地球与空间科学 · 第 5 册 · 本科三年级

Ciências da Terra e do espaço universitárias — 3.º ano

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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 3.º ano · 本科三年级

15Interação água–rocha

Uma nascente ao pé de uma escarpa calcária deixa uma crosta branca em cada galho e pedra que toca; um riacho que drena um granito carrega sílica, sódio e um pouco de potássio, e não deixa crosta alguma. A diferença está na química da água, e essa química é um registro da rocha que a água atravessou: quanto dióxido de carbono ela carregou, quanto tempo permaneceu, quais minerais dissolveu e quais construiu. Este capítulo lê esse registro com as ferramentas da química de soluções, desde a análise de uma água até as taxas de dissolução mineral e os traços isotópicos de fluidos quentes na crosta.

O que você já sabe

Atividade, coeficiente de atividade, força iônica, especiação, o produto de solubilidade, alcalinidade, o estado de saturação Ω\Omega, a lei de Henry, leis de velocidade, a lei de Arrhenius, o estado de transição e o valor δ\delta estão nos volumes universitários de química. O intemperismo químico, a hidrólise de silicatos, os minerais argilosos e a caulinita estão no volume do primeiro ano, no capítulo sobre intemperismo e argilas; a lisoclina e a profundidade de compensação de carbonato no capítulo sobre sedimentos carbonáticos, silicosos e evaporíticos. O fluido hidrotermal está no volume do segundo ano, no capítulo sobre depósitos minerais, e o termostato do intemperismo de silicatos no capítulo sobre o clima ao longo do tempo geológico; a circulação hidrotermal está nos livros escolares.

15.1 A análise de uma água natural

Uma análise de água lista os íons principais em miligramas por litro: cálcio, magnésio, sódio e potássio; bicarbonato, cloreto, sulfato e nitrato; sílica dissolvida como SiOX2\ce{SiO2}; e o pH e a temperatura medidos na nascente, já que ambos mudam assim que a amostra sai dela. Dividindo pela massa molar, obtêm-se milimols por litro e, multiplicando pela carga, miliequivalentes. Uma água diluída é eletricamente neutra, de modo que a soma dos cátions deve igualar a soma dos ânions.

Método 15.1 (Verificação de uma análise de água)

  1. converte-se cada concentração em mmol/L\mathrm{mmol}/\mathrm{L} e em meq/L\mathrm{meq}/\mathrm{L};
  2. somam-se os cátions e os ânions em meq/L\mathrm{meq}/\mathrm{L};
  3. calcula-se o erro de balanço de cargas 100 (∑caˊt−∑aˆn)/(∑caˊt+∑aˆn)100\,(\sum\text{cát} - \sum\text{ân})/(\sum\text{cát} + \sum\text{ân}), em por cento;
  4. aceita-se a análise se o erro estiver dentro de 1 ou 2 %2\,\% para uma água de 250 a 1000 mg/L1000\,\mathrm{mg}/\mathrm{L}, um pouco mais para uma mais diluída; caso contrário, procura-se um íon ausente ou um erro analítico.

A atividade de um íon é sua molalidade multiplicada pelo seu coeficiente de atividade γ\gamma. Em águas naturais, γ\gamma calcula-se a partir da força iônica I=12∑mizi2I = \tfrac12\sum m_i z_i^2 com a equação estendida de Debye–Hückel

−log⁡γi=Azi2I1+BaiI,-\log\gamma_i = \frac{A z_i^2\sqrt I}{1 + B a_i\sqrt I},

com A=0.5085A = 0.5085 e B=0.3281B = 0.3281 para água a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, e um diâmetro iônico aia_i em ångströms: 9 para HX+\ce{H+}, 8 para MgX2+\ce{Mg^2+}, 6 para CaX2+\ce{Ca^2+}, 5 para COX3X2−\ce{CO3^2-}, 4 para NaX+\ce{Na+}, HCOX3X−\ce{HCO3-} e SOX4X2−\ce{SO4^2-}, 3 para KX+\ce{K+}, ClX−\ce{Cl-}, OHX−\ce{OH-} e NOX3X−\ce{NO3-}. A equação vale até cerca de 0.1 mol/L0.1\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} de sais monovalentes, o que abrange rios e a maioria das águas subterrâneas, mas não a água do mar ou salmouras. A temperatura altera AA apenas de 0.4883 a 0 ∘C0\,{}^{\circ}\mathrm{C} para 0.5425 a 60 ∘C60\,{}^{\circ}\mathrm{C}, de modo que os valores a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C} servem também para águas frias.

O carbono inorgânico de uma água se distribui entre o dióxido de carbono dissolvido (escrito COX2\ce{CO2} para a soma de COX2\ce{CO2} e HX2COX3\ce{H2CO3}), bicarbonato e carbonato, relacionados por

K1=aHCOX3X− aHX+aCOX2,K2=aCOX3X2− aHX+aHCOX3X−,KH=aCOX2PCOX2,K_1 = \frac{a_{\ce{HCO3-}}\,a_{\ce{H+}}}{a_{\ce{CO2}}}, \qquad K_2 = \frac{a_{\ce{CO3^2-}}\,a_{\ce{H+}}}{a_{\ce{HCO3-}}}, \qquad K_H = \frac{a_{\ce{CO2}}}{P_{\ce{CO2}}},

com log⁡K1=−6.35\log K_1 = -6.35, log⁡K2=−10.33\log K_2 = -10.33 e log⁡KH=−1.47\log K_H = -1.47 a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, e −6.46-6.46, −10.49-10.49 e −1.27-1.27 a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C} (PP em atmosferas). Entre pH 6.4 e 10.3 domina o bicarbonato, e na maioria das águas naturais a alcalinidade é quase toda bicarbonato. O pH e o bicarbonato medidos então fornecem as outras duas espécies, e a pressão parcial de dióxido de carbono com a qual a água estaria em equilíbrio.

15.2 Saturação

Definição 15.2 (Índice de saturação)

O índice de saturação (de um mineral) de uma água é SI=log⁡(IAP/K)\mathrm{SI} = \log(\mathrm{IAP}/K), em que IAP é o produto de atividade iônica da água escrito como o produto de solubilidade KK do mineral: SI=log⁡Ω\mathrm{SI} = \log\Omega.

Uma água com SI<0\mathrm{SI} < 0 pode dissolver o mineral, e uma com SI>0\mathrm{SI} > 0 pode precipitá-lo, e SI=0\mathrm{SI} = 0 corresponde ao equilíbrio. Como a energia livre da reação de dissolução é ΔrG=RTln⁡Ω=2.303 RT SI\Delta_r G = RT\ln\Omega = 2.303\,RT\,\mathrm{SI}, o índice de saturação também é uma medida da força motriz, em unidades de 2.303 RT2.303\,RT, cerca de 5.7 kJ/mol5.7\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol} a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}. Para a calcita IAP=aCaX2+aCOX3X2−\mathrm{IAP} = a_{\ce{Ca^2+}} a_{\ce{CO3^2-}} e log⁡K=−8.45\log K = -8.45 a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, −8.35-8.35 a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C}: a calcita é mais solúvel em água fria. Para o gesso, SI=log⁡(aCaX2+aSOX4X2−)+4.55\mathrm{SI} = \log(a_{\ce{Ca^2+}}a_{\ce{SO4^2-}}) + 4.55; para o quartzo, cuja dissolução fornece HX4SiOX4\ce{H4SiO4} neutro, SI=log⁡aHX4SiOX4+3.98\mathrm{SI} = \log a_{\ce{H4SiO4}} + 3.98, e para a sílica amorfa a constante é 2.71 em vez de 3.98. Os índices medidos carregam uma incerteza de pelo menos ±0.1\pm0.1, e uma água com valor dentro de ±0.3\pm0.3 de zero é considerada próxima do equilíbrio.

15.3 Equilíbrios carbonáticos nas rochas

A calcita se dissolve em água carregada de dióxido de carbono, segundo a reação

CaCOX3+COX2+HX2O⇌CaX2++2 HCOX3X−,K=aCaX2+ aHCOX3X−2PCOX2=KcalK1KHK2,\ce{CaCO3 + CO2 + H2O <=> Ca^2+ + 2 HCO3-}, \qquad K = \frac{a_{\ce{Ca^2+}}\,a_{\ce{HCO3-}}^2}{P_{\ce{CO2}}} = \frac{K_{\mathrm{cal}}K_1K_H}{K_2},

com log⁡K=−5.94\log K = -5.94 a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C} e −5.59-5.59 a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C}. Quanto se dissolve depende da origem do dióxido de carbono.

Definição 15.3 (Sistemas carbonáticos aberto e fechado)

Uma água dissolve calcita em um sistema carbonático aberto quando permanece em contato com um gás de PCOX2P_{\ce{CO2}} fixa, que repõe o dióxido de carbono consumido. Ela o faz em um sistema carbonático fechado quando foi carregada antes com dióxido de carbono e em seguida isolada do gás, de modo que o dióxido de carbono que retém é tudo o que pode usar.

Teorema 15.4 (Solubilidade da calcita, aberto e fechado)

Para uma água do tipo bicarbonato de cálcio, com mm a molalidade do cálcio,

aberto:m=(K PCOX24γCaX2+γHCOX3X−2)1/3;fechado:4γCaX2+γHCOX3X−2 m3=KcalK1K2 (C0−m),\text{aberto:}\quad m = \left(\frac{K\,P_{\ce{CO2}}}{4\gamma_{\ce{Ca^2+}} \gamma_{\ce{HCO3-}}^2}\right)^{1/3}; \qquad \text{fechado:}\quad 4\gamma_{\ce{Ca^2+}}\gamma_{\ce{HCO3-}}^2\,m^3 = \frac{K_{\mathrm{cal}}K_1}{K_2}\,(C_0 - m),

em que C0=KHPCOX2C_0 = K_H P_{\ce{CO2}} é o dióxido de carbono incorporado antes de o sistema ser fechado.

Demonstração. Entre pH 6.5 e 8.5, carbonato, HX+\ce{H+} e OHX−\ce{OH-} são desprezíveis diante do bicarbonato, de modo que o balanço de cargas é 2m=mHCOX3X−2m = m_{\ce{HCO3-}}. No caso aberto: K=γCaX2+m γHCOX3X−2(2m)2/PCOX2K = \gamma _{\ce{Ca^2+}}m\,\gamma_{\ce{HCO3-}}^2(2m)^2/P_{\ce{CO2}}, o que fornece a raiz cúbica. No caso fechado: cada cálcio dissolvido consome um COX2\ce{CO2}, logo mCOX2=C0−mm_{\ce{CO2}} = C_0 - m e aCaX2+aHCOX3X−2/aCOX2=K/KH=KcalK1/K2a_{\ce{Ca^2+}}a_{\ce{HCO3-}}^2/a_{\ce{CO2}} = K/K_H = K_{\mathrm{cal}}K_1/K_2 resulta na cúbica. ∎

No sistema aberto o cálcio cresce como a raiz cúbica de PCOX2P_{\ce{CO2}}; no sistema fechado ele é limitado por C0C_0, e o dióxido de carbono restante no final, portanto a PCOX2P_{\ce{CO2}} final, é muito menor que no início. O ar do solo contém de 10 a 100 vezes o dióxido de carbono da atmosfera, produzido pelas raízes e pela decomposição da matéria vegetal, e as águas subterrâneas costumam apresentar PCOX2P_{\ce{CO2}} entre 10−2.510^{-2.5} e 10−110^{-1} atmosfera. A água em contato com calcita e ar contém apenas cerca de 20 mg/L20\,\mathrm{mg}/\mathrm{L} de cálcio; a chuva que atinge um calcário através de um solo, ainda aberta ao gás do solo, pode dissolver quatro ou cinco vezes mais. O carste é esculpido por esse dióxido de carbono do solo.

O caminho de volta é a desgaseificação. Uma nascente que emerge de um calcário carrega a PCOX2P_{\ce{CO2}} do solo e da rocha, de dez a cem vezes a do ar. Ao ar livre ela perde dióxido de carbono, o bicarbonato se transforma em carbonato, o pH sobe e o índice de saturação aumenta mais de uma unidade, como mostra o painel (b) da figura abaixo, para a nascente do problema de fim de semana deste capítulo. A calcita precipita no leito do riacho e sobre musgos e galhos: tufo de fontes frias, travertino de fontes quentes. Nascentes que atravessam a rocha rapidamente, em dias ou semanas, por condutos, costumam chegar à superfície subsaturadas; as que percolam lentamente por ela durante meses emergem próximas da saturação.

(a) Cálcio dissolvido por água em equilíbrio com calcita, em função da pressão parcial de dióxido de carbono (para o sistema fechado, a pressão com que a água foi carregada): sistema aberto em linha contínua, sistema fechado tracejado; a água fria dissolve mais; a faixa cinza é o intervalo de águas subterrâneas. (b) A nascente abaixo do calcário Varden, a 10\, C, perdendo dióxido de carbono na descida pela encosta (lido da esquerda para a direita, em eixo invertido) antes de qualquer calcita se formar: seu cálcio e sua alcalinidade são fixos, seu pH sobe de 7.2 para 8.8, e seu índice de saturação de 0.04 para 1.6. Constantes de equilíbrio de um banco de dados público, coeficientes de atividade de Debye–Hückel estendida.
(a) Cálcio dissolvido por água em equilíbrio com calcita, em função da pressão parcial de dióxido de carbono (para o sistema fechado, a pressão com que a água foi carregada): sistema aberto em linha contínua, sistema fechado tracejado; a água fria dissolve mais; a faixa cinza é o intervalo de águas subterrâneas. (b) A nascente abaixo do calcário Varden, a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C}, perdendo dióxido de carbono na descida pela encosta (lido da esquerda para a direita, em eixo invertido) antes de qualquer calcita se formar: seu cálcio e sua alcalinidade são fixos, seu pH sobe de 7.2 para 8.8, e seu índice de saturação de 0.04 para 1.6. Constantes de equilíbrio de um banco de dados público, coeficientes de atividade de Debye–Hückel estendida.

A mesma química, executada na escala do oceano, aparece nos volumes universitários dos livros de química; a profundidade em que a água do mar se torna subsaturada em calcita, a lisoclina, e a profundidade abaixo da qual a calcita não se acumula estão no volume do primeiro ano.

No campo — Uma nascente que constrói os próprios terraços

Terraços de travertino da Palette Spring, Mammoth Hot Springs, com uma passarela de madeira e visitantes para dar escala. Foto de Jim Peaco, NPS, domínio público.

Na Palette Spring, uma das Mammoth Hot Springs do planalto de Yellowstone, a água termal sobe através de um calcário soterrado e o carrega dissolvido para longe. Na superfície, a água se espalha sobre os próprios depósitos e perde dióxido de carbono, e o carbonato de cálcio precipita como travertino, primeiro na borda de cada poça, onde a água é mais rasa. Geólogos que levantam essas nascentes medem uma deposição de cerca de três milímetros por dia, quinze vezes a taxa das tufas de nascentes frias. As faixas laranja e marrom são tapetes de micróbios amantes do calor que vivem no escoamento superficial quente.

15.4 Cinética do intemperismo de silicatos

Os silicatos se dissolvem muito mais lentamente que a calcita, e uma água raramente atinge o equilíbrio com eles: sua dissolução precisa ser descrita por uma taxa.

Definição 15.5 (Lei de velocidade de dissolução mineral)

A lei de velocidade de dissolução mineral fornece a taxa de dissolução por unidade de área superficial do mineral, em mol m−2 s−1\mathrm{mol}\,\mathrm{m}^{-2}\,\mathrm{s}^{-1}, como uma soma sobre os mecanismos ácido, neutro e básico,

r=∑jkj e−EjR(1T−1298.15) aHX+nj (1−Ωpj)qj,r = \sum_j k_j\,e^{-\frac{E_j}{R}\left(\frac1T - \frac1{298.15}\right)}\, a_{\ce{H+}}^{n_j}\,\bigl(1 - \Omega^{p_j}\bigr)^{q_j},

com constantes de taxa kjk_j a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, energias de ativação EjE_j, ordens de reação njn_j (negativas para o mecanismo básico) e dois expoentes pjp_j, qjq_j, geralmente tomados como 1.

Proposição 15.6 (Longe e perto do equilíbrio)

Com p=q=1p = q = 1, a taxa não depende da saturação da água quando Ω≪1\Omega \ll 1, e perto do equilíbrio ela é proporcional ao índice de saturação: r≈−2.303 r∞ SIr \approx -2.303\,r_\infty\,\mathrm{SI}, em que r∞r_\infty é a taxa longe do equilíbrio.

Demonstração. O fator é 1−Ω=1−10SI1 - \Omega = 1 - 10^{\mathrm{SI}}. Para SI≪0\mathrm{SI} \ll 0 ele tende a 1; para SI\mathrm{SI} próximo de 0, 10SI≈1+2.303 SI10^{\mathrm{SI}} \approx 1 + 2.303\,\mathrm{SI}. ∎

As constantes de taxa provêm de experimentos de laboratório com pós minerais frescos, em reatores de fluxo contínuo mantidos longe do equilíbrio. A figura abaixo desenha a lei de velocidade para quatro minerais a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}. Cada curva tem a forma de um V ou de um U: os prótons aceleram a dissolução em água ácida, os íons hidróxido em água básica, e na faixa intermediária o mecanismo neutro estabelece um patamar mínimo. A olivina se dissolve cerca de três ordens de grandeza mais rápido que a albita em pH 5, e por isso é o primeiro dos silicatos comuns a desaparecer de um solo. As energias de ativação da albita e da forsterita, de 65 a 79 kJ/mol79\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}, fazem suas taxas quatro a cinco vezes mais rápidas a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C} do que a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

As taxas de campo são menores, por ordens de grandeza. Em experimentos em colunas com um granito recém-triturado, a taxa do plagioclásio caiu de forma constante ao longo de seis anos até 7.0×10−14 mol m−2 s−17.0 \times 10^{-14}\,\mathrm{mol}\,\mathrm{m}^{-2}\,\mathrm{s}^{-1}; o mesmo granito, naturalmente intemperizado, e em parte transformado em caulinita, dissolveu-se a 2.1×10−15 mol m−2 s−12.1 \times 10^{-15}\,\mathrm{mol}\,\mathrm{m}^{-2}\,\mathrm{s}^{-1} nas mesmas condições, e ambos ainda são muito mais rápidos que a taxa medida no próprio perfil de intemperismo. Ao longo de muitos minerais e idades, a taxa cai com o tempo tt em que o mineral vem intemperizando, como R=3.1×10−13 t−0.61R = 3.1 \times 10^{-13}\,t^{-0.61} (mol m−2^{-2} s−1^{-1}, tt em anos). Parte da queda está no mineral, cujas superfícies mais reativas se dissolvem primeiro; o restante está no ambiente: água lenta, muito mineral para pouco fluido, e águas intersticiais próximas do equilíbrio, em que a proposição acima torna a taxa pequena.

Taxas de dissolução longe do equilíbrio a 25\, C, em função do pH, a partir de uma compilação publicada de parâmetros de taxa de laboratório. O membro extremo olivínico, a forsterita, não tem mecanismo básico na compilação; sua curva deixa de cair no patamar neutro.
Taxas de dissolução longe do equilíbrio a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, em função do pH, a partir de uma compilação publicada de parâmetros de taxa de laboratório. O membro extremo olivínico, a forsterita, não tem mecanismo básico na compilação; sua curva deixa de cair no patamar neutro.

Definição 15.7 (Regimes de intemperismo)

O intemperismo químico numa paisagem está em regime limitado pelo suprimento quando é limitado pela taxa com que a erosão traz minerais frescos para a frente de intemperismo, e em regime limitado pelo intemperismo quando os minerais frescos são abundantes e a taxa das reações é que o limita.

Uma compilação de pequenas bacias de drenagem mostra os dois. Onde a erosão é lenta, sob solos espessos e lixiviados em relevo suave, o fluxo de intemperismo acompanha a taxa de erosão: toda rocha fresca que chega é totalmente lixiviada, e um clima mais quente ou mais úmido pouco altera o resultado. Onde a erosão é rápida, em montanhas íngremes, o fluxo cresce com o escoamento superficial, como a raiz quadrada da taxa de erosão, e com a temperatura, com uma energia de ativação aparente de 74±29 kJ/mol74 \pm 29\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}. Só no segundo regime o intemperismo de silicatos pode atuar como o termostato climático do volume do segundo ano.

Qual mineral secundário uma água de intemperismo forma é lido em outro diagrama.

Definição 15.8 (Diagrama de atividade)

Um diagrama de atividade (estabilidade mineral) divide um plano de razões de atividade de uma água, como log⁡(aKX+/aHX+)\log(a_{\ce{K+}}/a_{\ce{H+}}) contra log⁡aHX4SiOX4\log a_{\ce{H4SiO4}}, nos campos em que cada mineral de um sistema químico é o estável.

Proposição 15.9 (Limites de um diagrama de atividade)

No sistema KX2O\ce{K2O}–AlX2OX3\ce{Al2O3}–SiOX2\ce{SiO2}–HX2O\ce{H2O}, com alumínio conservado nos sólidos e água com atividade unitária, um mineral com kk átomos de potássio, aa de alumínio e ss de silício por fórmula e constante de dissolução KK (para KX+\ce{K+}, AlX3+\ce{Al^3+}, HX4SiOX4\ce{H4SiO4}) fixa

log⁡aAlX3+aHX+3=log⁡K−kX−sYa,X=log⁡aKX+aHX+,Y=log⁡aHX4SiOX4.\log\frac{a_{\ce{Al^3+}}}{a_{\ce{H+}}^3} = \frac{\log K - kX - sY}{a}, \qquad X = \log\frac{a_{\ce{K+}}}{a_{\ce{H+}}},\quad Y = \log a_{\ce{H4SiO4}}.

O mineral estável dá a menor atividade de alumínio, e a fronteira entre dois minerais é uma reta em (Y,X)(Y, X).

Demonstração. A dissolução consome h=k+3ah = k + 3a prótons, pelo balanço de cargas, logo alog⁡aAlX3+=log⁡K+hlog⁡aHX+−klog⁡aKX+−slog⁡aHX4SiOX4a\log a_{\ce{Al^3+}} = \log K + h\log a_{\ce{H+}} - k\log a_{\ce{K+}} - s\log a_{\ce{H4SiO4}}; dividindo por aa e passando 3log⁡aHX+3\log a_{\ce{H+}} para a esquerda obtém-se a expressão. Uma água em equilíbrio com um mineral está subsaturada em relação a qualquer mineral que exigiria mais alumínio, e supersaturada em relação a qualquer um que exigiria menos; logo, o menos solúvel é o estável. Igualando duas dessas expressões, lineares em XX e YY, obtém-se uma reta. ∎

Com as constantes a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, a gibbsita cede lugar à caulinita em log⁡aHX4SiOX4=−4.39\log a_{\ce{H4SiO4}} = -4.39 (2.4 mg/L2.4\,\mathrm{mg}/\mathrm{L} de sílica) e a caulinita cede lugar à muscovita em log⁡(aKX+/aHX+)=1.55\log(a_{\ce{K+}}/a_{\ce{H+}}) = 1.55, e o feldspato-K é estável apenas em águas ricas em potássio e sílica. O diagrama é a sequência de intemperismo do volume do primeiro ano expressa em números: uma água diluída que lixivia o potássio e a sílica desgasta um feldspato até a gibbsita; uma água que retém mais sílica forma caulinita; uma que retém mais potássio, como em profundidade, forma uma mica.

Campos de estabilidade no sistema K2O–Al2O3–SiO2–H2O a 25\, C, com a saturação de quartzo (tracejado) e de sílica amorfa (pontilhado). Três águas inventadas: A, um riacho tropical diluído; B, um riacho sobre granito; C, uma água subterrânea profunda em granito.
Campos de estabilidade no sistema KX2O\ce{K2O}–AlX2OX3\ce{Al2O3}–SiOX2\ce{SiO2}–HX2O\ce{H2O} a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, com a saturação de quartzo (tracejado) e de sílica amorfa (pontilhado). Três águas inventadas: A, um riacho tropical diluído; B, um riacho sobre granito; C, uma água subterrânea profunda em granito.

15.5 Fluidos hidrotermais

Água quente que circula pela crosta, perto de uma dorsal ou de uma intrusão, troca oxigênio com a rocha que atravessa. Em alta temperatura o fracionamento entre rocha e água é pequeno, e ambos tendem ao equilíbrio isotópico: a água meteórica, leve, torna a rocha mais leve, e a água, mais pesada. Quanto a rocha se deslocou mede quanta água passou.

Definição 15.10 (Razão água–rocha)

A razão água–rocha W/RW/R de um sistema hidrotermal é a massa de água que trocou com uma massa de rocha, dividida por essa massa de rocha.

Proposição 15.11 (Razões água–rocha a partir de isótopos de oxigênio)

Seja uma rocha de δri\delta_r^i inicial que troca oxigênio com uma água de δwi\delta_w^i inicial até atingir δrf\delta_r^f, em equilíbrio com a água com que esteve por último, Δ=δrf−δwf\Delta = \delta_r^f - \delta_w^f, e sejam crc_r e cwc_w as concentrações de oxigênio da rocha e da água. Num sistema fechado (um lote de água) e num aberto (água que passa uma única vez),

WR∣fechado=crcw δrf−δriδwi−δrf+Δ,WR∣aberto=crcw ln⁡ ⁣(δrf−δriδwi−δrf+Δ+1).\frac WR\Big|_{\text{fechado}} = \frac{c_r}{c_w}\, \frac{\delta_r^f - \delta_r^i}{\delta_w^i - \delta_r^f + \Delta}, \qquad \frac WR\Big|_{\text{aberto}} = \frac{c_r}{c_w}\, \ln\!\left(\frac{\delta_r^f - \delta_r^i}{\delta_w^i - \delta_r^f + \Delta} + 1\right).

Demonstração. Fechado: o oxigênio-18 se conserva, cwWδwi+crRδri=cwWδwf+crRδrfc_wW\delta_w^i + c_rR\delta_r^i = c_wW \delta_w^f + c_rR\delta_r^f, com δwf=δrf−Δ\delta_w^f = \delta_r^f - \Delta; isola-se W/RW/R. Aberto: uma porção dW\mathrm dW entra com δwi\delta_w^i e sai em equilíbrio com a rocha, em δr−Δ\delta_r - \Delta, de modo que crR dδr=cw(δwi−δr+Δ) dWc_rR\,\mathrm d\delta_r = c_w(\delta_w^i - \delta_r + \Delta)\,\mathrm dW. Separando as variáveis, ∫δriδrfdδr/(δwi−δr+Δ)=(cw/cr) W/R\int_{\delta_r^i}^{\delta_r^f}\mathrm d\delta_r/(\delta_w^i - \delta_r + \Delta) = (c_w/c_r)\,W/R, e a integral vale −ln⁡[(δwi−δrf+Δ)/(δwi−δri+Δ)]-\ln[(\delta_w^i - \delta_r^f + \Delta)/(\delta_w^i - \delta_r^i + \Delta)], que é a expressão. ∎

Para o oxigênio, cr/cwc_r/c_w fica próximo de 0.5. O sistema aberto sempre precisa de menos água do que o fechado para a mesma variação, porque cada porção sai tão pesada quanto pode. Em torno de muitas intrusões, o δ18O\delta^{18}\mathrm O da rocha encaixante desenha um alvo de valores baixos, de cerca de +6+6 até abaixo de 0, centrado onde passou a maior quantidade de água; os minérios do fluido hidrotermal costumam estar dentro do contorno mais baixo, o que torna o mapa uma ferramenta de prospecção.

O modelo de caixas de um sistema hidrotermal. Em um sistema fechado, um lote de água permanece com a rocha até que ambas estejam em equilíbrio; em um sistema aberto, a água flui através da rocha, e esta se desloca um pouco em direção à água a cada porção.
O modelo de caixas de um sistema hidrotermal. Em um sistema fechado, um lote de água permanece com a rocha até que ambas estejam em equilíbrio; em um sistema aberto, a água flui através da rocha, e esta se desloca um pouco em direção à água a cada porção.

Definição 15.12 (Modelo de trajetória de reação)

Um modelo de trajetória de reação acompanha a composição de uma água e os minerais que ela forma à medida que a reação avança, acrescentando pequenas quantidades de um reagente (um mineral se dissolvendo, um gás escapando, calor sendo retirado) e recalculando a especiação e os índices de saturação a cada etapa, precipitando qualquer mineral que atinja a saturação.

Um modelo de trajetória de reação aplicado à nascente do problema de fim de semana, com desgaseificação passo a passo, precipita calcita assim que o seu índice ultrapassa zero; aplicado a um granito e a uma água de chuva, ele forma gibbsita primeiro, depois caulinita, depois mica à medida que a água acumula sílica e potássio, traçando uma trajetória no diagrama de atividade. Programas de especiação fazem isso com bancos de dados de constantes de equilíbrio como os usados neste capítulo.

15.6 Exercícios

Exercício 15.1 ★

Uma água tem (em mg/L\mathrm{mg}/\mathrm{L}) Ca\ce{Ca} 48, Mg\ce{Mg} 9.7, Na\ce{Na} 23, K\ce{K} 3.9, HCOX3\ce{HCO3} 183, Cl\ce{Cl} 35.5 e SOX4\ce{SO4} 48. Calcule o erro de balanço de cargas. A análise é aceitável?

Solução

Solução de Exercício 15.1.

Cátions: 2×48/40.08+2×9.7/24.31+23/22.99+3.9/39.10=4.29 meq/L2\times48/40.08 + 2\times9.7/24.31 + 23/22.99 + 3.9/39.10 = 4.29\,\mathrm{meq}/\mathrm{L}; ânions: 183/61.02+35.5/35.45+2×48/96.06=5.00 meq/L183/61.02 + 35.5/35.45 + 2\times48/96.06 = 5.00\,\mathrm{meq}/\mathrm{L}. Erro 100×(4.29−5.00)/9.29=−7.6 %100\times(4.29 - 5.00)/9.29 = -7.6\,\%: muito acima do 1 ou 2 %2\,\% de uma análise cuidadosa de uma água desse tipo. Falta um cátion ou está subestimado, ou um ânion está alto demais.

Exercício 15.2 ★

Para uma força iônica de 0.0050, calcule os coeficientes de atividade de CaX2+\ce{Ca^2+}, HCOX3X−\ce{HCO3-} e SOX4X2−\ce{SO4^2-}.

Solução

Solução de Exercício 15.2.

I=0.0707\sqrt I = 0.0707. CaX2+\ce{Ca^2+}: −log⁡γ=0.5085×4×0.0707/(1+0.3281×6×0.0707)=0.126-\log\gamma = 0.5085\times4\times0.0707/(1 + 0.3281\times6\times0.0707) = 0.126, γ=0.748\gamma = 0.748; HCOX3X−\ce{HCO3-}: γ=0.927\gamma = 0.927; SOX4X2−\ce{SO4^2-}: γ=0.739\gamma = 0.739.

Exercício 15.3 ★

Uma água que drena uma marga com gipsita contém 3.0 mmol/L3.0\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L} de cálcio e 4.0 mmol/L4.0\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L} de sulfato, com força iônica de 0.016. Calcule o índice de saturação da gipsita. A água ainda pode dissolver gipsita?

Solução

Solução de Exercício 15.3.

I=0.126\sqrt I = 0.126; γCa=0.622\gamma_{\ce{Ca}} = 0.622, γSOX4=0.602\gamma_{\ce{SO4}} = 0.602; log⁡IAP=log⁡(3.0×10−3×0.622×4.0×10−3×0.602)=−5.35\log\mathrm{IAP} = \log(3.0\times10^{-3}\times0.622\times4.0\times10^{-3} \times0.602) = -5.35; SI=−5.35+4.55=−0.80\mathrm{SI} = -5.35 + 4.55 = -0.80. A água está subsaturada e ainda pode dissolver gipsita.

Exercício 15.4 ★

Uma água subterrânea contém 12 mg/L12\,\mathrm{mg}/\mathrm{L} de sílica, expressa como SiOX2\ce{SiO2} e presente como HX4SiOX4\ce{H4SiO4}. Calcule seus índices de saturação para o quartzo e para a sílica amorfa a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

Solução

Solução de Exercício 15.4.

m=0.012/60.08=2.00×10−4 mol/Lm = 0.012/60.08 = 2.00 \times 10^{-4}\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}, log⁡m=−3.70\log m = -3.70. Quartzo: SI=−3.70+3.98=+0.28\mathrm{SI} = -3.70 + 3.98 = +0.28, levemente supersaturada; sílica amorfa: −3.70+2.71=−0.99-3.70 + 2.71 = -0.99, subsaturada.

Exercício 15.5 ★★

Considerando os coeficientes de atividade iguais a 1, calcule o cálcio dissolvido por um sistema aberto a PCOX2=10−2P_{\ce{CO2}} = 10^{-2} atm a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C} e a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C}, em mmol/L\mathrm{mmol}/\mathrm{L} e mg/L\mathrm{mg}/\mathrm{L}.

Solução

Solução de Exercício 15.5.

A 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, log⁡K=−8.45−6.35−1.47+10.33=−5.94\log K = -8.45 - 6.35 - 1.47 + 10.33 = -5.94, m=(10−5.94×10−2/4)1/3=1.42 mmol/Lm = (10^{-5.94}\times10^{-2}/4)^{1/3} = 1.42\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}, 57 mg/L57\,\mathrm{mg}/\mathrm{L}; a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C}, log⁡K=−5.59\log K = -5.59, m=1.86 mmol/Lm = 1.86\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}, 75 mg/L75\,\mathrm{mg}/\mathrm{L}: um terço a mais no frio.

Exercício 15.6 ★★

Uma água a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C} tem pH 7.60 e 4.0 mmol/L4.0\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L} de bicarbonato. Com coeficientes de atividade iguais a 1, calcule seu dióxido de carbono dissolvido e seu carbonato, sua PCOX2P_{\ce{CO2}} e a fração de cada espécie no carbono inorgânico dissolvido.

Solução

Solução de Exercício 15.6.

[COX2]=10−7.60×4.0×10−3/10−6.35=2.25×10−4 mol/L[\ce{CO2}] = 10^{-7.60}\times4.0\times10^{-3}/10^{-6.35} = 2.25 \times 10^{-4}\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}; [COX3X2−]=10−10.33×4.0×10−3/10−7.60=7.4×10−6 mol/L[\ce{CO3^2-}] = 10^{-10.33}\times4.0\times10^{-3}/ 10^{-7.60} = 7.4 \times 10^{-6}\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}; log⁡PCOX2=−3.648+1.47=−2.18\log P_{\ce{CO2}} = -3.648 + 1.47 = -2.18, 16 vezes o ar. Total 4.23 mmol/L4.23\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}: COX2\ce{CO2} 5.3 %5.3\,\%, HCOX3X−\ce{HCO3-} 94.5 %94.5\,\%, COX3X2−\ce{CO3^2-} 0.18 %0.18\,\%.

Exercício 15.7 ★★

Um grão de albita é uma esfera de 1 mm1\,\mathrm{mm} de diâmetro em uma água de solo de pH 5 a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, dissolvendo-se à taxa da figura, log⁡r=−12.09\log r = -12.09. Com um volume molar de 101.31 cm3/mol101.31\,\mathrm{cm}^{3}/\mathrm{mol}, com que rapidez o seu raio diminui, e quanto tempo dura o processo?

Solução

Solução de Exercício 15.7.

r=10−12.09=8.2×10−13 mol m−2 s−1r = 10^{-12.09} = 8.2 \times 10^{-13}\,\mathrm{mol}\,\mathrm{m}^{-2}\,\mathrm{s}^{-1} (os termos ácido, neutro e básico contribuem 10−12.4510^{-12.45}, 10−12.5610^{-12.56} e 10−12.7410^{-12.74}). O raio diminui à taxa rVm=8.2×10−13×1.0131×10−4=8.3×10−17 m/srV_m = 8.2\times10^{-13}\times1.0131\times10^{-4} = 8.3 \times 10^{-17}\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, 2.6 nm2.6\,\mathrm{nm} por ano; o raio de 0.5 mm0.5\,\mathrm{mm} dura 6.0×10126.0\times10^{12} s, cerca de 190 000190\,000 anos.

Exercício 15.8 ★★

Por qual fator a taxa de dissolução neutra da albita (E=69.8 kJ/molE = 69.8\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}) cresce de 5 ∘C5\,{}^{\circ}\mathrm{C} para 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}? E um fluxo de intemperismo com E=74 kJ/molE = 74\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}?

Solução

Solução de Exercício 15.8.

exp⁡[(69.8/0.008314)(1/278.15−1/298.15)]=7.6\exp[(69.8/0.008314)(1/278.15 - 1/298.15)] = 7.6; com 74 kJ/mol74\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}, 8.6.

Exercício 15.9 ★★

Derive a fronteira caulinita–muscovita do diagrama de atividade a partir das constantes log⁡K=7.435\log K = 7.435 (caulinita, 2 Al, 2 Si) e 12.70312.703 (muscovita, 1 K, 3 Al, 3 Si). Uma água a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C} tem 2.0 mg/L2.0\,\mathrm{mg}/\mathrm{L} de potássio, 15 mg/L15\,\mathrm{mg}/\mathrm{L} de sílica e pH 7.0: qual mineral ela forma?

Solução

Solução de Exercício 15.9.

Igualando (12.703−X−3Y)/3(12.703 - X - 3Y)/3 e (7.435−2Y)/2(7.435 - 2Y)/2 elimina-se YY: X=12.703−11.153=1.55X = 12.703 - 11.153 = 1.55, uma linha horizontal. A água tem X=log⁡(2.0×10−3/39.10)+7.0=2.71X = \log(2.0\times 10^{-3}/39.10) + 7.0 = 2.71 e Y=log⁡(0.015/60.08)=−3.60Y = \log(0.015/60.08) = -3.60: acima de 1.55 e bem abaixo da linha muscovita–feldspato-K (X=−3.161−3Y=7.65X = -3.161 - 3Y = 7.65), logo forma muscovita.

Exercício 15.10 ★★★

Perto de uma intrusão, um granodiorito de δ18O=+6\delta^{18}\mathrm O = +6 fica em −2-2 (‰\text{‰}). A água meteórica tinha −13-13, e na temperatura de troca a rocha era 2 ‰2\,\text{‰} mais pesada que a água. Com cr/cw=0.5c_r/c_w = 0.5, calcule a razão água–rocha para um sistema fechado e para um sistema aberto, e explique por que elas diferem.

Solução

Solução de Exercício 15.10.

δwf=−2−2=−4\delta_w^f = -2 - 2 = -4. Fechado: W/R=0.5×(−2−6)/(−13+4)=0.44W/R = 0.5\times(-2 - 6)/(-13 + 4) = 0.44. Aberto: 0.5ln⁡[(−8)/(−9)+1]=0.5ln⁡1.889=0.320.5\ln[(-8)/(-9) + 1] = 0.5\ln1.889 = 0.32. No sistema aberto, cada porção sai em equilíbrio com a rocha que encontrou por último, levando consigo o máximo de oxigênio-18 possível; no sistema fechado, todo o lote termina em −4-4 e retira menos por quilograma.

Exercício 15.11 ★★★

Chuva carregada com gás do solo, com PCOX2=10−1.5P_{\ce{CO2}} = 10^{-1.5} atm a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C} atinge um calcário. Com coeficientes de atividade iguais a 1, calcule o cálcio que ela dissolve se permanecer aberta ao gás do solo e se for isolada dele antes. Qual fração do seu dióxido de carbono resta no caso fechado, e qual é a PCOX2P_{\ce{CO2}} final?

Solução

Solução de Exercício 15.11.

Aberto: log⁡K=−5.59\log K = -5.59, m=(10−5.59×10−1.5/4)1/3=2.73 mmol/Lm = (10^{-5.59}\times10^{-1.5}/4)^{1/3} = 2.73\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}, 109 mg/L109\,\mathrm{mg}/\mathrm{L}. Fechado: C0=10−1.27−1.5=1.70×10−3 mol/LC_0 = 10^{-1.27 - 1.5} = 1.70 \times 10^{-3}\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} e KcalK1/K2=10−4.32K_{\mathrm{cal}}K_1/K_2 = 10^{-4.32}; a cúbica 4m3=4.79×10−5(1.70×10−3−m)4m^3 = 4.79\times10^{-5}(1.70\times10^{-3} - m) dá m=1.45 mmol/Lm = 1.45\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}, 58 mg/L58\,\mathrm{mg}/\mathrm{L}, cerca da metade. O dióxido de carbono restante é 0.25×10−30.25\times10^{-3}, 15 %15\,\% de C0C_0, de modo que log⁡PCOX2\log P_{\ce{CO2}} cai de −1.5-1.5 para −2.33-2.33.

Exercício 15.12 ★★★

Usando a proposição sobre taxas próximas do equilíbrio, qual fração da sua taxa longe do equilíbrio um mineral se dissolve com SI=−2\mathrm{SI} = -2, −1-1 e −0.1-0.1? Uma taxa de laboratório medida após 6 anos de reação segue a lei de potência do capítulo: por qual fator ela terá caído após 10 00010\,000 anos? Combine os dois efeitos para explicar por que as taxas de campo são tão baixas.

Solução

Solução de Exercício 15.12.

1−10SI1 - 10^{\mathrm{SI}}: 0.99, 0.90 e 0.21. A lei de potência dá (104/6)−0.61=0.011(10^4/6)^{-0.61} = 0.011: uma taxa cerca de 90 vezes menor. Um mineral de campo é antigo, com as superfícies reativas já consumidas, e está banhado por água porosa lenta e próxima do equilíbrio; os dois fatores se multiplicam, e a taxa de campo cai ordens de grandeza abaixo da taxa de laboratório.

15.7 Problema: a nascente abaixo do calcário Varden

Problema 15.1

Problema de fim de semana — a análise, o dióxido de carbono e a saturação de uma nascente de calcário inventada, e um riacho de granito

Uma nascente surge ao pé do calcário jurássico das colinas Varden, a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C} e pH 7.20. Sua análise é (em mg/L\mathrm{mg}/\mathrm{L}): Ca\ce{Ca} 112, Mg\ce{Mg} 4.0, Na\ce{Na} 7.0, K\ce{K} 1.2, HCOX3\ce{HCO3} 340, Cl\ce{Cl} 11, SOX4\ce{SO4} 14, NOX3\ce{NO3} 9. A 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C}: log⁡Kcal=−8.35\log K_{\mathrm{cal}} = -8.35, log⁡K1=−6.46\log K_1 = -6.46, log⁡K2=−10.49\log K_2 = -10.49, log⁡KH=−1.27\log K_H = -1.27. Use a equação de Debye–Hückel estendida do capítulo, ignore pares iônicos e tome o ar com log⁡PCOX2=−3.37\log P_{\ce{CO2}} = -3.37.

Parte I — A análise.

  1. Converta a análise para mmol/L\mathrm{mmol}/\mathrm{L}.
  2. Calcule o erro de balanço de cargas. A análise é aceitável?
  3. Calcule a força iônica.
  4. Calcule os coeficientes de atividade de CaX2+\ce{Ca^2+}, HCOX3X−\ce{HCO3-} e COX3X2−\ce{CO3^2-}.
  5. A equação de Debye–Hückel estendida é válida aqui?

Parte II — Dióxido de carbono.

  1. Calcule a atividade do bicarbonato.
  2. Calcule a atividade do dióxido de carbono dissolvido.
  3. Calcule a PCOX2P_{\ce{CO2}} da nascente. Quantas vezes ela é maior que a do ar, e de onde pode vir o dióxido de carbono?
  4. Calcule a concentração de carbonato e a participação de cada espécie no carbono inorgânico dissolvido.
  5. Verifique que a alcalinidade é quase toda bicarbonato.

Parte III — Saturação e travertino.

  1. Calcule o produto de atividade iônica e o índice de saturação da calcita na saída.
  2. A nascente está em equilíbrio com a calcita? É uma nascente de conduto ou uma nascente lenta e difusa?
  3. Calcule o cálcio de um sistema aberto em equilíbrio com a calcita na PCOX2P_{\ce{CO2}} da nascente, com os coeficientes de atividade da questão 4, e compare com a análise.
  4. A água desgaseifica para o ar antes que se forme qualquer calcita. Mantendo a atividade do bicarbonato inalterada, calcule seu pH e seu índice de saturação.
  5. Estime o cálcio que ela mantém depois de ter precipitado calcita até voltar ao equilíbrio com o ar (sistema aberto, coeficientes de atividade na nova força iônica 3m3m), e a massa de calcita por litro.
  6. A nascente escoa a 2.0 L/s2.0\,\mathrm{L}/\mathrm{s} e espalha seu depósito por 400 m2400\,\mathrm{m}^{2}. Se toda essa calcita permanecesse ali, com densidade de 2.71 g/cm32.71\,\mathrm{g}/\mathrm{cm}^{3}, com que rapidez o depósito cresceria?

Parte IV — O riacho de granito. Um riacho sobre o granito Varden, sob um solo espesso em encostas suaves, tem (a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}) 1.2 mg/L1.2\,\mathrm{mg}/\mathrm{L} de potássio, 9.0 mg/L9.0\,\mathrm{mg}/\mathrm{L} de sílica e pH 5.8.

  1. Calcule sua posição no diagrama de atividade.
  2. Qual mineral ele forma? Calcule seu índice de saturação para o quartzo.
  3. Abaixo de qual concentração de sílica ele formaria gibbsita?
  4. Em qual pH ele atingiria a fronteira caulinita–muscovita?
  5. Calcule a taxa de dissolução do feldspato-K nessa água, longe do equilíbrio, a partir dos parâmetros log⁡k=−10.06\log k = -10.06, n=0.500n = 0.500 (ácido); −12.41-12.41 (neutro); −21.20-21.20, n=−0.823n = -0.823 (básico).
  6. O intemperismo desta bacia é mais provavelmente limitado pelo suprimento ou limitado pelo intemperismo? Por quê?
  7. Com uma energia de ativação aparente de 74 kJ/mol74\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}, por qual fator um fluxo limitado pelo intemperismo mudaria entre 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C} e 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}?
  8. Informe o índice de saturação da calcita da água da nascente em sua saída.
Solução

Solução de Problema 15.1.

1. Ca\ce{Ca} 2.795, Mg\ce{Mg} 0.165, Na\ce{Na} 0.305, K\ce{K} 0.031, HCOX3\ce{HCO3} 5.572, Cl\ce{Cl} 0.310, SOX4\ce{SO4} 0.146, NOX3\ce{NO3} 0.145 mmol/L0.145\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}.

2. Cátions 6.25 meq/L6.25\,\mathrm{meq}/\mathrm{L}, ânions 6.32 meq/L6.32\,\mathrm{meq}/\mathrm{L}: erro −0.5 %-0.5\,\%, aceitável.

3. I=12(4×2.795+4×0.165+0.305+0.031+5.572+0.310+4×0.146+0.145)×10−3=0.0094I = \tfrac12(4\times2.795 + 4\times0.165 + 0.305 + 0.031 + 5.572 + 0.310 + 4\times0.146 + 0.145)\times10^{-3} = 0.0094.

4. I=0.0969\sqrt I = 0.0969: γCaX2+=0.683\gamma_{\ce{Ca^2+}} = 0.683, γHCOX3X−=0.904\gamma_{\ce{HCO3-}} = 0.904, γCOX3X2−=0.676\gamma_{\ce{CO3^2-}} = 0.676.

5. Sim: II é um décimo do limite de cerca de 0.1.

6. aHCOX3X−=5.572×10−3×0.904=5.04×10−3a_{\ce{HCO3-}} = 5.572\times10^{-3}\times0.904 = 5.04\times 10^{-3} (log⁡=−2.298\log = -2.298).

7. aCOX2=10−7.20×5.04×10−3/10−6.46=9.17×10−4a_{\ce{CO2}} = 10^{-7.20}\times5.04\times10^{-3}/10^{-6.46} = 9.17\times10^{-4} (log⁡=−3.038\log = -3.038).

8. log⁡PCOX2=−3.038+1.27=−1.77\log P_{\ce{CO2}} = -3.038 + 1.27 = -1.77, 0.017 atm0.017\,\mathrm{atm}: 101.60=4010^{1.60} = 40 vezes o ar, dentro da faixa das águas subterrâneas. O dióxido de carbono provém do ar do solo da área de recarga, das raízes e da decomposição.

9. aCOX3X2−=10−10.49×5.04×10−3/10−7.20=2.58×10−6a_{\ce{CO3^2-}} = 10^{-10.49}\times5.04\times10^{-3}/10^{-7.20} = 2.58\times10^{-6}, [COX3X2−]=3.8×10−6 mol/L[\ce{CO3^2-}] = 3.8 \times 10^{-6}\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}. Total 6.49 mmol/L6.49\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}: COX2\ce{CO2} 14.1 %14.1\,\%, HCOX3X−\ce{HCO3-} 85.8 %85.8\,\%, COX3X2−\ce{CO3^2-} 0.06 %0.06\,\%.

10. Alcalinidade 5.572+2×0.0038=5.580 meq/L5.572 + 2\times0.0038 = 5.580\,\mathrm{meq}/\mathrm{L}: 99.9 %99.9\,\% de bicarbonato.

11. aCaX2+=2.795×10−3×0.683=1.909×10−3a_{\ce{Ca^2+}} = 2.795\times10^{-3}\times0.683 = 1.909\times 10^{-3}; log⁡IAP=log⁡(1.909×10−3×2.58×10−6)=−8.307\log\mathrm{IAP} = \log(1.909\times10^{-3}\times2.58\times10^{-6}) = -8.307; SI=−8.307+8.35=+0.04\mathrm{SI} = -8.307 + 8.35 = +0.04.

12. Dentro de ±0.1\pm0.1, a incerteza do índice: a água está em equilíbrio com a calcita. Ela permaneceu muito tempo na rocha: uma nascente lenta e difusa.

13. m=[10−5.59×0.0171/(4×0.683×0.9042)]1/3=2.70 mmol/Lm = [10^{-5.59}\times0.0171/(4\times0.683\times0.904^2)]^{1/3} = 2.70\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}, 108 mg/L108\,\mathrm{mg}/\mathrm{L}, contra 2.79 mmol/L2.79\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L} medidos: 3 %3\,\% a mais, como indica um índice de +0.04+0.04.

14. aCOX2=10−1.27−3.37=2.29×10−5a_{\ce{CO2}} = 10^{-1.27 - 3.37} = 2.29\times10^{-5}; aHX+=10−6.46×2.29×10−5/5.04×10−3a_{\ce{H+}} = 10^{-6.46}\times2.29\times10^{-5}/5.04\times10^{-3}, pH 8.80; aCOX3X2−=1.03×10−4a_{\ce{CO3^2-}} = 1.03\times10^{-4}; SI=log⁡(1.909×10−3×1.03×10−4)+8.35=+1.65\mathrm{SI} = \log(1.909\times 10^{-3}\times1.03\times10^{-4}) + 8.35 = +1.65 (1.61 com o balanço completo de alcalinidade da figura).

15. Iterando m=[10−5.59−3.37/(4γCaγHCOX32)]1/3m = [10^{-5.59 - 3.37}/(4\gamma_{\ce{Ca}} \gamma_{\ce{HCO3}}^2)]^{1/3} com I=3mI = 3m: m=0.72 mmol/Lm = 0.72\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L} (29 mg/L29\,\mathrm{mg}/\mathrm{L}), I=0.0022I = 0.0022. A calcita precipitou: 2.795−0.718=2.08 mmol/L2.795 - 0.718 = 2.08\,\mathrm{mmol}/\mathrm{L}, cerca de 210 mg210\,\mathrm{mg} por litro.

16. 0.208×2.0=0.42 g/s0.208\times2.0 = 0.42\,\mathrm{g}/\mathrm{s}, 13 t13\,\mathrm{t} por ano, 13.1/2.71=4.8 m313.1/2.71 = 4.8\,\mathrm{m}^{3}; sobre 400 m2400\,\mathrm{m}^{2}, 12 mm12\,\mathrm{mm} por ano, 0.03 mm0.03\,\mathrm{mm} por dia: bem abaixo dos tufos de nascentes frias citados no capítulo.

17. X=log⁡(1.2×10−3/39.10)+5.8=1.29X = \log(1.2\times10^{-3}/39.10) + 5.8 = 1.29; Y=log⁡(9.0×10−3/60.08)=−3.82Y = \log(9.0\times10^{-3}/60.08) = -3.82.

18. X<1.55X < 1.55 e Y>−4.39Y > -4.39: caulinita. Quartzo: SI=−3.82+3.98=+0.16\mathrm{SI} = -3.82 + 3.98 = +0.16.

19. Abaixo de log⁡aHX4SiOX4=−4.39\log a_{\ce{H4SiO4}} = -4.39, 2.4 mg/L2.4\,\mathrm{mg}/\mathrm{L} de sílica.

20. X=1.55X = 1.55 requer pH =1.55+4.51=6.06= 1.55 + 4.51 = 6.06.

21. Ácido −10.06−0.500×5.8=−12.96-10.06 - 0.500\times5.8 = -12.96; neutro −12.41-12.41; básico −21.20+0.823×5.8=−16.43-21.20 + 0.823\times5.8 = -16.43. Soma: log⁡r=−12.30\log r = -12.30, com o termo neutro dominante.

22. Regime limitado pelo suprimento: solo espesso e encostas suaves significam erosão lenta; o feldspato fresco que alcança a frente de intemperismo é totalmente lixiviado, e o fluxo acompanha a taxa de erosão, e não o clima.

23. exp⁡[(74/0.008314)(1/283.15−1/298.15)]=4.9\exp[(74/0.008314)(1/283.15 - 1/298.15)] = 4.9.

24. O índice de saturação da calcita na água da nascente em sua saída é SI=+0.04\mathrm{SI} = \textbf{+0.04}.

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