quilograma de magma, n=10/18.015=0.555 moln = 10/18.015 = 0.555\,\mathrm{mol} de água e nRT=0.555×8.314×1173=5414 JnRT = 0.555\times8.314\times1173 = 5414\,\mathrm{J}; o fundido restante ocupa 0.99/2400=4.13×10−4 m30.99/2400 = 4.13 \times 10^{-4}\,\mathrm{m}^{3}. A 100 MPa100\,\mathrm{MPa}: V=5.41×10−5 m3V = 5.41 \times 10^{-5}\,\mathrm{m}^{3}, fração 5.41/(5.41+41.3)=0.125.41/(5.41 + 41.3) = 0.12. A 10 MPa10\,\mathrm{MPa}: V=5.41×10−4 m3V = 5.41 \times 10^{-4}\,\mathrm{m}^{3}, fração 0.570.57. A 0.1 MPa0.1\,\mathrm{MPa}: V=0.0541 m3V = 0.0541\,\mathrm{m}^{3}, fração 0.9920.992. O valor a 100 MPa100\,\mathrm{MPa} é o menos confiável: o vapor de água a essa pressão é denso e está longe de ser ideal (e boa parte da água ainda estaria, na verdade, dissolvida).

Exercício 5.8 ★★

Em uma bacia, a densidade das rochas aumenta com a profundidade zz como ρ(z)=2300+60 z\rho(z) = 2300 + 60\,z (kg/m3\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, zz em km\mathrm{km}) até 10 km10\,\mathrm{km}. (a) Onde está o nível de flutuabilidade neutra de um fundido basáltico de 2650 kg/m32650\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}? (b) O modelo de densidade deste capítulo mostra que um por cento de água dissolvida reduz a densidade de um fundido basáltico em cerca de 70 kg/m370\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}. Onde para um fundido com um por cento a mais de água? (c) Qual é a força de empuxo por metro cúbico do fundido seco 2 km2\,\mathrm{km} abaixo de seu nível de flutuabilidade neutra?

Solução

Solução de Exercício 5.8.

(a) 2300+60z=26502300 + 60z = 2650 dá z=5.8 kmz = 5.8\,\mathrm{km}. (b) O fundido tem 2580 kg/m32580\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}: z=280/60=4.7 kmz = 280/60 = 4.7\,\mathrm{km}, cerca de 1.2 km1.2\,\mathrm{km} mais acima. (c) Em z=7.8 kmz = 7.8\,\mathrm{km} a rocha tem 2300+60×7.8=2770 kg/m32300 + 60\times7.8 = 2770\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}; a força é (2770−2650)×9.81=1.2 kN(2770 - 2650)\times9.81 = 1.2\,\mathrm{kN} por metro cúbico, para cima.

Exercício 5.9 ★★

Suponha que um diápiro granítico de raio 1 km1\,\mathrm{km} e déficit de densidade 300 kg/m3300\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} suba através de uma crosta inferior de viscosidade 1019 Pa s10^{19}\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}. Calcule sua velocidade de Stokes (esfera rígida) em milímetros por ano e o tempo para subir 10 km10\,\mathrm{km}. Compare com a escala de tempo a2/κa^2/\kappa de seu resfriamento, com κ=1×10−6 m2/s\kappa = 1 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{s}. O que você conclui?

Solução

Solução de Exercício 5.9.

v=2×300×9.81×(1000)2/(9×1019)=6.5×10−11 m/sv = 2\times300\times9.81\times(1000)^2/(9\times10^{19}) = 6.5 \times 10^{-11}\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, ou 6.5×10−11×3.156×107=2.1×10−3 m6.5 \times 10^{-11}\times3.156 \times 10^{7} = 2.1 \times 10^{-3}\,\mathrm{m} por ano, 2.1 mm/yr2.1\,\mathrm{mm}/\mathrm{yr}. Subir 10 km10\,\mathrm{km} leva 104/2.1×10−3=4.8 Myr10^{4}/2.1 \times 10^{-3} = 4.8\,\mathrm{Myr}. A escala de tempo do resfriamento é (1000)2/10−6=1012 s=32 kyr(1000)^2/10^{-6} = 10^{12}\,\mathrm{s} = 32\,\mathrm{kyr}: o corpo se solidifica depois de subir cerca de 32000×0.0021≈70 m32000\times0.0021 \approx 70\,\mathrm{m}. Um diápiro magmático não consegue atravessar uma crosta assim; ele precisa de encaixantes mais quentes e mais moles.

Exercício 5.10 ★★★

A água se dissolve em um fundido ao mesmo tempo como moléculas, xm=K1fx_m = K_1 f, e como grupos hidroxila, xOH2=K2xmx_{\mathrm{OH}}^2 = K_2 x_m (com o oxigênio do fundido em grande excesso), de modo que a água dissolvida total é x=xm+xOH/2x = x_m + x_{\mathrm{OH}}/2. (a) Exprima xx em função de ff e mostre que ele se comporta como f\sqrt f para ff baixo e como ff para ff alto. (b) Em que fugacidade as duas formas de água são igualmente abundantes? (c) Com K1=1×10−4 MPa−1K_1 = 1 \times 10^{-4}\,\mathrm{MPa}^{-1} e K2=0.2K_2 = 0.2, calcule essa fugacidade e a fração de água dissolvida como hidroxila a 100 MPa100\,\mathrm{MPa}.

Solução

Solução de Exercício 5.10.

(a) xOH=K2xm=K1K2fx_{\mathrm{OH}} = \sqrt{K_2x_m} = \sqrt{K_1K_2f}, logo x=K1f+12K1K2fx = K_1f + \frac12\sqrt{K_1K_2f}. A razão entre o primeiro termo e o segundo é 2K1f/K22\sqrt{K_1f/K_2}: ela tende a zero quando f→0f \to 0 (a raiz quadrada domina) e cresce sem limite com ff (o termo linear domina). (b) K1f=12K1K2fK_1 f = \frac12\sqrt{K_1K_2 f} dá K12f2=K1K2f/4K_1^2f^2 = K_1K_2f/4, logo f=K2/(4K1)f = K_2/(4K_1). (c) f=0.2/(4×10−4)=500 MPaf = 0.2/(4 \times 10^{-4}) = 500\,\mathrm{MPa}. A 100 MPa100\,\mathrm{MPa}: xm=0.0100x_m = 0.0100, 1210−4×0.2×100=12×0.0447=0.0224\frac12\sqrt{10^{-4}\times0.2\times100} = \frac12\times0.0447 = 0.0224, logo x=0.0324x = 0.0324 e a fração em hidroxila é 0.0224/0.0324=69 %0.0224/0.0324 = 69\,\%.

Exercício 5.11 ★★★

Um plúton granítico de 1000 km31000\,\mathrm{km}^{3} é montado ao longo de 4 Myr4\,\mathrm{Myr}. (a) Calcule seu suprimento médio de magma em km3\mathrm{km}^{3} por ano e em m3\mathrm{m}^{3} por segundo. (b) Um único dique de 1 km1\,\mathrm{km} de comprimento e 2 m2\,\mathrm{m} de largura, com velocidade média de 0.8 m/s0.8\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, o alimenta: quanto tempo o dique levaria para fornecer todo o plúton? Que fração dos 4 Myr4\,\mathrm{Myr} isso representa? (c) Se o plúton é formado por lâminas de 20 m20\,\mathrm{m} de espessura e 10 km10\,\mathrm{km} por 10 km10\,\mathrm{km} de extensão, quantas lâminas são necessárias, e quanto tempo separa duas delas em média? (d) Com λ=0.65\lambda = 0.65 e κ=0.7×10−6 m2/s\kappa = 0.7 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{s}, quanto tempo uma lâmina leva para se solidificar? O plúton chega a ser um único grande corpo de magma?

Solução

Solução de Exercício 5.11.

(a) 1000/4×106=2.5×10−4 km31000/4 \times 10^{6} = 2.5 \times 10^{-4}\,\mathrm{km}^{3} por ano, isto é, 2.5×105 m32.5 \times 10^{5}\,\mathrm{m}^{3} por ano, ou 2.5×105/3.156×107=0.0079 m3/s2.5 \times 10^{5}/3.156 \times 10^{7} = 0.0079\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{s}, cerca de oito litros por segundo. (b) O dique transporta 1000×2×0.8=1600 m3/s1000\times2\times0.8 = 1600\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{s}, e fornece 1012 m310^{12}\,\mathrm{m}^{3} em 6.25×108 s6.25 \times 10^{8}\,\mathrm{s}, cerca de 20 anos: 5×10−65 \times 10^{-6} dos 4 Myr4\,\mathrm{Myr}. (c) Cada lâmina contém 20×104×104=2×109 m3=2 km320\times10^{4}\times10^{4} = 2 \times 10^{9}\,\mathrm{m}^{3} = 2\,\mathrm{km}^{3}, logo 500 lâminas, uma a cada 4×106/500=80004 \times 10^{6}/500 = 8000 anos em média. (d) t=(10)2/(4×0.652×0.7×10−6)=8.5×107 st = (10)^2/(4\times0.65^2\times0.7 \times 10^{-6}) = 8.5 \times 10^{7}\,\mathrm{s}, 2.7 anos. Cada lâmina se solidifica milhares de anos antes que chegue a seguinte: a menos que o suprimento venha em pulsos rápidos, o plúton nunca é um único grande corpo de magma, como sugere a datação dos grandes plútons.

Exercício 5.12 ★★★

Longe de um dique delgado de largura bb (a distâncias x≫bx \gg b), seu calor age como uma fonte plana instantânea: T−T0=(Tm−T0) b e−x2/(4κt)/4πκtT - T_0 = (T_m - T_0)\,b\,e^{-x^2/(4\kappa t)}/\sqrt{4\pi\kappa t}. (a) Mostre que, à distância xx, a temperatura é máxima em t∗=x2/(2κ)t^* = x^2/(2\kappa), e que essa elevação máxima é ΔTmax⁡=(Tm−T0) b/(x2πe)\Delta T_{\max} = (T_m - T_0)\,b/(x\sqrt{2\pi e}). (b) Para um dique de 2 m2\,\mathrm{m} de largura com Tm−T0=1100 KT_m - T_0 = 1100\,\mathrm{K}, a que distância a rocha se aquece no máximo 100 K100\,\mathrm{K}, e quando (κ=0.7×10−6 m2/s\kappa = 0.7 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{s})? (c) Por que as auréolas dos diques delgados são tão estreitas?

Solução

Solução de Exercício 5.12.

(a) Com xx fixo, ln⁡(T−T0)=const−12ln⁡t−x2/(4κt)\ln(T - T_0) = \text{const} - \frac12\ln t - x^2/(4\kappa t), cuja derivada −1/(2t)+x2/(4κt2)-1/(2t) + x^2/(4\kappa t^2) se anula em t∗=x2/(2κ)t^* = x^2/(2\kappa). Então e−x2/(4κt∗)=e−1/2e^{-x^2/(4\kappa t^*)} = e^{-1/2} e 4πκt∗=x2π\sqrt{4\pi\kappa t^*} = x\sqrt{2\pi}, logo ΔTmax⁡=(Tm−T0) b e−1/2/(x2π)=(Tm−T0) b/(x2πe)\Delta T_{\max} = (T_m - T_0)\,b\,e^{-1/2}/(x\sqrt{2\pi}) = (T_m - T_0)\,b/(x\sqrt{2\pi e}). (b) 2πe=4.13\sqrt{2\pi e} = 4.13: x=1100×2/(100×4.13)=5.3 mx = 1100\times2/(100\times4.13) = 5.3\,\mathrm{m}, atingidos após t∗=5.32/(2×0.7×10−6)=2.0×107 st^* = 5.3^2/(2\times0.7 \times 10^{-6}) = 2.0 \times 10^{7}\,\mathrm{s}, cerca de 230 dias (a apenas 2.7 larguras de dique, a aproximação de fonte plana é grosseira). (c) O aquecimento decresce como b/xb/x: um dique delgado carrega pouco calor, e a rocha só é aquecida de modo apreciável a poucas larguras de dique.

5.8 Problema: a soleira sob o planalto

Problema 5.1

Problema de fim de semana — seguir um magma basáltico de seu dique alimentador até uma soleira, sua água e o tempo que a soleira leva para se solidificar

Sob um planalto imaginário, sedimentos (folhelho e arenito) de densidade média 2450 kg/m32450\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} repousam a 3.0 km3.0\,\mathrm{km} de profundidade sobre um embasamento cristalino de densidade 2800 kg/m32800\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}. Um magma basáltico subiu de 15 km15\,\mathrm{km} por um dique de 2.0 m2.0\,\mathrm{m} de largura e se espalhou ao longo da base dos sedimentos como uma soleira de dolerito de 100 m100\,\mathrm{m} de espessura. Dados: temperatura de intrusão 1150 ∘C1150\,{}^{\circ}\mathrm{C}; lei de viscosidade do fundido log⁡10η=−4.55+5510/(T−611)\log_{10}\eta = -4.55 + 5510/(T - 611) (TT em kelvins); densidade do fundido com sua água 2710 kg/m32710\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}; 20 %20\,\% de cristais em volume (Einstein–Roscoe, R=1.35R = 1.35); água dissolvida 0.40 %0.40\,\%, solubilidade s=0.34s = 0.34 por cento por MPa\sqrt{\mathrm{MPa}}; temperatura da encaixante no nível da soleira 100 ∘C100\,{}^{\circ}\mathrm{C}; κ=0.7×10−6 m2/s\kappa = 0.7 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{s}, ρc=2.5 MJ/(m3 K)\rho c = 2.5\,\mathrm{MJ}/(\mathrm{m}^{3}\,\mathrm{K}), calor latente 900 MJ/m3900\,\mathrm{MJ}/\mathrm{m}^{3}, sendo o magma tratado como se solidificando à sua temperatura de intrusão; g=9.81 m/s2g = 9.81\,\mathrm{m}/\mathrm{s}^{2}; um ano vale 3.156×107 s3.156 \times 10^{7}\,\mathrm{s}.

Parte I — O magma.

  1. Calcule log⁡10η\log_{10}\eta e η\eta do fundido a 1150 ∘C1150\,{}^{\circ}\mathrm{C} (1423 K1423\,\mathrm{K}).
  2. O mesmo a 1100 ∘C1100\,{}^{\circ}\mathrm{C}. Por que fator a viscosidade varia nesses 50 K50\,\mathrm{K}?
  3. Calcule a viscosidade do magma com seus cristais a 1150 ∘C1150\,{}^{\circ}\mathrm{C}.
  4. Em que fração de cristais a relação de Einstein–Roscoe faria o magma travar? Compare com a estimativa de campo do fim do escoamento em massa.
  5. Calcule a diferença de densidade entre o magma e o embasamento, e entre o magma e os sedimentos.
  6. Calcule a pressão litostática no nível da soleira.

Parte II — Subindo pelo dique.

  1. Calcule o gradiente de pressão de empuxo Δρ g\Delta\rho\,g que impele o magma através do embasamento.
  2. Calcule a velocidade média do magma no dique.
  3. Calcule o fluxo por metro de dique, e o fluxo total se o dique tiver 1.0 km1.0\,\mathrm{km} de comprimento.
  4. Calcule o número de Reynolds do escoamento. Ele é laminar?
  5. Quanto tempo o magma leva para subir de 15 km15\,\mathrm{km} a 3.0 km3.0\,\mathrm{km}?
  6. Compare com a escala de tempo (w/2)2/κ(w/2)^2/\kappa em que o dique perde seu calor. Ele consegue permanecer aberto?
  7. Explique por que o magma parou a 3.0 km3.0\,\mathrm{km} e se espalhou lateralmente, usando o vocabulário do capítulo.

Parte III — A água.

  1. Calcule a pressão de saturação da água do fundido, e a profundidade nos sedimentos em que ela é atingida.
  2. Quanta água o fundido poderia conter no nível da soleira? O magma da soleira exsolve água?
  3. As vesículas da margem resfriada da soleira contêm sobretudo CO2_2. Explique.
  4. Se todos os 0.40 %0.40\,\% de água saíssem na superfície, a 1150 ∘C1150\,{}^{\circ}\mathrm{C} e 0.1 MPa0.1\,\mathrm{MPa}, que fração volumétrica do magma o vapor ocuparia (gás ideal)?

Parte IV — Resfriamento e solidificação.

  1. Desprezando o calor latente, calcule a temperatura de contato da soleira.
  2. Desprezando o calor latente, calcule a temperatura 10 m10\,\mathrm{m} acima do contato superior 1010 anos após a intrusão.
  3. Mesmo modelo: calcule a temperatura no meio da soleira após 1010 anos e 5050 anos.
  4. Mesmo modelo: 80 m80\,\mathrm{m} acima do contato superior, calcule a temperatura após 300300, 363363 e 420420 anos. A rocha ali chega a atingir 300 ∘C300\,{}^{\circ}\mathrm{C}?
  5. Calcule Lπ/(ρc (Tm−T0))L\sqrt\pi/(\rho c\,(T_m - T_0)) para a soleira.
  6. Calcule e−λ2/(λ(1+erf⁡λ))e^{-\lambda^2}/(\lambda(1 + \operatorname{erf}\lambda)) para λ=0.64\lambda = 0.64, 0.650.65 e 0.660.66 (erf⁡0.64=0.6346\operatorname{erf}0.64 = 0.6346, erf⁡0.65=0.6420\operatorname{erf}0.65 = 0.6420, erf⁡0.66=0.6494\operatorname{erf}0.66 = 0.6494), e dê λ\lambda com duas casas decimais.
  7. Com calor latente, calcule a temperatura de contato enquanto a soleira se solidifica. Por que ela é mais alta que na questão 18?
  8. Calcule a escala de tempo (b/2)2/κ(b/2)^2/\kappa em anos.
  9. Calcule o tempo que a soleira leva para se solidificar, em anos, o número-chave deste problema, e explique por que ele é mais curto que a escala de tempo da questão anterior, embora o calor latente precise ser removido.
Solução

Solução de Problema 5.1.

1. log⁡10η=−4.55+5510/(1423−611)=−4.55+6.786=2.24\log_{10}\eta = -4.55 + 5510/(1423 - 611) = -4.55 + 6.786 = 2.24; η=172 Pa s\eta = 172\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}.

2. −4.55+5510/762=−4.55+7.231=2.68-4.55 + 5510/762 = -4.55 + 7.231 = 2.68, η=480 Pa s\eta = 480\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}: um fator de 480/172=2.8480/172 = 2.8 para 50 K50\,\mathrm{K}.

3. 172×(1−1.35×0.20)−2.5=172×0.73−2.5=172×2.20=378 Pa s172\times(1 - 1.35\times0.20)^{-2.5} = 172\times0.73^{-2.5} = 172\times2.20 = 378\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}.

4. ϕ=1/1.35=0.74\phi = 1/1.35 = 0.74. As evidências de campo situam o fim do escoamento em massa em uma fração de fundido de 30 a 50 %30\text{ a }50\,\%, isto é, 50 a 70 %50\text{ a }70\,\% de cristais: antes, porque os cristais reais não são esferas de um só tamanho.

5. Embasamento: 2800−2710=90 kg/m32800 - 2710 = 90\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, o magma é mais leve. Sedimentos: 2450−2710=−260 kg/m32450 - 2710 = -260\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, o magma é mais denso.

6. p=2450×9.81×3000=72.1 MPap = 2450\times9.81\times3000 = 72.1\,\mathrm{MPa}.

7. 90×9.81=883 Pa/m90\times9.81 = 883\,\mathrm{Pa}/\mathrm{m}.

8. uˉ=883×2.02/(12×378)=3532/4536=0.78 m/s\bar u = 883\times2.0^2/(12\times378) = 3532/4536 = 0.78\,\mathrm{m}/\mathrm{s}.

9. q=0.78×2.0=1.56 m2/sq = 0.78\times2.0 = 1.56\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{s}; ao longo de 1.0 km1.0\,\mathrm{km}, cerca de 1560 m3/s1560\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{s}.

10. Re=2710×0.78×2.0/378=11Re = 2710\times0.78\times2.0/378 = 11: laminar.

11. 12000/0.78=15 400 s12000/0.78 = 15\,400\,\mathrm{s}, cerca de 4.3 h4.3\,\mathrm{h}.

12. (1.0)2/0.7×10−6=1.43×106 s(1.0)^2/0.7 \times 10^{-6} = 1.43 \times 10^{6}\,\mathrm{s}, 16.5 dias, muito mais que 4.3 h4.3\,\mathrm{h}: o dique permanece aberto enquanto o magma escoa.

13. A 3.0 km3.0\,\mathrm{km} o magma encontra sedimentos mais leves que ele: a base dos sedimentos é seu nível de flutuabilidade neutra. Acima dela o magma seria mais denso que suas encaixantes, de modo que se espalha lateralmente ao longo do contato como uma soleira.

14. ps=(0.40/0.34)2=1.38 MPap_s = (0.40/0.34)^2 = 1.38\,\mathrm{MPa}, atingida a 1.38×106/(2450×9.81)=58 m1.38 \times 10^{6}/(2450\times9.81) = 58\,\mathrm{m} abaixo da superfície.

15. 0.34×72.1=0.34×8.49=2.9 %0.34\times\sqrt{72.1} = 0.34\times8.49 = 2.9\,\%, muito mais que os 0.40 %0.40\,\% presentes: o magma da soleira não exsolve água.

16. O CO2_2 é muito menos solúvel que a água: ele satura e forma bolhas logo no início da ascensão, em profundidade, de modo que o primeiro gás de um basalto é sobretudo CO2_2.

17. Por quilograma, n=4.0/18.015=0.222 moln = 4.0/18.015 = 0.222\,\mathrm{mol}, V=0.222×8.314×1423/105=0.0263 m3V = 0.222\times8.314\times1423/ 10^{5} = 0.0263\,\mathrm{m}^{3}; o fundido ocupa 0.996/2710=3.68×10−4 m30.996/2710 = 3.68 \times 10^{-4}\,\mathrm{m}^{3}; a fração é 0.0263/(0.0263+0.000368)=0.9860.0263/(0.0263 + 0.000368) = 0.986, 98.6 %98.6\,\%.

18. (1150+100)/2=625 ∘C(1150 + 100)/2 = 625\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

19. Após 10 anos, 2κt=20.7×10−6×3.156×108=29.7 m2\sqrt{\kappa t} = 2\sqrt{0.7 \times 10^{-6}\times3.156 \times 10^{8}} = 29.7\,\mathrm{m}. O ponto está a x=60 mx = 60\,\mathrm{m} do meio: T=100+525 [erf⁡(−10/29.7)+erf⁡(110/29.7)]=100+525 (−0.365+1.000)=433 ∘CT = 100 + 525\,[\operatorname{erf}(-10/29.7) + \operatorname{erf}(110/29.7)] = 100 + 525\,(-0.365 + 1.000) = 433\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

20. No meio, T=100+1050erf⁡(50/2κt)T = 100 + 1050\operatorname{erf}(50/2\sqrt{\kappa t}): após 10 anos, 1050erf⁡(1.68)=1050×0.9831050\operatorname{erf}(1.68) = 1050\times0.983, T=1132 ∘CT = 1132\,{}^{\circ}\mathrm{C}; após 50 anos, 2κt=66.5 m2\sqrt{\kappa t} = 66.5\,\mathrm{m}, 1050erf⁡(0.752)=1050×0.7131050\operatorname{erf}(0.752) = 1050\times0.713, T=848 ∘CT = 848\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

21. Em x=130 mx = 130\,\mathrm{m}: 294 ∘C294\,{}^{\circ}\mathrm{C} após 300 anos, 295 ∘C295\,{}^{\circ}\mathrm{C} após 363 anos (o máximo), 295 ∘C295\,{}^{\circ}\mathrm{C} após 420 anos. Sem calor latente, a rocha 80 m80\,\mathrm{m} acima da soleira nunca chega a atingir 300 ∘C300\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

22. 9×108×1.772/(2.5×106×1050)=0.6089 \times 10^{8}\times1.772/(2.5 \times 10^{6}\times1050) = 0.608.

23. λ=0.64\lambda = 0.64: e−0.4096/(0.64×1.6346)=0.6639/1.0461=0.635e^{-0.4096}/(0.64\times1.6346) = 0.6639/1.0461 = 0.635; 0.650.65: 0.6554/1.0673=0.6140.6554/1.0673 = 0.614; 0.660.66: 0.6469/1.0886=0.5940.6469/1.0886 = 0.594. O valor 0.6080.608 fica entre 0.650.65 e 0.660.66, perto de 0.650.65: λ=0.65\lambda = 0.65.

24. 100+1050/(1+0.642)=100+640=740 ∘C100 + 1050/(1 + 0.642) = 100 + 640 = 740\,{}^{\circ}\mathrm{C}. O calor latente liberado na frente de solidificação mantém o lado do magma a 1150 ∘C1150\,{}^{\circ}\mathrm{C} por mais tempo, de modo que o contato recebe mais calor.

25. (50)2/0.7×10−6=3.57×109 s(50)^2/0.7 \times 10^{-6} = 3.57 \times 10^{9}\,\mathrm{s}, 113 anos.

26. t=(100)2/(16×0.652×0.7×10−6)=104/4.73×10−6=2.11×109 st = (100)^2/(16\times0.65^2\times0.7 \times 10^{-6}) = 10^{4}/4.73 \times 10^{-6} = 2.11 \times 10^{9}\,\mathrm{s}, logo 2.11×109/3.156×1072.11 \times 10^{9}/3.156 \times 10^{7}: a soleira está sólida após 67 67\, anos. É mais curto que (b/2)2/κ(b/2)^2/\kappa pelo fator 1/(4λ2)=0.591/(4\lambda^2) = 0.59: essa escala de tempo só fixa a ordem de grandeza, e as duas paredes da soleira extraem calor para uma encaixante fria ao mesmo tempo, depressa o bastante para remover também o calor latente.

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