地球与空间科学 · 第 5 册 · 本科三年级

Ciências da Terra e do espaço universitárias — 3.º ano

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Ciências da Terra e do espaço universitárias — 3.º ano · 本科三年级

20Dinâmica atmosférica

Em um mapa de inverno da troposfera superior, a corrente de jato não circunda o polo como um anel liso. Ela serpenteia, em poucas ondas grandes ao redor do hemisfério, com cavados avançando em direção aos subtrópicos e cristas em direção ao polo, e na superfície surgem depressões que crescem por alguns dias e se dissipam sob elas. As ondas se deslocam lentamente, às vezes contra o vento que as carrega. Seu número, sua velocidade e o crescimento das tempestades abaixo delas decorrem de uma grandeza conservada, a vorticidade do ar vista do espaço, e da energia armazenada no contraste de temperatura entre os trópicos e os polos.

O que você já sabe

Vorticidade e circulação são tratadas nos livros de física. As ondas de Rossby da troposfera superior, cavados e cristas, o ciclone extratropical e o princípio da previsão numérica do tempo são descritos no volume do segundo ano, em seu capítulo sobre sistemas meteorológicos. As células de Hadley, de Ferrel e polar, os jatos, os ventos de oeste e o vento de momento angular de um anel de ar estão no volume do primeiro ano, em seu capítulo sobre a circulação geral da atmosfera, e o transporte meridional de calor em seu capítulo sobre radiação e transporte de calor. O parâmetro de Coriolis ff, o plano β\beta, o raio de Rossby e o vento térmico estão no Capítulo 19.

20.1 Vorticidade

A vorticidade de um fluido, o rotacional de sua velocidade, é igual ao dobro de sua velocidade angular local. Para a atmosfera em grande escala, apenas sua componente vertical importa, e a rotação da Terra contribui para ela.

Definição 20.1 (Vorticidade relativa, planetária e absoluta)

Para uma velocidade horizontal (u,v)(u, v), a vorticidade relativa é a componente vertical do rotacional da velocidade em relação ao solo, ζ=∂v/∂x−∂u/∂y\zeta = \partial v/\partial x - \partial u/\partial y, positiva para rotação anti-horária vista de cima. A vorticidade planetária é a componente vertical da vorticidade da rotação da Terra, 2Ωsin⁡φ=f2\Omega\sin\varphi = f. A vorticidade absoluta é a soma delas, ζ+f\zeta + f.

No Hemisfério Norte, uma depressão, onde o ar gira no sentido anti-horário, tem ζ>0\zeta > 0 e é chamada ciclônica; um anticiclone tem ζ<0\zeta < 0. Um vento de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s} girando em um círculo de 1000 km1000\,\mathrm{km} tem ζ=2V/R=3×10−5 s−1\zeta = 2V/R = 3 \times 10^{-5}\,\mathrm{s}^{-1} em rotação de corpo rígido, um terço de ff a 45∘45{}^{\circ}: a parte planetária costuma ser a maior.

Teorema 20.2 (Equação da vorticidade barotrópica)

Em um escoamento bidimensional, não viscoso e sem divergência horizontal sobre um plano β\beta, a vorticidade absoluta de cada parcela é conservada:

D(ζ+f)Dt=0,ou seja∂ζ∂t+u∂ζ∂x+v∂ζ∂y+βv=0.\frac{\mathrm D(\zeta + f)}{\mathrm Dt} = 0 , \qquad\text{ou seja}\qquad \frac{\partial\zeta}{\partial t} + u\frac{\partial\zeta}{\partial x} + v\frac{\partial\zeta}{\partial y} + \beta v = 0 .

Esta é a equação da vorticidade barotrópica.

Demonstração. As equações horizontais do momento são Du/Dt−fv=−(1/ρ0)∂p/∂x\mathrm Du/\mathrm Dt - fv = -(1/\rho_0)\partial p/\partial x e Dv/Dt+fu=−(1/ρ0)∂p/∂y\mathrm Dv/\mathrm Dt + fu = -(1/\rho_0)\partial p/\partial y. Deriva-se a segunda em relação a xx, a primeira em relação a yy, e subtrai-se: a pressão desaparece. Com δ=∂u/∂x+∂v/∂y\delta = \partial u/\partial x + \partial v/\partial y, os termos advectivos dão ∂x(u ∂xv+v ∂yv)−∂y(u ∂xu+v ∂yu)=u ∂xζ+v ∂yζ+ζδ\partial_x(u\,\partial_xv + v\,\partial_yv) - \partial_y(u\,\partial_xu + v\,\partial_yu) = u\,\partial_x\zeta + v\,\partial_y\zeta + \zeta\delta, e os termos de Coriolis, fδ+βvf\delta + \beta v. Logo Dζ/Dt+βv=−(ζ+f) δ\mathrm D\zeta/\mathrm Dt + \beta v = -(\zeta + f)\,\delta. Para δ=0\delta = 0, e como Df/Dt=βv\mathrm Df/\mathrm Dt = \beta v, obtém-se D(ζ+f)/Dt=0\mathrm D(\zeta + f)/\mathrm Dt = 0. ∎

A demonstração também forneceu a lei geral, D(ζ+f)/Dt=−(ζ+f)δ\mathrm D(\zeta + f)/\mathrm Dt = -(\zeta + f)\delta: a convergência faz a coluna girar mais depressa, a divergência a faz girar mais devagar, como uma patinadora que recolhe ou abre os braços. Em uma camada cuja espessura varia, a convergência está ligada ao estiramento da coluna, e a grandeza conservada passa a ser uma razão.

Definição 20.3 (Vorticidade potencial)

A vorticidade potencial de uma coluna de uma camada homogênea de espessura hh é q=(ζ+f)/hq = (\zeta + f)/h. Em um fluido continuamente estratificado, a vorticidade potencial de Ertel é q=(ω⃗a⋅∇θ)/ρq = (\vec\omega_a\cdot \nabla\theta)/\rho, com ω⃗a\vec\omega_a o vetor vorticidade absoluta e θ\theta a temperatura potencial.

Teorema 20.4 (Conservação da vorticidade potencial)

Em uma camada homogênea, hidrostática e não viscosa, de espessura variável hh, cuja velocidade horizontal não varia com a altura, Dq/Dt=0\mathrm Dq/\mathrm Dt = 0 para q=(ζ+f)/hq = (\zeta + f)/h.

Demonstração. Pela demonstração anterior, D(ζ+f)/Dt=−(ζ+f)δ\mathrm D(\zeta + f)/\mathrm Dt = -(\zeta + f)\delta. A conservação da massa em uma coluna de densidade uniforme dá Dh/Dt=−hδ\mathrm Dh/\mathrm Dt = -h\delta. Então Dq/Dt=(1/h) D(ζ+f)/Dt−((ζ+f)/h2) Dh/Dt=−(ζ+f)δ/h+(ζ+f)δ/h=0\mathrm Dq/\mathrm Dt = (1/h)\,\mathrm D(\zeta + f)/\mathrm Dt - ((\zeta + f)/h^2)\,\mathrm Dh/\mathrm Dt = -(\zeta + f)\delta/h + (\zeta + f)\delta/h = 0. ∎

A forma de Ertel se conserva do mesmo modo em um escoamento adiabático e sem atrito de um fluido estratificado, com a distância entre duas superfícies de θ\theta constante fazendo o papel de hh. Uma coluna de ar que atravessa uma cadeia de montanhas é comprimida na subida: sua vorticidade absoluta diminui, ela gira anticiclonicamente sobre o topo, e se estica e gira ciclonicamente a sotavento. A conservação da vorticidade absoluta ou potencial é o mecanismo restaurador das ondas da próxima seção, como mostra a figura abaixo.

Como se desloca uma onda de Rossby (esquema, Hemisfério Norte). Uma cadeia de parcelas em repouso na latitude _0 é deslocada até formar uma onda. Mantendo-se + f, as parcelas deslocadas para o norte, onde f é maior, adquirem vorticidade relativa horária; as deslocadas para o sul, anti-horária. Entre uma crista e o cavado a leste dela o escoamento induzido é dirigido para o sul; entre um cavado e a crista a leste dele, para o norte (setas pretas): o deslocamento cresce a oeste de cada crista e todo o padrão se desloca para oeste.
Como se desloca uma onda de Rossby (esquema, Hemisfério Norte). Uma cadeia de parcelas em repouso na latitude φ0\varphi_0 é deslocada até formar uma onda. Mantendo-se ζ+f\zeta + f, as parcelas deslocadas para o norte, onde ff é maior, adquirem vorticidade relativa horária; as deslocadas para o sul, anti-horária. Entre uma crista e o cavado a leste dela o escoamento induzido é dirigido para o sul; entre um cavado e a crista a leste dele, para o norte (setas pretas): o deslocamento cresce a oeste de cada crista e todo o padrão se desloca para oeste.

20.2 Ondas de Rossby

O volume do segundo ano descreveu as ondas de Rossby da alta troposfera. A equação da vorticidade barotrópica as explica. Escreva-se o escoamento como um oeste uniforme UU mais uma pequena perturbação com função de corrente ψ′\psi', de modo que u′=−∂ψ′/∂yu' = -\partial\psi'/\partial y, v′=∂ψ′/∂xv' = \partial\psi'/\partial x e ζ′=∇2ψ′\zeta' = \nabla^2\psi'.

Teorema 20.5 (Dispersão das ondas de Rossby)

Pequenas perturbações ψ′∝ei(kx+ly−ωt)\psi' \propto \mathrm e^{\mathrm i(kx + ly - \omega t)} de um vento de oeste uniforme UU sobre um plano β\beta obedecem à relação de dispersão das ondas de Rossby

ω=Uk−βkk2+l2.\omega = Uk - \frac{\beta k}{k^2 + l^2} .

Sua velocidade de fase para leste é c=ω/k=U−β/K2c = \omega/k = U - \beta/K^2, com K2=k2+l2K^2 = k^2 + l^2, e sua velocidade de grupo para leste é cg=∂ω/∂k=U+β(k2−l2)/K4c_g = \partial\omega/\partial k = U + \beta(k^2 - l^2)/K^4.

Demonstração. Linearizada em torno de UU, a equação da vorticidade barotrópica se escreve (∂t+U∂x)∇2ψ′+β ∂xψ′=0(\partial_t + U\partial_x)\nabla^2\psi' + \beta\,\partial_x\psi' = 0, desprezando-se os produtos de quantidades pequenas e sendo nula a ζ\zeta do escoamento básico. Para a onda plana, ∂t→−iω\partial_t \to -\mathrm i\omega, ∂x→ik\partial_x \to \mathrm ik e ∇2→−K2\nabla^2 \to -K^2: (−iω+iUk)(−K2)+iβk=0(-\mathrm i\omega + \mathrm iUk)(-K^2) + \mathrm i\beta k = 0, ou seja, (ω−Uk)K2=−βk(\omega - Uk)K^2 = -\beta k. Derivando-se ω\omega em relação a kk obtém-se cg=U−β/K2+2βk2/K4c_g = U - \beta/K^2 + 2\beta k^2/K^4, que é a forma enunciada. ∎

À esquerda, a velocidade de fase para leste c (contínua) e a velocidade de grupo c_g (tracejada) das ondas de Rossby com l = 0 a 45 N, em função do número de ondas ao longo do círculo de latitude, sem vento médio (azul) e em um vento de oeste de 15\, m/ s (vermelho): ondas longas se deslocam para oeste, ondas curtas são arrastadas para leste, e c_g > c. À direita, o número de onda estacionário para ventos de oeste uniformes de 10, 15 e 20\, m/ s, e para o vento médio zonal de janeiro a 300\, hPa em cada latitude (pontos, NCEP–NCAR Reanalysis 1, 1991–2020).
À esquerda, a velocidade de fase para leste cc (contínua) e a velocidade de grupo cgc_g (tracejada) das ondas de Rossby com l=0l = 0 a 45∘45{}^{\circ} N, em função do número de ondas ao longo do círculo de latitude, sem vento médio (azul) e em um vento de oeste de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s} (vermelho): ondas longas se deslocam para oeste, ondas curtas são arrastadas para leste, e cg>cc_g > c. À direita, o número de onda estacionário para ventos de oeste uniformes de 10, 15 e 20 m/s20\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, e para o vento médio zonal de janeiro a 300 hPa300\,\mathrm{hPa} em cada latitude (pontos, NCEP–NCAR Reanalysis 1, 1991–2020).

Em relação ao ar, as ondas sempre se deslocam para oeste, tanto mais depressa quanto mais longas forem. Um vento de oeste arrasta as ondas curtas para leste; as longas ele não consegue arrastar, e elas derivam para oeste contra o vento. Entre os dois casos, um comprimento permanece parado.

Proposição 20.6 (Ondas de Rossby estacionárias)

Em um vento de oeste U>0U > 0, uma onda sem estrutura meridional (l=0l = 0) é estacionária quando seu comprimento de onda é o comprimento de onda estacionário de Rossby λs=2πU/β\lambda_s = 2\pi\sqrt{U/\beta}. Ao longo do círculo de latitude φ\varphi, isso corresponde a um número inteiro de ondas próximo de ns=2Ωacos⁡3φ/Un_s = \sqrt{2\Omega a\cos^3\varphi/U}.

Demonstração. c=0c = 0 quando k2=β/Uk^2 = \beta/U, logo λs=2π/k=2πU/β\lambda_s = 2\pi/k = 2\pi\sqrt{U/\beta}. O círculo tem comprimento 2πacos⁡φ2\pi a\cos\varphi, logo ns=acos⁡φ k=acos⁡φ2Ωcos⁡φ/(aU)=2Ωacos⁡3φ/Un_s = a\cos\varphi\,k = a\cos\varphi\sqrt{2\Omega\cos\varphi/(aU)} = \sqrt{2\Omega a\cos^3\varphi/U}. ∎

A 45∘45{}^{\circ} N, em um vento de oeste de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, com β=1.62×10−11 m−1 s−1\beta = 1.62 \times 10^{-11}\,\mathrm{m}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}, tem-se λs=6050 km\lambda_s = 6050\,\mathrm{km} e ns=4.7n_s = 4.7: quatro ou cinco ondas ao redor do hemisfério. Com o vento médio zonal de janeiro em 300 hPa300\,\mathrm{hPa}, de cerca de 21 m/s21\,\mathrm{m}/\mathrm{s} a 45∘45{}^{\circ} N, nsn_s fica em torno de quatro entre 35∘35{}^{\circ} e 55∘55{}^{\circ} N, diminuindo em direção ao polo. A velocidade de grupo de uma onda com l=0l = 0 excede sua velocidade de fase em 2β/k22\beta/k^2: a energia caminha à frente da onda, de modo que uma perturbação iniciada em um lugar forma novos cavados e cristas a jusante dele, alguns dias depois e milhares de quilômetros a leste, enquanto o padrão em si quase não se desloca. Cadeias de montanhas e os contrastes de temperatura entre continentes e oceanos forçam ondas estacionárias exatamente deste tipo, por meio do alongamento e da compressão da vorticidade potencial.

20.3 Instabilidade baroclínica

As ondas da última seção são neutras: não crescem nem decaem. As tempestades das latitudes médias crescem e retiram sua energia do contraste de temperatura que o vento térmico expressa.

Definição 20.7 (Energia potencial disponível)

A energia potencial disponível de um fluido estratificado é a diferença entre sua energia potencial total (gravitacional e interna) e a menor energia potencial total que ele poderia atingir por um rearranjo adiabático de sua massa, estado em que as superfícies de temperatura potencial constante, ou de densidade potencial constante, são horizontais.

Um fluido com isentrópicas horizontais não possui nenhuma, por maior que seja a energia potencial que ele contém; um fluido cujas isentrópicas inclinam-se, quentes e leves de um lado, frias e densas do outro, pode liberar parte dela deixando-as desabar. Trocar duas parcelas mostra como. Tome uma parcela quente, baixa, do lado equatorial, e uma fria, alta, do lado polar, ambas sobre a mesma isentrópica em uma atmosfera estável cujas isentrópicas sobem em direção ao polo. Trocá-las ao longo da isentrópica não altera nada. Trocá-las ao longo de um caminho menos inclinado que a isentrópica faz a parcela quente subir e ir para o polo, entrando em ar mais frio que ela, e a parcela fria descer e ir para o equador, entrando em ar mais quente: a quente sobe, a fria afunda, o centro de massa desce e energia cinética é liberada. Caminhos dentro dessa cunha, entre a horizontal e as isentrópicas, liberam energia; os turbilhões das latitudes médias são trocas desse tipo, transportando calor para o polo e para cima.

Definição 20.8 (Instabilidade baroclínica)

A instabilidade baroclínica é a instabilidade de um escoamento girante e estratificado em equilíbrio de vento térmico, por meio da qual perturbações crescem convertendo a energia potencial disponível das isentrópicas inclinadas em sua própria energia cinética.

Definição 20.9 (Modelo de Eady)

O modelo de Eady é um fluido de Boussinesq sobre um plano ff entre duas superfícies horizontais rígidas em z=0z = 0 e z=Hz = H, com frequência de flutuabilidade uniforme NN e um vento de oeste que cresce linearmente com a altura, U=ΛzU = \Lambda z, em equilíbrio de vento térmico com uma diminuição uniforme da temperatura em direção ao polo; suas perturbações obedecem às equações quase-geostróficas.

Teorema 20.10 (Taxa de crescimento de Eady)

No modelo de Eady, perturbações ∝eik(x−ct)\propto \mathrm e^{\mathrm ik(x - ct)} com μ=kLd\mu = kL_d, Ld=NH/fL_d = NH/f, crescem exponencialmente quando μ<μc=2.40\mu < \mu_c = 2.40, à taxa

σ=fΛN[(coth⁡μ2−μ2)(μ2−tanh⁡μ2)]1/2.\sigma = \frac{f\Lambda}{N}\left[\left(\coth\frac{\mu}{2} - \frac{\mu}{2}\right)\left(\frac{\mu}{2} - \tanh\frac{\mu}{2}\right)\right]^{1/2} .

A perturbação de crescimento mais rápido tem μ=1.61\mu = 1.61, comprimento de onda 2πLd/1.61≈3.9 Ld2\pi L_d/1.61 \approx 3.9\,L_d, e cresce a σmax⁡=0.31 fΛ/N\sigma_{\max} = 0.31\,f\Lambda/N.

Demonstração. Admitido neste nível. ∎

A taxa de crescimento depende apenas do cisalhamento e da estratificação, por meio de fΛ/Nf\Lambda/N, e o tamanho preferencial apenas do raio de Rossby. Para a média de janeiro a 45∘45{}^{\circ} N, o vento cresce 17.2 m/s17.2\,\mathrm{m}/\mathrm{s} entre 850 hPa850\,\mathrm{hPa} e 250 hPa250\,\mathrm{hPa}, cerca de 8.9 km8.9\,\mathrm{km} de distância na atmosfera padrão, um cisalhamento de 1.9×10−3 s−11.9 \times 10^{-3}\,\mathrm{s}^{-1}; com a frequência de flutuabilidade N=0.0113 s−1N = 0.0113\,\mathrm{s}^{-1} média da troposfera e H=11 kmH = 11\,\mathrm{km}, Ld=1210 kmL_d = 1210\,\mathrm{km}, a perturbação mais rápida tem comprimento de onda de 4700 km4700\,\mathrm{km} e cresce por um fator ee em 2.12.1 dias. Perturbações menores que 3200 km3200\,\mathrm{km} não crescem de modo algum. Esses são o tamanho e o tempo de crescimento das depressões em um mapa do tempo.

À esquerda, a taxa de crescimento de Eady em função do comprimento de onda para o cisalhamento zonal médio de janeiro a 45 N (NCEP–NCAR Reanalysis 1, 1991–2020), a estratificação média da troposfera e H = 11\, km: não há crescimento abaixo de 3200\, km, e o crescimento mais rápido ocorre perto de 4700\, km. À direita, uma depressão em seu estágio maduro ao largo da costa sudoeste da Islândia, em 4 de setembro de 2003, com suas nuvens enroladas em uma espiral anti-horária ao redor do centro de baixa pressão (NASA/GSFC, MODIS Rapid Response Team, domínio público).
À esquerda, a taxa de crescimento de Eady em função do comprimento de onda para o cisalhamento zonal médio de janeiro a 45 N (NCEP–NCAR Reanalysis 1, 1991–2020), a estratificação média da troposfera e H = 11\, km: não há crescimento abaixo de 3200\, km, e o crescimento mais rápido ocorre perto de 4700\, km. À direita, uma depressão em seu estágio maduro ao largo da costa sudoeste da Islândia, em 4 de setembro de 2003, com suas nuvens enroladas em uma espiral anti-horária ao redor do centro de baixa pressão (NASA/GSFC, MODIS Rapid Response Team, domínio público).
À esquerda, a taxa de crescimento de Eady em função do comprimento de onda para o cisalhamento zonal médio de janeiro a 45∘45{}^{\circ} N (NCEP–NCAR Reanalysis 1, 1991–2020), a estratificação média da troposfera e H=11 kmH = 11\,\mathrm{km}: não há crescimento abaixo de 3200 km3200\,\mathrm{km}, e o crescimento mais rápido ocorre perto de 4700 km4700\,\mathrm{km}. À direita, uma depressão em seu estágio maduro ao largo da costa sudoeste da Islândia, em 4 de setembro de 2003, com suas nuvens enroladas em uma espiral anti-horária ao redor do centro de baixa pressão (NASA/GSFC, MODIS Rapid Response Team, domínio público).

O ciclone extratropical do volume do segundo ano é a face superficial de uma onda baroclínica em crescimento: seu setor quente transporta ar quente para os polos e para cima, o ar frio atrás dele desliza rumo ao equador e para baixo, e o cavado em altitude inclina-se para oeste com a altura, como exige a liberação de energia potencial disponível.

20.4 A circulação geral

A circulação geral é descrita pela média ao longo dos círculos de latitude, e o que a média deixa de fora é tão importante quanto o que ela preserva.

Definição 20.11 (Média zonal e turbilhões)

A média zonal de uma grandeza AA é sua média ao longo de um círculo de latitude em altura ou pressão fixas, [A]=(1/2π)∫02πA dλ[A] = (1/2\pi)\int_0^{2\pi} A\,\mathrm d\lambda. O desvio A∗=A−[A]A^* = A - [A] é sua parte de turbilhão; um turbilhão da atmosfera é qualquer desvio do escoamento em relação à sua média zonal: ondas migratórias, ondas estacionárias, ciclones e anticiclones.

A média zonal de um produto divide-se em duas parcelas: [vT]=[v][T]+[v∗T∗][vT] = [v][T] + [v^*T^*]. O primeiro termo é o transporte pela circulação meridional média, as células do volume do primeiro ano; a segunda, o transporte pelos turbilhões. Nas latitudes médias o vento meridional médio é fraco e o termo dos turbilhões domina: o ar que se desloca para os polos é mais quente do que o ar que se desloca para o equador, na mesma latitude, como mostra a figura abaixo, e [v∗T∗]>0[v^*T^*] > 0. Os turbilhões também transportam momento de oeste, [u∗v∗][u^*v^*], dos subtrópicos para as latitudes da corrente de jato, razão pela qual a corrente de jato e os ventos de oeste junto ao solo são mantidos contra o atrito. A célula de Ferrel do volume do primeiro ano é a circulação meridional média que esse transporte pelos turbilhões força.

Onda baroclínica em crescimento, em planta (esquema, Hemisfério Norte, escoamento de oeste). A isoterma (tracejada) atrasa-se em relação à linha de corrente em um quarto de comprimento de onda ou menos, de modo que o ar que se desloca para o norte (setas vermelhas) é mais quente do que o ar que se desloca para o sul na mesma latitude (azul): a onda transporta calor para os polos, [v*T*] > 0.
Onda baroclínica em crescimento, em planta (esquema, Hemisfério Norte, escoamento de oeste). A isoterma (tracejada) atrasa-se em relação à linha de corrente em um quarto de comprimento de onda ou menos, de modo que o ar que se desloca para o norte (setas vermelhas) é mais quente do que o ar que se desloca para o sul na mesma latitude (azul): a onda transporta calor para os polos, [v∗T∗]>0[v^*T^*] > 0.

Nos trópicos os turbilhões são fracos e a circulação média transporta calor para os polos, a célula de Hadley. O volume do primeiro ano mostrou que o ar que deixa o equador em repouso, conservando seu momento angular, sopraria a centenas de metros por segundo a 40∘40{}^{\circ}, e deixou em aberto por que a célula termina perto de 30∘30{}^{\circ}. Um modelo simples responde.

Definição 20.12 (Momento angular atmosférico; modelo de Held–Hou)

O momento angular atmosférico por unidade de massa em torno do eixo da Terra é M=(Ωacos⁡φ+u) acos⁡φM = (\Omega a\cos\varphi + u)\,a\cos\varphi, para um vento para leste uu na latitude φ\varphi. O modelo de Held–Hou da célula de Hadley é uma circulação axissimétrica e estacionária de uma atmosfera seca de Boussinesq de profundidade HH, aquecida por relaxação em direção a uma temperatura potencial de equilíbrio radiativo θE/θ0=1+Δ/3−Δsin⁡2φ\theta_E/\theta_0 = 1 + \Delta/3 - \Delta\sin^2\varphi; seu ramo superior conserva MM, o ramo inferior tem vento desprezível, e o escoamento obedece ao equilíbrio do vento térmico.

Teorema 20.13 (Extensão da célula de Hadley)

No limite de ângulos pequenos, a célula de Held–Hou alcança a latitude

φH=(5 gHΔ3 Ω2a2)1/2\varphi_H = \left(\frac{5\,gH\Delta}{3\,\Omega^2a^2}\right)^{1/2}

em cada hemisfério, e o vento de seu ramo superior é uM=Ωaφ2u_M = \Omega a\varphi^2.

Demonstração. Para φ\varphi pequeno, cos⁡φ≈1\cos\varphi \approx 1 e o ar que deixa o equador em repouso com M=Ωa2M = \Omega a^2 tem uM=Ωa(1−cos⁡2φ)/cos⁡φ≈Ωaφ2u_M = \Omega a(1 - \cos^2\varphi)/\cos\varphi \approx \Omega a\varphi^2. Com f≈2Ωφf \approx 2\Omega\varphi, y=aφy = a\varphi, vento nulo junto ao solo, e o vento térmico, em sua forma de Boussinesq, sobre a profundidade HH, 2Ωφ uM/H=−(g/aθ0) ∂θM/∂φ2\Omega\varphi\,u_M/H = -(g/a\theta_0)\,\partial\theta_M/ \partial\varphi, em que θM\theta_M é a média vertical de θ\theta na célula. Então ∂(θM/θ0)/∂φ=−2Ω2a2φ3/(gH)\partial(\theta_M/\theta_0)/\partial\varphi = -2\Omega^2a^2 \varphi^3/(gH) e θM/θ0=A−Kφ4\theta_M/\theta_0 = A - K\varphi^4, K=Ω2a2/(2gH)K = \Omega^2a^2/ (2gH). Dentro da célula a circulação move calor, mas nem cria nem destrói, de modo que a célula tem a mesma temperatura média que o equilíbrio radiativo: ∫0φHθM dφ=∫0φHθE dφ\int_0^{\varphi_H}\theta_M\,\mathrm d\varphi = \int_0^{\varphi_H} \theta_E\,\mathrm d\varphi. Na borda a temperatura é contínua: θM(φH)=θE(φH)\theta_M(\varphi_H) = \theta_E(\varphi_H). Com θE/θ0≈B−Δφ2\theta_E/\theta_0 \approx B - \Delta\varphi^2, B=1+Δ/3B = 1 + \Delta/3, a primeira condição dá A−B=KφH4/5−ΔφH2/3A - B = K\varphi_H^4/5 - \Delta\varphi_H^2/3, a segunda A−B=KφH4−ΔφH2A - B = K\varphi_H^4 - \Delta\varphi_H^2. Subtraindo, (4/5)KφH4=(2/3)ΔφH2(4/5)K\varphi_H^4 = (2/3)\Delta \varphi_H^2, logo φH2=5Δ/(6K)=5gHΔ/(3Ω2a2)\varphi_H^2 = 5\Delta/(6K) = 5gH\Delta/(3\Omega^2a^2). ∎

A célula termina onde a temperatura imposta pela conservação do momento angular encontra o equilíbrio radiativo; para além dela, a atmosfera teria de estar mais fria do que a radiação a deixa. O modelo tem dois parâmetros que não são observados diretamente. Para H=15 kmH = 15\,\mathrm{km} e Δ\Delta entre 1/61/6 e 1/31/3, escolhido para ilustração, φH\varphi_H fica entre 25∘25{}^{\circ} e 35∘35{}^{\circ}. As células observadas, lidas a partir do vento meridional da média zonal, terminam em 33.3∘33.3{}^{\circ} N e 32.5∘32.5{}^{\circ} S na média anual, e as células de inverno, as mais intensas, em 30.8∘30.8{}^{\circ} N em dezembro–fevereiro e 29.1∘29.1{}^{\circ} S em junho–agosto. O essencial é a escala: uma célula que se alarga com uma troposfera mais profunda e um contraste de aquecimento mais forte, e se estreita em um planeta que gira mais depressa. O vento superior do modelo, uM=88 m/su_M = 88\,\mathrm{m}/\mathrm{s} na borda para Δ=1/6\Delta = 1/6, é o dobro do jato observado: os turbilhões levam embora o excesso.

Esquerda, a construção de Held–Hou: a temperatura da célula que conserva o momento angular (vermelho) encontra o equilíbrio radiativo (azul) em _H = 35, com áreas iguais entre as curvas dentro da célula. À direita, a função de corrente meridional de massa média em 500\, hPa a partir do vento meridional da média zonal (NCEP–NCAR Reanalysis 1, 1991–2020; positiva onde o ar acima de 500\, hPa se desloca para o norte): a forte célula do hemisfério de inverno cruza o equador, e as células terminam perto de 30.
Esquerda, a construção de Held–Hou: a temperatura da célula que conserva o momento angular (vermelho) encontra o equilíbrio radiativo (azul) em φH=35∘\varphi_H = 35{}^{\circ}, com áreas iguais entre as curvas dentro da célula. À direita, a função de corrente meridional de massa média em 500 hPa500\,\mathrm{hPa} a partir do vento meridional da média zonal (NCEP–NCAR Reanalysis 1, 1991–2020; positiva onde o ar acima de 500 hPa500\,\mathrm{hPa} se desloca para o norte): a forte célula do hemisfério de inverno cruza o equador, e as células terminam perto de 30∘30{}^{\circ}.

História — Das ondas longas à primeira previsão computada

Em 1939, C.-G. Rossby e seus colaboradores, no Journal of Marine Research, propuseram-se a interpretar vários fenômenos aparentemente independentes do tempo a partir de um único ponto de vista. Motivado por padrões meteorológicos que se deslocam a montante contra o escoamento predominante de oeste, Rossby formulou uma teoria linearizada na qual perturbações de grande escala tendem a se deslocar para oeste e as menores para leste em relação ao vento: as ondas e o plano β\beta deste capítulo. Onze anos depois, J. G. Charney, R. Fjørtoft e J. von Neumann integraram a equação da vorticidade barotrópica numericamente no computador eletrônico ENIAC: quatro previsões de 24 horas no nível de 500 mb500\,\mathrm{mb}, em uma malha de 736 km736\,\mathrm{km}, 8 graus de longitude em 45∘45{}^{\circ}. O cálculo de cada previsão levou cerca de 24 horas: eles estavam, como escreveram, apenas em condições de acompanhar o tempo.

20.5 Exercícios

Exercício 20.1 ★

(a) Calcule a vorticidade relativa de um vórtice em rotação de corpo rígido que dá uma volta por dia. (b) Calcule a vorticidade planetária em 30∘30{}^{\circ} e 60∘60{}^{\circ} N (Ω=7.292×10−5 rad/s\Omega = 7.292 \times 10^{-5}\,\mathrm{rad}/\mathrm{s}) e compare.

Solução

Solução de Exercício 20.1.

(a) ζ=2ω=2×2π/86 400=1.45×10−4 s−1\zeta = 2\omega = 2\times2\pi/86\,400 = 1.45 \times 10^{-4}\,\mathrm{s}^{-1}. (b) f=7.29×10−5f = 7.29 \times 10^{-5} e 1.26×10−4 s−11.26 \times 10^{-4}\,\mathrm{s}^{-1}: o vórtice tem cerca do dobro da vorticidade planetária a 30∘30{}^{\circ} N e um pouco mais que a de 60∘60{}^{\circ} N.

Exercício 20.2 ★

Uma parcela sem vorticidade relativa em 30∘30{}^{\circ} N move-se para 40∘40{}^{\circ} N em um escoamento sem divergência. Calcule sua vorticidade relativa ali. Ela é ciclônica ou anticiclônica?

Solução

Solução de Exercício 20.2.

ζ=f30−f40=7.29×10−5−9.37×10−5=−2.08×10−5 s−1\zeta = f_{30} - f_{40} = 7.29 \times 10^{-5} - 9.37 \times 10^{-5} = -2.08 \times 10^{-5}\,\mathrm{s}^{-1}: anticiclônico.

Exercício 20.3 ★

Em 45∘45{}^{\circ} N, sem vento médio, calcule a velocidade de fase de uma onda de Rossby de comprimento de onda 5000 km5000\,\mathrm{km} com l=0l = 0. Em que direção ela se desloca?

Solução

Solução de Exercício 20.3.

k=2π/(5×106)=1.257×10−6 m−1k = 2\pi/(5\times10^6) = 1.257 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{-1}; c=−β/k2=−1.62×10−11/1.58×10−12=−10.3 m/sc = -\beta/k^2 = -1.62 \times 10^{-11}/1.58 \times 10^{-12} = -10.3\,\mathrm{m}/\mathrm{s}: para oeste.

Exercício 20.4 ★

Em 60∘60{}^{\circ} N, com um vento de oeste de 10 m/s10\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, calcule β\beta, o comprimento de onda estacionário e o número de ondas estacionárias ao redor do círculo de latitude (a=6371 kma = 6371\,\mathrm{km}).

Solução

Solução de Exercício 20.4.

β=2Ωcos⁡60∘/a=1.14×10−11 m−1 s−1\beta = 2\Omega\cos60{}^{\circ}/a = 1.14 \times 10^{-11}\,\mathrm{m}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}; λs=2π10/1.14×10−11=5870 km\lambda_s = 2\pi\sqrt{10/1.14 \times 10^{-11}} = 5870\,\mathrm{km}; o círculo, 20 015 km20\,015\,\mathrm{km}, comporta ns=3.4n_s = 3.4 ondas.

Exercício 20.5 ★★

Uma coluna de ar de 10 km10\,\mathrm{km} de profundidade, sem vorticidade relativa em 45∘45{}^{\circ} N, atravessa uma cadeia de montanhas que a comprime até 8 km8\,\mathrm{km}, e em seguida uma bacia onde ela tem 12 km12\,\mathrm{km} de profundidade. Supondo que ela permaneça próxima de 45∘45{}^{\circ} N, calcule sua vorticidade relativa sobre a cadeia e sobre a bacia. Onde as depressões tenderão a se formar?

Solução

Solução de Exercício 20.5.

q=f/hq = f/h é conservado: sobre a serra ζ=f(8/10)−f=−2.06×10−5 s−1\zeta = f(8/10) - f = -2.06 \times 10^{-5}\,\mathrm{s}^{-1}, anticiclônico; sobre a bacia f(12/10)−f=+2.06×10−5 s−1f(12/10) - f = +2.06 \times 10^{-5}\,\mathrm{s}^{-1}, ciclônico. Onde as colunas são esticadas, a sotavento da serra e sobre a bacia, cria-se vorticidade ciclônica: ali tendem a se formar depressões.

Exercício 20.6 ★★

Para a onda com cinco cristas ao redor do círculo de 45∘45{}^{\circ} N (l=0l = 0) em um vento de oeste de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, calcule a velocidade de fase e a velocidade de grupo. Quanto tempo a energia da onda leva para percorrer 5000 km5000\,\mathrm{km} para leste, e quanto tempo leva o padrão?

Solução

Solução de Exercício 20.6.

k=5/(acos⁡45∘)=1.11×10−6 m−1k = 5/(a\cos45{}^{\circ}) = 1.11 \times 10^{-6}\,\mathrm{m}^{-1}, β/k2=13.1 m/s\beta/k^2 = 13.1\,\mathrm{m}/\mathrm{s}: c=1.9 m/sc = 1.9\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, cg=28.1 m/sc_g = 28.1\,\mathrm{m}/\mathrm{s}. A energia percorre 5000 km5000\,\mathrm{km} em 2.12.1 dias; o padrão, em 3131 dias.

Exercício 20.7 ★★

Em 45∘45{}^{\circ} N, com um vento de oeste de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, uma onda fica confinada entre latitudes de modo que l=π/(6000 km)l = \pi/(6000\,\mathrm{km}). (a) Calcule seu número de onda zonal estacionário e seu comprimento de onda. (b) Mostre que nenhuma onda estacionária existe para l=π/(3000 km)l = \pi/(3000\,\mathrm{km}).

Solução

Solução de Exercício 20.7.

(a) k2=β/U−l2=1.079×10−12−2.74×10−13=8.05×10−13 m−2k^2 = \beta/U - l^2 = 1.079 \times 10^{-12} - 2.74 \times 10^{-13} = 8.05 \times 10^{-13}\,\mathrm{m}^{-2}, k=8.97×10−7 m−1k = 8.97 \times 10^{-7}\,\mathrm{m}^{-1}: λ=7000 km\lambda = 7000\,\mathrm{km} e n=4.0n = 4.0, menos ondas do que com l=0l = 0. (b) l2=1.097×10−12>β/U=1.079×10−12l^2 = 1.097 \times 10^{-12} > \beta/U = 1.079 \times 10^{-12}: k2k^2 seria negativo.

Exercício 20.8 ★★

Em um modelo de Eady em 45∘45{}^{\circ} N, Λ=2×10−3 s−1\Lambda = 2 \times 10^{-3}\,\mathrm{s}^{-1}, N=0.012 s−1N = 0.012\,\mathrm{s}^{-1} e H=10 kmH = 10\,\mathrm{km}. Calcule LdL_d, a taxa de crescimento e o tempo de ee-folding da perturbação de crescimento mais rápido, e seu comprimento de onda.

Solução

Solução de Exercício 20.8.

Ld=0.012×104/1.031×10−4=1164 kmL_d = 0.012\times10^4/1.031 \times 10^{-4} = 1164\,\mathrm{km}; σ=0.31×1.031×10−4×2×10−3/0.012=5.3×10−6 s−1\sigma = 0.31\times1.031 \times 10^{-4}\times2 \times 10^{-3}/0.012 = 5.3 \times 10^{-6}\,\mathrm{s}^{-1}, um tempo de ee-dobramento de 2.22.2 dias; comprimento de onda 2π×1164/1.61=4540 km2\pi\times1164/1.61 = 4540\,\mathrm{km}.

Exercício 20.9 ★★

Ao longo de um círculo de latitude, o vento meridional do turbilhão é v∗=Vcos⁡kxv^* = V\cos kx e a temperatura do turbilhão T∗=T0cos⁡(kx−δ)T^* = T_0\cos(kx - \delta), com V=10 m/sV = 10\,\mathrm{m}/\mathrm{s} e T0=5 KT_0 = 5\,\mathrm{K}. Calcule [v∗T∗][v^*T^*] para δ=0\delta = 0, 60∘60{}^{\circ} e 90∘90{}^{\circ}, e o fluxo de calor correspondente ρcp[v∗T∗]\rho c_p[v^*T^*] por kg/m3\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3} de ar (cp=1004 J kg−1 K−1c_p = 1004\,\mathrm{J}\,\mathrm{kg}^{-1}\,\mathrm{K}^{-1}). Qual arranjo não transporta calor?

Solução

Solução de Exercício 20.9.

[v∗T∗]=(VT0/2)cos⁡δ[v^*T^*] = (VT_0/2)\cos\delta: 25 K m/s25\,\mathrm{K}\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, 12.5 K m/s12.5\,\mathrm{K}\,\mathrm{m}/\mathrm{s} e 0; fluxos de calor 25 10025\,100, 12 60012\,600 e 0 W/m20\,\mathrm{W}/\mathrm{m}^{2}. Quando a temperatura está defasada de um quarto de comprimento de onda em relação ao vento, tanto ar quente vai para o sul quanto para o norte: não há transporte.

Exercício 20.10 ★★★

Partindo da equação da vorticidade barotrópica, deduza a relação de dispersão das ondas de Rossby em um vento de oeste uniforme e mostre que, em relação ao ar, toda onda de Rossby se desloca para oeste.

Solução

Solução de Exercício 20.10.

Linearizando em torno de UU, com ζ′=∇2ψ′\zeta' = \nabla^2\psi' e v′=∂xψ′v' = \partial_x\psi': (∂t+U∂x)∇2ψ′+β∂xψ′=0(\partial_t + U\partial_x)\nabla^2\psi' + \beta\partial_x \psi' = 0. Com ψ′∝ei(kx+ly−ωt)\psi' \propto \mathrm e^{\mathrm i(kx + ly - \omega t)}, (ω−Uk)K2=−βk(\omega - Uk)K^2 = -\beta k, logo ω=Uk−βk/K2\omega = Uk - \beta k/K^2. Em relação ao ar, a velocidade de fase é c−U=−β/K2<0c - U = -\beta/K^2 < 0 para toda onda.

Exercício 20.11 ★★★

No modelo de Held–Hou, tome H=12 kmH = 12\,\mathrm{km} e Δ=1/4\Delta = 1/4. Calcule φH\varphi_H, o vento de pequeno ângulo uMu_M na borda e o vento exato de momento angular nesse ponto, e compare com a corrente de jato subtropical de 44 m/s44\,\mathrm{m}/\mathrm{s} da média zonal de janeiro.

Solução

Solução de Exercício 20.11.

φH=[5×9.81×12 000×0.25/(3×(7.292×10−5)2×(6.371×106)2)]1/2=0.477 rad\varphi_H = [5\times9.81\times12\,000\times0.25/(3\times(7.292 \times 10^{-5})^2 \times(6.371 \times 10^{6})^2)]^{1/2} = 0.477\,\mathrm{rad}, 27.3∘27.3{}^{\circ}. uM=ΩaφH2=106 m/su_M = \Omega a\varphi_H^2 = 106\,\mathrm{m}/\mathrm{s}; exatamente, Ωasin⁡2φH/cos⁡φH=110 m/s\Omega a\sin^2 \varphi_H/\cos\varphi_H = 110\,\mathrm{m}/\mathrm{s}: duas vezes e meia a corrente de jato observada.

Exercício 20.12 ★★★

Duas camadas de ar diferem em temperatura potencial de 10 K10\,\mathrm{K} sobre 300 K300\,\mathrm{K}; a interface entre elas sobe em direção ao polo com inclinação ss ao longo de uma faixa de 4000 km4000\,\mathrm{km} de largura, e ρ=0.7 kg/m3\rho = 0.7\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}. (a) Mostre que o achatamento da interface libera ρg′s2L2/24\rho g' s^2L^2/24 por unidade de área, com g′=g Δθ/θg' = g\,\Delta\theta/\theta. (b) Calcule essa energia para s=10−3s = 10^{-3} e 2×10−32\times10^{-3} e compare-a com a energia cinética de um vento de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s} através de 10 km10\,\mathrm{km} do mesmo ar.

Solução

Solução de Exercício 20.12.

(a) Ao longo da faixa, a interface é deslocada de η=sy\eta = sy, −L/2≤y≤L/2-L/2 \le y \le L/2, a partir de sua posição plana. Uma camada de contraste de densidade reduzido, deslocada de η\eta armazena 12ρg′η2\tfrac12\rho g'\eta^2 por unidade de área; média sobre a faixa, ⟨η2⟩=s2L2/12\langle\eta^2\rangle = s^2L^2/12. (b) g′=0.327g' = 0.327: 1.5×1051.5 \times 10^{5} e 6.1×105 J/m26.1 \times 10^{5}\,\mathrm{J}/\mathrm{m}^{2}, contra 12×0.7×152×104=7.9×105 J/m2\tfrac12\times0.7\times15^2 \times10^4 = 7.9 \times 10^{5}\,\mathrm{J}/\mathrm{m}^{2} de energia cinética: comparáveis.

20.6 Problema: A onda que ficou parada

Problema 20.1

Problema de fim de semana — vorticidade, ondas de Rossby e o crescimento de uma onda baroclínica a 45∘45{}^{\circ} N

Um escoamento de oeste de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s} atravessa as latitudes médias de um continente fictício, ao longo de 45∘45{}^{\circ} N. Tome Ω=7.292 115×10−5 rad/s\Omega = 7.292\,115 \times 10^{-5}\,\mathrm{rad}/\mathrm{s}, a=6371 kma = 6371\,\mathrm{km} e g=9.81 m/s2g = 9.81\,\mathrm{m}/\mathrm{s}^{2}. Todos os valores do escoamento são fictícios.

Parte I — Uma parcela deslocada.

  1. Uma parcela sem vorticidade relativa a 45∘45{}^{\circ} N é empurrada para 50∘50{}^{\circ} N. Calcule ff nas duas latitudes e sua vorticidade relativa a 50∘50{}^{\circ} N, se o escoamento não tiver divergência.
  2. Movendo-se com 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, ao longo de qual raio de curvatura ela gira (tome ζ=−V/R\zeta = -V/R, toda ela devida à curvatura)? Para que lado ela gira?
  3. Se sua coluna também se contrai de 10.0 km10.0\,\mathrm{km} para 9.5 km9.5\,\mathrm{km} ao longo do percurso, qual é sua vorticidade relativa a 50∘50{}^{\circ} N?
  4. Se for empurrada, em vez disso, para 40∘40{}^{\circ} N, sem divergência, qual vorticidade relativa ela adquire? Explique por que uma parcela deslocada de sua latitude oscila em torno dela.

Parte II — Ondas viajantes.

  1. Calcule β\beta a 45∘45{}^{\circ} N e o comprimento do círculo de latitude.
  2. Para n=3n = 3 a 8 ondas ao longo do círculo (l=0l = 0), calcule o comprimento de onda, a velocidade de fase e a velocidade de grupo nos ventos de oeste de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s}.
  3. Quais ondas se deslocam para oeste, quais para leste? Quantos dias leva a onda n=5n = 5 para percorrer 1000 km1000\,\mathrm{km}?
  4. Uma crista sobre o oeste do continente se intensifica. Onde, e após quanto tempo, o efeito da onda n=6n = 6 alcançará 5000 km5000\,\mathrm{km} a jusante?

Parte III — A onda que ficou parada.

  1. Calcule o comprimento de onda estacionário e o número de onda estacionário a 45∘45{}^{\circ} N.
  2. Calcule o número de onda estacionário para ventos de oeste de 10 e 20 m/s20\,\mathrm{m}/\mathrm{s}. O que acontece com as ondas estacionárias quando os ventos de oeste se intensificam no inverno?
  3. Calcule o número de onda estacionário a 35∘35{}^{\circ} N e 55∘55{}^{\circ} N com ventos de oeste de 15 m/s15\,\mathrm{m}/\mathrm{s}.
  4. As montanhas do oeste do continente elevam-se 2 km2\,\mathrm{km} em uma troposfera de 10 km10\,\mathrm{km} de espessura. Calcule a vorticidade relativa de uma coluna que as atravessa sem mudar de latitude. Por que montanhas forçam ondas estacionárias?
  5. Por que o padrão de ondas que as montanhas forçam permanece parado somente quando seu comprimento de onda está próximo de λs\lambda_s?

Parte IV — Uma tempestade se intensifica.

  1. Os ventos de oeste aumentam da superfície até 10 km10\,\mathrm{km} em 25 m/s25\,\mathrm{m}/\mathrm{s}. Calcule o cisalhamento Λ\Lambda e o gradiente de temperatura em direção ao polo que ele implica pelo vento térmico, a uma temperatura média de 250 K250\,\mathrm{K}.
  2. Com N=0.011 s−1N = 0.011\,\mathrm{s}^{-1}, calcule o número de Richardson N2/Λ2N^2/\Lambda^2. O escoamento é instável à turbulência de cisalhamento em pequena escala?
  3. Calcule o raio de Rossby LdL_d para H=10 kmH = 10\,\mathrm{km}.
  4. Calcule o comprimento de onda da perturbação de Eady de crescimento mais rápido e o número dessas ondas ao longo do círculo de latitude.
  5. Calcule o menor comprimento de onda que cresce.
  6. Calcule a taxa de crescimento σmax⁡\sigma_{\max}.
  7. De que fator a perturbação cresce em três dias?
  8. Compare o comprimento de onda da tempestade em crescimento com o comprimento de onda estacionário da Parte III: qual é maior e o que isso implica para o movimento das tempestades em relação às ondas estacionárias?
  9. Para que lado o cavado da onda em crescimento se inclina com a altura, e por que precisa fazê-lo?
  10. Dê o tempo de ee-folding da perturbação de Eady de crescimento mais rápido.
Solução

Solução de Problema 20.1.

1. f45=1.031×10−4 s−1f_{45} = 1.031 \times 10^{-4}\,\mathrm{s}^{-1}, f50=1.117×10−4 s−1f_{50} = 1.117 \times 10^{-4}\,\mathrm{s}^{-1}; ζ=f45−f50=−8.6×10−6 s−1\zeta = f_{45} - f_{50} = -8.6 \times 10^{-6}\,\mathrm{s}^{-1}.

2. R=V/∣ζ∣=15/8.6×10−6=1750 kmR = V/|\zeta| = 15/8.6 \times 10^{-6} = 1750\,\mathrm{km}; no sentido horário, de volta para o sul.

3. ζ=f45(9.5/10)−f50=−1.38×10−5 s−1\zeta = f_{45}(9.5/10) - f_{50} = -1.38 \times 10^{-5}\,\mathrm{s}^{-1}, mais anticiclônico.

4. ζ=f45−f40=+9.4×10−6 s−1\zeta = f_{45} - f_{40} = +9.4 \times 10^{-6}\,\mathrm{s}^{-1}, ciclônico: ela volta para o norte. Deslocada em qualquer dos sentidos, a parcela adquire a vorticidade que a faz retornar: um efeito restaurador, e uma oscilação.

5. β=1.62×10−11 m−1 s−1\beta = 1.62 \times 10^{-11}\,\mathrm{m}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}; o círculo tem 28 306 km28\,306\,\mathrm{km} de comprimento.

6. n=3n = 3 a 8: comprimentos de onda 9435, 7076, 5661, 4718, 4044 e 3538 km3538\,\mathrm{km}; c=−21.5c = -21.5, −5.5-5.5, 1.9, 5.9, 8.3 e 9.9 m/s9.9\,\mathrm{m}/\mathrm{s}; cg=51.5c_g = 51.5, 35.5, 28.1, 24.1, 21.7 e 20.1 m/s20.1\,\mathrm{m}/\mathrm{s}.

7. n=3n = 3 e 4 movem-se para oeste, n≥5n \ge 5 para leste. A onda n=5n = 5 leva 106/1.86=5.4×105 s10^6/1.86 = 5.4 \times 10^{5}\,\mathrm{s}, 6.26.2 dias, para percorrer 1000 km1000\,\mathrm{km}.

8. A jusante, para leste: com cg=24.1 m/sc_g = 24.1\,\mathrm{m}/\mathrm{s} a energia percorre 5000 km5000\,\mathrm{km} em 2.42.4 dias.

9. λs=2π15/1.62×10−11=6050 km\lambda_s = 2\pi\sqrt{15/1.62 \times 10^{-11}} = 6050\,\mathrm{km}, ns=4.7n_s = 4.7.

10. ns=5.7n_s = 5.7 para 10 m/s10\,\mathrm{m}/\mathrm{s} e 4.1 para 20 m/s20\,\mathrm{m}/\mathrm{s}: um vento de oeste mais forte favorece ondas estacionárias mais longas, em menor número ao redor do hemisfério.

11. ns=5.8n_s = 5.8 em 35∘35{}^{\circ} N e 3.4 em 55∘55{}^{\circ} N.

12. ζ=f(8/10)−f=−2.06×10−5 s−1\zeta = f(8/10) - f = -2.06 \times 10^{-5}\,\mathrm{s}^{-1}: o estreitamento sobre as montanhas torna a coluna anticiclônica; o alongamento a sotavento, ciclônico. As montanhas impõem um padrão fixo de vorticidade ao escoamento, um forçamento que não se desloca.

13. Um forçamento fixo produz uma resposta permanente; a resposta é máxima quando o padrão forçado é ele próprio uma onda livre que ficaria parada, a ressonância em λs\lambda_s.

14. Λ=25/104=2.5×10−3 s−1\Lambda = 25/10^4 = 2.5 \times 10^{-3}\,\mathrm{s}^{-1}; ∣∂T/∂y∣=ΛfT/g=2.5×10−3×1.031×10−4×250/9.81=6.6 K|\partial T/\partial y| = \Lambda fT/g = 2.5 \times 10^{-3}\times1.031 \times 10^{-4} \times250/9.81 = 6.6\,\mathrm{K} por 1000 km1000\,\mathrm{km}.

15. Ri=0.0112/(2.5×10−3)2=19\mathrm{Ri} = 0.011^2/(2.5 \times 10^{-3})^2 = 19: muito acima de 0.25, sem turbulência de cisalhamento.

16. Ld=0.011×104/1.031×10−4=1067 kmL_d = 0.011\times10^4/1.031 \times 10^{-4} = 1067\,\mathrm{km}.

17. 2π×1067/1.61=4160 km2\pi\times1067/1.61 = 4160\,\mathrm{km}; 28306/4160=6.828306/4160 = 6.8 ondas.

18. 2π×1067/2.40=2790 km2\pi\times1067/2.40 = 2790\,\mathrm{km}.

19. σ=0.31×1.031×10−4×2.5×10−3/0.011=7.3×10−6 s−1\sigma = 0.31\times1.031 \times 10^{-4}\times2.5 \times 10^{-3}/0.011 = 7.3 \times 10^{-6}\,\mathrm{s}^{-1}, 0.63 dia−10.63\,\mathrm{dia}^{-1}.

20. exp⁡(3×0.627)=6.6\exp(3\times0.627) = 6.6.

21. A tempestade, com 4160 km4160\,\mathrm{km}, é menor do que o comprimento de onda estacionário, 6050 km6050\,\mathrm{km}: como onda de Rossby, ela é levada para leste pelos ventos de oeste, e as tempestades se deslocam para leste pelas ondas longas mais lentas ou estacionárias.

22. Inclinação para oeste com a altura: só então o ar que se move para os polos é mais quente que o ar que se move para o equador, de modo que o calor segue para os polos e a energia potencial disponível é liberada.

23. A perturbação de crescimento mais rápido cresce por um fator ee a cada 1.61.6 dias (1.591.59 dias pelo cálculo).

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