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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 2.º ano · 本科二年级
9Séries magmáticas e contextos tectônicos
Entregue a uma petróloga uma análise química sem mapa, e ela muitas vezes saberá dizer se a lava foi emitida em uma dorsal, em uma ilha oceânica ou acima de uma placa em subducção. As lavas da Islândia e as dos vulcões das Cascatas, no oeste da América do Norte, vão ambas do basalto ao riolito; analisadas às centenas, elas seguem dois caminhos diferentes à medida que evoluem, um cada vez mais rico em ferro, o outro não. Este capítulo começa por nomear as rochas ígneas, por seus minerais quando eles são visíveis e por sua química quando não são; em seguida, agrupa-as em séries, famílias de rochas ligadas pela diferenciação, e liga cada série a um contexto tectônico, com os diagramas que os petrólogos usam para ler um contexto a partir de uma análise, e seus limites.
O que você já sabe
Do volume do ensino médio: basalto, andesito, riolito, gabro e granito; rochas félsicas e máficas; texturas vulcânicas e plutônicas. Do volume do primeiro ano: dorsais meso-oceânicas, zonas de subducção e arcos vulcânicos, pontos quentes e grandes províncias ígneas, riftes continentais. Do Capítulo 3: MORB e OIB, diagramas normalizados ao manto primitivo (aranhogramas), elementos compatíveis e incompatíveis. Do Capítulo 4: o manto empobrecido e os reservatórios isotópicos enriquecidos. Do Capítulo 8: cristalização fracionada, linha de descida do líquido, diagramas de Harker e lei de Rayleigh.
9.1 Nomear as rochas ígneas
Uma rocha de granulação grossa mostra seus minerais e é nomeada a partir deles. Uma lava muitas vezes tem granulação fina demais ou é vítrea demais para isso, e é nomeada a partir de sua análise química. Os dois esquemas são convenções internacionais: eles descrevem, e nada implicam sobre o modo como a rocha se formou.
Definição 9.1 (Composição modal; diagrama QAPF)
A composição modal de uma rocha é a proporção em volume de cada um de seus minerais. O diagrama QAPF nomeia uma rocha ígnea de granulação grossa com menos de de minerais máficos a partir de quatro componentes modais recalculados para uma soma de 100: quartzo (Q), feldspato alcalino (A), plagioclásio (P) e os feldspatoides (F). Como quartzo e feldspatoides não cristalizam juntos, toda rocha cai em um de dois triângulos, QAP ou FAP, unidos ao longo de seu lado comum AP.
O campo 10 contém três nomes. O diagrama QAPF não separa diorito, gabro e anortosito, nem as rochas gabroicas entre si; outros diagramas, baseados no plagioclásio e nos minerais máficos, fazem isso.
Definição 9.2 (Diagrama álcalis totais–sílica)
O diagrama álcalis totais–sílica (diagrama TAS) nomeia uma rocha vulcânica cuja moda não pode ser medida, e o faz a partir de suas porcentagens em massa de em função de , depois de a análise ter sido recalculada para , livre de água e de dióxido de carbono. Ele é dividido em quinze campos por retas cujas interseções têm coordenadas fixas (a figura depois do próximo parágrafo).
O diagrama tem três grupos de campos. Ao longo da base, com poucos álcalis, ficam os nomes da série comum, do picrobasalto e do basalto ao riolito, separados em 45, 52, 57 e de sílica e, para o riolito, por uma reta inclinada. Acima deles, os campos S e o traquito contêm rochas mais ricas em álcalis para a mesma sílica; os campos U, o fonolito e o foidito contêm rochas tão ricas em álcalis, e tão pobres em sílica, que cristalizam feldspatoides. Alguns campos são subdivididos por um segundo critério: um traquibasalto é chamado de havaíto se , e de traquibasalto potássico no caso contrário; um tefrito com mais de de olivina em sua norma (ver adiante) é um basanito; um riolito ou um traquito cuja razão molecular excede 1 é chamado de peralcalino. O esquema exige análises com menos de de água e de dióxido de carbono: a alteração acrescenta água e desloca os álcalis, e um cumulato não é um líquido.
Definição 9.3 (Saturação em sílica)
Um magma ou uma rocha é supersaturado em sílica se tem mais sílica do que seus outros óxidos podem combinar em minerais silicáticos, de modo que aparece quartzo (ou outro mineral de sílica); subsaturado em sílica se tem pouca demais para transformar todos os seus álcalis em feldspato, de modo que aparece em seu lugar um feldspatoide (nefelina, leucita), nunca junto com quartzo; e saturado em sílica entre os dois.
Para uma lava cujos minerais não podem ser contados, a saturação é julgada sobre uma norma: um cálculo padronizado que distribui os óxidos da análise entre minerais ideais em uma ordem fixa, os álcalis primeiro no feldspato, e indica o excesso de sílica como quartzo, ou a falta como feldspatoide. A mais usada, a norma CIPW, separa os dois tipos de basalto: um basalto com nefelina em sua norma é um basalto alcalino; um sem nefelina é um basalto subalcalino, e entre estes os basaltos toleíticos têm hiperstênio (ortopiroxênio) na norma e, muitas vezes, piroxênio pobre em cálcio na moda. O Exercício 9.11 aplica uma versão simplificada dela.
9.2 Séries magmáticas
As lavas de um vulcão, ou de uma província, raramente são iguais, mas são aparentadas: derivam de magmas parentais semelhantes pela diferenciação do Capítulo 8, e traçam juntas uma linha de descida.
Definição 9.4 (Série magmática)
Uma série magmática é um conjunto de rochas ígneas de um mesmo ciclo magmático ou de uma mesma província, ligadas pela diferenciação a partir de magmas parentais semelhantes e que partilham traços químicos e mineralógicos característicos. Três são comumente distinguidas. A série toleítica parte de basaltos saturados ou ligeiramente supersaturados em sílica, com hiperstênio na norma, e mostra um enriquecimento marcado em ferro no início de sua diferenciação. A série cálcio-alcalina vai do basalto, passando pelo andesito, ao dacito e ao riolito, com pouco ou nenhum enriquecimento em ferro, e com minerais hidratados (hornblenda, biotita) em seus membros evoluídos. A série alcalina parte de basaltos com nefelina normativa e evolui pelos campos S e U do diagrama TAS em direção ao traquito e ao fonolito.
Os nomes descrevem conjuntos, não rochas isoladas: um basalto isolado pode pertencer a qualquer um deles, e os mesmos nomes foram usados com sentidos diferentes, de modo que uma petróloga deve dizer o que entende por eles. A distinção entre as séries toleítica e cálcio-alcalina repousa sobre o ferro, e o diagrama que a mostra melhor representa três grupos de óxidos.
Definição 9.5 (Diagrama AFM)
Um diagrama AFM é um diagrama triangular cujos vértices são , (todo o ferro como ) e , em porcentagem em massa recalculada de modo que . Uma linha traçada nele separa o campo toleítico, do lado de F, do campo cálcio-alcalino.
Um basalto que se diferencia perde magnésio mais depressa que qualquer outra coisa, já que a olivina e o piroxênio são mais ricos em magnésio que o líquido, e conserva seus álcalis, que são incompatíveis: sua linha de descida se afasta de M, em direção a A. O que acontece com o ferro decide a série. Em um magma toleítico, o ferro só sai com os silicatos ferrosos ricos em magnésio, mais lentamente que o magnésio, de modo que a razão aumenta e a tendência primeiro sobe em direção a F antes de se voltar para A: a tendência de Fenner. Em um magma cálcio-alcalino, mais oxidado, o ferro sai também na magnetita, que contém ferro férrico, e fica quase constante enquanto o líquido vai direto em direção a A: a tendência de Bowen. A figura abaixo mostra as duas com rochas reais, os toleítos da Islândia e as lavas cálcio-alcalinas das Cascatas. A linha divisória, traçada a olho em 1971, separa-as bem onde são basálticas; com muitos álcalis, as duas tendências convergem e a linha diz pouco.
Das rochas islandesas dentro do alcance da linha divisória, 351 caem do lado toleítico e 23 do outro; das rochas das Cascatas, 417 do lado cálcio-alcalino e 57 do outro. Uma curva é uma fronteira desajeitada, e um modelo simples explica a forma das tendências. Suponha-se que um magma perca seus álcalis, seu ferro e seu magnésio a taxas proporcionais às quantidades que contém, .
Proposição 9.6 (Tendências em log-razão)
Se , e decaem exponencialmente com constantes , e , o magma se desloca ao longo de uma reta no plano de e , de inclinação , enquanto se desloca ao longo de uma curva no triângulo AFM.
Demonstração. Com , e : ambos são lineares em , logo um é linear no outro, com a inclinação indicada. As razões e fixam o ponto no triângulo, cujas coordenadas , … não são lineares em . ∎
A inclinação mais forte das rochas islandesas significa um menor: o ferro sai do magma toleítico mais lentamente (Exercício 9.10). Vermeesch e Pease mostraram que as duas faixas da figura acima se encontram em um ponto, que eles leem como uma fonte comum hipotética.
As séries toleítica e cálcio-alcalina diferem também em potassa. O diagrama – divide os basaltos, andesitos, dacitos e riolitos com mais de de sílica em tipos de baixo K, médio K e alto K por duas retas (a figura abaixo). A maior parte das duas suítes aqui é de médio K: o diagrama diz quanta potassa uma série carrega, não qual série ela é.
Por que a oxidação difere? Os magmas cálcio-alcalinos se formam acima das zonas de subducção, onde a placa que se desidrata fornece espécies oxidadas à cunha mantélica; os magmas cristalizam magnetita, e seus membros evoluídos hornblenda ou biotita. Os magmas toleíticos se formam nas dorsais, onde o manto funde por descompressão (Capítulo 7), e são mais reduzidos.
9.3 Séries e contextos
Cada contexto da tectônica de placas produz seus próprios magmas, porque cada um funde o manto à sua maneira: por descompressão sob as dorsais e os pontos quentes, por adição de água acima das zonas de subducção (Capítulo 7).
As dorsais meso-oceânicas emitem basaltos toleíticos, os MORB do Capítulo 3, pobres em elementos incompatíveis e com a assinatura isotópica empobrecida de sua fonte. A Islândia, uma dorsal sobre um ponto quente, acrescenta seus próprios toleítos a essa lista, com uma suíte completa até o riolito.
As ilhas oceânicas crescem por etapas. Um vulcão havaiano emite lavas alcalinas quando jovem, depois constrói seu escudo de basalto toleítico, estimado em 80 a de seu volume final, em seus primeiros 1 a 2 milhões de anos; à medida que se afasta do ponto quente, suas lavas voltam a ser alcalinas, terminando em uma longa cauda de raras erupções alcalinas. Menos fusão dá magmas mais alcalinos: os álcalis, sendo incompatíveis, são menos diluídos em uma pequena fração de fundido. Isotopicamente, os basaltos de ilhas oceânicas amostram os reservatórios enriquecidos do Capítulo 4.
Os arcos vulcânicos emitem séries cálcio-alcalinas. Seus elementos-traço trazem uma marca distintiva (a figura abaixo): normalizados ao manto primitivo, os basaltos de arco são enriquecidos em Rb, Ba, Th, U, Pb e Sr, elementos que a placa acrescenta à cunha, e empobrecidos em nióbio e tântalo em relação a seus vizinhos. O basalto de arco mediano do conjunto de dados tem , contra 0.97 para os MORB e 1.23 para os basaltos de ilhas oceânicas.
No interior dos continentes, o magma basáltico encontra uma crosta espessa que pode aquecer e fundir, e o resultado pode ser um vulcanismo com dois modos.
Definição 9.7 (Vulcanismo bimodal)
O vulcanismo bimodal é a erupção, em uma mesma província, de dois grupos de magmas, basálticos e riolíticos, com poucas composições intermediárias entre eles.
O vulcanismo ao longo do traço do ponto quente de Yellowstone é bimodal: na Planície do Rio Snake Oriental, riolitos mais antigos com uns de sílica são cobertos por basaltos mais jovens com uns . A lacuna entre eles é a pista: a diferenciação de um basalto sozinho teria deixado lavas intermediárias, e uma lacuna aponta para uma segunda fonte para os riolitos, como a crosta que o basalto aquece.
As grandes províncias ígneas, vistas no volume do primeiro ano, emitem basalto em volumes que nenhum outro contexto iguala; sua série é lida com os mesmos diagramas.
9.4 Diagramas de discriminação
Os padrões da seção anterior sugerem ler um contexto diretamente a partir de uma análise, e os petrólogos traçaram muitos diagramas para isso.
Definição 9.8 (Diagrama de discriminação)
Um diagrama de discriminação é um diagrama de variáveis químicas, em geral elementos-traço imóveis, dividido em campos traçados em torno das composições de rochas de contextos conhecidos, usado para atribuir um contexto a uma rocha de origem desconhecida.
O clássico é o triângulo Ti–Zr–Y de Pearce e Cann (1973), traçado para basaltos. Ele usa elementos pouco deslocados pela alteração, de modo que pode ser aplicado a lavas antigas e metamorfizadas cujo contexto se perdeu. A figura abaixo o testa com os 538 basaltos da compilação que têm os três elementos. A maioria dos basaltos de ilhas oceânicas cai no campo intraplaca D, 152 de 173, e a maioria dos MORB no campo B, 142 de 164; mas o campo B é partilhado com os basaltos de arco, e 101 dos 201 basaltos de arco também caem nele.
Método 9.9 (Usar um diagrama de discriminação)
(1) Verifique que a rocha é do tipo para o qual o diagrama foi construído, em geral um basalto, e não um cumulato ou uma lava evoluída, cujos elementos-traço refletem a cristalização tanto quanto a fonte. (2) Prefira elementos imóveis na alteração (Ti, Zr, Y, Nb, as terras raras pesadas) para rochas alteradas ou metamorfizadas. (3) Represente uma suíte de amostras, não uma só: um único ponto perto de uma fronteira não decide nada. (4) Leia o resultado como uma verossimilhança: os campos foram traçados em torno da maioria, não da totalidade, de suas amostras de referência, e alguns campos são partilhados. (5) Confirme com evidências independentes: outros diagramas, isótopos, o contexto geológico.
A etapa (4) pode ser quantificada (Exercício 9.8). Se um basalto cai no campo B, e os três contextos fossem igualmente comuns, a probabilidade de que seja um MORB é de apenas cerca de 0.62. Os classificadores estatísticos treinados com essas compilações herdam o mesmo limite: um basalto guarda a memória de sua fonte e de sua fusão, e dois contextos podem produzir magmas semelhantes.
No laboratório — Verificar uma análise de rocha total
Antes de lançar uma rocha em qualquer desses diagramas, os petrólogos verificam a análise. Os óxidos maiores, medidos por exemplo por fluorescência de raios X, devem somar perto de 100 com os voláteis: água e dióxido de carbono, medidos diretamente ou juntos como a perda ao fogo, a massa que um pó perde quando fortemente aquecido. Uma grande perda ao fogo marca uma rocha alterada, cujos álcalis podem ter se deslocado; o esquema do diagrama TAS rejeita análises com mais de de água ou de dióxido de carbono. As análises são então recalculadas para 100, livres de voláteis, o ferro é expresso como total ou repartido entre ferroso e férrico, e os materiais de referência analisados na mesma corrida são comparados com seus valores certificados (Capítulo 31).
9.5 Exercícios
Exercício 9.1 ★
Nomeie as seguintes rochas vulcânicas no diagrama TAS (, , em , já livres de voláteis): (a) 49.60, 2.22, 0.51 (o basalto havaiano de referência BHVO-2); (b) 58.5, 3.9, 1.6; (c) 72.0, 4.0, 4.2; (d) 47.0, 4.5, 2.5. Para (d), dê as duas rochas possíveis e diga o que decide entre elas.
Solução
Solução de Exercício 9.1.
(a) , álcalis : entre 45 e 52 e abaixo de 5, basalto (B). (b) 58.5 e : entre 57 e 63; o limite superior ali vai de (57, 5.9) a (63, 7.0), e está em para 58.5; 5.5 fica abaixo dele: andesito (O2). (c) 72.0 e : além da vertical em 69, acima de 8 e acima da reta de (69, 8) a (77, 0), que está em 5.0 para 72: riolito (R). (d) 47.0 e : em 47, o campo U1 fica entre a reta de (45, 5) a (49.4, 7.3), em , e a reta de (45, 9.4) a (49.4, 7.3), em . A rocha está em U1: um tefrito se sua norma contém menos de de olivina, um basanito se contém mais.
Exercício 9.2 ★
Uma lava dá 51.60, 1.20, 16.10, 9.80, 6.60, 8.20, 3.50, 1.40, 1.40 e . (a) A análise é aceitável para o diagrama TAS? (b) Recalcule-a livre de voláteis. (c) Nomeie a rocha antes e depois do recálculo. (d) Ela é de baixo, médio ou alto K?
Solução
Solução de Exercício 9.2.
(a) Os óxidos somam 98.40 e o total com os voláteis, 100.00; e : a análise é aceitável. (b) Fator : 52.44, 1.22, 16.36, 9.96, 6.71, 8.33, 3.56, 1.42 (soma 100.00); álcalis . (c) Antes: 51.60 e 4.90, logo abaixo do limite basalto–andesito basáltico em 52: basalto. Depois: 52.44 e 4.98; em 52.44, o limite superior de O1, de (52, 5) a (57, 5.9), está em : andesito basáltico (O1). O recálculo fez a rocha atravessar um limite: os nomes perto de uma reta dependem dele. (d) Em 52.44, a reta de baixo K está em e a de alto K em ; 1.42 fica entre as duas: médio K.
Exercício 9.3 ★
Nomeie no diagrama QAPF: (a) uma rocha de granulação grossa com de quartzo, de feldspato alcalino, de plagioclásio, de biotita e de hornblenda; (b) uma com de quartzo, de feldspato alcalino, de plagioclásio e de clinopiroxênio.
Solução
Solução de Exercício 9.3.
(a) : e : campo 3b, um monzogranito, um granito. A biotita e a hornblenda não entram na soma QAPF. (b) : (entre 5 e 20) e (acima de 90): campo 10*, quartzo-diorito, quartzo-gabro ou quartzo-anortosito. O diagrama QAPF sozinho não escolhe entre eles; o plagioclásio e os minerais máficos (aqui de clinopiroxênio) o fazem.
Exercício 9.4 ★
Classifique como de baixo, médio ou alto K, com as retas da figura –: (a) 50.0, 0.40; (b) 56.0, 1.50; (c) 62.0, 2.90; (d) 66.0, 1.00 (, , ).
Solução
Solução de Exercício 9.4.
A reta de baixo K é , a de alto K . (a) Em 50: 0.39 e 1.39; fica logo acima da reta de baixo K: médio K. (b) Em 56: 0.66 e 1.96: médio K. (c) Em 62: 0.93 e 2.53; : alto K. (d) Em 66: 1.11 e 2.91; : baixo K.
Exercício 9.5 ★★
(a) Calcule , e para um basalto com 14.5, 4.5 e , e para um andesito com 6.1, 3.8 e 5.05. (b) A linha divisória passa por , e , sendo o primeiro seu ponto mais rico em ferro; o lado toleítico é o lado de F. De que lado cai cada rocha? (c) Que mineral, cristalizando cedo, mantém o andesito onde ele está?
Solução
Solução de Exercício 9.5.
(a) Basalto: ; , , . Andesito: ; , , . (b) A linha nunca vai além de ; o basalto, com , fica do lado de F qualquer que seja seu : toleítico, um ferrobasalto de uma tendência de Fenner. Para o andesito, em a linha fica entre (49.6, 35.0) e (52.5, 30.0), em ; : cálcio-alcalino. (c) A magnetita, que retira o ferro férrico de um magma oxidado desde cedo e impede de subir tão depressa quanto em um toleíto.
Exercício 9.6 ★★
O MORB mediano da compilação tem de Nb e de La; o basalto de ilha oceânica mediano, 38 e 30.8; o basalto de arco mediano, 3 e 6.1. Com os valores do manto primitivo Nb 0.658 e La , calcule os valores normalizados e para cada um. Qual tem uma anomalia de nióbio, e por quê?
Solução
Solução de Exercício 9.6.
MORB: , , razão 0.956. Basalto de ilha oceânica: , , razão 1.215. Basalto de arco: , , razão 0.484. Só o basalto de arco tem uma anomalia de nióbio, uma depressão em Nb em um aranhograma: o nióbio é empobrecido em relação a seu vizinho La: o magma de arco recebeu elementos da placa, mas pouco nióbio. O MORB é quase plano; o basalto de ilha oceânica é mais rico em Nb do que em La.
Exercício 9.7 ★★
O Ti representa da massa do . Calcule as coordenadas no diagrama Ti–Zr–Y (Ti/100, Zr, , reconduzidos a 100) de três basaltos: (a) , Zr 110, Y ; (b) 2.8, 220, 29; (c) 0.8, 50, 20. Situe-os na figura e diga o que cada posição permite concluir.
Solução
Solução de Exercício 9.7.
(a) ; Ti/100 = 95.9, Zr 110, ; soma 301.9; coordenadas 31.8, 36.4, 31.8: campo B. (b) Ti 16 780, logo 167.8, 220, 87; soma 474.8; 35.3, 46.3, 18.3: campo D. (c) Ti 4794, logo 47.9, 50, 60; soma 157.9; 30.3, 31.7, 38.0: campo B. O basalto (b) é um basalto intraplaca (de uma ilha oceânica ou de um continente); (a) e (c), no campo B, podem ser MORB, toleítos de arco ou basaltos cálcio-alcalinos: o diagrama não pode decidir, e é preciso outro (um aranhograma, a anomalia de Nb).
Exercício 9.8 ★★
No teste Ti–Zr–Y deste capítulo, o campo B contém 142 de 164 MORB, 4 de 173 basaltos de ilhas oceânicas e 101 de 201 basaltos de arco. (a) Que fração de cada grupo cai em B? (b) Se os três contextos fossem igualmente comuns, qual é a probabilidade de que um basalto que cai em B seja um MORB? (c) O que o campo B sozinho permite dizer?
Solução
Solução de Exercício 9.8.
(a) MORB , basaltos de ilhas oceânicas , basaltos de arco . (b) Com probabilidades a priori iguais, a regra de Bayes dá . (c) Que é muito improvável que o basalto seja um basalto de ilha oceânica (probabilidade ), mas não se ele é um MORB ou um basalto de arco: cerca de três chances em cinco contra duas.
Exercício 9.9 ★★
Um riolito tem 5.5, 4.5 e ( = 61.98, 94.20 e ). Calcule sua razão molecular . (a) Ele é peralcalino? (b) O feldspato alcalino contém um óxido alcalino por : que fração dos álcalis não pode entrar nele?
Solução
Solução de Exercício 9.9.
Mols por : , , . (a) : o riolito é peralcalino. (b) O feldspato pode receber dos mols de óxido alcalino; o excesso, , é , um quarto dos álcalis, que devem entrar em outros minerais.
Exercício 9.10 ★★★
No modelo da proposição sobre as tendências em log-razão, tome e . (a) Calcule a inclinação da tendência para e para . (b) As rochas islandesas têm uma inclinação de e as das Cascatas : que cada uma implica? (c) Que série perde seu ferro mais depressa, e que mineral o explica? (d) O que acontece com ao longo de cada tendência?
Solução
Solução de Exercício 9.10.
(a) : para , ; para , . (b) Resolvendo , obtém-se : Islândia, : ; Cascatas, : . (c) O magma das Cascatas, com o maior, perde seu ferro mais depressa: a magnetita o retira. (d) cresce à taxa e à taxa ; assim, para cada unidade ganha por , ganha : 1.10 na Islândia, 0.72 nas Cascatas. aumenta ao longo das duas tendências, mas mais depressa na toleítica, a tendência de Fenner.
Exercício 9.11 ★★★
Uma norma simplificada. Trabalhe em mols de óxido. Ponha todo o no ortoclásio (), todo o na albita (), o restante com a mesma quantidade de na anortita (), o restante com a mesma quantidade de no diopsídio () e o resto do no hiperstênio (). Se faltar sílica, transforme o hiperstênio em olivina (); se ainda faltar, transforme a albita em nefelina (). Aplique-a a (a) BHVO-2: 49.60, 13.44, 11.15, 7.257, 11.40, 2.219, ; (b) um basalto com 45.5, 15.0, 11.5, 8.5, 10.0, 3.8 e 1.5 (massas molares 60.08, 101.96, 71.84, 40.30, 56.08, 61.98, ). Cada um é saturado em sílica? A que série pertence cada basalto?
Solução
Solução de Exercício 9.11.
(a) BHVO-2, mols por : 0.82557, 0.13182, 0.15521, 0.18007, 0.20328, 0.03580, 0.00545. Ortoclásio 0.00545 e albita 0.03580; restante , todo na anortita com a mesma quantidade de ; restante no diopsídio; restante no hiperstênio. Sílica necessária: ; disponível 0.82557; faltam 0.05106. Cada transferido do hiperstênio para a olivina poupa meia sílica, no máximo : transferir dele basta, e fica no hiperstênio. A norma contém olivina e hiperstênio, e nem quartzo nem nefelina: a rocha é saturada em sílica no sentido da definição, um olivina-toleíto com hiperstênio normativo, da série toleítica, como os que emite o estágio de escudo de um vulcão havaiano. (b) Mols: 0.75732, 0.14712, 0.16008, 0.21092, 0.17832, 0.06131, 0.01592. Or 0.01592, ab 0.06131, an 0.06988, di 0.10843, hy ; sílica necessária ; disponível 0.75732; faltam 0.32525. Todo o hiperstênio transformado em olivina poupa 0.13129, restando 0.19396; cada mol de transferido da albita para a nefelina libera 4 , de modo que dos 0.06131 mols de da albita se tornam nefelina. Nefelina na norma: a rocha é subsaturada em sílica, um basalto alcalino, da série alcalina.
Exercício 9.12 ★★★
Na compilação, vale para 116 de 141 basaltos de arco, 21 de 101 MORB e 3 de 137 basaltos de ilhas oceânicas analisados para ambos. (a) Calcule as três frações. (b) Com proporções iguais dos três contextos, qual é a probabilidade de que um basalto com seja um basalto de arco? (c) Refaça o cálculo para uma região onde dos basaltos são MORB, basaltos de ilhas oceânicas e basaltos de arco. (d) Que lição (c) traz para o uso dos diagramas de discriminação?
Solução
Solução de Exercício 9.12.
(a) Basaltos de arco , MORB , basaltos de ilhas oceânicas . (b) . (c) Numerador ; denominador ; probabilidade . (d) O mesmo teste sobre a mesma rocha dá 0.78 ou 0.39 conforme a frequência de cada contexto no lugar onde a rocha foi encontrada: um diagrama de discriminação dá uma verossimilhança, e o contexto geológico deve fornecer o resto.
9.6 Problema: um vulcão, três lavas
Problema 9.1
Problema de fim de semana — de três análises ao contexto de um vulcão e aos cristais que ele deixou para trás
Três lavas de um estratovulcão (inventado), de seus derrames de flanco mais antigos ao seu domo mais jovem, dão ():
| lava 1 | 50.4 | 0.95 | 17.6 | 8.6 | 7.9 | 10.2 | 2.9 | 0.62 | 0.70 | 0.10 |
| lava 2 | 58.6 | 0.80 | 17.4 | 6.1 | 3.8 | 6.9 | 3.9 | 1.15 | 1.10 | 0.05 |
| lava 3 | 65.3 | 0.55 | 16.2 | 4.0 | 1.6 | 4.3 | 4.4 | 1.85 | 1.20 | 0.05 |
e, em ppm: Rb 10, 20, 32; Th 1.1, 2.1, 3.4; Nb 2.0, 3.6, 5.6; La 7, 13, 20; Sr 520, 480, 380; Zr 70, 125, 190; Y 18, 22, 24. Manto primitivo: Nb 0.658, La 0.648, Th .
Parte I — Nomear as lavas.
- Some cada análise. As três são aceitáveis para o diagrama TAS?
- Recalcule a lava 1 livre de voláteis: dê o fator, e .
- Faça o mesmo para as lavas 2 e 3.
- Nomeie as três lavas no diagrama TAS.
- Os nomes mudariam sem o recálculo?
- Uma rocha de granulação grossa com a composição da lava 2 cristalizou nas raízes do vulcão. Que esquema a nomeia, e em que campo você a esperaria?
Parte II — Que série?
- Classifique cada lava como de baixo, médio ou alto K.
- Calcule , , para cada uma (livres de voláteis).
- A linha divisória passa por , , , , e , com o campo toleítico do lado de F. Interpolando linearmente em entre pontos vizinhos, de que lado cai cada lava?
- Calcule / para cada lava. Há enriquecimento em ferro?
- A que série pertence o vulcão? Que mineral e que condições o explicam?
Parte III — Que contexto?
- Normalize Nb, La e Th da lava 1 ao manto primitivo.
- Calcule para a lava 1 e compare-o com as medianas do Exercício 9.6.
- Calcule . O que trouxe o tório?
- Calcule as coordenadas Ti–Zr–Y da lava 1 ( da análise livre de voláteis). O que diz seu campo? Por que não lançar as lavas 2 e 3?
- Conclua: onde cresceu esse vulcão?
Parte IV — Quanto cristalizou?
- A potassa não entra em nenhum dos primeiros minerais. A partir do livre de voláteis das lavas 1 e 2, calcule a fração de líquido restante quando a lava 2 se formou, se ela deriva da lava 1 por cristalização fracionada.
- Faça o mesmo com o rubídio e com o tório.
- O zircônio tem um coeficiente global . Use a lei de Rayleigh para estimar a partir dele.
- O estrôncio cai da lava 2 para a lava 3. Calcule a partir da potassa entre as lavas 2 e 3, e use-o para estimar o global do Sr nesse intervalo. Que mineral é responsável?
- Da lava 1 à lava 3, que fração do líquido cristalizou?
- Se o magma tivesse assimilado crosta granítica rica em potassa, a estimativa pela potassa seria alta demais ou baixa demais?
- Faça a média das quatro estimativas da Parte IV para as lavas 1 a 2 e indique a massa de cristais deixada para trás por de basalto para fazer o andesito, o número-chave deste problema.
Solução
Solução de Problema 9.1.
Parte I.
1. Óxidos: lava 1 99.17, lava 2 98.65, lava 3 98.20; com os voláteis, 99.97, 99.80 e 99.45, todos perto de 100. A água (0.70, 1.10, 1.20) fica abaixo de e o dióxido de carbono (0.10, 0.05, 0.05) abaixo de : as três são aceitáveis.
2. Fator : 50.82, 2.92, 0.63, álcalis 3.55.
3. Lava 2: , 59.40, 3.95, 1.17, álcalis 5.12. Lava 3: , 66.50, 4.48, 1.88, álcalis 6.36.
4. Lava 1 (50.82, 3.55): basalto. Lava 2 (59.40, 5.12; o limite superior de O2 ali está em ): andesito. Lava 3 (66.50, 6.36; entre 63 e a reta de (69, 8) a (77, 0), abaixo da reta de (63, 7) a (69, 8)): dacito.
5. Brutas: (50.4, 3.52), (58.6, 5.05), (65.3, 6.25): os mesmos campos. O recálculo desloca cada ponto de no máximo de sílica e nada muda aqui, ao contrário do Exercício 9.2.
6. O diagrama QAPF, a partir da moda medida. Uma rocha plutônica de composição andesítica é rica em plagioclásio, com pouco feldspato alcalino ou quartzo: deve cair no campo 10 ou 10*, um diorito ou um quartzo-diorito (sua moda decide).
Parte II.
7. Lava 1: retas em 0.43 e 1.47, : médio K. Lava 2: 0.81 e 2.28, 1.17: médio K. Lava 3: 1.13 e 2.96, 1.88: médio K.
8. e livres de voláteis: 8.67 e 7.97; 6.18 e 3.85; 4.07 e 1.63. Lava 1: ; , , . Lava 2: 15.15; 33.8, 40.8, 25.4. Lava 3: 12.06; 52.7, 33.7, 13.5.
9. Lava 1, : a linha entre (42.8, 17.1) e (46.9, 18.1) está em ; , lado cálcio-alcalino, perto da linha. Lava 2, : ; , cálcio-alcalina. Lava 3, : ; , cálcio-alcalina.
10. : , , . A razão aumenta, como em todo basalto que se diferencia, mas o próprio ferro cai de 8.67 para 4.07, e cai no triângulo de 42.9 para 33.7: nenhum enriquecimento em ferro. Uma suíte toleítica subiria primeiro em direção a F, como faz o ferrobasalto do Exercício 9.5.
11. A série cálcio-alcalina. A magnetita, cristalizando a partir de um magma oxidado, removeu o ferro junto com o magnésio; as espécies oxidadas vêm da placa que se desidrata em uma zona de subducção.
Parte III.
12. , , .
13. , bem abaixo das medianas dos MORB (0.956) e dos basaltos de ilhas oceânicas (1.215), e abaixo até do basalto de arco mediano (0.484): uma profunda depressão de nióbio.
14. ; o MORB mediano do aranhograma tem . O tório, como os outros elementos enriquecidos nos basaltos de arco, foi acrescentado pela placa em subducção.
15. livre de voláteis ; ; Ti/100 = 57.4, Zr 70, , soma 181.4: 31.6, 38.6, 29.8, no campo B, partilhado pelos MORB, toleítos de arco e basaltos cálcio-alcalinos. Isso exclui um basalto intraplaca, mas não decide entre uma dorsal e um arco. O diagrama foi construído para basaltos: em um andesito e em um dacito, o titânio foi removido pelos óxidos e o zircônio concentrado pela cristalização, e seus campos (a lava 2 cairia em C, a lava 3 fora de todo campo) nada significariam.
16. Uma série cálcio-alcalina de médio K, com uma profunda depressão de nióbio e alto, em um vulcão que emitiu de basalto a dacito: o vulcão cresceu em um arco vulcânico acima de uma zona de subducção.
Parte IV.
17. para um elemento perfeitamente incompatível: .
18. Rubídio ; tório . (Os elementos-traço, dados tais como analisados, variariam menos de com o recálculo.)
19. : , .
20. Pela potassa, da lava 2 à lava 3. Estrôncio: , logo e : o estrôncio se tornou compatível. O plagioclásio, que capta o estrôncio, cristalizava em abundância.
21. Pela potassa, (rubídio , tório ): cerca de dois terços do basalto, , cristalizaram antes do dacito.
22. A potassa assimilada elevaria o da lava 2 acima do que a cristalização sozinha dá, de modo que sairia baixo demais, e a massa de cristais alta demais.
23. ; cristais do basalto, isto é, de cristais por de basalto para fazer o andesito.