Mathematics · Livro 2 · Grades 10–12

Matemática do ensino médio

Matemática do ensino médio · Grades 10–12

25Integração

A integração responde a duas perguntas ao mesmo tempo: qual é a área sob uma curva e como se recupera uma função a partir da sua taxa de variação? O teorema fundamental do cálculo afirma que essas são a mesma pergunta — a descoberta mais profunda e mais útil da matemática do século XVII.

25.1 A integral de uma função contínua

Definição 25.1 (Integral de uma função positiva)

Seja ff contínua e positiva em [a, b]\intcc{a}{b}. A integral

∫abf(x)  ⁣dx\int_a^b f(x)\,\dd x

é a área, em unidades de área, da região delimitada pela curva de ff, pelo eixo xx e pelas retas verticais x=ax = a e x=bx = b.

Para uma função de sinal qualquer, as áreas abaixo do eixo xx são contadas negativamente; e define-se ∫baf(x)  ⁣dx=−∫abf(x)  ⁣dx\int_b^a f(x)\,\dd x = -\int_a^b f(x)\,\dd x.

Áreas com sinal: ∈t_02π x\, x = 0, com a região abaixo do eixo (vermelha) cancelando a região acima (azul).
Áreas com sinal: ∫02πsin⁡x  ⁣dx=0\int_0^{2\pi} \sin x\,\dd x = 0, com a região abaixo do eixo (vermelha) cancelando a região acima (azul).

Proposição 25.2 (Propriedades da integral)

Sejam f,gf, g contínuas em um intervalo que contém a,b,ca, b, c, e seja λ∈R\lambda \in \R.

  1. Linearidade: ∫ab(f+λg)=∫abf+λ∫abg\displaystyle\int_a^b (f + \lambda g) = \int_a^b f + \lambda \int_a^b g.
  2. Relação de Chasles: ∫acf=∫abf+∫bcf\displaystyle\int_a^c f = \int_a^b f + \int_b^c f.
  3. Positividade: se a≤ba \leq b e f≥0f \geq 0 em [a, b]\intcc{a}{b}, então ∫abf≥0\displaystyle\int_a^b f \geq 0; se f≤gf \leq g, então ∫abf≤∫abg\displaystyle\int_a^b f \leq \int_a^b g.

Demonstração. Chasles e a positividade são imediatas pela interpretação como área (as áreas se somam quando as regiões são justapostas; uma região de altura positiva tem área positiva). A comparação segue aplicando a positividade a g−fg - f. A linearidade é intuitivamente clara para a soma de funções positivas (empilhe as áreas) e é demonstrada com rigor na graduação; ela é admitida aqui. ∎

25.2 O teorema fundamental do cálculo

Definição 25.3 (Primitiva)

Uma primitiva (ou antiderivada) de ff em um intervalo II é uma função derivável FF em II tal que F′=fF' = f.

Proposição 25.4

Se FF é uma primitiva de ff em um intervalo II, as primitivas de ff em II são exatamente as funções F+cF + c, c∈Rc \in \R. Dados x0∈Ix_0 \in I e y0∈Ry_0 \in \R, existe uma única primitiva com F(x0)=y0F(x_0) = y_0.

Demonstração. Se G′=F′=fG' = F' = f, então (G−F)′=0(G - F)' = 0 no intervalo II, de modo que G−FG - F é constante.1 Reciprocamente, toda F+cF + c é primitiva. A condição F(x0)=y0F(x_0) = y_0 fixa a constante. ∎

Teorema 25.5 (Teorema fundamental do cálculo)

Seja ff contínua em um intervalo II e seja a∈Ia \in I. A função

F ⁣:x⟼∫axf(t)  ⁣dtF \colon x \longmapsto \int_a^x f(t)\,\dd t

é a primitiva de ff em II que se anula em aa. Por consequência, para qualquer primitiva GG de ff e a,b∈Ia, b \in I:

∫abf(t)  ⁣dt=[G(t)]ab=G(b)−G(a).\int_a^b f(t)\,\dd t = \bigl[G(t)\bigr]_a^b = G(b) - G(a).
A ideia da demonstração: o acréscimo F(x+h) - F(x) é a área da faixa estreita (laranja), espremida entre os retângulos de alturas f(x) e f(x+h) sobre uma base de comprimento h.
A ideia da demonstração: o acréscimo F(x+h)−F(x)F(x+h) - F(x) é a área da faixa estreita (laranja), espremida entre os retângulos de alturas f(x)f(x) e f(x+h)f(x+h) sobre uma base de comprimento hh.

Demonstração no caso em que ff é crescente. Fixe x∈Ix \in I e h>0h > 0 com x+h∈Ix + h \in I. Por Chasles,

F(x+h)−F(x)=∫xx+hf(t)  ⁣dt.F(x+h) - F(x) = \int_x^{x+h} f(t)\,\dd t .

Como ff é crescente, f(x)≤f(t)≤f(x+h)f(x) \leq f(t) \leq f(x+h) para t∈[x, x+h]t \in \intcc{x}{x+h} e, por comparação de integrais (a integral de uma constante cc em um intervalo de comprimento hh vale chch):

h f(x)≤F(x+h)−F(x)≤h f(x+h),h\,f(x) \leq F(x+h) - F(x) \leq h\,f(x+h),

de modo que

f(x)≤F(x+h)−F(x)h≤f(x+h).f(x) \leq \frac{F(x+h) - F(x)}{h} \leq f(x+h).

Quando h→0+h \to 0^+, f(x+h)→f(x)f(x+h) \to f(x) por continuidade, e o teorema do confronto dá que o quociente de diferenças tende a f(x)f(x); o caso h<0h < 0 é simétrico. Logo F′=fF' = f, e F(a)=0F(a) = 0. O caso contínuo geral (não monótono) é demonstrado na graduação.

Por fim, se GG é uma primitiva qualquer, G=F+cG = F + c (Proposição 25.4), de modo que G(b)−G(a)=F(b)−F(a)=∫abfG(b) - G(a) = F(b) - F(a) = \int_a^b f. ∎

Exemplo 25.6

∫01x2  ⁣dx=[x33]01=13\displaystyle\int_0^1 x^2\,\dd x = \left[\frac{x^3}{3}\right]_0^1 = \frac13: a área sob a parábola é um terço do quadrado unitário, como Arquimedes sabia.

A tabela de primitivas se lê na tabela de derivadas (uu denota uma função derivável e cc uma constante arbitrária):

f(x)f(x)primitivaffprimitiva
xn (n≠−1)x^n \ (n \neq -1)xn+1n+1+c\dfrac{x^{n+1}}{n+1} + cu′un (n≠−1)u'u^n \ (n \neq -1)un+1n+1+c\dfrac{u^{n+1}}{n+1} + c
1x (x>0)\dfrac1x \ (x > 0)ln⁡x+c\ln x + cu′u (u>0)\dfrac{u'}{u} \ (u > 0)ln⁡u+c\ln u + c
ex\eu^xex+c\eu^x + cu′euu'\eu^ueu+c\eu^u + c
cos⁡x\cos xsin⁡x+c\sin x + cu′u (u>0)\dfrac{u'}{\sqrt u} \ (u>0)2u+c2\sqrt u + c
sin⁡x\sin x−cos⁡x+c-\cos x + c

Método 25.7 (Reconhecer a forma u′×(algo em u)u' \times (\text{algo em } u))

Para integrar um produto, procure um fator que seja a derivada de uma função interna uu, a menos de uma constante multiplicativa. Por exemplo, em ∫01x ex2 ⁣dx\int_0^1 x\,\eu^{x^2}\dd x, o fator xx é 12(x2)′\frac12 (x^2)':

∫01x ex2 ⁣dx=12[ex2]01=e−12.\int_0^1 x\,\eu^{x^2}\dd x = \frac12\left[\eu^{x^2}\right]_0^1 = \frac{\eu - 1}{2}.

Teorema 25.8 (Integração por partes)

Sejam u,vu, v deriváveis em [a, b]\intcc{a}{b} com derivadas contínuas. Então

∫abu′(t) v(t)  ⁣dt=[u(t) v(t)]ab−∫abu(t) v′(t)  ⁣dt.\int_a^b u'(t)\,v(t)\,\dd t = \bigl[u(t)\,v(t)\bigr]_a^b - \int_a^b u(t)\,v'(t)\,\dd t .

Demonstração. A regra do produto dá (uv)′=u′v+uv′(uv)' = u'v + uv'; integrar os dois lados em [a, b]\intcc{a}{b} e usar o teorema fundamental no lado esquerdo dá [uv]ab=∫abu′v+∫abuv′\bigl[uv\bigr]_a^b = \int_a^b u'v + \int_a^b uv'. ∎

Exemplo 25.9

∫01t et  ⁣dt\displaystyle\int_0^1 t\,\eu^{t}\,\dd t: tome u′=etu' = \eu^t, v=tv = t, logo u=etu = \eu^t, v′=1v' = 1:

∫01t et  ⁣dt=[t et]01−∫01et  ⁣dt=e−(e−1)=1.\int_0^1 t\,\eu^t\,\dd t = \bigl[t\,\eu^t\bigr]_0^1 - \int_0^1 \eu^t\,\dd t = \eu - (\eu - 1) = 1 .

25.3 Aplicações

Definição 25.10 (Valor médio)

O valor médio de uma função contínua ff em [a, b]\intcc{a}{b} (a<ba<b) é

μ=1b−a∫abf(t)  ⁣dt.\mu = \frac{1}{b-a}\int_a^b f(t)\,\dd t .

Proposição 25.11

Se m≤f≤Mm \leq f \leq M em [a, b]\intcc{a}{b}, então m≤μ≤Mm \leq \mu \leq M.

Demonstração. Integre as desigualdades m≤f(t)≤Mm \leq f(t) \leq M em [a, b]\intcc{a}{b} e divida por b−a>0b - a > 0. ∎

Método 25.12 (Área entre duas curvas)

Se f≥gf \geq g em [a, b]\intcc{a}{b}, a área entre as duas curvas é ∫ab(f(x)−g(x)) ⁣dx\int_a^b \bigl(f(x) - g(x)\bigr)\dd x. Se as curvas se cruzam, divida o intervalo nos pontos de cruzamento e integre ∣f−g∣\abs{f - g} pedaço a pedaço.

A área entre a reta y = x + 1 (vermelha) e a parábola y = x2 - 1 (azul) é ∈t_-12 ((x+1) - (x2-1) ) x = 9/2.
A área entre a reta y=x+1y = x + 1 (vermelha) e a parábola y=x2−1y = x^2 - 1 (azul) é ∫−12((x+1)−(x2−1)) ⁣dx=92\int_{-1}^{2} \bigl((x+1) - (x^2-1)\bigr)\dd x = \frac92.

25.4 Exercícios

Exercício 25.1 ★

Calcule

∫12(3x2−1x2) ⁣dx,∫0π/2cos⁡t  ⁣dt,∫01 ⁣dt2t+1.\int_1^2 \left(3x^2 - \frac{1}{x^2}\right)\dd x, \qquad \int_0^{\pi/2} \cos t \,\dd t, \qquad \int_0^{1} \frac{\dd t}{2t+1} .
Solução

Solução de Exercício 25.1.

∫12(3x2−1x2) ⁣dx=[x3+1x]12=(8+12)−2=132.\int_1^2 \left(3x^2 - \frac{1}{x^2}\right)\dd x = \left[x^3 + \frac1x\right]_1^2 = \left(8 + \tfrac12\right) - 2 = \frac{13}{2}.
∫0π/2cos⁡t  ⁣dt=[sin⁡t]0π/2=1.\int_0^{\pi/2} \cos t\,\dd t = \bigl[\sin t\bigr]_0^{\pi/2} = 1 .

Com u=2t+1u = 2t+1, 12t+1=12 u′u\frac{1}{2t+1} = \frac12\,\frac{u'}{u}:

∫01 ⁣dt2t+1=12[ln⁡(2t+1)]01=ln⁡32.\int_0^1 \frac{\dd t}{2t+1} = \frac12\bigl[\ln(2t+1)\bigr]_0^1 = \frac{\ln 3}{2}.

Exercício 25.2 ★

Encontre a primitiva FF de f(x)=xex2f(x) = x\eu^{x^2} em R\R tal que F(0)=1F(0) = 1.

Solução

Solução de Exercício 25.2.

x ex2=12 (x2)′ ex2x\,\eu^{x^2} = \frac12\,(x^2)'\,\eu^{x^2} tem primitivas 12ex2+c\frac12\eu^{x^2} + c. A condição F(0)=1F(0) = 1 dá 12+c=1\frac12 + c = 1, logo

F(x)=ex2+12.F(x) = \frac{\eu^{x^2} + 1}{2}.

Exercício 25.3 ★

Calcule o valor médio de f(t)=sin⁡tf(t) = \sin t em [0, π]\intcc{0}{\pi} e interprete o resultado em um gráfico.

Solução

Solução de Exercício 25.3.

μ=1π∫0πsin⁡t  ⁣dt=1π[−cos⁡t]0π=2π≈0.64.\mu = \frac{1}{\pi}\int_0^\pi \sin t\,\dd t = \frac{1}{\pi}\bigl[-\cos t\bigr]_0^\pi = \frac{2}{\pi} \approx 0.64 .

Graficamente, o retângulo de base [0, π]\intcc{0}{\pi} e altura 2π\frac{2}{\pi} tem a mesma área que o arco da curva do seno.

Exercício 25.4 ★★

Usando integração por partes, calcule

∫1eln⁡t  ⁣dte∫0πtsin⁡t  ⁣dt.\int_1^{\eu} \ln t\,\dd t \qquad\text{e}\qquad \int_0^{\pi} t \sin t\,\dd t .
Solução

Solução de Exercício 25.4.

Tome u′=1u' = 1, v=ln⁡tv = \ln t, logo u=tu = t, v′=1tv' = \frac1t:

∫1eln⁡t  ⁣dt=[tln⁡t]1e−∫1e1  ⁣dt=e−(e−1)=1.\int_1^{\eu} \ln t\,\dd t = \bigl[t\ln t\bigr]_1^{\eu} - \int_1^{\eu} 1\,\dd t = \eu - (\eu - 1) = 1 .

Tome u′=sin⁡tu' = \sin t, v=tv = t, logo u=−cos⁡tu = -\cos t, v′=1v' = 1:

∫0πtsin⁡t  ⁣dt=[−tcos⁡t]0π+∫0πcos⁡t  ⁣dt=π+0=π.\int_0^\pi t\sin t\,\dd t = \bigl[-t\cos t\bigr]_0^\pi + \int_0^\pi \cos t\,\dd t = \pi + 0 = \pi .

Exercício 25.5 ★★

Calcule a área da região entre a parábola y=x2y = x^2 e a reta y=x+2y = x + 2.

Solução

Solução de Exercício 25.5.

As curvas se cruzam onde x2=x+2x^2 = x + 2, isto é, x∈{−1,2}x \in \{-1, 2\}, e em [−1, 2]\intcc{-1}{2} a reta está acima da parábola. A área é

∫−12(x+2−x2) ⁣dx=[x22+2x−x33]−12=103−(−76)=92.\int_{-1}^{2} \bigl(x + 2 - x^2\bigr)\dd x = \left[\frac{x^2}{2} + 2x - \frac{x^3}{3}\right]_{-1}^{2} = \frac{10}{3} - \left(-\frac{7}{6}\right) = \frac{9}{2}.

Exercício 25.6 ★★

Seja I=∫01 ⁣dt1+tI = \displaystyle\int_0^1 \frac{\dd t}{1 + t}.

  1. Calcule II.
  2. Para n∈Nn \in \N, seja In=∫01tn1+t ⁣dtI_n = \displaystyle\int_0^1 \frac{t^n}{1+t}\dd t. Mostre que In+In+1=1n+1I_n + I_{n+1} = \dfrac{1}{n+1} e que 0≤In≤1n+10 \leq I_n \leq \dfrac{1}{n+1}.
  3. Deduza que 1−12+13−⋯+(−1)n−1n→n→+∞ln⁡21 - \frac12 + \frac13 - \dots + \frac{(-1)^{n-1}}{n} \xrightarrow[n \to +\infty]{} \ln 2.
Solução

Solução de Exercício 25.6.

1. I=[ln⁡(1+t)]01=ln⁡2I = \bigl[\ln(1+t)\bigr]_0^1 = \ln 2.

2.

In+In+1=∫01tn(1+t)1+t  ⁣dt=∫01tn  ⁣dt=1n+1.I_n + I_{n+1} = \int_0^1 \frac{t^n(1 + t)}{1+t}\,\dd t = \int_0^1 t^n \,\dd t = \frac{1}{n+1}.

Em [0, 1]\intcc{0}{1}, 0≤tn1+t≤tn0 \leq \dfrac{t^n}{1+t} \leq t^n, de modo que, por comparação, 0≤In≤1n+10 \leq I_n \leq \frac{1}{n+1}.

3. Da recorrência, por uma indução telescópica,

In=(−1)n(I0−(1−12+⋯+(−1)n−1n)),I_n = (-1)^n\left(I_0 - \left(1 - \frac12 + \dots + \frac{(-1)^{n-1}}{n}\right)\right),

isto é, ∑k=1n(−1)k−1k=ln⁡2−(−1)nIn\displaystyle\sum_{k=1}^{n} \frac{(-1)^{k-1}}{k} = \ln 2 - (-1)^n I_n (lembre que I0=ln⁡2I_0 = \ln 2). Como ∣In∣≤1n+1→0\abs{I_n} \leq \frac{1}{n+1} \to 0, a soma harmônica alternada tende a ln⁡2\ln 2.

Exercício 25.7 ★★

A velocidade de um trem (em m/s) durante os primeiros 100100 segundos após a partida é modelada por v(t)=30(1−e−t/50)v(t) = 30\bigl(1 - \eu^{-t/50}\bigr). Calcule a distância percorrida nesses 100100 segundos e a velocidade média do trem no intervalo.

Solução

Solução de Exercício 25.7.

Distância:

d=∫010030(1−e−t/50) ⁣dt=30[t+50 e−t/50]0100=30(100+50e−2−50)=1500+1500 e−2.d = \int_0^{100} 30\left(1 - \eu^{-t/50}\right)\dd t = 30\left[t + 50\,\eu^{-t/50}\right]_0^{100} = 30\left(100 + 50\eu^{-2} - 50\right) = 1500 + 1500\,\eu^{-2}.

Numericamente, d≈1500+203=1703d \approx 1500 + 203 = 1703 m. Velocidade média: d100=15(1+e−2)≈17.0\frac{d}{100} = 15\bigl(1 + \eu^{-2}\bigr) \approx 17.0 m/s.

Exercício 25.8 ★★★

Para n≥1n \geq 1, seja Sn=1n∑k=1n11+k/nS_n = \dfrac1n \displaystyle\sum_{k=1}^{n} \frac{1}{1 + k/n}.

  1. Interprete SnS_n como uma área de retângulos que aproxima uma região sob a curva de t↦11+tt \mapsto \frac{1}{1+t} em [0, 1]\intcc{0}{1}.
  2. Usando a monotonicidade de t↦11+tt \mapsto \frac{1}{1+t}, mostre que

    Sn≤∫01 ⁣dt1+t≤Sn+1n(1−12),S_n \leq \int_0^1 \frac{\dd t}{1+t} \leq S_n + \frac1n\left(1 - \frac12\right),

    e deduza lim⁡n→+∞Sn=ln⁡2\lim\limits_{n\to+\infty} S_n = \ln 2.

Solução

Solução de Exercício 25.8.

1. SnS_n é a área total de nn retângulos de largura 1n\frac1n e alturas f(kn)f\left(\frac kn\right), k=1,…,nk = 1, \dots, n, com f(t)=11+tf(t) = \frac{1}{1+t}: é a aproximação por retângulos “pela extremidade direita” da área sob ff em [0, 1]\intcc{0}{1}.

2. ff é decrescente, de modo que, em cada intervalo [k−1n, kn]\intcc{\frac{k-1}{n}}{\frac kn}, f(kn)≤f(t)≤f(k−1n)f\left(\frac kn\right) \leq f(t) \leq f\left(\frac{k-1}{n}\right); integrando e somando em kk:

Sn≤∫01f(t)  ⁣dt≤Sn+1n(f(0)−f(1))=Sn+12n.S_n \leq \int_0^1 f(t)\,\dd t \leq S_n + \frac1n\bigl(f(0) - f(1)\bigr) = S_n + \frac{1}{2n}.

(O termo do meio do enunciado, com f(0)−f(1)=1−12f(0) - f(1) = 1 - \frac12, é exatamente essa cota.) Logo 0≤ln⁡2−Sn≤12n→00 \leq \ln 2 - S_n \leq \frac{1}{2n} \to 0 e Sn→ln⁡2S_n \to \ln 2.

Exercício 25.9 ★★★

(Integrais de Wallis.) Para n∈Nn \in \N, seja Wn=∫0π/2sin⁡nt  ⁣dtW_n = \displaystyle\int_0^{\pi/2} \sin^n t\,\dd t.

  1. Calcule W0W_0 e W1W_1.
  2. Escrevendo sin⁡n+2t=sin⁡t⋅sin⁡n+1t\sin^{n+2}t = \sin t \cdot \sin^{n+1} t e integrando por partes, mostre que Wn+2=n+1n+2 WnW_{n+2} = \dfrac{n+1}{n+2}\,W_n.
  3. Deduza W2W_2, W3W_3, W4W_4 e mostre que (Wn)(W_n) é decrescente e positiva.
Solução

Solução de Exercício 25.9.

1. W0=∫0π/2 ⁣dt=π2W_0 = \int_0^{\pi/2} \dd t = \frac{\pi}{2} e W1=[−cos⁡t]0π/2=1W_1 = \bigl[-\cos t\bigr]_0^{\pi/2} = 1.

2. Integre por partes com u′=sin⁡tu' = \sin t, v=sin⁡n+1tv = \sin^{n+1} t, logo u=−cos⁡tu = -\cos t, v′=(n+1)sin⁡ntcos⁡tv' = (n+1)\sin^n t \cos t:

Wn+2=[−cos⁡tsin⁡n+1t]0π/2+(n+1)∫0π/2cos⁡2t sin⁡nt  ⁣dt=(n+1)∫0π/2(1−sin⁡2t)sin⁡nt  ⁣dt,W_{n+2} = \bigl[-\cos t \sin^{n+1} t\bigr]_0^{\pi/2} + (n+1)\int_0^{\pi/2} \cos^2 t\,\sin^n t\,\dd t = (n+1)\int_0^{\pi/2} (1 - \sin^2 t)\sin^n t\,\dd t,

pois o colchete se anula nas duas extremidades. Logo Wn+2=(n+1)(Wn−Wn+2)W_{n+2} = (n+1)(W_n - W_{n+2}), isto é, Wn+2=n+1n+2WnW_{n+2} = \frac{n+1}{n+2} W_n.

3. W2=12W0=π4W_2 = \frac12 W_0 = \frac{\pi}{4}, W3=23W1=23W_3 = \frac23 W_1 = \frac23, W4=34W2=3π16W_4 = \frac34 W_2 = \frac{3\pi}{16}. Em (0, π2)\intoo{0}{\frac\pi2}, 0<sin⁡t<10 < \sin t < 1, de modo que sin⁡n+1t≤sin⁡nt\sin^{n+1} t \leq \sin^n t, com desigualdade estrita no interior; integrando, 0<Wn+1≤Wn0 < W_{n+1} \leq W_n (de fato, <<): (Wn)(W_n) é decrescente e positiva.

25.5 Problema: Arquimedes contra a máquina

Problema 25.1

Problema de fim de semana — a área sob a parábola, calculada de três maneiras ao longo de vinte e dois séculos, e a identidade secreta do logaritmo como área

Por volta de 240 a.C., Arquimedes calculou a área exata de um segmento parabólico — sem coordenadas, sem limites, sem álgebra. Dezenove séculos depois, os retângulos de Riemann refizeram a conta por puro cerco; e o teorema fundamental do cálculo (Teorema 25.5) hoje a faz em uma linha. Este problema disputa as três partidas e depois usa a mesma máquina para revelar o que o logaritmo realmente é: uma área com uma simetria de escala.

Parte I — Fluência.

  1. Calcule ∫01(3x2−2x+1)  ⁣dx\displaystyle\int_0^1 (3x^2 - 2x + 1)\,\dd x, ∫1e ⁣dxx\displaystyle\int_1^{\eu} \frac{\dd x}{x} e ∫0π/2cos⁡x  ⁣dx\displaystyle\int_0^{\pi/2} \cos x\,\dd x.
  2. Identifique as formas u′uu'u (Método 25.7): ∫01x ex2 ⁣dx\displaystyle\int_0^1 x\,\eu^{x^2}\dd x e ∫012xx2+1  ⁣dx\displaystyle\int_0^1 \frac{2x}{x^2 + 1}\,\dd x.
  3. Por partes (Teorema 25.8): ∫01x ex ⁣dx\displaystyle\int_0^1 x\,\eu^x \dd x e ∫1eln⁡x  ⁣dx\displaystyle\int_1^{\eu} \ln x\,\dd x.
  4. Calcule o valor médio (Definição 25.10) de sin⁡\sin em [0, π]\intcc{0}{\pi} — e note que ele não é 12\frac12.
  5. Calcule a área entre a reta y=xy = x e a parábola y=x2y = x^2 em [0, 1]\intcc{0}{1} (Método 25.12).

Parte II — A parábola, de três maneiras.

  1. A montagem de Riemann para a área sob y=x2y = x^2 em [0, 1]\intcc{0}{1}: escreva a soma inferior LnL_n e a soma superior UnU_n sobre nn retângulos iguais (como no Exercício 25.8).
  2. Demonstre por indução (a máquina do Problema 20.1) a fórmula da soma dos quadrados

    12+22+⋯+n2=n(n+1)(2n+1)6.1^2 + 2^2 + \dots + n^2 = \frac{n(n+1)(2n+1)}{6} .
  3. Deduza formas fechadas para UnU_n e LnL_n, calcule seu limite comum e conclua: a área é 13\frac13.
  4. Agora a máquina: calcule ∫01x2  ⁣dx\int_0^1 x^2\,\dd x pelo teorema fundamental, em uma linha. Compare os esforços.
  5. Arquimedes enunciou de outro modo: um segmento parabólico vale 43\frac43 do triângulo nele inscrito. Para o segmento recortado de y=x2y = x^2 pela corda que liga (−1,1)(-1, 1) a (1,1)(1, 1): calcule a área do segmento por uma integral, a área do triângulo inscrito (com vértice no ponto (0,0)(0, 0)) e verifique a razão do mestre.
  6. O método do próprio Arquimedes: preencha o segmento com o triângulo grande TT, depois com dois triângulos que somam T4\frac T4, depois com quatro que somam T16\frac{T}{16}, e assim por diante. Some a série geométrica e recupere 43T\frac43 T — a barra de chocolate mordida sem fim, do volume do ensino fundamental, comida por um geômetra grego.
  7. Uma frase para cada: exaustão (Arquimedes), cerco (Riemann), antiderivação (Newton e Leibniz) — do que cada uma precisa e o que cada uma dá?

Parte III — O logaritmo é uma área. Para x>0x > 0, ponha A(x)=∫1x ⁣dttA(x) = \displaystyle\int_1^x \frac{\dd t}{t}.

  1. Dê A(1)A(1) e A′(x)A'(x) (Teorema 25.5) e conclua que AA é exatamente o logaritmo natural da Definição 23.5.
  2. O milagre da escala: fixe a>0a > 0 e estude g(x)=A(ax)−A(x)g(x) = A(ax) - A(x). Calcule g′g' (regra da cadeia), deduza que gg é constante, avalie a constante — e conclua a equação funcional

    ln⁡(ab)=ln⁡a+ln⁡b,\ln(ab) = \ln a + \ln b ,

    demonstrada por puro cálculo: a área de 11 até abab divide-se em cópias reescaladas.

  3. Deduza da questão 14: ln⁡(an)=nln⁡a\ln(a^n) = n\ln a e ln⁡1a=−ln⁡a\ln\frac1a = -\ln a.
  4. O Exercício 25.8 lê 1n+1+1n+2+⋯+12n\frac{1}{n+1} + \frac{1}{n+2} + \dots + \frac{1}{2n} como retângulos sob 11+t\frac{1}{1 + t}: calcule essa soma para n=10n = 10 (três casas decimais) e compare com ln⁡2\ln 2. Que somas de sabor harmônico, divergentes termo a termo, convergem aqui para uma área?

Parte IV — Acumulação.

  1. Um carro acelera com velocidade v(t)=3t2v(t) = 3t^2 m/s para t∈[0, 10]t \in \intcc{0}{10}. Calcule a distância percorrida, a velocidade média e o instante em que a velocidade instantânea iguala a média.
  2. Uma barra de 44 metros tem densidade linear ρ(x)=2+x\rho(x) = 2 + x kg/m. Calcule sua massa total e seu centro de massa ∫04x ρ(x)  ⁣dx∫04ρ(x)  ⁣dx\dfrac{\int_0^4 x\,\rho(x)\,\dd x}{\int_0^4 \rho(x)\,\dd x} — o ponto de equilíbrio do triângulo de papelão do volume do ensino fundamental, finalmente calculado com pesos que variam.
  3. As integrais de Wallis (Exercício 25.9): calcule W0W_0, W1W_1 e W2=∫0π/2sin⁡2t  ⁣dtW_2 = \int_0^{\pi/2} \sin^2 t\,\dd t usando a linearização do Problema 24.1. (Sua escada infinita sobe, nos volumes de graduação, até uma fórmula de produto para π\pi e até a normalização da curva em sino.)
  4. Final — as três faces da integração: uma área por definição, uma acumulação no mundo (distância, massa), uma antiderivada pelo teorema fundamental; e sua história em três nomes. Encerre com a pérola do capítulo: que botão corriqueiro da calculadora é, em segredo, a área sob 1t\frac1t — e que identidade essa área demonstrou?
Solução

Solução de Problema 25.1.

1. [x3−x2+x]01=1\left[x^3 - x^2 + x\right]_0^1 = 1; [ln⁡x]1e=1\left[\ln x\right]_1^{\eu} = 1; [sin⁡x]0π/2=1\left[\sin x\right]_0^{\pi/2} = 1.

2. [12ex2]01=e−12\left[\frac12 \eu^{x^2}\right]_0^1 = \frac{\eu - 1}{2}; [ln⁡(x2+1)]01=ln⁡2\left[\ln(x^2 + 1)\right]_0^1 = \ln 2.

3. ∫01xex=[xex]01−∫01ex=e−(e−1)=1\int_0^1 x\eu^x = \left[x\eu^x\right]_0^1 - \int_0^1 \eu^x = \eu - (\eu - 1) = 1. E ∫1eln⁡x=[xln⁡x]1e−∫1e1=e−(e−1)=1\int_1^{\eu} \ln x = \left[x\ln x\right]_1^{\eu} - \int_1^{\eu} 1 = \eu - (\eu - 1) = 1.

4. 1π∫0πsin⁡x  ⁣dx=2π≈0.64\frac{1}{\pi}\int_0^\pi \sin x\,\dd x = \frac{2}{\pi} \approx 0.64: a altura média do arco do seno é 2π\frac2\pi, sensivelmente mais que a metade — o arco é gordo perto do topo.

5. ∫01(x−x2)  ⁣dx=12−13=16\int_0^1 (x - x^2)\,\dd x = \frac12 - \frac13 = \frac16.

6. Ln=1n∑k=0n−1(kn)2L_n = \frac1n \sum_{k=0}^{n-1} \left(\frac kn\right)^2 e Un=1n∑k=1n(kn)2U_n = \frac1n \sum_{k=1}^{n} \left(\frac kn\right)^2: retângulos de largura 1n\frac1n com alturas lidas na extremidade esquerda (abaixo da curva) ou direita (acima).

7. Verdadeiro para n=1n = 1 (1=1⋅2⋅361 = \frac{1 \cdot 2 \cdot 3}{6}). Se vale para nn, então, somando (n+1)2(n+1)^2:

n(n+1)(2n+1)6+(n+1)2=(n+1)(2n2+n+6n+6)6=(n+1)(n+2)(2n+3)6,\frac{n(n+1)(2n+1)}{6} + (n+1)^2 = \frac{(n+1)\left(2n^2 + n + 6n + 6\right)}{6} = \frac{(n+1)(n+2)(2n+3)}{6},

a fórmula em n+1n + 1: hereditariedade, pronto.

8. Un=1n3⋅n(n+1)(2n+1)6=(1+1n)(2+1n)6→26=13U_n = \frac{1}{n^3} \cdot \frac{n(n+1)(2n+1)}{6} = \frac{(1 + \frac1n)(2 + \frac1n)}{6} \to \frac26 = \frac13, e Ln=Un−1n→13L_n = U_n - \frac1n \to \frac13: espremida entre suas escadas, a área vale exatamente 13\frac13.

9. ∫01x2  ⁣dx=[x33]01=13\int_0^1 x^2\,\dd x = \left[\frac{x^3}{3}\right]_0^1 = \frac13: uma linha. O teorema fundamental converte um cerco infinito em uma única avaliação de antiderivada — é por isso que ele se chama fundamental.

10. Segmento: ∫−11(1−x2)  ⁣dx=2−23=43\int_{-1}^{1}(1 - x^2)\,\dd x = 2 - \frac23 = \frac43. Triângulo de base a corda (comprimento 22, na altura 11) e vértice (0,0)(0,0): área 12×2×1=1\frac12 \times 2 \times 1 = 1. Razão: 43\frac43 — exatamente o teorema de Arquimedes, verificado pela máquina que lhe faltava.

11. T(1+14+116+… )=T⋅11−14=43TT\left(1 + \frac14 + \frac{1}{16} + \dots\right) = T \cdot \frac{1}{1 - \frac14} = \frac43 T (série geométrica de razão 14\frac14): com T=1T = 1, de novo a área 43\frac43 do segmento. Arquimedes somou a série por um argumento puramente geométrico — as mordidas de um quarto, do tipo barra de chocolate, dois milênios antes de os limites terem nome.

12. A exaustão precisa de uma autossemelhança geométrica engenhosa e dá áreas exatas caso a caso; Riemann precisa apenas de monotonicidade e dá uma definição universal ao preço de calcular somas; o teorema fundamental precisa de todo o edifício das derivadas e o retribui tornando as áreas contas de uma linha.

13. A(1)=0A(1) = 0 e A′(x)=1xA'(x) = \frac1x (teorema fundamental): AA é a primitiva de 1x\frac1x em (0, +∞)\intoo{0}{+\infty} que se anula em 11 — que é precisamente o logaritmo natural.

14. g′(x)=aax−1x=0g'(x) = \frac{a}{ax} - \frac1x = 0: gg é constante; em x=1x = 1: g(1)=A(a)−A(1)=A(a)g(1) = A(a) - A(1) = A(a). Logo A(ax)=A(a)+A(x)A(ax) = A(a) + A(x) para todo xx e, com x=bx = b: ln⁡(ab)=ln⁡a+ln⁡b\ln(ab) = \ln a + \ln b. A área da hipérbole não se importa com a escala horizontal: esticar tt por aa achata 1t\frac1t por aa, e a área sobrevive — somar logaritmos é uma simetria de escala.

15. Iterando: ln⁡(an)=nln⁡a\ln(a^n) = n\ln a (indução em nn). E 0=ln⁡1=ln⁡(a⋅1a)=ln⁡a+ln⁡1a0 = \ln 1 = \ln\left(a \cdot \frac1a\right) = \ln a + \ln\frac1a: ln⁡1a=−ln⁡a\ln\frac1a = -\ln a.

16. 111+112+⋯+120≈0.669\frac{1}{11} + \frac{1}{12} + \dots + \frac{1}{20} \approx 0.669, contra ln⁡2≈0.693\ln 2 \approx 0.693: dez retângulos sob 11+t\frac{1}{1+t}, já bem próximos. A série harmônica diverge, mas suas fatias de nn até 2n2n acomodam-se em ln⁡2\ln 2: divergência a passo de tartaruga, medida por uma área.

17. Distância: ∫0103t2  ⁣dt=1000\int_0^{10} 3t^2\,\dd t = 1000 m. Velocidade média: 100100 m/s. Instante com v=100v = 100: 3t2=1003t^2 = 100: t=1003≈5.77t = \sqrt{\frac{100}{3}} \approx 5.77 s.

18. Massa: ∫04(2+x)  ⁣dx=8+8=16\int_0^4 (2 + x)\,\dd x = 8 + 8 = 16 kg. Momento: ∫04(2x+x2)  ⁣dx=16+643=1123\int_0^4 (2x + x^2)\,\dd x = 16 + \frac{64}{3} = \frac{112}{3}. Centro de massa: 112/316=73≈2.33\frac{112/3}{16} = \frac73 \approx 2.33 m — empurrado para além do meio pela extremidade direita, mais pesada, como a intuição exige.

19. W0=π2W_0 = \frac\pi2; W1=[−cos⁡t]0π/2=1W_1 = \left[-\cos t\right]_0^{\pi/2} = 1; e W2=∫0π/21−cos⁡2t2  ⁣dt=π4W_2 = \int_0^{\pi/2} \frac{1 - \cos 2t}{2}\,\dd t = \frac\pi4.

20. Área: a definição, espremida por escadas. Acumulação: distâncias a partir de velocidades, massas a partir de densidades — a integral como total corrente. Antiderivada: o teorema fundamental, o atalho de Newton e Leibniz através da paciência de Arquimedes. A pérola: o botão ln⁡\ln é a área sob 1t\frac1t, e a simetria de escala dessa área é a identidade ln⁡(ab)=ln⁡a+ln⁡b\ln(ab) = \ln a + \ln b.

  1. Que uma função de derivada nula em um intervalo seja constante segue do Teorema 22.7: ela é ao mesmo tempo crescente e decrescente. ↩

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