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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 3.º ano · 本科三年级
23Hidrogeologia
Um poço novo bombeia de água por dia de um calcário a algumas centenas de metros abaixo de uma fazenda. A princípio, nada acontece ao poço da fazenda. Um mês depois, o nível da água nele está quase mais baixo, embora ele fique a um quilômetro de distância, e a estação de bombeamento nunca tenha retirado dele uma gota. Ao redor do poço novo, o nível da água não caiu de modo uniforme: ele afundou formando um cone de depressão, e o cone cresceu depressa através de uma rocha na qual a própria água se move alguns centímetros por dia. Este capítulo constrói a física que prevê os dois números: a propagação rápida da pressão e o deslocamento lento da água, a partir de uma única lei empírica encontrada em 1856.
O que você já sabe
Porosidade, permeabilidade, nível freático, águas subterrâneas, aquíferos, nascentes e poços estão nos volumes escolares, assim como o tempo de residência da água e da água subterrânea fóssil. Viscosidade, a lei de Poiseuille para o escoamento em um tubo e a equação de difusão estão nos volumes de física. A função erro e as soluções da equação de difusão que a usam estão no Capítulo 5. Os Varden Hills, a região inventada da série, com seus arenitos, calcários, folhelhos e giz, são a região dos exercícios desde os volumes escolares.
23.1 Carga hidráulica e lei de Darcy
A água subterrânea se move de onde sua energia mecânica por unidade de peso é alta para onde é baixa. Como ela se move lentamente, sua energia cinética é desprezível, e essa energia tem duas parcelas: a altura da água e sua pressão.
Definição 23.1 (Carga hidráulica; gradiente hidráulico)
A carga hidráulica em um ponto do solo saturado é
a soma da carga de elevação do ponto acima de um nível de referência e da carga de pressão , sendo a pressão da água acima da pressão atmosférica. É a altura até a qual a água sobe em um tubo, um piezômetro, aberto apenas nesse ponto. O gradiente hidráulico é ; seu módulo entre dois pontos separados por uma distância ao longo do escoamento é .
Em 1856, Henry Darcy, engenheiro francês, mediu o escoamento de água através de colunas de areia e constatou que ele era proporcional à perda de carga por unidade de comprimento. O escoamento é laminar: a água segue linhas de corrente separadas.
Teorema 23.2 (Lei de Darcy)
Em um meio poroso saturado, o volume de água que atravessa a área unitária por unidade de tempo é
em que depende do meio e do fluido. Em um meio cujos poros são tubos retos paralelos de raio ocupando uma fração do volume, a lei de Poiseuille fornece esta lei com
sendo a viscosidade da água.
Demonstração. A primeira afirmação é a lei empírica de Darcy. Em um tubo de raio ao longo do escoamento, a lei de Poiseuille fornece a velocidade média , já que . Os tubos ocupam a fração de qualquer seção transversal, logo o volume por unidade de área total é . ∎
Poros reais não são tubos retos; o teorema mostra a forma da lei e como ela varia com a escala. O fluxo é proporcional ao gradiente, ao quadrado do tamanho dos poros e inversamente proporcional à viscosidade: a mesma areia deixa a água passar mais depressa quando ela está quente.
Definição 23.3 (Vazão específica; condutividade hidráulica; permeabilidade intrínseca)
A vazão específica é o volume de água que atravessa a unidade de área do meio, grãos e poros em conjunto, por unidade de tempo. A condutividade hidráulica é o coeficiente da lei de Darcy, em ou . A permeabilidade intrínseca do meio é , em : ela depende apenas do meio.
A condutividade hidráulica das rochas abrange doze ordens de grandeza, como poucas grandezas físicas o fazem. Lendo-se o gráfico de um levantamento clássico do assunto, os intervalos típicos, em metros por dia, são: argila a ; silte e loess a 2; areia siltosa 0.04 a 10; areia limpa 0.3 a 150; cascalho 100 a 4000; folhelho a ; arenito a 0.4; rochas carbonáticas quando são apenas fraturadas, até vários milhares quando são cavernosas; rochas ígneas e metamórficas abaixo de quando não fraturadas, até alguns quando fraturadas. A maioria das rochas também conduz a água melhor ao longo do acamamento do que transversalmente a ele.
A vazão específica é um fluxo através de toda a área; a água escoa apenas pelos poros, e com maior velocidade.
Definição 23.4 (Velocidade de percolação)
A velocidade de percolação é , a velocidade média da água nos poros, sendo a porosidade efetiva, isto é, a dos poros conectados pelos quais a água escoa.
Uma areia grossa com , gradiente hidráulico de 1 para 1000 e uma porosidade de 0.20 move sua água a ; uma argila com , gradiente hidráulico de 1 para 10 e porosidade de 0.50, a , menos de um centímetro por ano. A água subterrânea não escoa em rios subterrâneos, exceto nas cavernas de calcários e nos tubos de lava. Esses são valores médios: onde um poluente se desloca, sua parte mais rápida pode ir várias vezes mais depressa.
23.2 Aquíferos
Definição 23.5 (Aquíferos confinados e livres; aquitardo)
Um aquífero livre é um aquífero cuja superfície superior é o nível freático. Um aquífero confinado é um aquífero sobreposto por uma camada de condutividade muito menor, de modo que a água nele está sob pressão: num poço que o atinge, a água sobe acima do topo do aquífero, até sua superfície potenciométrica. Uma camada de baixa condutividade que retarda, mas não interrompe a passagem de água entre aquíferos, é um aquitardo.
Definição 23.6 (Transmissividade; coeficiente de armazenamento; rendimento específico)
A transmissividade de um aquífero de espessura é , a vazão por unidade de largura sob gradiente unitário, em . Seu coeficiente de armazenamento é o volume de água liberado por unidade de área do aquífero quando a carga cai uma unidade; é adimensional. O rendimento específico de uma rocha é o volume de água que drena dela por gravidade, por unidade de volume, quando o nível freático desce através dela.
Os dois tipos de aquífero liberam água de maneiras diferentes. Em um aquífero confinado a carga cai, mas os poros continuam cheios: a água se expande um pouco, e o aquífero, suportando mais do peso das rochas sobrejacentes, se comprime um pouco. A expansão da água, sozinha, libera cerca de metro cúbico por metro cúbico de aquífero e por metro de carga; com a compressão, o coeficiente de armazenamento da maioria dos aquíferos confinados é a . Em um aquífero livre o nível freático desce e os poros acima dele drenam: o coeficiente de armazenamento é o rendimento específico, cerca de 0.1 a 0.3, de cem a dez mil vezes maior. As transmissividades dos aquíferos em uso variam de menos de em rochas fraturadas a em calcários cavernosos e derrames de lava. Quando a carga de um aquífero confinado é rebaixada por longo tempo, as argilas dentro e em torno dele drenam e se compactam, e o terreno acima sofre subsidência.
23.3 A equação do fluxo de águas subterrâneas
Teorema 23.7 (Equação do fluxo de águas subterrâneas)
Em um aquífero confinado, com transmissividade e coeficiente de armazenamento constantes, com escoamento horizontal, a carga hidráulica obedece
sendo o volume de água acrescentado por unidade de área e de tempo pela recarga ou retirado por bombeamento (negativo). Em escoamento estacionário sem fontes, .
Demonstração. Considera-se uma coluna do aquífero de área . O fluxo por unidade de largura através de toda a sua espessura é , pela lei de Darcy vezes . A entrada líquida é . A água armazenada na coluna varia à taxa , pela definição de . A conservação de massa, com a densidade da água tratada como constante no balanço, iguala o armazenamento à entrada somada às fontes. ∎
É a equação de difusão dos volumes de física, com a difusividade hidráulica no lugar de uma térmica. Para um calcário confinado com e , a difusividade é : uma variação de carga se propaga por em cerca de , meio dia. O mesmo calcário, livre, com , levaria mil vezes mais tempo. A pressão se propaga rapidamente, a água se move lentamente: os dois números da abertura.
Proposição 23.8 (Escoamento radial estacionário para um poço)
Um poço bombeia de um aquífero confinado de transmissividade , sendo o escoamento estacionário e radial. Entre duas distâncias do poço, os rebaixamentos diferem de
Demonstração. Através de todo círculo de raio em torno do poço, a vazão de entrada é . Integrando de a e escrevendo , obtém-se o resultado. ∎
Em duas dimensões, desenha-se o escoamento estacionário com uma rede de fluxo.
Definição 23.9 (Rede de fluxo)
Uma rede de fluxo é um desenho do escoamento estacionário de água subterrânea em um corte homogêneo e isótropo por duas famílias de curvas: equipotenciais, linhas de mesma carga, e linhas de corrente, que a água segue. As linhas de corrente cruzam as equipotenciais em ângulo reto, e em uma rede de fluxo são espaçadas de modo que as células sejam quadrados curvilíneos.
Método 23.10 (Percolação a partir de uma rede de fluxo)
- Desenham-se os contornos: um contorno impermeável é uma linha de corrente; o leito de um corpo de água, onde a carga é fixa, é uma equipotencial.
- Desenham-se quedas de carga entre as cargas mais alta e mais baixa, , e as linhas de corrente formando canais de fluxo, por tentativa, até que cada célula seja um quadrado curvilíneo.
- Cada canal transporta por unidade de comprimento normal ao corte, cancelando-se o comprimento e a largura do quadrado: o total é .
23.4 Testes de bombeamento
O fluxo estacionário para um poço é raro: um novo estado estacionário pode levar meses ou anos, ou nunca se estabelecer. Em 1935, Theis, do Serviço Geológico dos Estados Unidos, forneceu o rebaixamento ao redor de um poço bombeado a uma vazão constante, como função do tempo, a partir da qual um teste de algumas horas ou dias fornece a transmissividade e o coeficiente de armazenamento do aquífero.
Teorema 23.11 (Solução de Theis)
Um poço que penetra totalmente um aquífero confinado, infinito e homogêneo, de transmissividade e coeficiente de armazenamento , começa a bombear em a vazão constante . O rebaixamento à distância é
com . é denominada função do poço.
Demonstração. Na forma radial, a equação de fluxo é , com em , quando e quando . Nenhum dos dados contém um comprimento ou um tempo isoladamente, então tenta-se com . Como e , tem-se , e . Multiplicando a equação por resulta : com , tem-se e . A condição do poço, quando , dá , e dá . A série segue de , com a constante sendo a de Euler, integrando termo a termo. ∎
Proposição 23.12 (Aproximação de Cooper–Jacob)
Quando , o rebaixamento de Theis fica próximo de
plotado contra , o rebaixamento é uma reta cujo aumento por ciclo logarítmico, , fornece , e cujo intercepto com , em , fornece .
Demonstração. Para pequeno, a série é ; o próximo termo, , é no máximo , abaixo de de ali. Como , o rebaixamento sobe por fator de dez no tempo, e se anula quando . ∎
Definição 23.13 (Cone de depressão)
O cone de depressão de um poço bombeado é o rebaixamento do nível freático, ou da superfície potenciométrica, ao redor do poço; o gradiente se acentua em direção a ele, por onde toda a água deve passar.
Como os rebaixamentos obedecem a uma equação linear, os cones de vários poços se somam. Em um aquífero confinado, com seu pequeno coeficiente de armazenamento, um cone cresce rapidamente e os cones de poços vizinhos logo interferem; em um aquífero livre, que precisa drenar seus poros, o cone cresce lentamente. O cone para de crescer só quando tiver captado recarga suficiente, ou reduzido o bastante a descarga natural do aquífero para rios e nascentes, para equilibrar o bombeamento. Grandes retiradas de um aquífero confinado alcançam longe: em 1981 cerca de bombeados do aquífero Cretáceo da planície costeira atlântica, na Virgínia e na Carolina do Norte, haviam produzido cones sobrepostos por toda a sua extensão.
No campo — Um teste de bombeamento

Antes de um teste de bombeamento, os hidrogeólogos registram os níveis de água nos poços por algum tempo, para conhecer a tendência sobre a qual o teste será superposto. A bomba então funciona com vazão constante, mantida estável e medida por um medidor instalado no tubo de descarga, durante várias horas a vários dias. Em cada poço de observação, pelo menos três deles, a distâncias diferentes se possível, lê-se a profundidade da água abaixo de um ponto fixo de medição em tempos conhecidos com precisão, muitas leituras nos primeiros minutos e menos depois, com uma trena de aço graduada ou uma sonda elétrica cujo eletrodo fecha um circuito ao tocar a água. Hoje, um transdutor de pressão submersível suspenso no poço e ligado a um registrador eletrônico, registra o nível quase continuamente.
23.5 Transporte de soluto
Um soluto dissolvido na água subterrânea é transportado com a água, na velocidade de percolação, e se espalha ao longo do caminho: a água nos poros vizinhos se move em velocidades e por trajetos diferentes, e o soluto também se difunde.
Definição 23.14 (Dispersão hidrodinâmica; dispersividade)
A dispersão hidrodinâmica é o espalhamento de um soluto na água subterrânea em movimento, causado pelas variações da velocidade da água de poro a poro e pela difusão molecular. Ao longo do escoamento, ela é descrita por um coeficiente de dispersão , em que é a velocidade de percolação, é a difusividade molecular efetiva e , um comprimento, é a dispersividade longitudinal do meio.
Teorema 23.15 (Equação de advecção–dispersão)
Ao longo de um escoamento unidimensional de velocidade de percolação constante , a concentração de um soluto não reativo obedece a
Se a concentração é mantida em em a partir de , em um meio inicialmente livre de soluto,
Demonstração. Em uma fatia de seção transversal unitária e comprimento , de porosidade efetiva , o soluto armazenado é . Seu fluxo é , transportado com a água e espalhado pela dispersão, assim como a lei de Fick espalha uma substância que se difunde. A conservação dá , a equação. Que a fórmula a satisfaz e às condições é admitido aqui; O Exercício 23.12 verifica seu espalhamento. ∎
No referencial que se move com a água, , a equação é a equação da difusão, e a frente se espalha como : a largura da frente cresce com a raiz quadrada da distância percorrida.
Definição 23.16 (Fator de retardo)
Um soluto adsorvido nos grãos, em equilíbrio e em proporção à sua concentração, desloca-se mais lentamente que a água. Seu fator de retardo é
sendo a densidade aparente seca do meio, sua porosidade e o coeficiente de distribuição, a massa adsorvida por unidade de massa de sólido dividida pela concentração na água. O soluto se move com e se dispersa com .
As dispersividades são difíceis de medir e, na prática, costumam ser estabelecidas por regras práticas. A mais antiga toma a dispersividade longitudinal como um décimo da extensão da pluma. Uma compilação de medidas de campo publicada em 1992 mostra que a dispersividade cresce com a escala do experimento, que valores confiáveis em grandes escalas são poucos e que, em qualquer escala, os valores se espalham por duas ou três ordens de grandeza.
23.6 Exercícios
Exercício 23.1 ★
Dois piezômetros estão lado a lado em terreno a acima do datum. O primeiro tem filtro na profundidade de e sua água está abaixo do terreno; o segundo tem filtro na profundidade de de profundidade, com a água abaixo do terreno. Calcule a carga de elevação, a carga de pressão e a carga hidráulica nos dois filtros. Em que sentido a água escoa entre eles, e sob que gradiente vertical?
Solução
Solução de Exercício 23.1.
Primeiro filtro: , , carga de pressão . Segundo filtro: , , carga de pressão . A carga é maior no filtro raso, portanto a água flui para baixo, sob um gradiente : os piezômetros estão em uma área de recarga. A pressão sozinha teria sugerido o contrário.
Exercício 23.2 ★
Uma coluna de areia com de comprimento e de diâmetro, com e porosidade efetiva de 0.35, conduz água sob uma diferença de carga de . Calcule a vazão específica, a vazão em litros por hora, e a velocidade de percolação.
Exercício 23.3 ★
Um calcário tem para água a (, ). Calcule sua permeabilidade intrínseca e sua condutividade hidráulica para água a (, ).
Solução
Solução de Exercício 23.3.
, e . A , é multiplicado por : . A variação se deve quase inteiramente à viscosidade.
Exercício 23.4 ★
O calcário confinado de Varden-3 tem de espessura, com . Calcule sua transmissividade e o coeficiente de armazenamento que teria se apenas a expansão da água, por metro de aquífero por metro de carga, liberasse água. Compare com .
Solução
Solução de Exercício 23.4.
. A expansão da água dá , cerca de de ; a compressão do calcário fornece o restante.
Exercício 23.5 ★★
Após um longo período de bombeamento a , os rebaixamentos pararam de variar: em um poço de observação a do poço bombeado e em outro a de distância. O aquífero é confinado e tem de espessura. Calcule sua transmissividade e condutividade hidráulica.
Exercício 23.6 ★★
Um poço bombeia de um aquífero confinado com e . Calcule , (a partir da série) e o rebaixamento a de distância após 1 dia e após 10 dias.
Solução
Solução de Exercício 23.6.
. Após 1 dia, e : . Após 10 dias, , : . Dez vezes mais tempo dá menos que o dobro do rebaixamento.
Exercício 23.7 ★★
Para o teste de Varden-3 (, ), após quantos minutos pode-se usar a reta de Cooper–Jacob nos poços de observação situados a e do poço bombeado? O que isso revela sobre onde devem ficar os poços de observação de um teste curto?
Solução
Solução de Exercício 23.7.
quando . Para : , . Para : , , mais de 13 horas. O tempo cresce com : em um teste de um ou dois dias, os poços de observação usados para a reta devem estar a algumas centenas de metros do poço bombeado.
Exercício 23.8 ★★
Dois poços separados por no calcário Varden bombeiam, cada um, . Calcule o rebaixamento após 10 dias no ponto médio entre eles e no local do segundo poço, devido apenas ao primeiro. Por que o bombeamento de cada poço custa dinheiro ao outro?
Solução
Solução de Exercício 23.8.
No ponto médio, cada poço está a de distância: , , de cada um, no total. Para , , , . Cada poço rebaixa a água do outro em : sua bomba precisa elevar a água a mais, o que custa energia, e o rebaixamento restante antes que a captação da bomba fique a seco é menor.
Exercício 23.9 ★★
Na rede de fluxo sob a barragem, conte os canais de fluxo e as quedas de carga. Com e , calcule a percolação por metro de barragem e sob uma barragem com de comprimento.
Solução
Solução de Exercício 23.9.
Quatro linhas de fluxo entre a base da barragem e o fundo delimitam canais de fluxo; nove equipotenciais dividem a diferença de em quedas. por metro de barragem, e sob . O fator de forma calculado, 0.512 em vez de 0.5, daria por metro.
Exercício 23.10 ★★★
Modele uma areia limpa como tubos retos de raio com porosidade de 0.30. Calcule e (para água a , como no Exercício 23.3), e compare com a faixa para areia limpa. Quais características de uma areia real o modelo deixa de fora, e em que sentido cada uma altera ?
Solução
Solução de Exercício 23.10.
, e , , dentro da faixa de areia limpa, de 0.3 a . O modelo desconsidera a tortuosidade dos caminhos, mais longos do que os tubos retos (o que reduz ), as gargantas entre os poros, mais estreitas que os poros (também reduz), os poros que terminam em fundo cego e não transportam fluxo (também reduz), e a dispersão dos tamanhos de poro: como um tubo transporta um fluxo proporcional a , os caminhos mais largos transportam a maior parte da água e a dispersão eleva acima do valor de tubos de tamanho médio.
Exercício 23.11 ★★★
(a) Mostre que o rebaixamento de Cooper–Jacob se anula em . (b) Calcule após 30 dias de bombeamento no calcário Varden confinado e para a mesma rocha em condição livre, com . (c) Por que o cone de um aquífero confinado pode atingir um limite que o teste não deveria detectar?
Solução
Solução de Exercício 23.11.
(a) O logaritmo se anula quando , isto é, em . (b) Confinado e livre:
vezes menor. (c) A pressão propaga-se com a difusividade , enorme quando é pequeno: dentro do teste, o cone atinge falhas, os afloramentos do aquífero e os rios, e o rebaixamento se afasta da reta, o que indica ao hidrogeólogo que um limite foi atingido.
Exercício 23.12 ★★★
(a) Para uma distância de percurso longa, a curva de ruptura em é próxima de uma distribuição normal no tempo, de média e desvio-padrão . Mostre isso a partir do espalhamento da frente. (b) A , com , a concentração atinge após dias e após dias. Estime . (c) Um aquífero arenoso tem e ; um soluto tem . Calcule .
Solução
Solução de Exercício 23.12.
(a) Vista do referencial que se move com a água, a frente se espalha com desvio-padrão . A frente passa por por volta de , quando ; à velocidade , um espalhamento de em distância corresponde a um de no tempo. (b) Os tempos de e de estão a um desvio-padrão de cada lado da média: . Então . (A curva foi calculada com : a aproximação normal a subestima ligeiramente.) (c) : o soluto se desloca a um terço da velocidade da água.
23.7 Problema: teste de bombeamento em Varden-3
Problema 23.1
Problema de fim de semana — cargas, um teste de bombeamento e o percurso de um poluente no calcário confinado de Varden Hills
O poço fictício Varden-3 é perfurado em (4500, 5000) na malha de Varden Hills, a partir de uma cota do terreno de , atravessando o folhelho jurássico até o calcário jurássico, cujo topo fica a e a base a acima do nível do mar; o poço está aberto em toda a espessura do calcário. Antes do teste, a água nele fica abaixo do terreno.
Parte I — O aquífero e seu fluxo natural.
- Calcule a espessura do folhelho e do calcário no poço.
- Calcule a carga no calcário e a carga de pressão em seu topo. Por que o calcário é aqui um aquífero confinado?
- Três piezômetros abertos no calcário estão em P1 (4300, 5250), P2 (4850, 5150) e P3 (4550, 4650), com cargas de 318.96, 317.34 e . Escrevendo , determine e .
- Calcule o gradiente hidráulico e o azimute para o qual a água escoa.
Parte II — O teste de bombeamento. O poço é bombeado a durante dois dias. Em um poço de observação a de distância, os rebaixamentos são:
| () | 1 | 2 | 3 | 5 | 7 | 10 | 15 | 20 | 30 | 45 | 60 |
| () | 0.18 | 0.36 | 0.48 | 0.64 | 0.77 | 0.88 | 1.04 | 1.15 | 1.30 | 1.45 | 1.56 |
| () | 90 | 120 | 180 | 240 | 360 | 480 | 720 | 960 | 1440 | 2160 | 2880 |
| () | 1.71 | 1.82 | 1.98 | 2.08 | 2.24 | 2.35 | 2.50 | 2.61 | 2.77 | 2.92 | 3.03 |
- Trace em função de . Quais pontos iniciais se afastam da parte retilínea, e por quê?
- A partir da parte retilínea, meça o rebaixamento por ciclo logarítmico.
- Calcule a transmissividade.
- Determine o tempo em que a reta intercepta o rebaixamento nulo.
- Calcule o coeficiente de armazenamento.
- Verifique que para os pontos utilizados.
- Calcule a condutividade hidráulica do calcário.
Parte III — O cone. Daqui em diante, adote e .
- Calcule o rebaixamento de Theis no poço de observação após 2 dias e compare com o registro.
- Um poço de fazenda a de distância explora o mesmo calcário. Calcule seu rebaixamento após 30 dias de bombeamento.
- Calcule a distância de Jacob após 30 dias. O que ela indica sobre as bordas do aquífero e a falha de Varden Hills?
- Calcule o volume bombeado em 30 dias. De onde, em um aquífero confinado, ele provém?
- Como se compararia o rebaixamento na fazenda caso o calcário fosse livre, com ?
Parte IV — Um poluente. Um vazamento de um poluente dissolvido atinge o calcário a do poço. Adote uma porosidade efetiva de 0.18 e um fator de retardo de 2.5.
- Antes do bombeamento, calcule a vazão específica e a velocidade de percolação do fluxo natural da Parte I.
- Quanto tempo a água levaria para percorrer , e o poluente?
- Com o poço bombeando e o vazamento a montante dele, o fluxo torna-se radial em direção ao poço. Mostre que a água leva para chegar ao poço a partir de uma distância , desprezando o fluxo natural, e calcule esse tempo para a água e para o poluente.
- Com a regra prática de que a dispersividade é um décimo da distância, estime o espalhamento da frente no poço. O que isso significa para a primeira chegada?
- O bombeamento deve continuar? Apresente um argumento a favor e um contra.
- Dê a transmissividade do aquífero de calcário Varden, em metros quadrados por dia, com dois algarismos significativos.
Solução
Solução de Problema 23.1.
1. Xisto ; calcário .
2. ; carga de pressão no topo . A água sobe acima do topo do calcário, contida pelo xisto: o aquífero é confinado.
3. De e : e por metro.
4. . A água flui ao longo de , para SL: azimute .
5. Os pontos anteriores a cerca de situam-se acima da reta: ali e a curva de Theis fica acima de sua aproximação logarítmica (, como mostra a figura da função de poço).
6. A melhor reta pelos pontos a partir de passa por em e em : por ciclo logarítmico.
7. .
8. A reta cai por ciclo a partir de em : o zero é atingido ciclos antes, .
9. , dentro da faixa dos aquíferos confinados.
10. Em , , e menor depois.
11. , um calcário fraturado.
12. , , , como registrado.
13. , , .
14. , mais que a largura da região. O cone atingiu as bordas do calcário, seus afloramentos e a falha, que pode opô-lo a uma rocha menos permeável: o aquífero infinito de Theis não o descreve mais, e só o registro dos rebaixamentos dirá se um limite alimenta o poço ou interrompe o fluxo.
15. . Vem do armazenamento: a água liberada pela expansão da água e pela compressão do calcário, em toda a área do cone. Integrando sobre o cone devolve .
16. , , : a fazenda não perceberia. O bombeamento retiraria água dos poros próximos ao poço, em vez da pressão de todo o aquífero.
17. ; , por ano.
18. , anos; o poluente, anos.
19. Por um cilindro de raio a vazão atravessa a área , da qual os poros são a fração : , e integrando de a 0 obtém-se . Aqui , anos para a água e para o poluente: o poço o traz mais de duas vezes mais cedo.
20. e . A concentração atinge de seu valor final à frente da frente média: esse nível chega ao poço quando a frente média ainda está a de distância, em , um terço do tempo médio. Os primeiros traços importam para a água potável, não a média.
21. A favor: o poço captura o poluente, de modo que ele não avança mais a jusante, e a água pode ser tratada onde é bombeada. Contra: o bombeamento atrai o poluente para um poço de abastecimento mais cedo do que ele chegaria a qualquer lugar de outro modo, e a água precisa ser monitorada e tratada por décadas.
22. A transmissividade do calcário Varden é ( do ensaio).
本章定义的术语
- Cone de depressão
- Aquíferos confinados e livres; aquitardo
- Rede de fluxo
- Carga hidráulica; gradiente hidráulico
- Dispersão hidrodinâmica; dispersividade
- Fator de retardo
- Velocidade de percolação
- Vazão específica; condutividade hidráulica; permeabilidade intrínseca
- Transmissividade; coeficiente de armazenamento; rendimento específico