地球与空间科学 · 第 4 册 · 本科二年级

Ciências da Terra e do espaço universitárias — 2.º ano

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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 2.º ano · 本科二年级

16Bacias sedimentares comparadas

Ao largo da costa leste dos Estados Unidos, sob a plataforma continental, o Baltimore Canyon Trough contém pelo menos 14 km14\,\mathrm{km} de rocha sedimentar. Um poço perfurado numa tal pilha lê sua história de trás para a frente: cada unidade que ele atravessa foi um dia o fundo do mar, a uma profundidade que fósseis e sedimentos registram, e desde então foi soterrada e comprimida. A profundidade de cada superfície datada é um ponto numa curva de afundamento. No entanto, a maior parte do afundamento foi causada pelo peso do próprio sedimento. Para saber o que fez a bacia, esse peso tem de ser retirado, camada por camada. Este capítulo mostra como, e o que o resultado diz sobre a litosfera.

O que você já sabe

Do volume do primeiro ano: bacia sedimentar, subsidência e subsidência tectônica, acomodação, eustasia; compactação, descompactação e lei de Athy, a espessura sólida de uma camada; a carga sedimentar, que amplifica a subsidência por (ρm−ρw)/(ρm−ρs)(\rho_m - \rho_w)/(\rho_m - \rho_s); a isostasia de Airy; a litosfera e sua geoterma; os riftes continentais e as margens passivas. Dos volumes de física: a equação do calor e suas soluções de Fourier. Do Capítulo 13: a bacia de antepaís, o flysch e a molassa.

Uma plataforma de perfuração semissubmersível no mar do Norte. Os poços perfurados a partir dessas plataformas dão as espessuras, as idades e os tipos de rocha a partir dos quais a subsidência de uma bacia é reconstruída. Fotografia de Erik Christensen, 2005, CC BY-SA 3.0.
Uma plataforma de perfuração semissubmersível no mar do Norte. Os poços perfurados a partir dessas plataformas dão as espessuras, as idades e os tipos de rocha a partir dos quais a subsidência de uma bacia é reconstruída. Fotografia de Erik Christensen, 2005, CC BY-SA 3.0.

16.1 As bacias e o que as faz afundar

O volume do primeiro ano distinguia as bacias pelo lugar onde ficam. Aqui elas são distinguidas pelo que move sua subsidência.

Definição 16.1 (Bacias intracratônicas, de rifte e de margem passiva)

Uma bacia intracratônica é uma bacia ampla, redonda ou oval, no interior de um continente, longe dos limites de placas, que subside lentamente durante tempos muito longos sem grandes falhamentos. Uma bacia de rifte é uma bacia limitada por falhas normais numa litosfera continental em estiramento; sua subsidência acompanha o estiramento e depois o resfriamento da litosfera. Uma bacia de margem passiva é a cunha de sedimento, que se espessa em direção ao oceano, acumulada numa margem continental depois da ruptura, sobre a crosta afinada do antigo rifte.

A bacia de antepaís do Capítulo 13 completa a lista, e as bacias que se abrem ao longo de falhas transcorrentes ficam para o volume do terceiro ano. Três mecanismos fazem o fundo de uma bacia afundar:

  • o afinamento mecânico: quando a crosta é estirada e afinada por falhas, crosta leve é substituída por manto mais denso e a superfície desce para restabelecer a isostasia;
  • a contração térmica: uma litosfera que foi aquecida, por estiramento ou por baixo, resfria-se depois, torna-se mais densa e afunda, lentamente, ao longo de dezenas de milhões de anos;
  • a carga: o peso de um cinturão de cavalgamentos, ou do próprio sedimento, curva a litosfera para baixo; essa flexão pertence ao volume do terceiro ano, e a forma local, de Airy, da carga sedimentar basta aqui.

As bacias de rifte combinam os dois primeiros, as margens passivas herdam o segundo de sua fase de rifte, e as bacias de antepaís são feitas pelo terceiro. As bacias intracratônicas são as menos compreendidas.

Quatro famílias de bacias em seções esquemáticas através da litosfera (fora de escala; sedimento em amarelo, crosta continental em laranja, crosta oceânica em cinza). O exagero vertical é grande: as bacias reais têm centenas de quilômetros de largura e de alguns a quinze quilômetros de profundidade.
Quatro famílias de bacias em seções esquemáticas através da litosfera (fora de escala; sedimento em amarelo, crosta continental em laranja, crosta oceânica em cinza). O exagero vertical é grande: as bacias reais têm centenas de quilômetros de largura e de alguns a quinze quilômetros de profundidade.

As bacias de rifte do mar do Norte são o caso clássico dos dois primeiros mecanismos. Grábens se formaram ali a partir do Triássico, e o último grande estiramento durou do Jurássico Médio a meados do Cretáceo; as falhas então se aquietaram, e o meio da bacia continuou afundando como um amplo pires, preenchido por gizes, arenitos e, durante a maior parte do Terciário, folhelhos e lamitos. Carregado só por água, seu embasamento teria afundado mais 1100 a 1400 m1400\,\mathrm{m} no meio e 600 a 700 m700\,\mathrm{m} nos flancos depois que o falhamento cessou.

A margem passiva do leste dos Estados Unidos mostra o mesmo afundamento numa escala maior. Perfis sísmicos através da plataforma mostram mais de 14 km14\,\mathrm{km} de rocha mesozoica e mais jovem no Baltimore Canyon Trough e 8 km8\,\mathrm{km} na bacia de Georges Bank, em unidades que se espessam em direção ao oceano. Seus depocentros jurássicos seguem as estruturas do rifte e as zonas de sua posterior subsidência térmica.

A bacia de Michigan é o tipo das bacias intracratônicas. Ovalada, com algumas centenas de milhares de quilômetros quadrados de área, ela contém mais de 4 km4\,\mathrm{km} de sedimento fanerozoico depositado em episódios distintos ao longo de uns 500 milhões de anos, com pouco falhamento. Seus episódios de subsidência mais rápida coincidem com os de outras bacias nos interiores da América do Norte e de outros continentes, o que sugere uma causa maior que uma bacia. O backstripping de mais de 57 000 perfis de poço mostra um padrão de subsidência duradouro, quase circular, que os autores sugerem poder ser explicado por uma descida do manto, interrompido nas épocas de duas orogenias na distante margem do continente. Por que as bacias intracratônicas afundam ainda é debatido.

16.2 Curvas de subsidência

Um poço, ou uma seção medida, dá para cada unidade sua profundidade atual, seu tipo de rocha e sua idade, lida nos fósseis ou por correlação. Com a profundidade da água na qual cada unidade foi depositada, lida em seus fósseis e estruturas sedimentares, ele dá a história da bacia.

Definição 16.2 (Curva de subsidência)

Uma curva de subsidência de uma bacia num local é o gráfico da profundidade de uma superfície de referência, geralmente o embasamento ou a base da unidade mais antiga, abaixo do nível do mar, em função do tempo. A curva de subsidência total usa a espessura do sedimento tal como era em cada momento, mais a profundidade da água; a curva de subsidência tectônica substitui o sedimento por água e remove seu efeito isostático.

Uma unidade nunca foi tão espessa no passado quanto é hoje. Soterrada, ela perdeu porosidade; seus grãos não mudaram, mas sua água foi expulsa. O volume do primeiro ano escreveu a porosidade à profundidade zz como a lei de Athy, ϕ(z)=ϕ0 e−z/c\phi(z) = \phi_0\,e^{-z/c}, e encontrou a espessura sólida de uma camada entre z1z_1 e z2z_2,

Ts=(z2−z1)−ϕ0c(e−z1/c−e−z2/c),T_s = (z_2 - z_1) - \phi_0 c\left(e^{-z_1/c} - e^{-z_2/c}\right),

que permanece a mesma quando a camada se desloca. Para descompactar uma unidade até uma posição mais rasa, com seu topo agora em z1′z_1', procura-se a base z2′z_2' que contém a mesma espessura sólida. A equação não tem solução fechada, mas a iteração de ponto fixo

z2′←z1′+Ts+ϕ0c(e−z1′/c−e−z2′/c)z_2' \leftarrow z_1' + T_s + \phi_0 c\left(e^{-z_1'/c} - e^{-z_2'/c}\right)

a partir de z2′=z1′+Tsz_2' = z_1' + T_s converge em poucos passos. A massa por unidade de área da camada é a de seus grãos mais a de sua água intersticial,

m=ρgTs+ρw (z2−z1−Ts),m = \rho_g T_s + \rho_w\,(z_2 - z_1 - T_s),

sendo ρg\rho_g a densidade dos grãos; dividir a massa de uma coluna por sua espessura dá sua densidade média ρˉs\bar\rho_s.

Para as litologias usadas neste capítulo, areia, folhelho, giz e areia argilosa, a tabela abaixo dá as constantes de Sclater e Christie (1980), tal como incluídas num programa de código aberto. A areia conserva sua porosidade até mais fundo, o giz a perde mais depressa.

litologiadensidade dos grãos (kg m−3\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3})porosidade superficial ϕ0\phi_0escala de decaimento cc (m\mathrm{m})
areia26500.493704
folhelho27000.631960
giz27100.701408
areia argilosa26800.562564

16.3 O backstripping

Uma curva de subsidência total mistura duas causas: o que quer que tenha feito a bacia, e o peso do que a preencheu. Separá-las é o objetivo do procedimento seguinte, a ferramenta central da análise de bacias.

Definição 16.3 (Backstripping)

O backstripping é a reconstrução da subsidência tectônica de uma bacia ao longo do tempo: as unidades de um poço são removidas uma a uma, a partir da mais jovem, as restantes são descompactadas a cada passo, e o efeito isostático da carga de sedimento e de água é removido para dar a profundidade em que o embasamento estaria sob água apenas.

O último passo é um balanço isostático. O volume do primeiro ano o fez para uma bacia preenchida até o nível do mar; o caso geral acrescenta a profundidade da água e o nível do mar.

Proposição 16.4 (Backstripping de Airy)

Suponha-se que uma bacia contenha, num dado momento, uma coluna de sedimento de espessura SS e densidade média ρˉs\bar\rho_s, sob uma profundidade de água WdW_d, enquanto o mar estava ΔSL\Delta_{SL} acima do seu nível atual. Em isostasia local sobre um manto de densidade ρm\rho_m, com água de densidade ρw\rho_w, a subsidência tectônica nesse momento, medida a partir do nível do mar atual, é

Y=S ρm−ρˉsρm−ρw+Wd−ΔSL ρmρm−ρw.Y = S\,\frac{\rho_m - \bar\rho_s}{\rho_m - \rho_w} + W_d - \Delta_{SL}\,\frac{\rho_m}{\rho_m - \rho_w}.

Demonstração. Comparem-se duas colunas sobre a mesma litosfera, até uma profundidade de compensação abaixo das duas. Na primeira, água de profundidade WdW_d fica sobre o sedimento de espessura SS; na segunda, só a água preenche uma bacia de profundidade Y′Y' abaixo da mesma superfície do mar. Suas massas são iguais:

ρwWd+ρˉsS+ρm (d−Wd−S)=ρwY′+ρm (d−Y′),\rho_w W_d + \bar\rho_s S + \rho_m\,(d - W_d - S) = \rho_w Y' + \rho_m\,(d - Y'),

sendo dd a profundidade comum do nível de compensação abaixo da superfície do mar. Logo Y′(ρm−ρw)=S(ρm−ρˉs)+Wd(ρm−ρw)Y'(\rho_m - \rho_w) = S(\rho_m - \bar\rho_s) + W_d(\rho_m - \rho_w), que são os dois primeiros termos. Se o mar estava ΔSL\Delta_{SL} mais alto que hoje, essa água extra não faz parte da subsidência própria da bacia: retirando-a, o embasamento carregado por água sobe de ΔSLρw/(ρm−ρw)\Delta_{SL}\rho_w/(\rho_m - \rho_w), e sua profundidade abaixo do nível do mar atual diminui ainda de ΔSL\Delta_{SL}; juntos, ΔSL ρm/(ρm−ρw)\Delta_{SL}\,\rho_m/(\rho_m - \rho_w). ∎

Com ρm=3330 kg m−3\rho_m = 3330\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3} e ρw=1030 kg m−3\rho_w = 1030\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}, uma coluna de sedimento de densidade média 2300 kg m−32300\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3} conta por 1030/2300=0.451030/2300 = 0.45 de sua espessura na subsidência tectônica: mais da metade da espessura do preenchimento de uma bacia é criada por seu próprio peso. Um mar 100 m100\,\mathrm{m} mais alto que hoje reduz o resultado em 145 m145\,\mathrm{m}. A profundidade da água e o nível do mar passado são os dados mais fracos: os fósseis dão um intervalo de profundidades de água, muitas vezes com centenas de metros de amplitude no talude, e a subsidência tectônica herda esse intervalo.

Método 16.5 (Backstripping de um poço)

  1. Listem-se as unidades a partir da base, com as profundidades atuais de seus topos e bases, suas constantes litológicas (ρg,ϕ0,c)(\rho_g, \phi_0, c), as idades de seus topos e a profundidade da água em cada uma dessas idades.
  2. Calcule-se a espessura sólida TsT_s de cada unidade a partir de suas profundidades atuais.
  3. Para a idade do topo da unidade kk, removam-se todas as unidades mais jovens. Ponha-se o topo da unidade kk à profundidade zero e descompacte-se; ponha-se cada unidade mais antiga, por sua vez, sob a de cima e descompacte-se.
  4. Somem-se as espessuras para obter SS, e as massas para obter a densidade média ρˉs=∑m/S\bar\rho_s = \sum m / S.
  5. Aplique-se a Proposição 16.4 para obter YY; a subsidência total é S+WdS + W_d.
  6. Repita-se para cada idade, da mais antiga à atual; plotem-se YY e S+WdS + W_d em função da idade.

A figura abaixo mostra o resultado para um poço inventado numa bacia de rifte. Quatro unidades foram testemunhadas: uma areia sin-rifte depositada enquanto as falhas estavam ativas, entre 165 e 150 Ma150\,\mathrm{Ma}; depois um folhelho, um giz e uma areia argilosa. Hoje, nenhuma descompactação é necessária: o embasamento está a 6030 m6030\,\mathrm{m} e a coluna tem uma densidade média de 2358 kg m−32358\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}, de modo que Y=2648 mY = 2648\,\mathrm{m} sob 100 m100\,\mathrm{m} de água. A 150 Ma150\,\mathrm{Ma}, a areia sozinha, descompactada na superfície, tinha 2239 m2239\,\mathrm{m} de espessura, com uma densidade média de 2055 kg m−32055\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}: sob 200 m200\,\mathrm{m} de água, Y=1441 mY = 1441\,\mathrm{m}. A subsidência total é mais que o dobro da tectônica, e a curva tectônica mostra uma primeira fase rápida, depois um afundamento que se desacelera: a forma de um rifte.

Backstripping de um poço inventado com quatro unidades (dados no problema de fim de semana): profundidade do embasamento com o sedimento tal como era em cada momento, e subsidência tectônica, com a curva do modelo de estiramento ajustada à subsidência no fim do rifteamento ().
Backstripping de um poço inventado com quatro unidades (dados no problema de fim de semana): profundidade do embasamento com o sedimento tal como era em cada momento, e subsidência tectônica, com a curva do modelo de estiramento ajustada à subsidência no fim do rifteamento (Seção 16.4).
Backstripping do poço inventado a 150\, Ma (profundidades em escala): as quatro unidades hoje; a areia sozinha no fim do rifteamento, descompactada na superfície sob 200\, m de água; a mesma litosfera carregada só por água, cujo embasamento fica mais alto porque a água é mais leve que o sedimento.
Backstripping do poço inventado a 150 Ma150\,\mathrm{Ma} (profundidades em escala): as quatro unidades hoje; a areia sozinha no fim do rifteamento, descompactada na superfície sob 200 m200\,\mathrm{m} de água; a mesma litosfera carregada só por água, cujo embasamento fica mais alto porque a água é mais leve que o sedimento.

16.4 O modelo de estiramento

Por que uma bacia de rifte afunda primeiro depressa e depois devagar? Em 1978, D. McKenzie propôs um modelo tão simples que seus parâmetros podem ser ajustados a um único poço.

Definição 16.6 (Modelo de estiramento; fator de estiramento; subsidência sin-rifte e pós-rifte)

O modelo de estiramento de uma bacia representa o rifteamento como um estiramento instantâneo e uniforme de toda a litosfera por cisalhamento puro: crosta e manto litosférico são afinados pelo mesmo fator, e a astenosfera quente sobe passivamente para preencher o espaço, depois do que a litosfera se resfria. O fator de estiramento β\beta é a razão entre a largura da região estirada depois do estiramento e sua largura antes, igual à razão entre a espessura inicial e a final da crosta. A subsidência produzida durante o estiramento é a subsidência sin-rifte; a produzida depois pelo resfriamento da litosfera é a subsidência pós-rifte, ou subsidência térmica.

O estiramento na natureza leva um tempo finito, milhões de anos. Versões posteriores do modelo o deixam durar, mas, desde que não seja lento demais, a versão instantânea simples dá a subsidência de forma aproximada mas correta, pois depois do estiramento o resfriamento procede quase da mesma maneira.

O modelo de estiramento (fora de escala): uma litosfera de espessura a com uma crosta t_c é estirada até  vezes sua largura; crosta e manto litosférico se afinam por , a astenosfera sobe, e a superfície afunda da subsidência sin-rifte S_i sob água. Aqui = 2.
O modelo de estiramento (fora de escala): uma litosfera de espessura aa com uma crosta tct_c é estirada até β\beta vezes sua largura; crosta e manto litosférico se afinam por β\beta, a astenosfera sobe, e a superfície afunda da subsidência sin-rifte SiS_i sob água. Aqui β=2\beta = 2.

Proposição 16.7 (Subsidência no modelo de estiramento)

Considere-se uma litosfera de espessura aa, com uma crosta de espessura tct_c, uma geoterma linear de 00 na superfície até a temperatura T1T_1 da astenosfera em sua base; sejam as densidades da crosta e do manto ρc(1−αT)\rho_c(1 - \alpha T) e ρm(1−αT)\rho_m(1 - \alpha T), sendo α\alpha o coeficiente de dilatação térmica. Se ela é estirada instantaneamente por β\beta e a bacia preenchida com água de densidade ρw\rho_w:

  1. a subsidência sin-rifte é

    Si=a(1−1β)[(ρm−ρc)tca(1−αT1tc2a)−αT1ρm2]ρm(1−αT1)−ρw;S_i = \frac{a\left(1 - \dfrac{1}{\beta}\right)\left[(\rho_m - \rho_c)\dfrac{t_c}{a} \left(1 - \dfrac{\alpha T_1 t_c}{2a}\right) - \dfrac{\alpha T_1 \rho_m}{2}\right]} {\rho_m(1 - \alpha T_1) - \rho_w};
  2. a subsidência pós-rifte, um tempo tt depois do estiramento, é, no primeiro termo de uma série,

    St=E0 βπsin⁡πβ(1−e−t/τ),E0=4aρmαT1π2(ρm−ρw),τ=a2π2κ,S_t = E_0\,\frac{\beta}{\pi}\sin\frac{\pi}{\beta}\left(1 - e^{-t/\tau}\right),\qquad E_0 = \frac{4a\rho_m\alpha T_1}{\pi^2(\rho_m - \rho_w)},\qquad \tau = \frac{a^2}{\pi^2\kappa},

    onde κ\kappa é a difusividade térmica e τ\tau é a constante de tempo térmica da litosfera.

Demonstração. (1) Compare-se a coluna antes do estiramento com a coluna logo depois, até a antiga base da litosfera, à profundidade aa abaixo da superfície antes do estiramento. Antes, a crosta de espessura tct_c e o manto litosférico estão às temperaturas T=T1z/aT = T_1 z/a; depois, ambos estão mais finos por β\beta e suas temperaturas vão de 00 a T1T_1 ao longo de a/βa/\beta, de modo que um ponto à profundidade z′z' abaixo da base da água tem T=T1βz′/aT = T_1\beta z'/a; abaixo, a astenosfera a T1T_1 tem densidade ρm(1−αT1)\rho_m(1 - \alpha T_1); acima, a água preenche a profundidade SiS_i. A massa de uma camada de densidade ρ(1−αT)\rho(1 - \alpha T) na qual TT cresce linearmente de TaT_a a TbT_b é ρ h (1−α(Ta+Tb)/2)\rho\,h\,(1 - \alpha(T_a + T_b)/2). Antes, a coluna contém

ρctc(1−αT1tc2a)+ρm(a−tc)(1−αT1(a+tc)2a);\rho_c t_c\left(1 - \frac{\alpha T_1 t_c}{2a}\right) + \rho_m (a - t_c)\left(1 - \frac{\alpha T_1 (a + t_c)}{2a}\right);

depois, ela contém a água, a crosta e o manto litosférico afinados, e a astenosfera que preenche o resto da profundidade aa:

ρwSi+ρctcβ(1−αT1tc2a)+ρm(a−tc)β(1−αT1(a+tc)2a)+ρm(1−αT1)(a−Si−aβ).\rho_w S_i + \frac{\rho_c t_c}{\beta}\left(1 - \frac{\alpha T_1 t_c}{2a}\right) + \frac{\rho_m (a - t_c)}{\beta}\left(1 - \frac{\alpha T_1 (a + t_c)}{2a}\right) + \rho_m(1 - \alpha T_1)\left(a - S_i - \frac{a}{\beta}\right).

A isostasia torna as duas iguais. Reunindo os termos em SiS_i de um lado e o fator (1−1/β)(1 - 1/\beta) do outro, e desenvolvendo, obtém-se a fórmula; a álgebra é o Exercício 16.11.

(2) Depois do estiramento, a placa se resfria por condução entre uma superfície mantida a 00 e uma base mantida a T1T_1, em direção ao perfil linear do qual partiu. O excesso de temperatura satisfaz a equação do calor com valores nulos no topo e na base, e é portanto uma soma de termos bnsin⁡(nπz/a) e−n2κπ2t/a2b_n\sin(n\pi z/a)\,e^{-n^2\kappa\pi^2 t/a^2}; cada um se resfria com seu próprio tempo, τ/n2\tau/n^2. O calor perdido faz a coluna se contrair de α∫ΔT dz\alpha\int \Delta T\,\mathrm{d}z, e a água extra que preenche o espaço a faz afundar mais pelo fator ρm/(ρm−ρw)\rho_m/(\rho_m - \rho_w). Só os termos ímpares contribuem; conservar o primeiro, cujo coeficiente é calculado a partir do perfil inicial, dá a expressão. Os outros se resfriam nove ou mais vezes mais depressa, e depois de cerca de dez milhões de anos deslocam a subsidência de uma quantidade quase constante, menor que 100 m100\,\mathrm{m} para β\beta de 1.2 a 4 com os valores abaixo. ∎

Os parâmetros do artigo de McKenzie são a=125 kma = 125\,\mathrm{km}, T1=1333 ∘CT_1 = 1333\,{}^{\circ}\mathrm{C}, α=3.28×10−5 K−1\alpha = 3.28 \times 10^{-5}\,\mathrm{K}^{-1}, κ=8×10−7 m2 s−1\kappa = 8 \times 10^{-7}\,\mathrm{m}^{2}\,\mathrm{s}^{-1}, ρm=3330 kg m−3\rho_m = 3330\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3} (a 0 ∘C0\,{}^{\circ}\mathrm{C}), ρc=2800 kg m−3\rho_c = 2800\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}; com água do mar a 1030 kg m−31030\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}, eles dão τ=62.7 Myr\tau = 62.7\,\mathrm{Myr} e E0=3207 mE_0 = 3207\,\mathrm{m}. Com uma crosta de 35 km35\,\mathrm{km}, a subsidência sin-rifte é Si=4334 m×(1−1/β)S_i = 4334\,\mathrm{m} \times (1 - 1/\beta).

Subsidência carregada por água do modelo de estiramento para quatro fatores de estiramento, com uma crosta de 35\, km e os parâmetros do texto: o degrau sin-rifte em t = 0, depois a curva pós-rifte, que atingiu 63\,\% do seu valor final em t =.
Subsidência carregada por água do modelo de estiramento para quatro fatores de estiramento, com uma crosta de 35 km35\,\mathrm{km} e os parâmetros do texto: o degrau sin-rifte em t=0t = 0, depois a curva pós-rifte, que atingiu 63 %63\,\% do seu valor final em t=τt = \tau.

Três traços do modelo se transferem para as bacias reais.

  • O degrau sin-rifte cresce com β\beta, e a subsidência pós-rifte também; mas sua razão muda pouco, de modo que as duas partes apontam para o mesmo β\beta se o modelo vale.
  • A escala de tempo da subsidência pós-rifte não depende de β\beta: ela é fixada apenas pela espessura da litosfera. Depois de τ\tau, 63 %63\,\% da subsidência térmica está feita; depois de 3τ3\tau, cerca de 95 %95\,\%. Um rifte que parou há duzentos milhões de anos quase não afunda mais.
  • O termo sin-rifte é uma competição entre a crosta leve afinada, que faz a superfície afundar, e a astenosfera quente que subiu, que a faz flutuar. Com uma crosta fina, a segunda vence e o estiramento eleva a superfície (Exercício 16.10).

Para ajustar um poço, a subsidência tectônica no fim do rifteamento dá SiS_i, logo β=1/(1−Si/4334 m)\beta = 1/(1 - S_i/4334\,\mathrm{m}) para uma crosta de 35 km35\,\mathrm{km}; a curva pós-rifte é então prevista e comparada com o resto dos pontos obtidos por backstripping. No poço inventado, Si=1441 mS_i = 1441\,\mathrm{m} dá β=1.50\beta = 1.50, e a curva passa a poucos metros dos pontos posteriores (figura na Seção 16.3). As bacias reais raramente são tão complacentes. No mar do Norte central, um estiramento de 50 a 100 %100\,\% no meio, β\beta de 1.5 a 2, reproduz a amplitude e a taxa da subsidência pós-rifte. Na margem do leste dos Estados Unidos, só um segmento, a Long Island Platform, tem um preenchimento pós-rifte inicial tão espesso quanto prevê o estiramento uniforme; na Georges Bank Basin e no Baltimore Canyon Trough, o preenchimento é de 1.5 a 3 vezes mais espesso, e outras causas devem estar atuando.

16.5 Bacias comparadas

A tabela abaixo reúne as quatro famílias. As curvas diferem em forma e em escala de tempo, e uma curva de subsidência é muitas vezes a primeira pista sobre a natureza de uma bacia soterrada sob rochas mais jovens.

baciaexemploespessura e duraçãoforma da curva de subsidência tectônica
riftemar do Norte centralgrábens a partir do Triássico; último estiramento do Jurássico Médio a meados do Cretáceo; 1.1 a 1.4 km1.4\,\mathrm{km} de afundamento pós-rifte carregado por águaum degrau sin-rifte rápido, depois uma desaceleração exponencial com τ\tau de dezenas de Myr
margem passivaBaltimore Canyon Troughmais de 14 km14\,\mathrm{km} desde o Jurássicocomo um rifte, com uma grande parte pós-rifte; o preenchimento se espessa em direção ao oceano
antepaísMolassa do norte dos Alpesmais de 4 km4\,\mathrm{km} na frente de cavalgamento, do Eoceno Superior ao Mioceno Superiormais profunda junto ao cinturão e migrando com ele; sua parte interna é por fim cavalgada pelos cavalgamentos
intracratônicaMichiganmais de 4 km4\,\mathrm{km} em episódios ao longo de uns 500 Myrlenta, com episódios de afundamento mais rápido compartilhados por bacias distantes

Uma bacia de antepaís afunda sob uma carga que se move em sua direção: a bacia migra com o cinturão, a alpina por pelo menos 210 km210\,\mathrm{km} sobre o cráton europeu, e sua parte interna é por fim cavalgada e transportada pelos cavalgamentos, como a Molassa Subalpina foi no Capítulo 13. Um rifte se desacelera à medida que se resfria, qualquer que seja seu estiramento. Uma bacia intracratônica afunda devagar e por muito tempo, em pulsos; nem o estiramento nem uma carga a explicam bem, e é por isso que ela continua sendo uma questão de pesquisa.

No laboratório — Análise de subsidência

Os analistas de bacias fazem o trabalho do quadro de método com programas. Um programa de código aberto, por exemplo, lê um poço como uma lista de unidades com suas idades, profundidades e litologias, e uma tabela de litologias com sua densidade dos grãos, porosidade superficial e escala de decaimento. Seu módulo de backstripping descompacta as unidades e devolve a subsidência tectônica em cada idade; como uma paleoprofundidade da água só é conhecida como um intervalo, o usuário dá um mínimo e um máximo e o programa devolve as duas subsidências e sua média. Um segundo módulo funciona no sentido inverso: a partir de um modelo de subsidência tectônica, ele prevê as profundidades de água do passado, que podem ser conferidas com os fósseis. Os analistas então ajustam fatores de estiramento, testam curvas do nível do mar, e mapeiam a subsidência de uma bacia inteira a partir de centenas ou milhares de poços.

Exercícios

Dados para os exercícios, salvo indicação contrária: ρm=3330 kg m−3\rho_m = 3330\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}, ρc=2800 kg m−3\rho_c = 2800\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}, ρw=1030 kg m−3\rho_w = 1030\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}; modelo de estiramento com a=125 kma = 125\,\mathrm{km}, T1=1333 ∘CT_1 = 1333\,{}^{\circ}\mathrm{C}, α=3.28×10−5 K−1\alpha = 3.28 \times 10^{-5}\,\mathrm{K}^{-1}, κ=8×10−7 m2 s−1\kappa = 8 \times 10^{-7}\,\mathrm{m}^{2}\,\mathrm{s}^{-1}, τ=62.7 Myr\tau = 62.7\,\mathrm{Myr}, E0=3207 mE_0 = 3207\,\mathrm{m}; uma crosta de 35 km35\,\mathrm{km} dá Si=4334 m×(1−1/β)S_i = 4334\,\mathrm{m}\times(1 - 1/\beta); constantes litológicas na tabela da Seção 16.2.

Exercício 16.1 ★

Dê a família de cada bacia e a causa principal de sua subsidência: (a) a bacia de Michigan; (b) o mar do Norte central; (c) o Baltimore Canyon Trough; (d) a Molassa do norte dos Alpes; (e) a planície indo-gangética diante do Himalaia.

Solução

Solução de Exercício 16.1.

(a) Intracratônica: subsidência lenta em pulsos ao longo de centenas de milhões de anos, sem grandes falhamentos; sua causa é debatida. (b) Rifte: afinamento mecânico da crosta durante o estiramento, depois contração térmica à medida que a litosfera se resfria. (c) Margem passiva: a subsidência térmica herdada da fase de rifte, amplificada pela carga de uma espessa cunha de sedimento. (d) e (e) Antepaís: a litosfera curvada para baixo pela carga do cinturão de cavalgamentos, os Alpes e o Himalaia.

Exercício 16.2 ★

Uma bacia contém 3.0 km3.0\,\mathrm{km} de sedimento de densidade média 2300 kg m−32300\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}. (a) Encontre sua subsidência tectônica se o sedimento chega ao nível do mar. (b) E se 200 m200\,\mathrm{m} de água estiverem por cima? (c) Que fração da espessura do preenchimento se deve à carga do próprio preenchimento?

Solução

Solução de Exercício 16.2.

(a) Y=3000×(3330−2300)/(3330−1030)=3000×1030/2300=1343 mY = 3000\times(3330 - 2300)/(3330 - 1030) = 3000\times1030/2300 = 1343\,\mathrm{m}. (b) 1343+200=1543 m1343 + 200 = 1543\,\mathrm{m}. (c) Sem sua carga, o embasamento estaria a 1343 m1343\,\mathrm{m}: 1−1343/3000=55 %1 - 1343/3000 = 55\,\% da espessura é criada pela carga.

Exercício 16.3 ★

A refração sísmica mostra que uma crosta de 35 km35\,\mathrm{km} foi afinada para 25 km25\,\mathrm{km} num rifte. (a) Quanto vale β\beta? (b) Que espessura tem a litosfera logo depois do estiramento? (c) Qual é a subsidência sin-rifte sob água?

Solução

Solução de Exercício 16.3.

(a) β=35/25=1.4\beta = 35/25 = 1.4. (b) 125/1.4=89.3 km125/1.4 = 89.3\,\mathrm{km}. (c) Si=4334×(1−1/1.4)=1238 mS_i = 4334\times(1 - 1/1.4) = 1238\,\mathrm{m}.

Exercício 16.4 ★

(a) Verifique que τ=62.7 Myr\tau = 62.7\,\mathrm{Myr} (1 Myr=3.156×1013 s1~\text{Myr} = 3.156 \times 10^{13}\,\mathrm{s}). (b) Alguns programas usam κ=1×10−6 m2 s−1\kappa = 1 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{2}\,\mathrm{s}^{-1}: quanto vale então τ\tau? (c) Quanto valeria para uma litosfera de 100 km100\,\mathrm{km} de espessura, com κ=8×10−7 m2 s−1\kappa = 8 \times 10^{-7}\,\mathrm{m}^{2}\,\mathrm{s}^{-1}? (d) Que fração da subsidência pós-rifte está feita depois de τ\tau, e depois de 3τ3\tau?

Solução

Solução de Exercício 16.4.

(a) τ=(1.25×105)2/(π2×8×10−7)=1.979×1015 s\tau = (1.25\times10^{5})^2/(\pi^2\times8\times10^{-7}) = 1.979 \times 10^{15}\,\mathrm{s}, isto é, 1.979×1015/3.156×1013=62.7 Myr1.979\times10^{15}/3.156\times10^{13} = 62.7\,\mathrm{Myr}. (b) 62.7×0.8=50.2 Myr62.7\times0.8 = 50.2\,\mathrm{Myr}. (c) 62.7×(100/125)2=40.1 Myr62.7\times(100/125)^2 = 40.1\,\mathrm{Myr}. (d) 1−e−1=63 %1 - e^{-1} = 63\,\%; 1−e−3=95 %1 - e^{-3} = 95\,\%.

Exercício 16.5 ★★

Uma unidade de folhelho está hoje entre 1000 m1000\,\mathrm{m} e 2000 m2000\,\mathrm{m}. (a) Encontre sua porosidade no topo e na base. (b) Encontre sua espessura sólida. (c) Encontre sua massa por unidade de área e sua densidade média, com os poros cheios de água.

Solução

Solução de Exercício 16.5.

(a) 0.63 e−1000/1960=0.3780.63\,e^{-1000/1960} = 0.378; 0.63 e−2000/1960=0.2270.63\,e^{-2000/1960} = 0.227. (b) Ts=1000−0.63×1960×(0.6004−0.3605)=704 mT_s = 1000 - 0.63\times1960\times(0.6004 - 0.3605) = 704\,\mathrm{m}. (c) m=2700×704+1030×296=2.206×106 kg m−2m = 2700\times704 + 1030\times296 = 2.206 \times 10^{6}\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-2}; ρˉ=2206 kg m−3\bar\rho = 2206\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}.

Exercício 16.6 ★★

O folhelho do Exercício 16.5 é trazido de volta à superfície. (a) Itere a fórmula de descompactação a partir de z2′=Tsz_2' = T_s até que ela mude menos de 1 m1\,\mathrm{m}. (b) Qual é sua densidade média na superfície? (c) Quanto mais espesso ele era?

Solução

Solução de Exercício 16.6.

(a) z2′←704+1234.8 (1−e−z2′/1960)z_2' \leftarrow 704 + 1234.8\,(1 - e^{-z_2'/1960}): 1077, 1226, 1278, 1296, 1301, 1303, 1304; a camada tem 1304 m1304\,\mathrm{m} de espessura. (b) (2700×704+1030×600)/1304=1932 kg m−3(2700\times704 + 1030\times600)/1304 = 1932\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}. (c) Em 304 m304\,\mathrm{m}, ou 30 %30\,\%: a água que a compactação expulsou.

Exercício 16.7 ★★

No mar do Norte central, o embasamento carregado por água afundou de 1100 a 1400 m1400\,\mathrm{m} depois do estiramento que terminou em meados do Cretáceo, há cerca de 100 Myr100\,\mathrm{Myr}. (a) Que subsidência pós-rifte o modelo dá depois de 100 Myr100\,\mathrm{Myr} para β=1.5\beta = 1.5 e β=2\beta = 2? (b) Esses valores enquadram a observação? (c) Para que β\beta o modelo dá 1250 m1250\,\mathrm{m}? Use βπsin⁡πβ=0.4705\frac{\beta}{\pi}\sin\frac{\pi}{\beta} = 0.4705 para β=1.6\beta = 1.6 e 0.52040.5204 para β=1.7\beta = 1.7 e interpole.

Solução

Solução de Exercício 16.7.

(a) 1−e−100/62.7=0.79711 - e^{-100/62.7} = 0.7971. Para β=1.5\beta = 1.5: 3207×0.4135×0.7971=1057 m3207\times0.4135\times0.7971 = 1057\,\mathrm{m}; para β=2\beta = 2: 3207×0.6366×0.7971=1627 m3207\times0.6366\times0.7971 = 1627\,\mathrm{m}. (b) Sim: 1100 a 1400 m1400\,\mathrm{m} fica entre os dois. (c) βπsin⁡πβ=1250/(3207×0.7971)=0.4890\frac{\beta}{\pi}\sin\frac{\pi}{\beta} = 1250/(3207\times0.7971) = 0.4890, logo β=1.6+0.1×(0.4890−0.4705)/(0.5204−0.4705)=1.64\beta = 1.6 + 0.1\times(0.4890 - 0.4705)/(0.5204 - 0.4705) = 1.64, dentro dos 50 a 100 %100\,\% de estiramento inferidos para a bacia.

Exercício 16.8 ★★

A bacia sin-rifte de um modelo de estiramento é preenchida não por água, mas por sedimento de densidade 2300 kg m−32300\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}. (a) Na fórmula de SiS_i, o que muda? (b) Calcule o SiS_i carregado por sedimento para β=1.5\beta = 1.5 com uma crosta de 35 km35\,\mathrm{km}, sabendo que o numerador da fórmula é a(1−1/β)×74.69 kg m−3a(1 - 1/\beta)\times74.69\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3} e que ρm(1−αT1)=3184.4 kg m−3\rho_m(1 - \alpha T_1) = 3184.4\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}. (c) Compare com o valor carregado por água.

Solução

Solução de Exercício 16.8.

(a) A densidade do preenchimento substitui ρw\rho_w no denominador. (b) O numerador é 125 000×(1/3)×74.69=3.112×106125\,000\times(1/3)\times74.69 = 3.112 \times 10^{6}; Si=3.112×106/(3184.4−2300)=3519 mS_i = 3.112\times10^{6}/(3184.4 - 2300) = 3519\,\mathrm{m}. (c) Sob água, 3.112×106/2154.4=1445 m3.112\times10^{6}/2154.4 = 1445\,\mathrm{m}: a bacia preenchida por sedimento é 2.44 vezes mais profunda.

Exercício 16.9 ★★

Um poço submetido a backstripping dá Y=2171 mY = 2171\,\mathrm{m} a 100 Ma100\,\mathrm{Ma}, supondo o nível do mar atual. (a) Se o mar estava então 100 m100\,\mathrm{m} mais alto, quanto vale YY? (b) Se os fósseis dão uma profundidade de água entre 100 e 500 m500\,\mathrm{m} em vez de 300 m300\,\mathrm{m}, que intervalo de YY resulta? (c) Qual das duas incertezas é a maior?

Solução

Solução de Exercício 16.9.

(a) 2171−100×3330/2300=2171−145=2026 m2171 - 100\times3330/2300 = 2171 - 145 = 2026\,\mathrm{m}. (b) YY varia metro a metro com WdW_d: de 1971 a 2371 m2371\,\mathrm{m}. (c) A profundidade da água, ±200 m\pm200\,\mathrm{m}, contra 145 m145\,\mathrm{m} para o nível do mar.

Exercício 16.10 ★★★

(a) Mostre, a partir da Proposição 16.7, que o estiramento faz a superfície subir em vez de afundar quando (ρm−ρc)tca(1−αT1tc2a)<αT1ρm2(\rho_m - \rho_c)\frac{t_c}{a}\left(1 - \frac{\alpha T_1 t_c}{2a}\right) < \frac{\alpha T_1\rho_m}{2}. (b) Desprezando o termo pequeno αT1tc/(2a)\alpha T_1 t_c/(2a), encontre a espessura crustal crítica. (c) Refine-a com uma iteração. (d) Onde na Terra você procuraria riftes que sobem enquanto se abrem?

Solução

Solução de Exercício 16.10.

(a) SiS_i tem o sinal do colchete em seu numerador, pois o denominador, 3184.4−10303184.4 - 1030, é positivo; ele é negativo, um soerguimento, quando o colchete o é. (b) (ρm−ρc)tc/a=αT1ρm/2(\rho_m - \rho_c)t_c/a = \alpha T_1\rho_m/2 dá tc=a αT1ρm/(2(ρm−ρc))=125×0.04372×3330/1060=17.17 kmt_c = a\,\alpha T_1\rho_m/(2(\rho_m - \rho_c)) = 125\times0.04372\times 3330/1060 = 17.17\,\mathrm{km}. (c) tc=17.17/(1−0.04372×17.17/250)=17.22 kmt_c = 17.17/(1 - 0.04372\times17.17/250) = 17.22\,\mathrm{km}. (d) Onde a crosta é mais fina que cerca de 17 km17\,\mathrm{km} antes do estiramento: em litosfera oceânica, ou numa crosta continental já afinada por um rifteamento anterior.

Exercício 16.11 ★★★

(a) Escreva o balanço isostático da demonstração da Proposição 16.7, parte (1), e deduza a fórmula de SiS_i. (b) Mostre que a subsidência pós-rifte final exata, quando a placa voltou à sua geoterma linear, é αρmT1a(1−1/β)/(2(ρm−ρw))\alpha\rho_m T_1 a(1 - 1/\beta)/(2(\rho_m - \rho_w)). (c) Calcule-a para β=2\beta = 2 e compare-a com o valor final da fórmula do primeiro termo.

Solução

Solução de Exercício 16.11.

(a) Antes do estiramento, a coluna contém a litosfera de massa M=ρctc(1−αT1tc/(2a))+ρm(a−tc)(1−αT1(a+tc)/(2a))M = \rho_c t_c(1 - \alpha T_1 t_c/(2a)) + \rho_m(a - t_c)(1 - \alpha T_1(a + t_c)/(2a)); depois, ρwSi+M/β+ρm(1−αT1)(a−Si−a/β)\rho_w S_i + M/\beta + \rho_m(1 - \alpha T_1)(a - S_i - a/\beta). Igualando-as, Si[ρm(1−αT1)−ρw]=(1−1/β)[ρm(1−αT1)a−M]S_i[\rho_m(1 - \alpha T_1) - \rho_w] = (1 - 1/\beta)[\rho_m(1 - \alpha T_1)a - M], e, desenvolvendo MM, ρm(1−αT1)a−M=(ρm−ρc)tc(1−αT1tc/(2a))−ρmαT1a/2\rho_m(1 - \alpha T_1)a - M = (\rho_m - \rho_c)t_c(1 - \alpha T_1 t_c/(2a)) - \rho_m\alpha T_1 a/2: a fórmula. (b) O perfil final é T1z/aT_1 z/a; o inicial o excede em T1z(β−1)/aT_1 z(\beta - 1)/a acima de a/βa/\beta e em T1(1−z/a)T_1(1 - z/a) abaixo. As integrais são T1a(β−1)/(2β2)T_1 a(\beta - 1)/(2\beta^2) e T1a(β−1)2/(2β2)T_1 a(\beta - 1)^2/(2\beta^2), cuja soma é T1a(1−1/β)/2T_1 a(1 - 1/\beta)/2. A contração, α\alpha vezes isso, carregada por água, dá a expressão. (c) 3.28×10−5×3330×1333×125 000×0.5/(2×2300)=1978 m3.28\times10^{-5} \times3330\times1333\times125\,000\times0.5/(2\times2300) = 1978\,\mathrm{m}, contra 3207×2/π=2042 m3207\times 2/\pi = 2042\,\mathrm{m}: o primeiro termo superestima a subsidência final em 64 m64\,\mathrm{m}, 3 %3\,\%.

Exercício 16.12 ★★★

Uma margem passiva foi estirada por β=2\beta = 2 e vem se resfriando há 150 Myr150\,\mathrm{Myr}; a bacia permaneceu cheia de sedimento de densidade média 2400 kg m−32400\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3} até o nível do mar. (a) Encontre a subsidência pós-rifte carregada por água. (b) Que espessura tem o sedimento pós-rifte? (c) No Baltimore Canyon Trough, o preenchimento pós-rifte inicial é de 1.5 a 3 vezes mais espesso do que prevê o estiramento uniforme: que espessura isso significaria aqui? (d) Sugira causas.

Solução

Solução de Exercício 16.12.

(a) 3207×0.6366×(1−e−150/62.7)=2042×0.9086=1855 m3207\times0.6366\times(1 - e^{-150/62.7}) = 2042\times0.9086 = 1855\,\mathrm{m}. (b) 1855×2300/(3330−2400)=4588 m1855\times 2300/(3330 - 2400) = 4588\,\mathrm{m}. (c) De 6.9 a 13.8 km13.8\,\mathrm{km}. (d) O modelo deixa de fora várias coisas que poderiam aprofundar a bacia: um manto litosférico mais estirado que a crosta, uma resposta regional (flexural) à carga do sedimento, um soerguimento transitório da margem durante o rifteamento seguido de afundamento, ou um aporte de sedimento tão grande que a bacia ficou sobrealimentada e carregada acima do nível do mar na plataforma.

Problema 16.1

Problema de fim de semana — backstripping de um poço

Na Bacia Kestrel, inventada, um poço testemunhou quatro unidades. A partir da base: uma areia depositada durante o rifteamento, de 165 a 150 Ma150\,\mathrm{Ma}, hoje entre 4420 m4420\,\mathrm{m} e 6030 m6030\,\mathrm{m}; um folhelho, de 150 a 100 Ma100\,\mathrm{Ma}, entre 3310 m3310\,\mathrm{m} e 4420 m4420\,\mathrm{m}; um giz, de 100 a 60 Ma60\,\mathrm{Ma}, entre 1700 m1700\,\mathrm{m} e 3310 m3310\,\mathrm{m}; uma areia argilosa, de 60 Ma60\,\mathrm{Ma} até hoje, entre 0 m0\,\mathrm{m} e 1700 m1700\,\mathrm{m} abaixo do fundo do mar. Os fósseis dão a profundidade da água no topo de cada unidade quando ela foi depositada: 200 m200\,\mathrm{m} a 150 Ma150\,\mathrm{Ma}, 300 m300\,\mathrm{m} a 100 Ma100\,\mathrm{Ma}, 150 m150\,\mathrm{m} a 60 Ma60\,\mathrm{Ma}; hoje ela é de 100 m100\,\mathrm{m}. Use a tabela de litologias do capítulo, ρm=3330 kg m−3\rho_m = 3330\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3} e ρw=1030 kg m−3\rho_w = 1030\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3} tanto para a água do mar quanto para a água intersticial, o nível do mar como hoje, e o modelo de estiramento do capítulo com uma crosta de 35 km35\,\mathrm{km}. As profundidades são arredondadas ao metro.

Parte I — Compactação.

  1. Encontre a porosidade da areia em seu topo e em sua base hoje.
  2. Encontre a espessura sólida da areia.
  3. As espessuras sólidas do folhelho, do giz e da areia argilosa são 1011 m1011\,\mathrm{m}, 1409 m1409\,\mathrm{m} e 1004 m1004\,\mathrm{m}. Confira uma delas.
  4. Encontre a massa por unidade de área de cada unidade hoje, depois a densidade média de toda a coluna.
  5. A 150 Ma150\,\mathrm{Ma}, a areia estava no fundo do mar. Descompacte-a: itere a partir de z2′=Tsz_2' = T_s até que a variação seja menor que 1 m1\,\mathrm{m}.
  6. Encontre a densidade média da areia descompactada.

Parte II — Backstripping.

  1. Encontre a subsidência tectônica YY a 150 Ma150\,\mathrm{Ma}.
  2. Encontre a subsidência tectônica hoje. Por que nenhuma descompactação é necessária?
  3. Um programa dá Y=2171 mY = 2171\,\mathrm{m} a 100 Ma100\,\mathrm{Ma} e Y=2453 mY = 2453\,\mathrm{m} a 60 Ma60\,\mathrm{Ma}. Calcule a taxa média de subsidência tectônica em cada um dos três intervalos desde 150 Ma150\,\mathrm{Ma}.
  4. Encontre a subsidência total hoje e compare-a com a subsidência tectônica.
  5. Que fração da profundidade do embasamento hoje se deve à carga do sedimento?
  6. Se o mar a 100 Ma100\,\mathrm{Ma} estivesse 100 m100\,\mathrm{m} mais alto que hoje, quanto teria sido YY então?

Parte III — Ajustar o modelo de estiramento. O rifteamento é tomado como instantâneo e terminando a 150 Ma150\,\mathrm{Ma}.

  1. Que ponto da curva dá a subsidência sin-rifte?
  2. Encontre o fator de estiramento β\beta, com duas casas decimais.
  3. Que espessura tinham a crosta e a litosfera logo depois do estiramento?
  4. Com β\beta arredondado, calcule βπsin⁡πβ\frac{\beta}{\pi}\sin\frac{\pi}{\beta} e a subsidência pós-rifte final.
  5. Preveja YY a 100, 60 e 0 Ma0\,\mathrm{Ma}.
  6. Compare com os valores obtidos por backstripping.
  7. O ajuste é bom porque o poço é inventado. Dê três razões pelas quais um poço real não se ajustaria tão bem.

Parte IV — Os próximos 50 milhões de anos.

  1. Quanta subsidência tectônica a mais ocorrerá nos próximos 50 Myr50\,\mathrm{Myr}?
  2. Se a profundidade da água permanecer em 100 m100\,\mathrm{m}, quanto sedimento de densidade 2400 kg m−32400\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3} pode se acumular nesse tempo?
  3. Que fração de sua subsidência pós-rifte final a bacia já realizou?
  4. Quando metade dela estava realizada?
  5. Para resumir: que fator de estiramento o poço registra?
Solução

Solução de Problema 16.1.

1. 0.49 e−4420/3704=0.1490.49\,e^{-4420/3704} = 0.149 no topo; 0.49 e−6030/3704=0.0960.49\,e^{-6030/3704} = 0.096 na base. 2. Ts=1610−0.49×3704×(0.3032−0.1963)=1416 mT_s = 1610 - 0.49\times3704\times(0.3032 - 0.1963) = 1416\,\mathrm{m}. 3. Folhelho: 1110−0.63×1960×(e−3310/1960−e−4420/1960)=1110−1234.8×(0.1847−0.1049)=1011 m1110 - 0.63\times1960\times(e^{-3310/1960} - e^{-4420/1960}) = 1110 - 1234.8 \times(0.1847 - 0.1049) = 1011\,\mathrm{m}. 4. Areia argilosa: 2680×1004+1030×696=3.408×106 kg m−22680\times1004 + 1030\times696 = 3.408 \times 10^{6}\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-2}; giz: 2710×1409+1030×201=4.025×106 kg m−22710\times1409 + 1030\times201 = 4.025 \times 10^{6}\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-2}; folhelho: 2700×1011+1030×99=2.832×106 kg m−22700\times1011 + 1030\times99 = 2.832 \times 10^{6}\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-2}; areia: 2650×1416+1030×194=3.952×106 kg m−22650\times1416 + 1030\times194 = 3.952 \times 10^{6}\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-2}. Total: 1.4217×107 kg m−21.4217 \times 10^{7}\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-2}, ρˉs=14 216 910/6030=2358 kg m−3\bar\rho_s = 14\,216\,910/6030 = 2358\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}. 5. z2′←1416+1815 (1−e−z2′/3704)z_2' \leftarrow 1416 + 1815\,(1 - e^{-z_2'/3704}): 1993, 2171, 2221, 2235, 2238, 2239, 2239: 2239 m2239\,\mathrm{m}. 6. (2650×1416+1030×823)/2239=2055 kg m−3(2650\times1416 + 1030\times823)/2239 = 2055\,\mathrm{kg}\,\mathrm{m}^{-3}. 7. Y=2239×(3330−2055)/2300+200=1241+200=1441 mY = 2239\times(3330 - 2055)/2300 + 200 = 1241 + 200 = 1441\,\mathrm{m}. 8. Y=6030×(3330−2358)/2300+100=2548+100=2648 mY = 6030\times(3330 - 2358)/2300 + 100 = 2548 + 100 = 2648\,\mathrm{m}. As unidades são medidas em suas profundidades atuais: elas já estão tão compactadas quanto são hoje. 9. (2171−1441)/50=14.6 m(2171 - 1441)/50 = 14.6\,\mathrm{m} por milhão de anos de 150 a 100 Ma100\,\mathrm{Ma}; (2453−2171)/40=7.05 m(2453 - 2171)/40 = 7.05\,\mathrm{m} de 100 a 60 Ma60\,\mathrm{Ma}; (2648−2453)/60=3.25 m(2648 - 2453)/60 = 3.25\,\mathrm{m} desde então: o afundamento se desacelera. 10. 6030+100=6130 m6030 + 100 = 6130\,\mathrm{m}, 2.31 vezes a subsidência tectônica. 11. (6130−2648)/6130=57 %(6130 - 2648)/6130 = 57\,\%. 12. 2171−100×3330/2300=2026 m2171 - 100\times3330/2300 = 2026\,\mathrm{m}. 13. O ponto no fim do rifteamento, 150 Ma150\,\mathrm{Ma}: Si=1441 mS_i = 1441\,\mathrm{m}, se não houve subsidência térmica durante os 15 Myr15\,\mathrm{Myr} de rifteamento. 14. β=1/(1−1441/4334)=1/0.6675=1.50\beta = 1/(1 - 1441/4334) = 1/0.6675 = 1.50. 15. 35/1.50=23.3 km35/1.50 = 23.3\,\mathrm{km} de crosta e 125/1.50=83.3 km125/1.50 = 83.3\,\mathrm{km} de litosfera. 16. (1.50/π)sin⁡(π/1.50)=0.4775×0.8660=0.4135(1.50/\pi)\sin(\pi/1.50) = 0.4775\times0.8660 = 0.4135; 3207×0.4135=1326 m3207\times0.4135 = 1326\,\mathrm{m}. 17. Si=4334/3=1445 mS_i = 4334/3 = 1445\,\mathrm{m}. A 100 Ma100\,\mathrm{Ma}, t=50 Myrt = 50\,\mathrm{Myr}: 1326×(1−e−50/62.7)=729 m1326\times(1 - e^{-50/62.7}) = 729\,\mathrm{m}, Y=2173 mY = 2173\,\mathrm{m}; a 60 Ma60\,\mathrm{Ma}: 1326×0.7620=1010 m1326\times0.7620 = 1010\,\mathrm{m}, Y=2455 mY = 2455\,\mathrm{m}; hoje: 1326×0.9086=1205 m1326\times0.9086 = 1205\,\mathrm{m}, Y=2650 mY = 2650\,\mathrm{m}. 18. O modelo é 2 m2\,\mathrm{m} mais profundo em cada ponto: 2173 contra 2171, 2455 contra 2453, 2650 contra 2648. 19. Paleoprofundidades de água conhecidas só com precisão de cem metros ou mais; níveis do mar passados diferentes do atual; um rifteamento que durou 15 Myr15\,\mathrm{Myr}, durante o qual parte do calor já se perdeu; flexão em vez de isostasia local; um manto mais ou menos estirado que a crosta; uma crosta que não tinha 35 km35\,\mathrm{km} de espessura antes do rifteamento. 20. 1326×(e−150/62.7−e−200/62.7)=67 m1326\times(e^{-150/62.7} - e^{-200/62.7}) = 67\,\mathrm{m}. 21. 66.6×2300/(3330−2400)=165 m66.6\times2300/(3330 - 2400) = 165\,\mathrm{m}. 22. 1−e−150/62.7=91 %1 - e^{-150/62.7} = 91\,\%. 23. τln⁡2=43.5 Myr\tau\ln2 = 43.5\,\mathrm{Myr} depois do fim do rifteamento: a 106.5 Ma106.5\,\mathrm{Ma}. 24. β=1.50\beta = \textbf{1.50}: a crosta foi estirada até uma vez e meia sua largura.

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