地球与空间科学 · 第 5 册 · 本科三年级

Ciências da Terra e do espaço universitárias — 3.º ano

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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 3.º ano · 本科三年级

23Hidrogeologia

Um poço novo bombeia 2160 m32160\,\mathrm{m}^{3} de água por dia de um calcário a algumas centenas de metros abaixo de uma fazenda. A princípio, nada acontece ao poço da fazenda. Um mês depois, o nível da água nele está quase 2 m2\,\mathrm{m} mais baixo, embora ele fique a um quilômetro de distância, e a estação de bombeamento nunca tenha retirado dele uma gota. Ao redor do poço novo, o nível da água não caiu de modo uniforme: ele afundou formando um cone de depressão, e o cone cresceu depressa através de uma rocha na qual a própria água se move alguns centímetros por dia. Este capítulo constrói a física que prevê os dois números: a propagação rápida da pressão e o deslocamento lento da água, a partir de uma única lei empírica encontrada em 1856.

O que você já sabe

Porosidade, permeabilidade, nível freático, águas subterrâneas, aquíferos, nascentes e poços estão nos volumes escolares, assim como o tempo de residência da água e da água subterrânea fóssil. Viscosidade, a lei de Poiseuille para o escoamento em um tubo e a equação de difusão estão nos volumes de física. A função erro e as soluções da equação de difusão que a usam estão no Capítulo 5. Os Varden Hills, a região inventada da série, com seus arenitos, calcários, folhelhos e giz, são a região dos exercícios desde os volumes escolares.

23.1 Carga hidráulica e lei de Darcy

A água subterrânea se move de onde sua energia mecânica por unidade de peso é alta para onde é baixa. Como ela se move lentamente, sua energia cinética é desprezível, e essa energia tem duas parcelas: a altura da água e sua pressão.

Definição 23.1 (Carga hidráulica; gradiente hidráulico)

A carga hidráulica em um ponto do solo saturado é

h=z+pρg,h = z + \frac{p}{\rho g} ,

a soma da carga de elevação zz do ponto acima de um nível de referência e da carga de pressão p/(ρg)p/(\rho g), sendo pp a pressão da água acima da pressão atmosférica. É a altura até a qual a água sobe em um tubo, um piezômetro, aberto apenas nesse ponto. O gradiente hidráulico é ∇h\nabla h; seu módulo entre dois pontos separados por uma distância LL ao longo do escoamento é Δh/L\Delta h/L.

Um piezômetro, um tubo aberto apenas no seu filtro. A água fica nele na carga hidráulica do ponto P: sua elevação z mais sua carga de pressão. Aqui o nível no tubo está acima do nível freático, como ocorre onde a água sobe em direção a uma nascente ou a um rio.
Um piezômetro, um tubo aberto apenas no seu filtro. A água fica nele na carga hidráulica do ponto PP: sua elevação zz mais sua carga de pressão. Aqui o nível no tubo está acima do nível freático, como ocorre onde a água sobe em direção a uma nascente ou a um rio.

Em 1856, Henry Darcy, engenheiro francês, mediu o escoamento de água através de colunas de areia e constatou que ele era proporcional à perda de carga por unidade de comprimento. O escoamento é laminar: a água segue linhas de corrente separadas.

Teorema 23.2 (Lei de Darcy)

Em um meio poroso saturado, o volume de água que atravessa a área unitária por unidade de tempo é

q⃗=−K ∇h,\vec q = -K\,\nabla h ,

em que KK depende do meio e do fluido. Em um meio cujos poros são tubos retos paralelos de raio aa ocupando uma fração nn do volume, a lei de Poiseuille fornece esta lei com

K=kρgμ,k=na28,K = \frac{k\rho g}{\mu}, \qquad k = \frac{na^2}{8} ,

sendo μ\mu a viscosidade da água.

Demonstração. A primeira afirmação é a lei empírica de Darcy. Em um tubo de raio aa ao longo do escoamento, a lei de Poiseuille fornece a velocidade média uˉ=−(a2/8μ) d(p+ρgz)/dl=−(a2ρg/8μ) dh/dl\bar u = -(a^2/8\mu)\,\mathrm d(p + \rho gz)/\mathrm dl = -(a^2\rho g/8\mu)\,\mathrm dh/\mathrm dl, já que p+ρgz=ρghp + \rho gz = \rho g h. Os tubos ocupam a fração nn de qualquer seção transversal, logo o volume por unidade de área total é q=nuˉ=−(na2/8)(ρg/μ) dh/dlq = n\bar u = -(na^2/8)(\rho g/\mu)\,\mathrm dh/\mathrm dl. ∎

Poros reais não são tubos retos; o teorema mostra a forma da lei e como ela varia com a escala. O fluxo é proporcional ao gradiente, ao quadrado do tamanho dos poros e inversamente proporcional à viscosidade: a mesma areia deixa a água passar mais depressa quando ela está quente.

Definição 23.3 (Vazão específica; condutividade hidráulica; permeabilidade intrínseca)

A vazão específica q⃗\vec q é o volume de água que atravessa a unidade de área do meio, grãos e poros em conjunto, por unidade de tempo. A condutividade hidráulica KK é o coeficiente da lei de Darcy, em m/s\mathrm{m}/\mathrm{s} ou m/d\mathrm{m}/\mathrm{d}. A permeabilidade intrínseca do meio é k=Kμ/(ρg)k = K\mu/(\rho g), em m2\mathrm{m}^{2}: ela depende apenas do meio.

A condutividade hidráulica das rochas abrange doze ordens de grandeza, como poucas grandezas físicas o fazem. Lendo-se o gráfico de um levantamento clássico do assunto, os intervalos típicos, em metros por dia, são: argila 10−710^{-7} a 10−410^{-4}; silte e loess 10−310^{-3} a 2; areia siltosa 0.04 a 10; areia limpa 0.3 a 150; cascalho 100 a 4000; folhelho 10−810^{-8} a 10−410^{-4}; arenito 10−510^{-5} a 0.4; rochas carbonáticas 10−410^{-4} quando são apenas fraturadas, até vários milhares quando são cavernosas; rochas ígneas e metamórficas abaixo de 10−810^{-8} quando não fraturadas, até alguns quando fraturadas. A maioria das rochas também conduz a água melhor ao longo do acamamento do que transversalmente a ele.

A vazão específica é um fluxo através de toda a área; a água escoa apenas pelos poros, e com maior velocidade.

Definição 23.4 (Velocidade de percolação)

A velocidade de percolação é v⃗=q⃗/ne\vec v = \vec q/n_e, a velocidade média da água nos poros, sendo nen_e a porosidade efetiva, isto é, a dos poros conectados pelos quais a água escoa.

Uma areia grossa com K=60 m/dK = 60\,\mathrm{m}/\mathrm{d}, gradiente hidráulico de 1 para 1000 e uma porosidade de 0.20 move sua água a 0.3 m/d0.3\,\mathrm{m}/\mathrm{d}; uma argila com K=10−4 m/dK = 10^{-4}\,\mathrm{m}/\mathrm{d}, gradiente hidráulico de 1 para 10 e porosidade de 0.50, a 2×10−5 m/d2 \times 10^{-5}\,\mathrm{m}/\mathrm{d}, menos de um centímetro por ano. A água subterrânea não escoa em rios subterrâneos, exceto nas cavernas de calcários e nos tubos de lava. Esses são valores médios: onde um poluente se desloca, sua parte mais rápida pode ir várias vezes mais depressa.

23.2 Aquíferos

Definição 23.5 (Aquíferos confinados e livres; aquitardo)

Um aquífero livre é um aquífero cuja superfície superior é o nível freático. Um aquífero confinado é um aquífero sobreposto por uma camada de condutividade muito menor, de modo que a água nele está sob pressão: num poço que o atinge, a água sobe acima do topo do aquífero, até sua superfície potenciométrica. Uma camada de baixa condutividade que retarda, mas não interrompe a passagem de água entre aquíferos, é um aquitardo.

Definição 23.6 (Transmissividade; coeficiente de armazenamento; rendimento específico)

A transmissividade de um aquífero de espessura bb é T=KbT = Kb, a vazão por unidade de largura sob gradiente unitário, em m2/d\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}. Seu coeficiente de armazenamento SS é o volume de água liberado por unidade de área do aquífero quando a carga cai uma unidade; é adimensional. O rendimento específico SyS_y de uma rocha é o volume de água que drena dela por gravidade, por unidade de volume, quando o nível freático desce através dela.

Os dois tipos de aquífero liberam água de maneiras diferentes. Em um aquífero confinado a carga cai, mas os poros continuam cheios: a água se expande um pouco, e o aquífero, suportando mais do peso das rochas sobrejacentes, se comprime um pouco. A expansão da água, sozinha, libera cerca de 9×10−79 \times 10^{-7} metro cúbico por metro cúbico de aquífero e por metro de carga; com a compressão, o coeficiente de armazenamento da maioria dos aquíferos confinados é 10−510^{-5} a 10−310^{-3}. Em um aquífero livre o nível freático desce e os poros acima dele drenam: o coeficiente de armazenamento é o rendimento específico, cerca de 0.1 a 0.3, de cem a dez mil vezes maior. As transmissividades dos aquíferos em uso variam de menos de 1 m2/d1\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d} em rochas fraturadas a 100 000 m2/d100\,000\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d} em calcários cavernosos e derrames de lava. Quando a carga de um aquífero confinado é rebaixada por longo tempo, as argilas dentro e em torno dele drenam e se compactam, e o terreno acima sofre subsidência.

Um corte esquemático da cobertura das Varden Hills de O para L, fora de escala. O giz contém um aquífero livre abaixo do seu nível freático. O calcário jurássico é recarregado onde aflora e é confinado sob o folhelho: no poço Varden-3 do problema, perfurado através do folhelho e aberto apenas ao calcário, a água sobe até a superfície potenciométrica, muito acima do topo do aquífero, mas abaixo do terreno.
Um corte esquemático da cobertura das Varden Hills de O para L, fora de escala. O giz contém um aquífero livre abaixo do seu nível freático. O calcário jurássico é recarregado onde aflora e é confinado sob o folhelho: no poço Varden-3 do problema, perfurado através do folhelho e aberto apenas ao calcário, a água sobe até a superfície potenciométrica, muito acima do topo do aquífero, mas abaixo do terreno.

23.3 A equação do fluxo de águas subterrâneas

Teorema 23.7 (Equação do fluxo de águas subterrâneas)

Em um aquífero confinado, com transmissividade TT e coeficiente de armazenamento SS constantes, com escoamento horizontal, a carga hidráulica h(x,y,t)h(x, y, t) obedece

S ∂h∂t=T∇2h+W,S\,\frac{\partial h}{\partial t} = T\nabla^2h + W ,

sendo WW o volume de água acrescentado por unidade de área e de tempo pela recarga ou retirado por bombeamento (negativo). Em escoamento estacionário sem fontes, ∇2h=0\nabla^2h = 0.

Demonstração. Considera-se uma coluna do aquífero de área dx dy\mathrm dx\,\mathrm dy. O fluxo por unidade de largura através de toda a sua espessura é −T∇h-T\nabla h, pela lei de Darcy vezes bb. A entrada líquida é −∇⋅(−T∇h) dx dy=T∇2h dx dy-\nabla\cdot(-T\nabla h)\,\mathrm dx\,\mathrm dy = T\nabla^2h\,\mathrm dx\,\mathrm dy. A água armazenada na coluna varia à taxa S (∂h/∂t) dx dyS\,(\partial h/\partial t)\,\mathrm dx\,\mathrm dy, pela definição de SS. A conservação de massa, com a densidade da água tratada como constante no balanço, iguala o armazenamento à entrada somada às fontes. ∎

É a equação de difusão dos volumes de física, com a difusividade hidráulica T/ST/S no lugar de uma térmica. Para um calcário confinado com T=450 m2/dT = 450\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d} e S=2×10−4S = 2 \times 10^{-4}, a difusividade é 2.25×106 m2/d2.25 \times 10^{6}\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}: uma variação de carga se propaga por 1 km1\,\mathrm{km} em cerca de L2S/TL^2S/T, meio dia. O mesmo calcário, livre, com S=0.2S = 0.2, levaria mil vezes mais tempo. A pressão se propaga rapidamente, a água se move lentamente: os dois números da abertura.

Proposição 23.8 (Escoamento radial estacionário para um poço)

Um poço bombeia QQ de um aquífero confinado de transmissividade TT, sendo o escoamento estacionário e radial. Entre duas distâncias r1<r2r_1 < r_2 do poço, os rebaixamentos diferem de

s1−s2=Q2πTln⁡r2r1.s_1 - s_2 = \frac{Q}{2\pi T}\ln\frac{r_2}{r_1} .

Demonstração. Através de todo círculo de raio rr em torno do poço, a vazão de entrada é Q=2πrT dh/drQ = 2\pi r T\,\mathrm dh/\mathrm dr. Integrando dh=(Q/2πT) dr/r\mathrm dh = (Q/2\pi T)\,\mathrm dr/r de r1r_1 a r2r_2 e escrevendo s=h0−hs = h_0 - h, obtém-se o resultado. ∎

Em duas dimensões, desenha-se o escoamento estacionário com uma rede de fluxo.

Definição 23.9 (Rede de fluxo)

Uma rede de fluxo é um desenho do escoamento estacionário de água subterrânea em um corte homogêneo e isótropo por duas famílias de curvas: equipotenciais, linhas de mesma carga, e linhas de corrente, que a água segue. As linhas de corrente cruzam as equipotenciais em ângulo reto, e em uma rede de fluxo são espaçadas de modo que as células sejam quadrados curvilíneos.

Método 23.10 (Percolação a partir de uma rede de fluxo)

  1. Desenham-se os contornos: um contorno impermeável é uma linha de corrente; o leito de um corpo de água, onde a carga é fixa, é uma equipotencial.
  2. Desenham-se NdN_d quedas de carga entre as cargas mais alta e mais baixa, Δh=H/Nd\Delta h = H/N_d, e as linhas de corrente formando NfN_f canais de fluxo, por tentativa, até que cada célula seja um quadrado curvilíneo.
  3. Cada canal transporta KΔhK\Delta h por unidade de comprimento normal ao corte, cancelando-se o comprimento e a largura do quadrado: o total é q=KHNf/Ndq = KHN_f/N_d.
Percolação sob uma barragem de 20\, m de largura sobre uma camada de areia com 20\, m de espessura, o reservatório 10\, m acima da água de jusante, calculada resolvendo a equação de Laplace para a carga e para a função de corrente. Linhas finas: equipotenciais, uma a cada metro de carga. Linhas grossas: quatro linhas de corrente que, junto com a base da barragem e o fundo, delimitam cinco canais de fluxo. A percolação calculada é 0.51\,KH por metro de barragem; a rede de fluxo fornece KH × 5/10 = 0.50\,KH.
Percolação sob uma barragem de 20 m20\,\mathrm{m} de largura sobre uma camada de areia com 20 m20\,\mathrm{m} de espessura, o reservatório 10 m10\,\mathrm{m} acima da água de jusante, calculada resolvendo a equação de Laplace para a carga e para a função de corrente. Linhas finas: equipotenciais, uma a cada metro de carga. Linhas grossas: quatro linhas de corrente que, junto com a base da barragem e o fundo, delimitam cinco canais de fluxo. A percolação calculada é 0.51 KH0.51\,KH por metro de barragem; a rede de fluxo fornece KH×5/10=0.50 KHKH \times 5/10 = 0.50\,KH.

23.4 Testes de bombeamento

O fluxo estacionário para um poço é raro: um novo estado estacionário pode levar meses ou anos, ou nunca se estabelecer. Em 1935, Theis, do Serviço Geológico dos Estados Unidos, forneceu o rebaixamento ao redor de um poço bombeado a uma vazão constante, como função do tempo, a partir da qual um teste de algumas horas ou dias fornece a transmissividade e o coeficiente de armazenamento do aquífero.

Teorema 23.11 (Solução de Theis)

Um poço que penetra totalmente um aquífero confinado, infinito e homogêneo, de transmissividade TT e coeficiente de armazenamento SS, começa a bombear em t=0t = 0 a vazão constante QQ. O rebaixamento à distância rr é

s(r,t)=Q4πT W(u),u=r2S4Tt,W(u)=∫u∞e−yy dy=−γ−ln⁡u+u−u22⋅2!+u33⋅3!−⋯ ,s(r, t) = \frac{Q}{4\pi T}\,W(u), \qquad u = \frac{r^2S}{4Tt}, \qquad W(u) = \int_u^\infty\frac{\mathrm e^{-y}}{y}\,\mathrm dy = -\gamma - \ln u + u - \frac{u^2}{2\cdot2!} + \frac{u^3}{3\cdot3!} - \cdots,

com γ=0.5772\gamma = 0.5772. WW é denominada função do poço.

Demonstração. Na forma radial, a equação de fluxo é S ∂s/∂t=T r−1∂r(r ∂rs)S\,\partial s/\partial t = T\,r^{-1}\partial_r(r\,\partial_rs), com s=0s = 0 em t=0t = 0, s→0s \to 0 quando r→∞r \to \infty e 2πrT ∂rs→−Q2\pi rT\,\partial_rs \to -Q quando r→0r \to 0. Nenhum dos dados contém um comprimento ou um tempo isoladamente, então tenta-se s=f(u)s = f(u) com u=r2S/4Ttu = r^2S/4Tt. Como ∂ru=2u/r\partial_ru = 2u/r e ∂tu=−u/t\partial_tu = -u/t, tem-se r ∂rs=2uf′r\,\partial_rs = 2uf', r−1∂r(r ∂rs)=(4u/r2)(uf′)′r^{-1}\partial_r(r\,\partial_rs) = (4u/r^2)(uf')' e ∂ts=−(u/t)f′\partial_ts = -(u/t)f'. Multiplicando a equação por r2/(4Tu)r^2/(4Tu) resulta (uf′)′=−uf′(uf')' = -uf': com g=uf′g = uf', tem-se g′=−gg' = -g e g=c e−ug = c\,\mathrm e^{-u}. A condição do poço, 2πT⋅2uf′→−Q2\pi T\cdot2uf' \to -Q quando u→0u \to 0, dá c=−Q/4πTc = -Q/4\pi T, e f(∞)=0f(\infty) = 0 dá f(u)=(Q/4πT)∫u∞e−yy−1 dyf(u) = (Q/4\pi T)\int_u^\infty \mathrm e^{-y}y^{-1}\,\mathrm dy. A série segue de W(u)=−γ−ln⁡u+∫0u(1−e−y) y−1 dyW(u) = -\gamma - \ln u + \int_0^u(1 - \mathrm e^{-y})\,y^{-1}\,\mathrm dy, com a constante sendo a de Euler, integrando termo a termo. ∎

Proposição 23.12 (Aproximação de Cooper–Jacob)

Quando u≤0.05u \le 0.05, o rebaixamento de Theis fica próximo de

s=2.3 Q4πTlog⁡102.25 Ttr2S:s = \frac{2.3\,Q}{4\pi T}\log_{10}\frac{2.25\,Tt}{r^2S} :

plotado contra log⁡10t\log_{10}t, o rebaixamento é uma reta cujo aumento por ciclo logarítmico, Δs\Delta s, fornece T=2.3 Q/(4πΔs)T = 2.3\,Q/(4\pi\Delta s), e cujo intercepto com s=0s = 0, em t0t_0, fornece S=2.25 Tt0/r2S = 2.25\,Tt_0/r^2.

Demonstração. Para uu pequeno, a série é W≈−γ−ln⁡u=ln⁡(e−γ/u)=ln⁡(0.5615⋅4Tt/r2S)=ln⁡(2.25 Tt/r2S)W \approx -\gamma - \ln u = \ln(\mathrm e^{-\gamma}/u) = \ln(0.5615\cdot4Tt/r^2S) = \ln(2.25\,Tt/r^2S); o próximo termo, uu, é no máximo 0.050.05, abaixo de 2 %2\,\% de WW ali. Como ln⁡x=2.3log⁡10x\ln x = 2.3\log_{10}x, o rebaixamento sobe 2.3 Q/4πT2.3\,Q/4\pi T por fator de dez no tempo, e se anula quando 2.25 Tt0=r2S2.25\,Tt_0 = r^2S. ∎

À esquerda, a função do poço de Theis contra 1/u em um eixo logarítmico, e sua aproximação em reta: elas coincidem quando u < 0.05 (pontilhado). À direita, o rebaixamento registrado no poço de observação do teste Varden-3 do problema, a 60\, m do poço bombeado, e a reta ajustada aos pontos após 11.5\, min, onde u < 0.05: sua inclinação fornece T, seu intercepto, S.
À esquerda, a função do poço de Theis contra 1/u1/u em um eixo logarítmico, e sua aproximação em reta: elas coincidem quando u<0.05u < 0.05 (pontilhado). À direita, o rebaixamento registrado no poço de observação do teste Varden-3 do problema, a 60 m60\,\mathrm{m} do poço bombeado, e a reta ajustada aos pontos após 11.5 min11.5\,\mathrm{min}, onde u<0.05u < 0.05: sua inclinação fornece TT, seu intercepto, SS.

Definição 23.13 (Cone de depressão)

O cone de depressão de um poço bombeado é o rebaixamento do nível freático, ou da superfície potenciométrica, ao redor do poço; o gradiente se acentua em direção a ele, por onde toda a água deve passar.

Como os rebaixamentos obedecem a uma equação linear, os cones de vários poços se somam. Em um aquífero confinado, com seu pequeno coeficiente de armazenamento, um cone cresce rapidamente e os cones de poços vizinhos logo interferem; em um aquífero livre, que precisa drenar seus poros, o cone cresce lentamente. O cone para de crescer só quando tiver captado recarga suficiente, ou reduzido o bastante a descarga natural do aquífero para rios e nascentes, para equilibrar o bombeamento. Grandes retiradas de um aquífero confinado alcançam longe: em 1981 cerca de 277 000 m3/d277\,000\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d} bombeados do aquífero Cretáceo da planície costeira atlântica, na Virgínia e na Carolina do Norte, haviam produzido cones sobrepostos por toda a sua extensão.

O cone de Theis do poço Varden-3 (Q = 2160\, m3/ d, T = 450\, m2/ d, S = 2 × 10-4), com o rebaixamento representado para baixo. À esquerda, após 1, 10 e 100 dias: o cone se aprofunda da mesma quantidade a cada aumento de dez vezes no tempo e se alarga sem limite em um aquífero infinito. À direita, dois desses poços separados por 400\, m, após 10 dias: os rebaixamentos se somam, com 5.5\, m no ponto médio entre eles, em vez de 2.7\, m para um único poço.
O cone de Theis do poço Varden-3 (Q=2160 m3/dQ = 2160\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d}, T=450 m2/dT = 450\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}, S=2×10−4S = 2 \times 10^{-4}), com o rebaixamento representado para baixo. À esquerda, após 1, 10 e 100 dias: o cone se aprofunda da mesma quantidade a cada aumento de dez vezes no tempo e se alarga sem limite em um aquífero infinito. À direita, dois desses poços separados por 400 m400\,\mathrm{m}, após 10 dias: os rebaixamentos se somam, com 5.5 m5.5\,\mathrm{m} no ponto médio entre eles, em vez de 2.7 m2.7\,\mathrm{m} para um único poço.

No campo — Um teste de bombeamento

Um teste de bombeamento: o tubo de descarga do poço bombeado, um gerador e um hidrogeólogo registrando os níveis de um poço de observação em um notebook (Ilustração gerada por IA.)

Antes de um teste de bombeamento, os hidrogeólogos registram os níveis de água nos poços por algum tempo, para conhecer a tendência sobre a qual o teste será superposto. A bomba então funciona com vazão constante, mantida estável e medida por um medidor instalado no tubo de descarga, durante várias horas a vários dias. Em cada poço de observação, pelo menos três deles, a distâncias diferentes se possível, lê-se a profundidade da água abaixo de um ponto fixo de medição em tempos conhecidos com precisão, muitas leituras nos primeiros minutos e menos depois, com uma trena de aço graduada ou uma sonda elétrica cujo eletrodo fecha um circuito ao tocar a água. Hoje, um transdutor de pressão submersível suspenso no poço e ligado a um registrador eletrônico, registra o nível quase continuamente.

23.5 Transporte de soluto

Um soluto dissolvido na água subterrânea é transportado com a água, na velocidade de percolação, e se espalha ao longo do caminho: a água nos poros vizinhos se move em velocidades e por trajetos diferentes, e o soluto também se difunde.

Definição 23.14 (Dispersão hidrodinâmica; dispersividade)

A dispersão hidrodinâmica é o espalhamento de um soluto na água subterrânea em movimento, causado pelas variações da velocidade da água de poro a poro e pela difusão molecular. Ao longo do escoamento, ela é descrita por um coeficiente de dispersão D=αLv+D∗D = \alpha_Lv + D^*, em que vv é a velocidade de percolação, D∗D^* é a difusividade molecular efetiva e αL\alpha_L, um comprimento, é a dispersividade longitudinal do meio.

Teorema 23.15 (Equação de advecção–dispersão)

Ao longo de um escoamento unidimensional de velocidade de percolação constante vv, a concentração C(x,t)C(x, t) de um soluto não reativo obedece a

∂C∂t=D ∂2C∂x2−v ∂C∂x.\frac{\partial C}{\partial t} = D\,\frac{\partial^2C}{\partial x^2} - v\,\frac{\partial C}{\partial x} .

Se a concentração é mantida em C0C_0 em x=0x = 0 a partir de t=0t = 0, em um meio inicialmente livre de soluto,

CC0=12[erfc⁡x−vt2Dt+evx/Derfc⁡x+vt2Dt].\frac{C}{C_0} = \frac12\left[\operatorname{erfc}\frac{x - vt}{2\sqrt{Dt}} + \mathrm e^{vx/D}\operatorname{erfc}\frac{x + vt}{2\sqrt{Dt}}\right] .

Demonstração. Em uma fatia de seção transversal unitária e comprimento dx\mathrm dx, de porosidade efetiva nen_e, o soluto armazenado é neC dxn_eC\,\mathrm dx. Seu fluxo é ne(vC−D ∂C/∂x)n_e(vC - D\,\partial C/\partial x), transportado com a água e espalhado pela dispersão, assim como a lei de Fick espalha uma substância que se difunde. A conservação dá ne∂tC=−∂x[ne(vC−D∂xC)]n_e\partial_tC = -\partial_x[n_e(vC - D\partial_xC)], a equação. Que a fórmula a satisfaz e às condições é admitido aqui; O Exercício 23.12 verifica seu espalhamento. ∎

No referencial que se move com a água, ξ=x−vt\xi = x - vt, a equação é a equação da difusão, e a frente se espalha como 2Dt=2αLvt=2αLx\sqrt{2Dt} = \sqrt{2\alpha_L vt} = \sqrt{2\alpha_Lx}: a largura da frente cresce com a raiz quadrada da distância percorrida.

Definição 23.16 (Fator de retardo)

Um soluto adsorvido nos grãos, em equilíbrio e em proporção à sua concentração, desloca-se mais lentamente que a água. Seu fator de retardo é

R=1+ρbKdn,R = 1 + \frac{\rho_bK_d}{n} ,

ρb\rho_b sendo a densidade aparente seca do meio, nn sua porosidade e KdK_d o coeficiente de distribuição, a massa adsorvida por unidade de massa de sólido dividida pela concentração na água. O soluto se move com v/Rv/R e se dispersa com D/RD/R.

Um soluto injetado continuamente em x = 0 em um escoamento de velocidade de percolação 0.5\, m/ d. À esquerda, a concentração a 100\, m a jusante em função do tempo: a própria água chega após 200 dias (pontilhado); quanto maior a dispersividade, mais cedo surgem os primeiros traços e mais tarde se atinge a concentração plena. Um soluto adsorvido com R = 3 chega três vezes mais tarde. À direita, a concentração ao longo do escoamento após 150 dias, quando a água percorreu 75\, m (pontilhado).
Um soluto injetado continuamente em x=0x = 0 em um escoamento de velocidade de percolação 0.5 m/d0.5\,\mathrm{m}/\mathrm{d}. À esquerda, a concentração a 100 m100\,\mathrm{m} a jusante em função do tempo: a própria água chega após 200 dias (pontilhado); quanto maior a dispersividade, mais cedo surgem os primeiros traços e mais tarde se atinge a concentração plena. Um soluto adsorvido com R=3R = 3 chega três vezes mais tarde. À direita, a concentração ao longo do escoamento após 150 dias, quando a água percorreu 75 m75\,\mathrm{m} (pontilhado).

As dispersividades são difíceis de medir e, na prática, costumam ser estabelecidas por regras práticas. A mais antiga toma a dispersividade longitudinal como um décimo da extensão da pluma. Uma compilação de medidas de campo publicada em 1992 mostra que a dispersividade cresce com a escala do experimento, que valores confiáveis em grandes escalas são poucos e que, em qualquer escala, os valores se espalham por duas ou três ordens de grandeza.

23.6 Exercícios

Exercício 23.1 ★

Dois piezômetros estão lado a lado em terreno a 120.0 m120.0\,\mathrm{m} acima do datum. O primeiro tem filtro na profundidade de 40 m40\,\mathrm{m} e sua água está 12.5 m12.5\,\mathrm{m} abaixo do terreno; o segundo tem filtro na profundidade de 80 m80\,\mathrm{m} de profundidade, com a água 15.0 m15.0\,\mathrm{m} abaixo do terreno. Calcule a carga de elevação, a carga de pressão e a carga hidráulica nos dois filtros. Em que sentido a água escoa entre eles, e sob que gradiente vertical?

Solução

Solução de Exercício 23.1.

Primeiro filtro: z=120−40=80 mz = 120 - 40 = 80\,\mathrm{m}, h=120−12.5=107.5 mh = 120 - 12.5 = 107.5\,\mathrm{m}, carga de pressão 107.5−80=27.5 m107.5 - 80 = 27.5\,\mathrm{m}. Segundo filtro: z=40 mz = 40\,\mathrm{m}, h=105.0 mh = 105.0\,\mathrm{m}, carga de pressão 65.0 m65.0\,\mathrm{m}. A carga é maior no filtro raso, portanto a água flui para baixo, sob um gradiente (107.5−105.0)/40=0.0625(107.5 - 105.0)/40 = 0.0625: os piezômetros estão em uma área de recarga. A pressão sozinha teria sugerido o contrário.

Exercício 23.2 ★

Uma coluna de areia com 50 cm50\,\mathrm{cm} de comprimento e 10 cm10\,\mathrm{cm} de diâmetro, com K=12 m/dK = 12\,\mathrm{m}/\mathrm{d} e porosidade efetiva de 0.35, conduz água sob uma diferença de carga de 30 cm30\,\mathrm{cm}. Calcule a vazão específica, a vazão em litros por hora, e a velocidade de percolação.

Solução

Solução de Exercício 23.2.

q=KΔh/L=12×0.30/0.50=7.2 m/dq = K\Delta h/L = 12\times0.30/0.50 = 7.2\,\mathrm{m}/\mathrm{d}. A área é π×0.052=7.85×10−3 m2\pi\times0.05^2 = 7.85 \times 10^{-3}\,\mathrm{m}^{2}, logo Q=0.0565 m3/dQ = 0.0565\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d}, ou 56.5/24=2.36 L/h56.5/24 = 2.36\,\mathrm{L}/\mathrm{h}. A velocidade de percolação é 7.2/0.35=20.6 m/d7.2/0.35 = 20.6\,\mathrm{m}/\mathrm{d}.

Exercício 23.3 ★

Um calcário tem K=2.5 m/dK = 2.5\,\mathrm{m}/\mathrm{d} para água a 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C} (ρ=999.7 kg/m3\rho = 999.7\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, μ=1.306×10−3 Pa s\mu = 1.306 \times 10^{-3}\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}). Calcule sua permeabilidade intrínseca e sua condutividade hidráulica para água a 20 ∘C20\,{}^{\circ}\mathrm{C} (ρ=998.2 kg/m3\rho = 998.2\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, μ=1.002×10−3 Pa s\mu = 1.002 \times 10^{-3}\,\mathrm{Pa}\,\mathrm{s}).

Solução

Solução de Exercício 23.3.

K=2.5/86400=2.894×10−5 m/sK = 2.5/86400 = 2.894 \times 10^{-5}\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, e k=Kμ/(ρg)=2.894×10−5×1.306×10−3/(999.7×9.81)=3.85×10−12 m2k = K\mu/(\rho g) = 2.894 \times 10^{-5}\times1.306 \times 10^{-3}/(999.7\times9.81) = 3.85 \times 10^{-12}\,\mathrm{m}^{2}. A 20 ∘C20\,{}^{\circ}\mathrm{C}, KK é multiplicado por (998.2/1.002×10−3)/(999.7/1.306×10−3)=1.30(998.2/1.002 \times 10^{-3})/(999.7/1.306 \times 10^{-3}) = 1.30: K=3.25 m/dK = 3.25\,\mathrm{m}/\mathrm{d}. A variação se deve quase inteiramente à viscosidade.

Exercício 23.4 ★

O calcário confinado de Varden-3 tem 180 m180\,\mathrm{m} de espessura, com K=2.5 m/dK = 2.5\,\mathrm{m}/\mathrm{d}. Calcule sua transmissividade e o coeficiente de armazenamento que teria se apenas a expansão da água, 9×10−79 \times 10^{-7} por metro de aquífero por metro de carga, liberasse água. Compare com S=2×10−4S = 2 \times 10^{-4}.

Solução

Solução de Exercício 23.4.

T=2.5×180=450 m2/dT = 2.5\times180 = 450\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}. A expansão da água dá 9×10−7×180=1.62×10−49 \times 10^{-7}\times180 = 1.62 \times 10^{-4}, cerca de 80 %80\,\% de S=2×10−4S = 2 \times 10^{-4}; a compressão do calcário fornece o restante.

Exercício 23.5 ★★

Após um longo período de bombeamento a 1500 m3/d1500\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d}, os rebaixamentos pararam de variar: 2.35 m2.35\,\mathrm{m} em um poço de observação a 20 m20\,\mathrm{m} do poço bombeado e 0.82 m0.82\,\mathrm{m} em outro a 200 m200\,\mathrm{m} de distância. O aquífero é confinado e tem 40 m40\,\mathrm{m} de espessura. Calcule sua transmissividade e condutividade hidráulica.

Solução

Solução de Exercício 23.5.

Pela Proposição 23.8, T=Qln⁡(r2/r1)/(2π(s1−s2))=1500×ln⁡10/(2π×1.53)=359 m2/dT = Q\ln(r_2/r_1)/(2\pi(s_1 - s_2)) = 1500\times\ln10/(2\pi\times1.53) = 359\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}, e K=359/40=9.0 m/dK = 359/40 = 9.0\,\mathrm{m}/\mathrm{d}.

Exercício 23.6 ★★

Um poço bombeia 1200 m3/d1200\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d} de um aquífero confinado com T=300 m2/dT = 300\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d} e S=5×10−4S = 5 \times 10^{-4}. Calcule uu, W(u)W(u) (a partir da série) e o rebaixamento a 300 m300\,\mathrm{m} de distância após 1 dia e após 10 dias.

Solução

Solução de Exercício 23.6.

Q/4πT=1200/(4π×300)=0.318 mQ/4\pi T = 1200/(4\pi\times300) = 0.318\,\mathrm{m}. Após 1 dia, u=3002×5×10−4/(4×300×1)=0.0375u = 300^2\times5 \times 10^{-4}/(4\times300\times1) = 0.0375 e W=−0.5772+3.2834+0.0375−0.0004=2.743W = -0.5772 + 3.2834 + 0.0375 - 0.0004 = 2.743: s=0.873 ms = 0.873\,\mathrm{m}. Após 10 dias, u=0.003 75u = 0.003\,75, W=−0.5772+5.5860+0.0038=5.013W = -0.5772 + 5.5860 + 0.0038 = 5.013: s=1.596 ms = 1.596\,\mathrm{m}. Dez vezes mais tempo dá menos que o dobro do rebaixamento.

Exercício 23.7 ★★

Para o teste de Varden-3 (T=450 m2/dT = 450\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}, S=2×10−4S = 2 \times 10^{-4}), após quantos minutos pode-se usar a reta de Cooper–Jacob nos poços de observação situados a 60 m60\,\mathrm{m} e 500 m500\,\mathrm{m} do poço bombeado? O que isso revela sobre onde devem ficar os poços de observação de um teste curto?

Solução

Solução de Exercício 23.7.

u≤0.05u \le 0.05 quando t≥r2S/(4T×0.05)t \ge r^2S/(4T\times0.05). Para 60 m60\,\mathrm{m}: 3600×2×10−4/90=0.008 d3600\times 2 \times 10^{-4}/90 = 0.008\,\mathrm{d}, 11.5 min11.5\,\mathrm{min}. Para 500 m500\,\mathrm{m}: 0.556 d0.556\,\mathrm{d}, 800 min800\,\mathrm{min}, mais de 13 horas. O tempo cresce com r2r^2: em um teste de um ou dois dias, os poços de observação usados para a reta devem estar a algumas centenas de metros do poço bombeado.

Exercício 23.8 ★★

Dois poços separados por 400 m400\,\mathrm{m} no calcário Varden bombeiam, cada um, 2160 m3/d2160\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d}. Calcule o rebaixamento após 10 dias no ponto médio entre eles e no local do segundo poço, devido apenas ao primeiro. Por que o bombeamento de cada poço custa dinheiro ao outro?

Solução

Solução de Exercício 23.8.

No ponto médio, cada poço está a 200 m200\,\mathrm{m} de distância: u=2002×2×10−4/(4×450×10)=4.44×10−4u = 200^2\times2 \times 10^{-4}/(4 \times450\times10) = 4.44 \times 10^{-4}, W=7.142W = 7.142, s=0.382×7.142=2.728 ms = 0.382\times 7.142 = 2.728\,\mathrm{m} de cada um, 5.456 m5.456\,\mathrm{m} no total. Para 400 m400\,\mathrm{m}, u=1.78×10−3u = 1.78 \times 10^{-3}, W=5.757W = 5.757, s=2.199 ms = 2.199\,\mathrm{m}. Cada poço rebaixa a água do outro em 2.2 m2.2\,\mathrm{m}: sua bomba precisa elevar a água 2.2 m2.2\,\mathrm{m} a mais, o que custa energia, e o rebaixamento restante antes que a captação da bomba fique a seco é menor.

Exercício 23.9 ★★

Na rede de fluxo sob a barragem, conte os canais de fluxo e as quedas de carga. Com K=5 m/dK = 5\,\mathrm{m}/\mathrm{d} e H=10 mH = 10\,\mathrm{m}, calcule a percolação por metro de barragem e sob uma barragem com 300 m300\,\mathrm{m} de comprimento.

Solução

Solução de Exercício 23.9.

Quatro linhas de fluxo entre a base da barragem e o fundo delimitam Nf=5N_f = 5 canais de fluxo; nove equipotenciais dividem a diferença de 10 m10\,\mathrm{m} em Nd=10N_d = 10 quedas. q=KHNf/Nd=5×10×5/10=25 m3/dq = KHN_f/N_d = 5\times10\times5/10 = 25\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d} por metro de barragem, e 7500 m3/d7500\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d} sob 300 m300\,\mathrm{m}. O fator de forma calculado, 0.512 em vez de 0.5, daria 25.6 m3/d25.6\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d} por metro.

Exercício 23.10 ★★★

Modele uma areia limpa como tubos retos de raio 50 µm50\,\text{µ}\mathrm{m} com porosidade de 0.30. Calcule kk e KK (para água a 20 ∘C20\,{}^{\circ}\mathrm{C}, como no Exercício 23.3), e compare com a faixa para areia limpa. Quais características de uma areia real o modelo deixa de fora, e em que sentido cada uma altera KK?

Solução

Solução de Exercício 23.10.

k=na2/8=0.30×(5×10−5)2/8=9.4×10−11 m2k = na^2/8 = 0.30\times(5 \times 10^{-5})^2/8 = 9.4 \times 10^{-11}\,\mathrm{m}^{2}, e K=kρg/μ=9.375×10−11×998.2×9.81/1.002×10−3=9.2×10−4 m/sK = k\rho g/\mu = 9.375 \times 10^{-11}\times998.2\times9.81/1.002 \times 10^{-3} = 9.2 \times 10^{-4}\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, 79 m/d79\,\mathrm{m}/\mathrm{d}, dentro da faixa de areia limpa, de 0.3 a 150 m/d150\,\mathrm{m}/\mathrm{d}. O modelo desconsidera a tortuosidade dos caminhos, mais longos do que os tubos retos (o que reduz KK), as gargantas entre os poros, mais estreitas que os poros (também reduz), os poros que terminam em fundo cego e não transportam fluxo (também reduz), e a dispersão dos tamanhos de poro: como um tubo transporta um fluxo proporcional a a4a^4, os caminhos mais largos transportam a maior parte da água e a dispersão eleva KK acima do valor de tubos de tamanho médio.

Exercício 23.11 ★★★

(a) Mostre que o rebaixamento de Cooper–Jacob se anula em r0=2.25 Tt/Sr_0 = \sqrt{2.25\,Tt/S}. (b) Calcule r0r_0 após 30 dias de bombeamento no calcário Varden confinado e para a mesma rocha em condição livre, com S=0.2S = 0.2. (c) Por que o cone de um aquífero confinado pode atingir um limite que o teste não deveria detectar?

Solução

Solução de Exercício 23.11.

(a) O logaritmo se anula quando 2.25 Tt=r2S2.25\,Tt = r^2S, isto é, em r0=2.25 Tt/Sr_0 = \sqrt{2.25\,Tt/S}. (b) Confinado e livre:

r0=2.25×450×302×10−4=12.3 km,r0=2.25×450×300.2=390 m,r_0 = \sqrt{\frac{2.25\times450\times30}{2 \times 10^{-4}}} = 12.3\,\mathrm{km}, \qquad r_0 = \sqrt{\frac{2.25\times450\times30}{0.2}} = 390\,\mathrm{m},

1000=31.6\sqrt{1000} = 31.6 vezes menor. (c) A pressão propaga-se com a difusividade T/ST/S, enorme quando SS é pequeno: dentro do teste, o cone atinge falhas, os afloramentos do aquífero e os rios, e o rebaixamento se afasta da reta, o que indica ao hidrogeólogo que um limite foi atingido.

Exercício 23.12 ★★★

(a) Para uma distância de percurso longa, a curva de ruptura em xx é próxima de uma distribuição normal no tempo, de média x/vx/v e desvio-padrão σt=2αLx/v\sigma_t = \sqrt{2\alpha_Lx}/v. Mostre isso a partir do espalhamento 2Dt\sqrt{2Dt} da frente. (b) A 100 m100\,\mathrm{m}, com v=0.5 m/dv = 0.5\,\mathrm{m}/\mathrm{d}, a concentração atinge 16 %16\,\% após 152.6152.6 dias e 84 %84\,\% após 247.2247.2 dias. Estime αL\alpha_L. (c) Um aquífero arenoso tem ρb=1.9 g/cm3\rho_b = 1.9\,\mathrm{g}/\mathrm{cm}^{3} e n=0.30n = 0.30; um soluto tem Kd=0.32 cm3/gK_d = 0.32\,\mathrm{cm}^{3}/\mathrm{g}. Calcule RR.

Solução

Solução de Exercício 23.12.

(a) Vista do referencial que se move com a água, a frente se espalha com desvio-padrão σx=2Dt=2αLvt\sigma_x = \sqrt{2Dt} = \sqrt{2\alpha_Lvt}. A frente passa por xx por volta de t=x/vt = x/v, quando σx=2αLx\sigma_x = \sqrt{2\alpha_Lx}; à velocidade vv, um espalhamento de σx\sigma_x em distância corresponde a um de σt=σx/v\sigma_t = \sigma_x/v no tempo. (b) Os tempos de 16 %16\,\% e de 84 %84\,\% estão a um desvio-padrão de cada lado da média: σt=(247.2−152.6)/2=47.3 dias\sigma_t = (247.2 - 152.6)/2 = 47.3\text{ dias}. Então αL=v2σt2/(2x)=0.25×47.32/200=2.8 m\alpha_L = v^2\sigma_t^2/(2x) = 0.25\times47.3^2/200 = 2.8\,\mathrm{m}. (A curva foi calculada com 3 m3\,\mathrm{m}: a aproximação normal a subestima ligeiramente.) (c) R=1+1.9×0.32/0.30=3.03R = 1 + 1.9\times0.32/0.30 = 3.03: o soluto se desloca a um terço da velocidade da água.

23.7 Problema: teste de bombeamento em Varden-3

Problema 23.1

Problema de fim de semana — cargas, um teste de bombeamento e o percurso de um poluente no calcário confinado de Varden Hills

O poço fictício Varden-3 é perfurado em (4500, 5000) na malha de Varden Hills, a partir de uma cota do terreno de 363.2 m363.2\,\mathrm{m}, atravessando o folhelho jurássico até o calcário jurássico, cujo topo fica a 282.5 m282.5\,\mathrm{m} e a base a 102.5 m102.5\,\mathrm{m} acima do nível do mar; o poço está aberto em toda a espessura do calcário. Antes do teste, a água nele fica 45.0 m45.0\,\mathrm{m} abaixo do terreno.

Parte I — O aquífero e seu fluxo natural.

  1. Calcule a espessura do folhelho e do calcário no poço.
  2. Calcule a carga no calcário e a carga de pressão em seu topo. Por que o calcário é aqui um aquífero confinado?
  3. Três piezômetros abertos no calcário estão em P1 (4300, 5250), P2 (4850, 5150) e P3 (4550, 4650), com cargas de 318.96, 317.34 e 317.52 m317.52\,\mathrm{m}. Escrevendo h=ax+by+ch = ax + by + c, determine aa e bb.
  4. Calcule o gradiente hidráulico e o azimute para o qual a água escoa.

Parte II — O teste de bombeamento. O poço é bombeado a 2160 m3/d2160\,\mathrm{m}^{3}/\mathrm{d} durante dois dias. Em um poço de observação a 60 m60\,\mathrm{m} de distância, os rebaixamentos são:

tt (min\mathrm{min})12357101520304560
ss (m\mathrm{m})0.180.360.480.640.770.881.041.151.301.451.56
tt (min\mathrm{min})90120180240360480720960144021602880
ss (m\mathrm{m})1.711.821.982.082.242.352.502.612.772.923.03
  1. Trace ss em função de log⁡10t\log_{10}t. Quais pontos iniciais se afastam da parte retilínea, e por quê?
  2. A partir da parte retilínea, meça o rebaixamento por ciclo logarítmico.
  3. Calcule a transmissividade.
  4. Determine o tempo t0t_0 em que a reta intercepta o rebaixamento nulo.
  5. Calcule o coeficiente de armazenamento.
  6. Verifique que u≤0.05u \le 0.05 para os pontos utilizados.
  7. Calcule a condutividade hidráulica do calcário.

Parte III — O cone. Daqui em diante, adote T=450 m2/dT = 450\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d} e S=2×10−4S = 2 \times 10^{-4}.

  1. Calcule o rebaixamento de Theis no poço de observação após 2 dias e compare com o registro.
  2. Um poço de fazenda a 1 km1\,\mathrm{km} de distância explora o mesmo calcário. Calcule seu rebaixamento após 30 dias de bombeamento.
  3. Calcule a distância de Jacob r0r_0 após 30 dias. O que ela indica sobre as bordas do aquífero e a falha de Varden Hills?
  4. Calcule o volume bombeado em 30 dias. De onde, em um aquífero confinado, ele provém?
  5. Como se compararia o rebaixamento na fazenda caso o calcário fosse livre, com S=0.18S = 0.18?

Parte IV — Um poluente. Um vazamento de um poluente dissolvido atinge o calcário a 200 m200\,\mathrm{m} do poço. Adote uma porosidade efetiva de 0.18 e um fator de retardo de 2.5.

  1. Antes do bombeamento, calcule a vazão específica e a velocidade de percolação do fluxo natural da Parte I.
  2. Quanto tempo a água levaria para percorrer 200 m200\,\mathrm{m}, e o poluente?
  3. Com o poço bombeando e o vazamento a montante dele, o fluxo torna-se radial em direção ao poço. Mostre que a água leva t=πnebr2/Qt = \pi n_e b r^2/Q para chegar ao poço a partir de uma distância rr, desprezando o fluxo natural, e calcule esse tempo para a água e para o poluente.
  4. Com a regra prática de que a dispersividade é um décimo da distância, estime o espalhamento 2αLx\sqrt{2\alpha_Lx} da frente no poço. O que isso significa para a primeira chegada?
  5. O bombeamento deve continuar? Apresente um argumento a favor e um contra.
  6. Dê a transmissividade do aquífero de calcário Varden, em metros quadrados por dia, com dois algarismos significativos.
Solução

Solução de Problema 23.1.

1. Xisto 363.2−282.5=80.7 m363.2 - 282.5 = 80.7\,\mathrm{m}; calcário 282.5−102.5=180 m282.5 - 102.5 = 180\,\mathrm{m}.

2. h=363.2−45.0=318.2 mh = 363.2 - 45.0 = 318.2\,\mathrm{m}; carga de pressão no topo 318.2−282.5=35.7 m318.2 - 282.5 = 35.7\,\mathrm{m}. A água sobe 35.7 m35.7\,\mathrm{m} acima do topo do calcário, contida pelo xisto: o aquífero é confinado.

3. De h2−h1=550a−100b=−1.62h_2 - h_1 = 550a - 100b = -1.62 e h3−h1=250a−600b=−1.44h_3 - h_1 = 250a - 600b = -1.44: a=−2.715×10−3a = -2.715 \times 10^{-3} e b=1.269×10−3b = 1.269 \times 10^{-3} por metro.

4. ∣∇h∣=a2+b2=0.0030|\nabla h| = \sqrt{a^2 + b^2} = 0.0030. A água flui ao longo de −∇h=(2.715×10−3,−1.269×10−3)-\nabla h = (2.715 \times 10^{-3}, -1.269 \times 10^{-3}), para SL: azimute 180∘−arctan⁡(2.715/1.269)=115∘180{}^{\circ} - \arctan(2.715/1.269) = 115{}^{\circ}.

5. Os pontos anteriores a cerca de 10 min10\,\mathrm{min} situam-se acima da reta: ali u>0.05u > 0.05 e a curva de Theis fica acima de sua aproximação logarítmica (W>−γ−ln⁡uW > -\gamma - \ln u, como mostra a figura da função de poço).

6. A melhor reta pelos pontos a partir de 15 min15\,\mathrm{min} passa por 1.75 m1.75\,\mathrm{m} em 100 min100\,\mathrm{min} e 2.63 m2.63\,\mathrm{m} em 1000 min1000\,\mathrm{min}: Δs=0.87 m\Delta s = 0.87\,\mathrm{m} por ciclo logarítmico.

7. T=2.3×2160/(4π×0.872)=453 m2/dT = 2.3\times2160/(4\pi\times0.872) = 453\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}.

8. A reta cai 0.87 m0.87\,\mathrm{m} por ciclo a partir de 1.75 m1.75\,\mathrm{m} em 100 min100\,\mathrm{min}: o zero é atingido 1.75/0.872=2.011.75/0.872 = 2.01 ciclos antes, t0=0.98 min=6.83×10−4 dt_0 = 0.98\,\mathrm{min} = 6.83 \times 10^{-4}\,\mathrm{d}.

9. S=2.25 Tt0/r2=2.25×453×6.83×10−4/3600=1.9×10−4S = 2.25\,Tt_0/r^2 = 2.25\times453\times6.83 \times 10^{-4}/3600 = 1.9 \times 10^{-4}, dentro da faixa dos aquíferos confinados.

10. Em 15 min15\,\mathrm{min}, u=3600×1.9×10−4/(4×453×0.0104)=0.036u = 3600\times1.9 \times 10^{-4}/(4\times453 \times0.0104) = 0.036, e menor depois.

11. K=453/180=2.5 m/dK = 453/180 = 2.5\,\mathrm{m}/\mathrm{d}, um calcário fraturado.

12. u=3600×2×10−4/(4×450×2)=2.0×10−4u = 3600\times2 \times 10^{-4}/(4\times450\times2) = 2.0 \times 10^{-4}, W=−0.5772+8.5172+0.0002=7.940W = -0.5772 + 8.5172 + 0.0002 = 7.940, s=0.382×7.940=3.03 ms = 0.382\times7.940 = 3.03\,\mathrm{m}, como registrado.

13. u=106×2×10−4/(4×450×30)=0.0037u = 10^6\times2 \times 10^{-4}/(4\times450\times30) = 0.0037, W=5.02W = 5.02, s=1.92 ms = 1.92\,\mathrm{m}.

14. r0=2.25×450×30/(2×10−4)=12.3 kmr_0 = \sqrt{2.25\times450\times30/(2 \times 10^{-4})} = 12.3\,\mathrm{km}, mais que a largura da região. O cone atingiu as bordas do calcário, seus afloramentos e a falha, que pode opô-lo a uma rocha menos permeável: o aquífero infinito de Theis não o descreve mais, e só o registro dos rebaixamentos dirá se um limite alimenta o poço ou interrompe o fluxo.

15. 2160×30=64 800 m32160\times30 = 64\,800\,\mathrm{m}^{3}. Vem do armazenamento: a água liberada pela expansão da água e pela compressão do calcário, em toda a área do cone. Integrando S sS\,s sobre o cone devolve QtQt.

16. u=106×0.18/(4×450×30)=3.33u = 10^6\times0.18/(4\times450\times30) = 3.33, W=0.0086W = 0.0086, s=3 mms = 3\,\mathrm{mm}: a fazenda não perceberia. O bombeamento retiraria água dos poros próximos ao poço, em vez da pressão de todo o aquífero.

17. q=2.5×0.0030=0.0075 m/dq = 2.5\times0.0030 = 0.0075\,\mathrm{m}/\mathrm{d}; v=0.0075/0.18=0.042 m/dv = 0.0075/0.18 = 0.042\,\mathrm{m}/\mathrm{d}, 15 m15\,\mathrm{m} por ano.

18. 200/0.0417=4800 dias200/0.0417 = 4800\text{ dias}, 13.113.1 anos; o poluente, 32.932.9 anos.

19. Por um cilindro de raio rr a vazão QQ atravessa a área 2πrb2\pi rb, da qual os poros são a fração nen_e: dr/dt=−Q/(2πrbne)\mathrm dr/\mathrm dt = -Q/(2\pi rbn_e), e integrando 2πbner dr=−Q dt2\pi bn_er\,\mathrm dr = -Q\, \mathrm dt de rr a 0 obtém-se t=πnebr2/Qt = \pi n_ebr^2/Q. Aqui π×0.18×180×2002/2160=1885 dias\pi\times0.18 \times180\times200^2/2160 = 1885\text{ dias}, 5.25.2 anos para a água e 2.5×5.2=12.9 anos2.5\times5.2 = 12.9\text{ anos} para o poluente: o poço o traz mais de duas vezes mais cedo.

20. αL=20 m\alpha_L = 20\,\mathrm{m} e 2×20×200=89 m\sqrt{2\times20\times200} = 89\,\mathrm{m}. A concentração atinge 16 %16\,\% de seu valor final 89 m89\,\mathrm{m} à frente da frente média: esse nível chega ao poço quando a frente média ainda está a 89 m89\,\mathrm{m} de distância, em (111/200)2×12.9=4.0 anos(111/200)^2\times12.9 = 4.0\text{ anos}, um terço do tempo médio. Os primeiros traços importam para a água potável, não a média.

21. A favor: o poço captura o poluente, de modo que ele não avança mais a jusante, e a água pode ser tratada onde é bombeada. Contra: o bombeamento atrai o poluente para um poço de abastecimento mais cedo do que ele chegaria a qualquer lugar de outro modo, e a água precisa ser monitorada e tratada por décadas.

22. A transmissividade do calcário Varden é T≈450 m2/dT \approx \textbf{$450\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d}$} (453 m2/d453\,\mathrm{m}^{2}/\mathrm{d} do ensaio).

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