Física universitária — 3.º ano · Bachelor Year 3
7A equação de Schrödinger em três dimensões
A tela de uma televisão moderna brilha com cristais tão pequenos que é o tamanho deles que fixa sua cor: um grão de seleneto de cádmio de quatro nanômetros brilha em vermelho; a mesma substância, com dois nanômetros, brilha em azul-esverdeado. Nada difere na química — apenas o tamanho da caixa que confina os elétrons. O volume do segundo ano terminou com a mecânica quântica em uma dimensão: funções de onda sobre uma reta, poços, barreiras e tunelamento. Mas os elétrons vivem em três dimensões, e o passo da reta ao espaço traz física genuinamente nova: a probabilidade escoa pelo espaço como uma corrente, as energias de uma caixa se empilham com degenerescências que denunciam sua simetria, os estados precisam ser contados — a contagem que mais tarde governará toda a física estatística — e os problemas esféricos se reduzem, no caso mais simples, a uma equação unidimensional disfarçada sobre o raio. Este capítulo dá esses passos, e suas peças centrais são o ponto quântico de uma televisão e o núcleo mais leve da natureza.
7.1 Funções de onda no espaço
Definição 7.1 (Função de onda e probabilidade em três dimensões)
O estado de uma partícula é um campo complexo com a regra de Born
e sua evolução é a equação de Schrödinger com o laplaciano no lugar da derivada segunda:
Tudo o que o volume do segundo ano estabeleceu sobrevive literalmente: a linearidade e a superposição, os estados estacionários com e o operador momento, agora o gradiente .
Proposição 7.2 (A probabilidade escoa: a corrente)
A densidade obedece a uma equação de continuidade,
a probabilidade se conserva localmente, transportada pela corrente — para uma onda plana , , um escoamento uniforme; para qualquer de valores reais, : os estados estacionários ligados não transportam escoamento líquido algum.
Demonstração. Como em uma dimensão: a partir da equação e de sua conjugada; os termos do potencial se cancelam, e pela regra do produto para a divergência. ∎
7.2 Caixas, degenerescência e a contagem de estados
Teorema 7.3 (Separação de variáveis)
Se o potencial se separa como , os estados estacionários podem ser tomados como produtos , em que cada fator resolve seu próprio problema unidimensional, e as energias se somam: . Nesses casos, três dimensões são uma dimensão três vezes.
Demonstração. Insira o produto na equação estacionária e divida por : a soma de três expressões de uma variável cada é igual à constante , de modo que cada uma é separadamente constante. Que todo estado seja uma superposição de tais produtos é a completude das soluções unidimensionais, admitida. ∎
Proposição 7.4 (A caixa cúbica e suas degenerescências)
Numa caixa de aresta com paredes impenetráveis, os estados são indexados por três inteiros positivos,
Agora estados distintos compartilham energias: o nível vem em três cópias, sendo e estados fisicamente distintos de mesmo . Uma tal degenerescência é a assinatura de uma simetria — aqui, a permutabilidade dos três eixos da caixa; achate um pouco a caixa e o tripleto se desdobra.
Demonstração. Separação com três poços infinitos do volume do segundo ano; as energias se somam. ∎
Proposição 7.5 (Contagem de estados)
O número de estados da caixa com energia abaixo de é, para grande,
proporcional ao volume e a . De modo equivalente, o espaço de fases contém um estado quântico por volume — a célula de Bohr–Sommerfeld do Capítulo 2, agora deduzida. Essa única contagem é a matéria-prima da física estatística e da física do estado sólido mais adiante neste volume: os elétrons nos metais, os fótons nas cavidades e o brilho dos corpos quentes começam todos aqui.
Demonstração. Os estados são pontos de rede no octante positivo; guarda os que estão dentro da esfera de raio . Para grande, a contagem é o volume do octante, ; substitua. (Versão no espaço de fases: com — o mesmo número.) ∎
Exemplo 7.6 (Um metal, primeira estimativa)
O cobre oferece aproximadamente um elétron móvel por átomo, . Preencher os estados da caixa com dois elétrons cada (spin, Capítulo 12) até a energia que acomoda todos dá, invertendo a contagem, — uma energia enorme em comparação com a agitação térmica (): mesmo à temperatura ambiente, os elétrons de um metal são uma multidão profundamente quântica. A história completa é o Capítulo 24.
Exemplo 7.7 (O oscilador isotrópico)
Para , a separação dá : níveis com degenerescências — crescentes, ao contrário do padrão irregular da caixa, com regularidade perfeita. Uma degenerescência extra, além do que a permutação dos eixos explica, sinaliza uma simetria oculta maior; o átomo de hidrogênio repetirá o truque de modo espetacular. Preenchidas com partículas emparelhadas por spin, essas camadas do oscilador comportam — a primeira aproximação dos “números mágicos” da física nuclear (Capítulo 25).
7.3 Problemas esféricos: o truque da onda s
Proposição 7.8 (Estados de simetria esférica)
Para um potencial central , procure estados que dependam só de (os estados s; o caso geral, com estrutura angular, espera pelo Capítulo 10). Escrevendo , a função obedece a
exatamente a equação de Schrödinger unidimensional numa semirreta, com uma parede na origem. Toda ferramenta unidimensional do volume do segundo ano — poços, casamento de soluções, tunelamento — se aplica literalmente aos problemas esféricos, ao preço de uma substituição.
Demonstração. Para , o laplaciano se reduz a ; insira e multiplique por . A condição mantém finita na origem; a normalização é vezes — é uma genuína função de onda unidimensional. ∎
Exemplo 7.9 (O dêuteron: mal chega a ser núcleo)
O dêuteron — um próton e um nêutron — é o núcleo mais simples: energia de ligação , minúscula ao lado das escalas nucleares. Como modelo, ponha o movimento relativo (massa reduzida ) num poço esférico de alcance e profundidade : a equação de é o poço unidimensional finito. O casamento das soluções interna e externa exige uma profundidade mínima para que exista algum estado ligado, e reproduzir exige (Exercício 7.10): a força forte liga o dêuteron com apenas dez por cento de margem. A função de onda vaza muito para fora do poço — o par de núcleons passa a maior parte do tempo além do alcance da força — e não há um segundo estado ligado: o segundo núcleo mais simples da natureza, o hélio, precisa de um terceiro núcleon.
Método 7.10 (Problemas tridimensionais)
(1) Potencial aditivo ()? Separe; as energias se somam; reúna as degenerescências pela simetria. (2) Potencial central, estado esférico? Substitua e reaproveite todo resultado unidimensional com . (3) Para contar estados, pense no espaço de ou no espaço de fases, com um estado por (por estado de spin). (4) Correntes: calcule quando um escoamento ou um fluxo importar; lembre que função de onda real corrente nula. (5) Estimativas primeiro: a energia de confinamento por direção decide as escalas, dos pontos quânticos aos núcleos, antes que qualquer equação seja resolvida.
7.4 Exercícios
Exercício 7.1 ★
O estado gaussiano . (a) Normalize-o (). (b) Calcule e (a isotropia ajuda). (c) Quanto vale para esse estado, e por quê? (d) Multiplique por : quanto valem agora e ?
Solução
Solução de Exercício 7.1.
(a) : . (b) Por isotropia, , logo . (c) : a função de onda é real. (d) e : a mesma nuvem, agora em deriva.
Exercício 7.2 ★
Para a caixa cúbica, liste todos os níveis até (em unidades de ) com suas degenerescências. Depois mostre que o nível é degenerado além das permutações: encontre suas duas famílias de números quânticos e diga por que uma degenerescência “acidental” assim não decorre da simetria cúbica.
Solução
Solução de Exercício 7.2.
, , , , , — depois nada até . Nível : e as permutações de — quatro estados, já que . A simetria cúbica só permuta eixos, e nenhuma permutação liga a : a coincidência é aritmética (duas representações como soma de três quadrados), não geométrica.
Exercício 7.3 ★
Calcule a corrente para: (a) a onda plana ; (b) a onda estacionária ; (c) a superposição , com real — interprete o resultado como fluxo incidente menos fluxo refletido; (d) o estado num anel de raio (ali, ): uma corrente que circula para sempre.
Solução
Solução de Exercício 7.3.
(a) . (b) Nula: função real. (c) : fluxo incidente menos fluxo refletido — os termos cruzados se cancelam. (d) com (por unidade de ângulo): uma circulação permanente, o ancestral microscópico das correntes persistentes.
Exercício 7.4 ★
Um cristalito de ponto quântico confina um par elétron–buraco de massa efetiva ; a energia do fóton que ele emite é a banda proibida do material maciço, , mais a energia de confinamento de uma caixa esférica, . (a) Calcule a energia de confinamento em . (b) O comprimento de onda emitido. (c) Para que lado a cor se desloca quando o ponto encolhe? (d) Por que o seleneto de cádmio maciço ( grande) mostra uma única cor fixa?
Solução
Solução de Exercício 7.4.
O coeficiente vale . (a) Em : . (b) : , verde-amarelado. (c) menor, maior: rumo ao azul. (d) No material maciço o termo de confinamento desaparece: banda proibida fixa de , , o mesmo vermelho profundo em qualquer amostra.
Exercício 7.5 ★★
Uma partícula num anel (raio , coordenada ): os estados estacionários são . (a) Por que tem de ser inteiro? (b) Mostre que — cuidado com os dois : escreva para a massa — e note que cada nível com é duplamente degenerado: que simetria emparelha com ? (c) Calcule a corrente de e o momento magnético “orbital” associado, se a partícula carrega carga . (d) Os seis elétrons móveis do benzeno vivem num anel de : estime a energia do fóton da primeira excitação permitida () e compare com a absorção ultravioleta do benzeno perto de — um anel, nenhuma química.
Solução
Solução de Exercício 7.5.
(a) Univocidade: obriga . (b) ; os estados circulam em sentidos opostos e são trocados por uma reflexão especular (ou pela inversão temporal) — uma simetria do anel, daí a degenerescência. (c) A espira de corrente carrega o momento magnético — quantizado em passos de , o padrão do magnéton de Bohr do Capítulo 10. (d) ; os seis elétrons preenchem , e a primeira excitação custa , isto é, — a vizinhança ultravioleta certa, a partir de um anel e de mais nada.
Exercício 7.6 ★★
Degenerescências do oscilador isotrópico. (a) Mostre que o número de ternos com é . (b) Liste as populações das camadas para a , dobradas pelo spin. (c) Mostre que os preenchimentos acumulados são : os três primeiros coincidem com os números “mágicos” de núcleons extraestáveis da física nuclear — o que a falha em (os mágicos reais: , ) sugere sobre o potencial nuclear? (d) Por que o padrão irregular de níveis da caixa, ao contrário do oscilador, não produz estrutura de camadas marcante?
Solução
Solução de Exercício 7.6.
(a) Escolha e : . (b) Com spin: ; acumulados . (c) , e são mágicos; a falha adiante diz que o poço nuclear não é harmônico — tem fundo mais chato e, sobretudo, um forte acoplamento spin–órbita que reembaralha as camadas em . (d) A estrutura de camadas exige níveis agrupados e separados por lacunas; os níveis da caixa se espalham irregularmente, sem grandes lacunas, e por isso nenhum padrão de estabilidade do tipo nuclear emerge.
Exercício 7.7 ★★
O poço esférico infinito (raio ): usando o truque da onda , (a) encontre os níveis e as funções de onda ; (b) calcule para um núcleon () em (use ); (c) compare com os espaçamentos medidos de níveis de núcleon, de alguns MeV, em núcleos médios; (d) onde é mais provável encontrar a partícula no estado fundamental — calcule o máximo de e contraste com a resposta da caixa unidimensional para .
Solução
Solução de Exercício 7.7.
(a) , . (b) . (c) A escala certa: os núcleons nos núcleos são estados quânticos espaçados de MeV, como mostram seus espectros. (d) tem máximo em : a probabilidade radial é maior a meio caminho da borda (o do elemento de volume, escondido em , empurra o máximo para fora do centro), ao passo que o da caixa unidimensional tem máximo no centro.
Exercício 7.8 ★★
Contar elétrons num metal. (a) A partir da Proposição 7.5 com dois estados de spin, mostre que preencher elétrons num volume alcança a energia de Fermi
(b) Avalie-a para o cobre. (c) Calcule a velocidade de Fermi correspondente e a temperatura . (d) Numa frase: por que os elétrons não se acomodam todos no estado fundamental, e que princípio (antecipado aqui, demonstrado no Capítulo 14) o proíbe?
Solução
Solução de Exercício 7.8.
(a) Faça e inverta a contagem. (b) Cobre: . (c) ; . (d) Os elétrons são férmions idênticos: o princípio de exclusão de Pauli (Capítulo 14) admite no máximo dois por estado orbital, e por isso a multidão precisa se empilhar até energias de elétron-volt.
Exercício 7.9 ★★
Profundidade mínima de um poço esférico. Para o poço finito ( para ), o estado fundamental de onda tem dentro e fora. (a) Escreva e e a condição de casamento . (b) Mostre que um estado ligado aparece pela primeira vez quando , exatamente em , dando . (c) Avalie-a para o dêuteron (, ). (d) Contraste com uma dimensão, em que o poço mais raso já liga: o que a parede muda fisicamente?
Solução
Solução de Exercício 7.9.
(a) , ; a continuidade de em dá . (b) Quando , : , , e então . (c) Com e : . (d) A parede faz do estado tridimensional o análogo de um estado unidimensional ímpar, que precisa acomodar um quarto de onda dentro do poço: um poço raso não consegue, ao passo que em uma dimensão o estado par sem nós sempre liga.
Exercício 7.10 ★★★
O dêuteron, resolvido. Com , , : (a) calcule a partir de e o comprimento da cauda ; (b) escreva a condição de casamento e mostre que ela se torna , com fixado por ; (c) resolva para (itere: parta de ) e dê ao MeV mais próximo; (d) calcule a probabilidade de os núcleons estarem mais afastados que (integre a cauda) e comente “um núcleo que vive quase todo fora da própria força”.
Solução
Solução de Exercício 7.10.
(a) : comprimento da cauda , o dobro do alcance da força. (b) e . (c) Iterando: , , : . (d) Dentro: ; fora: : cerca de da probabilidade fica além do poço — o dêuteron habita principalmente a região em que sua força de ligação já se esgotou, um halo puramente quântico.
Exercício 7.11 ★★★
Ehrenfest e a continuidade em três dimensões. (a) Demonstre que a partir da equação da continuidade (integre por partes). (b) Demonstre que . (c) Sob que condição sobre o segue exatamente a trajetória clássica? (d) Dê um caso concreto em que isso não ocorre (um pacote dividido por um potencial de fenda dupla, digamos) e explique o que a média descreve então.
Solução
Solução de Exercício 7.11.
(a) (por partes, com os termos de fronteira nulos). (b) Derive e use a equação duas vezes; os termos cinéticos se cancelam por partes, restando . (c) no máximo quadrático: então exatamente. (d) Atrás de uma fenda dupla o pacote são dois lóbulos; desliza pelo eixo de simetria, onde a partícula praticamente nunca cai: a média descreve o centroide do conjunto, não a trajetória de ninguém.
Exercício 7.12 ★★★
Por que os átomos não colapsam. Modele o estado fundamental do hidrogênio pela função de teste , com ajustável. (a) Admitindo e , explique a origem de cada escala. (b) Minimize e mostre que o ótimo é o raio de Bohr, com . (c) Por que encolher abaixo do ótimo eleva a energia, embora o potencial se aprofunde? (d) O mesmo argumento com o substituído pela atração gravitacional entre elétron e próton: encontre o “raio de Bohr gravitacional” e conclua por que a gravidade não constrói átomo algum.
Solução
Solução de Exercício 7.12.
(a) Cinética: gradientes de escala dão ; potencial: a nuvem fica a distâncias , o que dá (por acaso, os coeficientes exatos valem ). (b) em ; . (c) Abaixo de o custo cinético cresce como , mais rápido que o ganho em : a localização é taxada pelo princípio de incerteza, e o átomo flutua no tamanho de equilíbrio. (d) Substitua por : — maior que o universo observável: a gravidade é fraca demais para fechar uma órbita quântica, e constrói estrelas em vez de átomos.
7.5 Problema: A cor de um ponto quântico
Problema 7.1
Problema de fim de semana — fabricar luz contando nanômetros
O Prêmio Nobel de Química de 2023 foi para a descoberta e a síntese dos pontos quânticos: cristalitos tão pequenos que as energias da partícula na caixa deste capítulo fixam sua cor, hoje brilhando em telas de televisão e marcando moléculas em células vivas. Este problema projeta um display de pontos a partir da equação de Schrödinger. Modelo: o par elétron–buraco opticamente ativo, de massa efetiva (), confinado numa esfera de raio ; energia do fóton emitido
com a banda proibida do material maciço (seleneto de cádmio). Use e .
Parte I — A física da fórmula.
- De onde vem o termo ? Deduza-o como o nível fundamental do poço esférico infinito, pela substituição da onda .
- Por que o confinamento sempre eleva a energia emitida, e nunca a abaixa?
- Avalie a energia de confinamento para , , e e identifique o tamanho a partir do qual ela deixa de ser uma pequena correção a .
- O modelo ignora a atração elétron–buraco. Em que direção incluí-la deslocaria a emissão, e por que a omissão é melhor para pontos pequenos (compare as leis de escala e )?
- O seleneto de cádmio maciço emite em que comprimento de onda? Em que parte do espectro ele fica?
- Por que um frasco de solução de pontos brilha numa única cor pura, embora contenha pontos? Que propriedade da síntese está sendo certificada?
Parte II — Projetar a paleta. Um display precisa de vermelho , verde e azul .
- Converta cada comprimento de onda numa energia de fóton.
- Para cada cor, calcule a energia de confinamento necessária e o raio do ponto.
- Tabele: quantos átomos de diâmetro tem, grosso modo, cada ponto (espaçamento de rede )?
- O azul é o mais difícil para os pontos de seleneto de cádmio: a partir dos seus raios, explique por quê (o que acontece com a tolerância quando encolhe?).
Mostre que a sensibilidade da energia emitida ao tamanho é
e avalie-a, em por nanômetro, no raio do ponto verde.
- Um lote varia em raio: calcule a dispersão de comprimento de onda da emissão verde e compare com a largura de linha de que um bom display tolera.
- Por que os displays de pontos quânticos tiveram de esperar por uma química capaz de controlar o tamanho em escala atômica — e por que isso é um feito de nível Nobel?
Parte III — Mais brilhante, mais puro, mais estranho.
- Os aparelhos modernos usam os pontos como conversores de cor: um LED azul ilumina pontos vermelhos e verdes. Por que a energia do fóton de bombeio precisa exceder a energia de emissão do ponto, e para onde vai a diferença?
- Calcule a fração da energia de um fóton de bombeio de perdida como calor quando um fóton vermelho de é emitido.
- Um ponto também pode absorver em muitos comprimentos de onda e emitir num só: explique, a partir da estrutura de níveis, por que a absorção é de banda larga e a emissão é estreita.
- Os biólogos marcam proteínas com pontos de vários tamanhos excitados por uma única lâmpada ultravioleta: que propriedade dos pontos faz uma lâmpada bastar onde os corantes orgânicos precisam de um laser por cor?
- Estime o número de átomos do ponto vermelho (, com volume atômico ): “átomo artificial” é um nome justo para um objeto desse tamanho com níveis discretos?
- Numa frase: o que faz o papel do “núcleo” nesse átomo artificial — o que segura o elétron?
Parte IV — Confinamento por toda a física.
- A mesma estimativa aplicada a um núcleon em dá que escala de energia? (É por isso que a física nuclear fala em MeV.)
- Aplicada a um elétron confinado ao tamanho nuclear, ela dá que energia escandalosa — e o que isso argumenta a respeito de elétrons “dentro” do núcleo (um argumento que um dia matou uma teoria do decaimento beta)?
- Aplicada a você () numa sala de : calcule a energia de confinamento e conclua.
- Inverta a fórmula: em que tamanho de confinamento a energia de confinamento de um elétron alcança sua energia de repouso — e que física nova (criação de pares de partículas, Capítulo 5) adverte que a equação de Schrödinger de uma partícula está então além de suas forças?
- Enuncie a lei geral de escala: energia de confinamento em função da massa e do tamanho.
- Resuma o resultado central: uma fórmula, , transforma raios de , e em vermelho, verde e azul — cor fabricada contando nanômetros, à venda em qualquer loja de eletrônicos.
Solução
Solução de Problema 7.1.
1. Onda : obedece à equação livre unidimensional dentro da esfera com : , de energia . 2. A energia fundamental de uma caixa é positiva e cresce quando a caixa encolhe — localizar custa sempre energia cinética (princípio de incerteza); ela só pode somar-se à banda proibida. 3. Com : , , , — em a correção já rivaliza com a própria banda proibida. 4. A atração baixa a energia do par: a emissão se desloca para o vermelho. Ela escala como , contra o do confinamento: para pontos pequenos o termo de caixa vence e a omissão melhora. 5. : na borda vermelha da visão. 6. Uma só cor vinda de emissores certifica que a síntese os fez todos do mesmo tamanho — a monodispersidade, o feito químico por trás da física. 7. , e . 8. Confinamento de , e : dá , e . 9. Diâmetros de , e : cerca de , e espaçamentos de rede de diâmetro. 10. O ponto azul é o menor, onde depende de do modo mais abrupto: um erro de um plano de rede desloca mais a cor — os pontos pequenos são os menos tolerantes. 11. Derivando: ; em : . 12. : , isto é, — uma dispersão de , bem no limite da tolerância do display: cinco por cento é a fronteira da química aceitável. 13. Porque a pureza de cor exige controle de tamanho no nível de um único plano de rede ao longo de partículas — o crescimento controlado alcançado por Ekimov, Brus e Bawendi, e citado pelo comitê Nobel de 2023. 14. Um ponto só pode emitir na sua própria banda proibida (a mais baixa); absorver exige ao menos essa energia, e por isso o bombeio tem de ser mais azul. O excesso relaxa em vibrações da rede: calor. 15. da energia de cada fóton de bombeio aquece a tela. 16. Acima do nível emissor, o espectro do ponto é denso (muitos estados de caixa): a absorção tem êxito numa banda larga; a excitação então despenca até o estado excitado mais baixo, e a emissão ocorre a partir desse único nível: estreita. 17. Todos os pontos absorvem de bom grado o mesmo ultravioleta (banda larga), enquanto cada tamanho emite a sua cor: uma lâmpada, muitos marcadores — o inverso da química dos corantes. 18. átomos: dez mil átomos compartilhando um único conjunto de níveis discretos, do tipo hidrogenoide — “átomo artificial” é um nome merecido. 19. A fronteira do cristal: a parede confinante do grão semicondutor substitui a atração do núcleo como o agente que segura e quantiza o elétron. 20. : a física nuclear fala em MeV porque as caixas de femtômetro falam. 21. Para um elétron, a estimativa de caixa torna-se relativística; honestamente, — e, no entanto, os elétrons beta saem com alguns MeV: os elétrons não podem ser constituintes dos núcleos, o argumento que enterrou o velho modelo núcleo-elétron e preparou a invenção do neutrino. 22. : trinta e nove ordens abaixo do ruído térmico — as pessoas não estão confinadas quanticamente. 23. em , a escala de Compton: ali a energia de confinamento basta para criar pares elétron–pósitron, e a equação de uma partícula abdica em favor da teoria quântica de campos. 24. : partículas mais leves e caixas menores são mais quânticas, numa só fórmula. 25. leva vermelho, verde e azul: a partícula na caixa, ajustada por químicos ao nanômetro, acende a vitrine — a quantização por confinamento como eletrônica de consumo.