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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 2.º ano · 本科二年级
27A mudança climática antrópica
Desde 1970 a superfície do globo aqueceu mais depressa que em qualquer outro período de cinquenta anos, ao menos nos últimos dois mil anos (alta confiança). Os volumes escolares contaram o que mudou e por quê. Este capítulo transforma esse relato num balanço: quantos watts por metro quadrado os fatores humanos acrescentam, quantos o planeta mais quente devolve ao espaço, quanto aquecimento cada tonelada de dióxido de carbono produz, e como a subida do mar se reparte entre a água que aquece e o gelo que derrete. Cada número vem com sua incerteza, na linguagem calibrada das avaliações.
O que você já sabe
Dos volumes escolares: o forçamento radiativo, por duplicação do dióxido de carbono, e sua lei logarítmica; a retroalimentação climática; a sensibilidade climática de equilíbrio, melhor estimativa , provável 2.5 a ; a atribuição, o cenário de emissões e a projeção; a linguagem calibrada: provável 66 a , muito provável 90 a , um intervalo sendo um intervalo muito provável. A influência humana aqueceu o clima em entre 1850–1900 e 2010–2019. Dos livros de física: o corpo negro e a lei de Stefan–Boltzmann; a dilatação térmica. Dos livros de biologia: o ciclo do carbono, a fração que permanece no ar, os sumidouros de carbono e o balanço de carbono da biosfera. Do Capítulo 26: o ciclo lento do carbono, que só retira um excesso de dióxido de carbono ao longo de centenas de milhares de anos.
27.1 O forçamento quantificado
Definição 27.1 (Forçamento radiativo efetivo)
O forçamento radiativo efetivo (ERF) de uma perturbação — uma mudança num gás de efeito estufa, nos aerossóis, no Sol — é a variação que ela causa no fluxo líquido descendente de radiação no topo da atmosfera, em , depois que a atmosfera, as nuvens e a superfície terrestre se ajustaram a ela, mas antes que a temperatura média da superfície do globo tenha respondido. Os ajustes contados são os causados pelo próprio agente, independentemente da temperatura da superfície.
A definição traça a linha entre forçamento e resposta pelo que depende da temperatura da superfície, não pela rapidez. O forçamento instantâneo do dióxido de carbono é a variação de fluxo logo depois que o gás é acrescentado; a estratosfera, que então esfria em alguns meses, altera-o uma primeira vez; a troposfera, seu vapor d’água e suas nuvens alteram-no de novo. Para uma duplicação do dióxido de carbono a avaliação encontra depois do ajuste da estratosfera, e ajustes na troposfera que se compensam em parte: por seu aquecimento, +0.22 pelo vapor d’água, +0.45 pelas nuvens e +0.11 pela superfície terrestre, no total. O ERF vale , a mais que os da avaliação anterior (Exercício 27.1).
O forçamento de cada agente desde 1750 foi reconstruído ano a ano. A figura abaixo o mostra: o dióxido de carbono a em 2019, os outros gases de efeito estufa — metano, óxido nitroso, gases halogenados e ozônio — a juntos, e os aerossóis a . O forçamento humano total é de , e seu intervalo muito provável, 1.96 a , é largo sobretudo por causa dos aerossóis. Seu ERF em 1750–2014 é avaliado em [ a ] (média confiança), em sua maior parte pelo efeito sobre as nuvens, que ficam mais brilhantes quando os aerossóis fornecem mais gotículas. As erupções vulcânicas acrescentam picos negativos breves (Capítulo 6): o mais profundo do registro, em 1816, segue a erupção do Tambora em 1815.
27.2 O balanço de energia
Um forçamento positivo faz o planeta ganhar energia. À medida que aquece, ele irradia mais para o espaço, e o ganho diminui; o clima só se estabiliza quando os dois se equilibram.
Definição 27.2 (Desequilíbrio energético da Terra; parâmetro de retroalimentação climática)
O desequilíbrio energético da Terra é o fluxo líquido de energia que entra no sistema climático no topo da atmosfera, em média sobre o globo e sobre um ano ou mais, em : a luz solar absorvida menos o infravermelho emitido. É a taxa à qual o oceano, os continentes, o gelo e o ar ganham calor, por metro quadrado da superfície da Terra.
Definição 27.3 (Parâmetro de retroalimentação climática)
O parâmetro de retroalimentação climática é a variação do fluxo líquido descendente no topo da atmosfera por grau de aquecimento da superfície do globo, em , causada pela resposta do sistema climático a esse aquecimento. Um clima estável tem : o aquecimento aumenta a perda de energia para o espaço.
O volume escolar escreveu o balanço com o módulo de , um número positivo; daqui em diante o sinal é mantido, como nas avaliações, que escrevem o parâmetro .
Proposição 27.4 (Balanço global de energia)
Seja o forçamento radiativo efetivo e o aquecimento da superfície do globo em relação a um estado de equilíbrio. Se a resposta do fluxo emitido é linear em ,
Num novo equilíbrio , logo .
Demonstração. Por definição o forçamento altera o fluxo líquido descendente em com temperatura da superfície fixa, e a resposta ao aquecimento altera-o em em primeira ordem; o desequilíbrio é a soma dos dois. Igualá-lo a zero dá o equilíbrio. ∎
Medir significa medir o calor que o sistema ganha, e o oceano retém quase todo ele. De 1971 a 2018 o sistema climático ganhou (zettajoules, ): o oceano , em seus superiores e abaixo; os continentes , o gelo que derrete , a atmosfera . O desequilíbrio médio foi de em 1971–2018, e aumentou: [0.52 a 1.06] em 2006–2018 (Exercício 27.2).
Método 27.5 (Uma sensibilidade climática a partir do balanço de energia histórico)
- Escolha dois períodos, uma referência perto do equilíbrio e um recente; tome a variação do forçamento , do desequilíbrio e da temperatura global .
- Resolva o balanço para o parâmetro de retroalimentação: .
- A sensibilidade a uma duplicação é então ; o aquecimento no momento do forçamento, escalonado para , é .
De 1850–1900 a 2006–2019 a avaliação toma , e . Então , e a sensibilidade é , o valor que a avaliação encontra, com um intervalo muito provável de 1.6 a . Mas esta é uma sensibilidade efetiva, para as retroalimentações do aquecimento até agora. O aquecimento foi mais forte onde as retroalimentações são mais negativas, no Pacífico tropical ocidental, e mais fraco no Pacífico oriental e no oceano Austral; à medida que esse padrão evolui, espera-se que o parâmetro de retroalimentação se torne menos negativo (alta confiança), de modo que a sensibilidade de longo prazo é maior que a estimativa histórica (Exercício 27.7).
27.3 Retroalimentações e sensibilidade
Definição 27.6 (Resposta de Planck; retroalimentações do vapor d’água, do gradiente vertical e das nuvens)
O parâmetro de retroalimentação é dividido nas contribuições das grandezas que mudam com a temperatura da superfície. A resposta de Planck é o infravermelho adicional emitido para o espaço quando a superfície e toda a troposfera aquecem da mesma quantidade. A retroalimentação do vapor d’água é a variação de fluxo devida ao aumento do vapor d’água atmosférico com a temperatura. A retroalimentação do gradiente vertical é a variação de fluxo devida a um aquecimento que não é uniforme na vertical. A retroalimentação das nuvens é a variação de fluxo devida à mudança da quantidade, da altitude e do brilho das nuvens.
Proposição 27.7 (A resposta de Planck)
Se a Terra emite para o espaço uma fração fixa do infravermelho de sua superfície à temperatura , sua resposta de Planck é
Com e , .
Demonstração. O fluxo emitido é ; sua derivada em relação a é , e uma perda adicional é uma contribuição negativa ao fluxo líquido descendente. Numericamente . ∎
A fração é o efeito estufa normalizado: a atmosfera retém dos que a superfície emite, . A avaliação, com códigos de radiação detalhados, encontra [ a ] (alta confiança). O vapor d’água segue a lei de Clausius–Clapeyron em escala global, e mais vapor absorve mais infravermelho: a retroalimentação do vapor d’água é fortemente positiva, segundo os satélites. Nos trópicos a alta troposfera aquece mais que a superfície, e então irradia mais: a retroalimentação do gradiente vertical é negativa ali, positiva perto dos polos, e de cerca de globalmente. As duas são avaliadas juntas, [1.1 a 1.5], porque o que um modelo põe numa tende a tirar da outra. A neve e o gelo que derretem escurecem a superfície, +0.35; as nuvens acrescentam [ a ], a maior incerteza. Uma retroalimentação líquida negativa das nuvens é muito improvável.
Definição 27.8 (Sensibilidade climática de equilíbrio)
A sensibilidade climática de equilíbrio (ECS) é o aquecimento da superfície do globo, no novo equilíbrio, causado por uma duplicação do dióxido de carbono do ar a partir de seu nível pré-industrial, mantendo-se fixos os mantos de gelo.
Proposição 27.9 (Sensibilidade e retroalimentação)
Se o parâmetro de retroalimentação é constante, . Com e o valor líquido das retroalimentações acima, ; a resposta de Planck sozinha daria .
Demonstração. Aplique-se a Proposição 27.4 no equilíbrio com . ∎
As retroalimentações são uma linha de evidência; o aquecimento desde 1850, o balanço de energia e os climas do passado são outras. Combinadas, dão a ECS avaliada de , provável 2.5 a (alta confiança), muito provável 2 a . Como a ECS varia como , uma incerteza simétrica sobre dá um intervalo de ECS esticado em direção aos valores altos (Exercício 27.12).
Definição 27.10 (Resposta climática transitória)
A resposta climática transitória (TCR) é o aquecimento da superfície do globo no momento em que o dióxido de carbono do ar duplicou, quando ele sobe por ano a partir de seu nível pré-industrial, cerca de setenta anos depois do início.
A TCR é menor que a ECS porque o oceano ainda está absorvendo calor quando a duplicação é atingida. Sua melhor estimativa é , provável 1.4 a (alta confiança); o balanço de energia histórico sozinho dá também.
27.4 Detecção e atribuição
Definição 27.11 (Detecção; atribuição; impressão digital climática)
A detecção de uma mudança climática consiste em mostrar que o clima mudou num sentido estatístico definido, além do que sua variabilidade interna poderia produzir, sem indicar a causa. A atribuição consiste em avaliar as contribuições de várias causas para uma mudança detectada, com uma probabilidade atribuída. Uma impressão digital climática é o padrão no espaço e no tempo da resposta a um fator, simulado por modelos climáticos, pelo qual esse fator é reconhecido nas observações.
Fatores diferentes deixam impressões digitais diferentes. Mais gás de efeito estufa aquece a troposfera e esfria a estratosfera, porque um cobertor infravermelho mais espesso faz as camadas superiores irradiarem mais para o espaço; um Sol mais brilhante aqueceria as duas. As observações mostram o primeiro padrão: a troposfera aqueceu desde pelo menos a década de 1950, e é virtualmente certo que a estratosfera esfriou. É muito provável que os gases de efeito estufa humanos tenham sido o principal fator do aquecimento troposférico desde 1979, e extremamente provável que a destruição da camada de ozônio tenha sido o principal fator do resfriamento da baixa estratosfera de 1979 a meados da década de 1990.
Método 27.12 (A impressão digital ótima)
- Simule a resposta a cada fator separadamente: as impressões digitais , como vetores de valores no espaço e no tempo.
- Escreva as observações como , com a variabilidade interna, cujas estatísticas são tiradas de longas simulações sem forçamento.
- Estime os fatores de escala por mínimos quadrados, ponderados pelo inverso da variabilidade para que as componentes mais ruidosas contem menos, com seus intervalos de confiança.
- Um significativamente maior que zero significa que a resposta ao fator é detectada; um intervalo que contém 1 e exclui 0 significa que a resposta simulada é coerente com as observações, e a mudança pode ser atribuída em parte a esse fator.
Aplicado à temperatura da superfície, o método dá a atribuição lembrada no início: dos observados entre 1850–1900 e 2010–2019, a influência humana provavelmente causou 0.8 a , melhor estimativa ; os fatores naturais e a variabilidade interna contribuem com não mais que alguns décimos de grau num sentido ou no outro (Exercícios 27.9 e 27.10).
27.5 Cenários e emissões cumulativas
Definição 27.13 (Trajetória Socioeconômica Compartilhada)
Uma Trajetória Socioeconômica Compartilhada (SSP) é uma de cinco narrativas de como a população, as economias e a tecnologia poderiam evoluir ao longo do século. Os cenários de emissões da avaliação são rotulados SSP-: designa a trajetória, e o forçamento radiativo aproximado, em , que o cenário atinge em 2100.
Os cinco cenários principais vão de SSP1-1.9 a SSP5-8.5. A avaliação da ciência física toma-os como dados: não pondera sua probabilidade nem avalia as narrativas. Para cada um, os modelos climáticos dão um aquecimento projetado para 2081–2100 acima de 1850–1900, de (muito provável 1.0 a 1.8) no SSP1-1.9 a (3.3 a 5.7) no SSP5-8.5. As projeções compartilham uma lei simples.
Definição 27.14 (Resposta climática transitória às emissões cumulativas de CO)
A resposta climática transitória às emissões cumulativas de (TCRE) é o aquecimento da superfície do globo por unidade de dióxido de carbono emitido no total desde o período pré-industrial, em por de .
Proposição 27.15 (O aquecimento segue as emissões cumulativas)
Com boa aproximação o aquecimento causado pelo dióxido de carbono é proporcional ao total emitido, qualquer que seja a trajetória das emissões: , com as emissões cumulativas.
Demonstração. Admitido neste nível. ∎
A lei não é óbvia. O forçamento cresce apenas como o logaritmo da concentração, de modo que cada tonelada acrescentada aquece menos; mas o oceano absorve calor e carbono com cada vez menos eficiência à medida que as emissões se acumulam, de modo que mais de cada tonelada fica no ar e seu aquecimento é menos retardado. Os dois efeitos quase se compensam, o que todos os estudos concordam ser a origem da lei. A relação é quase linear (alta confiança), e cada de dióxido de carbono provavelmente causa 0.27 a de aquecimento, melhor estimativa , ou por de carbono (Exercício 27.4). De 1850 a 2019, foram emitidas de dióxido de carbono.
Definição 27.16 (Orçamento de carbono restante)
O orçamento de carbono restante para um limite de temperatura é o dióxido de carbono cumulativo que ainda pode ser emitido, a partir de uma data indicada, com o aquecimento global ficando abaixo desse limite com uma probabilidade indicada, levando-se em conta o aquecimento causado pelos outros fatores humanos.
Método 27.17 (O orçamento de carbono restante a partir da TCRE)
- Subtraia do limite o aquecimento humano já atingido, para 2010–2019.
- Subtraia o aquecimento que os outros fatores terão acrescentado quando as emissões de dióxido de carbono chegarem a zero líquido.
- Divida pela TCRE: este é o orçamento a partir do meio de 2010–2019.
- Subtraia as emissões desde então, e uma margem para as retroalimentações lentas do sistema terrestre que os modelos deixam de fora (o degelo do permafrost é a maior).
A avaliação combina cinco componentes desta maneira: a TCRE; o aquecimento histórico; um aquecimento adicional pelos outros fatores de cerca de 0.1 a ; o aquecimento que pode continuar depois que as emissões param, avaliado em zero em média (provavelmente dentro de ); e as retroalimentações do sistema terrestre, cerca de de dióxido de carbono por grau. Para , acima de 2010–2019, o orçamento restante a partir do início de 2020 é de de dióxido de carbono com uma probabilidade de , e para . As escolhas feitas sobre os outros fatores deslocam esses valores em ou mais; o problema de fim de semana reconstrói o primeiro.
Dados de 2025
A média anual do dióxido de carbono em Mauna Loa atingiu em 2025, um forçamento de pela lei logarítmica. No registro de temperatura da NASA, 2024 é o ano mais quente, acima da média de 1880–1900, os primeiros anos desse registro; 2025 ficou em .
27.6 O nível do mar
Definição 27.18 (Balanço do nível do mar; elevação termostérica do nível do mar)
O balanço do nível do mar é a comparação da variação observada do nível médio global do mar com a soma de suas contribuições estimadas: a dilatação do oceano que aquece, o derretimento das geleiras e dos mantos de gelo da Groenlândia e da Antártida, e a variação da água armazenada nos continentes. A elevação termostérica do nível do mar é a parte devida à dilatação térmica da água do mar, com massa constante.
Proposição 27.19 (Dilatação térmica de uma camada)
Uma camada de oceano de espessura , com coeficiente de dilatação térmica , que aquece uniformemente de com massa e área constantes sobe .
Demonstração. A massa de uma coluna de área é constante, logo em primeira ordem, com . ∎
No oceano real cresce com a temperatura e a pressão, e o aquecimento concentra-se perto da superfície. A avaliação resume o resultado como uma eficiência de dilatação de por de calor acrescentado ao oceano, ou por grau de aquecimento do oceano inteiro (média confiança). Sobre sua profundidade média de , isso é um efetivo de (Exercício 27.8).
O balanço, desenhado na figura abaixo, fecha dentro de suas incertezas. Em 1971–2018 as contribuições somam , contra uma subida observada de ; em 2006–2018 elas somam 3.61 contra 3.69. A dilatação térmica foi o maior termo isolado, metade da soma em 1971–2018, mas o gelo está alcançando-a: em 2006–2018 as geleiras e os mantos de gelo juntos deram , mais que a dilatação. O oceano também continua a aquecer em profundidade muito depois que a superfície se estabiliza, e os mantos de gelo respondem ao longo de séculos; o nível do mar está comprometido a subir durante séculos a milênios e permanecerá alto por milhares de anos (alta confiança). Nos próximos dois mil anos, projeta-se que suba cerca de 2 a se o aquecimento ficar em , 2 a a e 19 a a (baixa confiança).
Exercícios
Dados para os exercícios, salvo indicação em contrário: forçamento do dióxido de carbono duplicado a partir de ; constante de Stefan–Boltzmann ; raio da Terra ; um ano ; massas molares do carbono e do dióxido de carbono 12.011 e ; as retroalimentações e o balanço do nível do mar do capítulo.
Exercício 27.1 ★
O forçamento do dióxido de carbono duplicado é de depois do ajuste da estratosfera; a troposfera então se ajusta em (temperatura), +0.22 (vapor d’água), +0.45 (nuvens) e +0.11 (superfície terrestre) . (a) Encontre o ERF. (b) Em que porcentagem ele excede os da avaliação anterior? (c) Qual ajuste é negativo, e por que uma troposfera mais quente reduz o forçamento?
Solução
Solução de Exercício 27.1.
(a) , os ajustes somando . (b) : a mais. (c) O ajuste de temperatura troposférico, : uma troposfera mais quente emite mais infravermelho para o espaço, o que retira parte da energia adicional antes que a superfície tenha respondido.
Exercício 27.2 ★
O sistema climático ganhou de 1971 a 2018 e de 2006 a 2018, contados entre os meios do primeiro e do último ano. (a) Encontre a área da superfície da Terra. (b) Converta cada ganho num desequilíbrio médio em . (c) O oceano recebeu : quantos zettajoules em 1971–2018?
Solução
Solução de Exercício 27.2.
(a) . (b) Em 47 anos, ; em 12 anos, , os 0.57 e 0.79 da avaliação. (c) .
Exercício 27.3 ★
(a) Some os valores centrais das retroalimentações da figura, e compare com a líquida. (b) Encontre a ECS com o valor líquido, e o aquecimento com a resposta de Planck sozinha. (c) Por que fator as outras retroalimentações amplificam o aquecimento de Planck?
Solução
Solução de Exercício 27.3.
(a) , a líquida. (b) ; . (c) : as retroalimentações quase triplicam o aquecimento de Planck.
Exercício 27.4 ★
(a) Converta uma TCRE de por de dióxido de carbono em graus por de carbono, e faça o mesmo para seu intervalo provável, 0.27 a 0.63. (b) Converta os de dióxido de carbono emitidos de 1850 a 2019 em petagramas de carbono. (c) Que aquecimento a TCRE dá para essas emissões?
Solução
Solução de Exercício 27.4.
(a) Um petagrama de carbono equivale a Gt de dióxido de carbono: por , e o intervalo torna-se 0.989 a 2.31. (b) . (c) .
Exercício 27.5 ★★
(a) A superfície emite e o efeito estufa retém desse fluxo. Encontre e a temperatura da superfície de um corpo negro que emite . (b) Encontre a resposta de Planck a , e a com o mesmo . (c) A resposta de Planck sozinha tornaria uma Terra mais quente mais ou menos sensível?
Solução
Solução de Exercício 27.5.
(a) ; . (b) ; a , . (c) Menos sensível: a resposta cresce como , de modo que um planeta mais quente se livra de cada grau adicional mais facilmente, sendo iguais as outras retroalimentações.
Exercício 27.6 ★★
Os satélites dão uma retroalimentação do vapor d’água de e os estudos uma retroalimentação do gradiente vertical de (um desvio-padrão). (a) Encontre sua soma. (b) Se as duas fossem independentes, qual seria o desvio-padrão da soma? (c) Os modelos dão à soma um desvio-padrão de apenas . O que isso diz sobre os dois erros?
Solução
Solução de Exercício 27.6.
(a) . (b) . (c) A soma é muito mais bem conhecida que qualquer dos termos: seus erros são fortemente anticorrelacionados. Onde a alta troposfera aquece mais, ela também contém mais vapor, de modo que uma retroalimentação do gradiente vertical mais negativa vem com uma retroalimentação do vapor d’água mais positiva.
Exercício 27.7 ★★
De 1850–1900 a 2006–2019, , e . (a) Encontre e a sensibilidade efetiva. (b) Espera-se que o parâmetro de retroalimentação se torne menos negativo em à medida que o padrão de aquecimento evolui. Encontre a sensibilidade . (c) Refaça (b) com .
Solução
Solução de Exercício 27.7.
(a) ; . (b) . (c) . A avaliação, com distribuições completas, encontra 3.5 e .
Exercício 27.8 ★★
(a) A partir dos de subida por grau de aquecimento do oceano inteiro, profundidade média , encontre o coeficiente de dilatação efetivo. (b) O oceano ganhou em 1971–2018. Com uma eficiência de dilatação de por , encontre a subida termostérica, e compare com os do balanço. (c) Uma camada de aquece com : quanto ela eleva o nível do mar?
Solução
Solução de Exercício 27.8.
(a) . (b) , ou , perto dos do balanço. (c) , .
Exercício 27.9 ★★
Uma impressão digital de modelo, em quatro décadas, é ; as observações são . (a) Encontre o fator de escala de mínimos quadrados de . (b) Seu erro-padrão, estimado a partir de simulações sem forçamento, é . A resposta é detectada? É coerente com o modelo? (c) O que significaria um de 0.5 com o mesmo erro?
Solução
Solução de Exercício 27.9.
(a) , : . (b) O intervalo de é , 0.88 a 1.20: ele exclui 0, logo a resposta é detectada, e contém 1, logo a mudança observada é coerente com a simulada. (c) O intervalo 0.34 a 0.66 ainda exclui 0 (detectada), mas exclui 1: o modelo superestimaria a resposta por um fator de cerca de dois.
Exercício 27.10 ★★★
Duas impressões digitais, gases de efeito estufa e aerossóis , ambas em ao longo de quatro décadas, são ajustadas às observações . (a) Escreva as equações normais do ajuste de mínimos quadrados e resolva-as. (b) Encontre o aquecimento atribuído a cada fator na última década. (c) Por que as incertezas sobre e crescem quando as duas impressões digitais se parecem?
Solução
Solução de Exercício 27.10.
(a) , , , , . As equações normais são e ; seu determinante é , e , . (b) Gases de efeito estufa , aerossóis . (c) O determinante é pequeno porque e são quase proporcionais (sua correlação é ): um pouco de ruído em pode ser absorvido elevando os dois fatores de escala juntos, de modo que cada um é mal determinado, embora seu efeito combinado seja bem conhecido.
Exercício 27.11 ★★★
Use o método do orçamento de carbono restante com a TCRE de por , os emitidos de 2015 a 2019 e por grau para as retroalimentações do sistema terrestre. (a) Encontre o orçamento para , acima de 2010–2019, se os outros fatores acrescentarem . (b) Que aquecimento adicional pelos outros fatores o torna igual aos avaliados? Isso está dentro do intervalo avaliado? (c) Mostre que cada de aquecimento não devido ao CO altera qualquer orçamento da mesma quantidade.
Solução
Solução de Exercício 27.11.
(a) ; menos 210 e : . (b) , logo : aproximadamente o limite superior dos 0.1 a avaliados. (c) O orçamento depende do aquecimento não devido ao CO, , apenas por meio de : cada custa , qualquer que seja o limite.
Exercício 27.12 ★★★
A retroalimentação líquida tem um intervalo muito provável de a , em torno de . (a) Encontre a ECS nas duas extremidades e no centro. (b) Mostre que um intervalo de simétrico em torno de seu centro dá um intervalo de ECS que não o é, e diga qual lado é mais longo. (c) Por que as avaliações acham mais difícil excluir uma ECS alta que uma baixa?
Solução
Solução de Exercício 27.12.
(a) , , . (b) O lado baixo tem de comprimento, o lado alto : a função é convexa, de modo que passos iguais de em direção a zero elevam a ECS cada vez mais. (c) Um fracamente negativo dá uma ECS muito grande, e pequenas variações de perto de zero são difíceis de excluir; uma ECS baixa exige um fortemente negativo, que a resposta de Planck limita e que o aquecimento observado contradiz.
Problema 27.1
Problema de fim de semana — ler o balanço
Este problema segue a energia e o carbono da avaliação desde o forçamento até o orçamento restante para . Use os dados dos exercícios, e: ERF 1750–2019 () dióxido de carbono 2.16, metano 0.54, óxido nitroso 0.21, gases halogenados 0.41, ozônio 0.47, vapor d’água estratosférico 0.05, aerossóis–radiação , aerossóis–nuvens , uso da terra , carbono negro sobre a neve 0.08, rastros de condensação 0.06; dióxido de carbono em 2019 e em 2025; taxa de aquecimento em 2006–2018; as variações do balanço de energia , , ; TCRE por de dióxido de carbono (provável 0.27 a 0.63); emitidos em 1850–2019; aquecimento humano para 2010–2019; emitidos de 2015 a 2019; aquecimento adicional não devido ao CO , o limite inferior dos 0.1 a avaliados; retroalimentações do sistema terrestre por grau. Arredonde a três algarismos significativos.
Parte I — O forçamento.
- Some o forçamento dos quatro gases de efeito estufa bem misturados.
- Some o forçamento dos aerossóis.
- Some todos os termos humanos. Compare com os avaliados.
- Verifique o forçamento do dióxido de carbono em 2019 com a lei logarítmica.
- Encontre o forçamento do dióxido de carbono em 2025 pela mesma lei.
- Qual termo tem a maior incerteza, e por que ele domina a do total?
Parte II — O balanço de energia.
- Quanta energia o sistema climático ganhou em 2006–2018, em zettajoules?
- Quanto dela foi para o oceano?
- Encontre o parâmetro de retroalimentação a partir das variações do balanço de energia.
- Encontre a sensibilidade climática de equilíbrio efetiva.
- Encontre a resposta climática transitória a partir dos mesmos dados.
- Encontre a ECS a partir da retroalimentação líquida da figura, e compare os dois valores.
- Dê a razão física pela qual a estimativa histórica é a mais baixa.
Parte III — Aquecimento por tonelada.
- Converta a TCRE em graus por de carbono.
- Converta seu intervalo provável.
- Converta as emissões de 1850–2019 em petagramas de carbono.
- Que aquecimento a TCRE dá para as emissões de 1850–2019?
- Compare com o aquecimento humano de . O que a comparação diz sobre o efeito líquido dos outros fatores humanos?
Parte IV — O orçamento restante para .
- Que aquecimento resta acima de 2010–2019?
- Retire o aquecimento não devido ao CO e divida pela TCRE: que orçamento resta a partir do meio de 2010–2019?
- Retire as emissões de 2015–2019.
- Retire as retroalimentações do sistema terrestre sobre o aquecimento restante.
- Em quanto muda o orçamento se os outros fatores acrescentarem ?
- Em resumo: qual é o orçamento de carbono restante para , a partir do início de 2020, calculado a partir da TCRE? Compare com os avaliados.
Solução
Solução de Problema 27.1.
1. . 2. . 3. , o total avaliado. 4. , a menos de de 2.16. 5. . 6. O termo aerossóis–nuvens, a , com de largura, contra 1.52 para o total: ele carrega a maior parte da incerteza do total porque é grande e mal determinado. 7. , . 8. . 9. . 10. . 11. . 12. , mais alta em . 13. O aquecimento até agora foi mais forte onde as retroalimentações são mais negativas; à medida que o padrão evolui, o parâmetro de retroalimentação torna-se menos negativo, de modo que a sensibilidade de longo prazo excede a efetiva. 14. por . 15. 0.989 a por . 16. . 17. . 18. Dentro do arredondamento, o dióxido de carbono sozinho explica todo o aquecimento humano: o aquecimento pelos outros gases de efeito estufa e o resfriamento pelos aerossóis quase se compensam. 19. . 20. de dióxido de carbono. 21. . 22. ; . 23. Ele cai , para : os pelos quais a avaliação diz que as escolhas sobre os outros fatores deslocam o orçamento. 24. Calculado a partir da TCRE, o orçamento de carbono restante para a partir do início de 2020 é de de dióxido de carbono, a menos de dos avaliados com uma probabilidade de .
本章定义的术语
- Parâmetro de retroalimentação climática
- Detecção; atribuição; impressão digital climática
- Desequilíbrio energético da Terra; parâmetro de retroalimentação climática
- Forçamento radiativo efetivo
- Sensibilidade climática de equilíbrio
- Resposta de Planck; retroalimentações do vapor d’água, do gradiente vertical e das nuvens
- Orçamento de carbono restante
- Balanço do nível do mar; elevação termostérica do nível do mar
- Trajetória Socioeconômica Compartilhada
- Resposta climática transitória
- Resposta climática transitória às emissões cumulativas de CO2