Physics · Livro 3 · Bachelor Year 1

Física universitária — 1.º ano

Física universitária — 1.º ano · Bachelor Year 1

14Osciladores mecânicos: amortecimento e ressonância

Empurre o balanço de uma criança na hora errada e quase nada acontece; empurre-o uma vez por período, com suavidade, e em uma dezena de idas e vindas a criança já grita no alto do arco. Uma máquina de lavar treme violentamente a uma velocidade determinada da centrifugação e fica quieta acima dela. Uma taça de cristal canta quando um dedo molhado percorre a sua borda no ritmo certo, e se estilhaça quando um cantor sustenta a mesma nota alto o bastante. Todos esses casos são uma ressonância: um sistema com uma frequência própria, excitado perto dessa frequência, acumula energia ciclo após ciclo até que o atrito a drene tão depressa quanto ela entra. Este capítulo toma o oscilador mecânico — livre, amortecido, depois forçado — e deduz as curvas de ressonância cujas gêmeas elétricas apareceram no Capítulo 8.

14.1 O oscilador harmônico

Definição 14.1 (Oscilador harmônico)

Um sistema cujo deslocamento xx em relação a um equilíbrio estável obedece a

x¨+ω02x=0\ddot x + \omega_0^2\,x = 0

é um oscilador harmônico de frequência angular própria ω0\omega_0 (período T0=2π/ω0T_0 = 2\pi/\omega_0). A solução x=Acos(ω0t+φ)x = A\cos(\omega_0t + \varphi) tem amplitude e fase fixadas pelas condições iniciais e um período independente da amplitude (isocronismo).

Proposição 14.2 (De onde vêm os osciladores harmônicos)

  • Massa mm numa mola kk: ω02=k/m\omega_0^2 = k/m (lei de Hooke).
  • Pêndulo simples de comprimento \ell, ângulos pequenos: ω02=g/\omega_0^2 = g/\ell.
  • Qualquer ponto material perto de um equilíbrio estável de um potencial EpE_p: ω02=Ep(x0)/m\omega_0^2 = E_p''(x_0)/m (Proposição 13.12).
  • Circuito LC: ω02=1/LC\omega_0^2 = 1/LC, com qxq \leftrightarrow x, LmL \leftrightarrow m, 1/Ck1/C \leftrightarrow k.

A energia E=12mx˙2+12mω02x2=12mω02A2E = \tfrac12 m\dot x^2 + \tfrac12 m\omega_0^2x^2 = \tfrac12 m\omega_0^2A^2 é constante e vai e volta entre as formas cinética e potencial duas vezes por período.

Demonstração. Segunda lei de Newton com F=kxF = -kx; a equação do pêndulo θ¨+(g/)sinθ=0\ddot\theta + (g/\ell)\sin\theta = 0 com sinθθ\sin\theta \approx \theta; a fórmula de Taylor no mínimo de EpE_p; a lei das malhas do circuito LC. Energia: derive e use a equação.

Exemplo 14.3 (Um cilindro que bóia e balança)

Um cilindro vertical de seção SS flutua com uma profundidade hh imersa (mg=ρwgShmg = \rho_wgSh, empuxo do Capítulo 21). Afundado de xx, ele recebe uma força adicional para cima ρwgSx\rho_wgSx: mx¨=ρwgSxm\ddot x = -\rho_wgSx, logo ω02=ρwgS/m=g/h\omega_0^2 = \rho_wgS/m = g/h — o mesmo que um pêndulo de comprimento hh. Uma boia imersa 1m1\,\mathrm{m} balança com período de 2s2\,\mathrm{s}, qualquer que seja a sua massa.

14.2 O oscilador amortecido

Proposição 14.4 (Oscilador amortecido)

Com um atrito viscoso αx˙-\alpha\dot x, a equação se torna

x¨+ω0Qx˙+ω02x=0,Q=kmα=mω0α,\ddot x + \frac{\omega_0}{Q}\dot x + \omega_0^2x = 0, \qquad Q = \frac{\sqrt{km}}{\alpha} = \frac{m\omega_0}{\alpha},

a forma canônica de segunda ordem do Capítulo 7: para Q>12Q > \tfrac12, um decaimento pseudoperiódico x=Aet/τcos(ωt+φ)x = A\eu^{-t/\tau}\cos(\omega t + \varphi) com τ=2Q/ω0\tau = 2Q/\omega_0, ω=ω011/4Q2\omega = \omega_0\sqrt{1 - 1/4Q^2}; a energia decai como e2t/τ\eu^{-2t/\tau} e

Q=2πenergia armazenadaenergia perdida por perıˊodo(Q1).Q = 2\pi\,\frac{\text{energia armazenada}}{\text{energia perdida por período}} \quad (Q \gg 1) .

Demonstração. Divida mx¨+αx˙+kx=0m\ddot x + \alpha\dot x + kx = 0 por mm. Para a energia: EA2e2t/τE \propto A^2\eu^{-2t/\tau} perde a fração 2T/τ=2π/Q2T/\tau = 2\pi/Q por período quando esta é pequena.

Exemplo 14.5 (Tempos de extinção)

Um diapasão de 440Hz440\,\mathrm{Hz} ainda soa dez segundos depois de percutido: a sua amplitude caiu a cerca de 5%5\% em 3τ=10s3\tau = 10\,\mathrm{s}, logo τ=3.3s\tau = 3.3\,\mathrm{s} e Q=ω0τ/24600Q = \omega_0\tau/2 \approx 4600. A suspensão de um carro (Q0.7Q \approx 0.7) para em menos de um período; um balanço de criança (Q20Q \approx 20) perde um terço da sua energia por vaivém e precisa de um empurrão a cada vez.

14.3 Oscilações forçadas e ressonância

Teorema 14.6 (Oscilador excitado senoidalmente)

Excitado por uma força F0cosωtF_0\cos\omega t, o oscilador amortecido

mx¨+αx˙+kx=F0cosωtm\ddot x + \alpha\dot x + kx = F_0\cos\omega t

se estabelece, após um transitório de duração τ\sim\tau, no regime forçado x=Xcos(ωt+φ)x = X\cos(\omega t + \varphi) com, escrevendo xr=ω/ω0x_r = \omega/\omega_0 e X0=F0/kX_0 = F_0/k a deflexão estática,

X=X0(1xr2)2+xr2/Q2,tanφ=xr/Q1xr2,φ[π,0].X = \frac{X_0}{\sqrt{(1 - x_r^2)^2 + x_r^2/Q^2}}, \qquad \tan\varphi = -\frac{x_r/Q}{1 - x_r^2}, \quad \varphi \in [-\pi, 0] .

A amplitude XX passa por um máximo, para Q>1/2Q > 1/\sqrt2, em ωr=ω011/2Q2\omega_r = \omega_0\sqrt{1 - 1/2Q^2}, com XmaxQX0X_{\max} \approx QX_0; a amplitude da velocidade V=ωXV = \omega X é máxima exatamente em ω0\omega_0, onde Vmax=F0/αV_{\max} = F_0/\alpha, e a sua curva de ressonância

VVmax=11+Q2(xr1/xr)2\frac{V}{V_{\max}} = \frac{1}{\sqrt{1 + Q^2(x_r - 1/x_r)^2}}

tem largura de banda Δω=ω0/Q\Delta\omega = \omega_0/Q. Em ω0\omega_0 o deslocamento atrasa π/2\pi/2 em relação à força, e a velocidade está em fase com ela.

Demonstração. Método complexo (Capítulo 8): X(ω2+jωω0/Q+ω02)=F0/m\underline X(-\omega^2 + j\omega\omega_0/Q + \omega_0^2) = F_0/m, logo X=(F0/m)/(ω02ω2+jωω0/Q)\underline X = (F_0/m)/(\omega_0^2 - \omega^2 + j\omega\omega_0/Q); divida numerador e denominador por ω02=k/m\omega_0^2 = k/m. O módulo e o argumento decorrem daí; o máximo de XX foi localizado na Proposição 8.10 (mesma função). Velocidade: V=jωX\underline V = j\omega\underline XV=ωXV = \omega X; escrever (1xr2)/xr=1/xrxr(1 - x_r^2)/x_r = 1/x_r - x_r transforma o denominador em 1/Q2+(1/xrxr)2\sqrt{1/Q^2 + (1/x_r - x_r)^2}, isto é, a forma do RLC. Em xr=1x_r = 1, X=jQX0\underline X = -jQX_0: um atraso de π/2\pi/2.

Amplitude (à esquerda) e fase (à direita) do oscilador forçado contra a frequência de excitação, para vários fatores de qualidade. Um pico agudo perto de _0 para Q grande, e nenhum abaixo de Q = 1/√2; o deslocamento passa de em fase ( baixo) a oposto ( alto), atravessando um atraso de π/2 em _0 — quanto mais aguda a ressonância, mais abrupta a transição. Amplitude (à esquerda) e fase (à direita) do oscilador forçado contra a frequência de excitação, para vários fatores de qualidade. Um pico agudo perto de _0 para Q grande, e nenhum abaixo de Q = 1/√2; o deslocamento passa de em fase ( baixo) a oposto ( alto), atravessando um atraso de π/2 em _0 — quanto mais aguda a ressonância, mais abrupta a transição.
Amplitude (à esquerda) e fase (à direita) do oscilador forçado contra a frequência de excitação, para vários fatores de qualidade. Um pico agudo perto de ω0\omega_0 para QQ grande, e nenhum abaixo de Q=1/2Q = 1/\sqrt2; o deslocamento passa de em fase (ω\omega baixo) a oposto (ω\omega alto), atravessando um atraso de π/2\pi/2 em ω0\omega_0 — quanto mais aguda a ressonância, mais abrupta a transição.

Observação 14.7 (Duas ressonâncias, um circuito)

A correspondência xqx \leftrightarrow q, x˙i\dot x \leftrightarrow i, mLm \leftrightarrow L, αR\alpha \leftrightarrow R, k1/Ck \leftrightarrow 1/C, FeF \leftrightarrow e leva o oscilador forçado ao RLC série do Capítulo 8: a ressonância em velocidade é a ressonância em corrente (sempre em ω0\omega_0, com largura de banda ω0/Q\omega_0/Q), e a ressonância em amplitude é a ressonância da carga, isto é, da tensão no capacitor (ligeiramente abaixo de ω0\omega_0, ausente para QQ baixo). A potência absorvida, Fx˙=12F0Vcosφv\langle F\dot x\rangle = \tfrac12 F_0V\cos\varphi_v, é máxima em ω0\omega_0, com o valor F02/2αF_0^2/2\alpha, e os pontos de meia potência delimitam a largura de banda em velocidade — exatamente como no RLC.

Exemplo 14.8 (Velocidades de ressonância)

A suspensão de um carro tem f01.3Hzf_0 \approx 1.3\,\mathrm{Hz} (Problema 7.1). Numa estrada com ondulações a cada λ=10m\lambda = 10\,\mathrm{m}, a frequência de excitação vale v/λv/\lambda: ressonância em v=λf0=13m/sv = \lambda f_0 = 13\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, cerca de 47km/h47\,\mathrm{km}/\mathrm{h} — a velocidade em que uma estrada ondulada sacode mais o carro, e a razão de se montar um amortecedor com Q0.7Q \approx 0.7: com Q=5Q = 5 a carroceria oscilaria com cinco vezes a amplitude da estrada. Acima da ressonância (xr1x_r \gg 1) a amplitude cai como X0/xr2X_0/x_r^2: a carroceria “flutua” sobre as ondulações rápidas — o isolamento, a outra face da ressonância.

14.4 Excitação pela base: isolamento e o sismômetro

Proposição 14.9 (Oscilador sacudido pelo seu suporte)

Seja o suporte de um conjunto massa–mola–amortecedor deslocado de xg(t)x_g(t) (a estrada sob um carro, o solo sob um sismômetro), e seja uu o deslocamento da massa em relação ao suporte e x=xg+ux = x_g + u o seu deslocamento absoluto (a partir do equilíbrio). Então

mu¨+αu˙+ku=mx¨g,m\ddot u + \alpha\dot u + ku = -m\ddot x_g ,

e para xg=Xgcosωtx_g = X_g\cos\omega t, com xr=ω/ω0x_r = \omega/\omega_0:

UXg=xr2(1xr2)2+xr2/Q2,XXg=1+xr2/Q2(1xr2)2+xr2/Q2.\frac{U}{X_g} = \frac{x_r^2}{\sqrt{(1 - x_r^2)^2 + x_r^2/Q^2}}, \qquad \frac{X}{X_g} = \sqrt{\frac{1 + x_r^2/Q^2}{(1 - x_r^2)^2 + x_r^2/Q^2}} .

Para xr1x_r \gg 1: UXgU \to X_g (a massa fica parada no espaço — um sismômetro lê o deslocamento do solo) e X0X \to 0 (a massa fica isolada do tremor); para xr1x_r \ll 1: Ux¨g/ω02U \approx \ddot x_g/\omega_0^2 (um acelerômetro) e XXgX \approx X_g (a massa acompanha o suporte).

Demonstração. A mola e o amortecedor agem sobre o movimento relativo: mx¨=kuαu˙m\ddot x = -ku - \alpha\dot u, e x¨=x¨g+u¨\ddot x = \ddot x_g + \ddot u. Em forma complexa, U(ω02ω2+jωω0/Q)=ω2Xg\underline U(\omega_0^2 - \omega^2 + j\omega\omega_0/Q) = \omega^2X_g, donde U/XgU/X_g; depois X=U+Xg=Xg(1+jxr/Q)/(1xr2+jxr/Q)\underline X = \underline U + X_g = X_g(1 + jx_r/Q)/(1 - x_r^2 + jx_r/Q).

Uma massa sacudida através do seu suporte. À esquerda: o movimento relativo U/X_g — um acelerômetro abaixo de _0 (inclinação 2 em escalas logarítmicas) e um sismômetro acima. À direita: o movimento absoluto X/X_g — a massa acompanha o suporte em baixa frequência e fica isolada dele bem acima de _0; um Q alto não traz nada além de um pico perigoso. Uma massa sacudida através do seu suporte. À esquerda: o movimento relativo U/X_g — um acelerômetro abaixo de _0 (inclinação 2 em escalas logarítmicas) e um sismômetro acima. À direita: o movimento absoluto X/X_g — a massa acompanha o suporte em baixa frequência e fica isolada dele bem acima de _0; um Q alto não traz nada além de um pico perigoso.
Uma massa sacudida através do seu suporte. À esquerda: o movimento relativo U/XgU/X_g — um acelerômetro abaixo de ω0\omega_0 (inclinação 22 em escalas logarítmicas) e um sismômetro acima. À direita: o movimento absoluto X/XgX/X_g — a massa acompanha o suporte em baixa frequência e fica isolada dele bem acima de ω0\omega_0; um QQ alto não traz nada além de um pico perigoso.

Exemplo 14.10 (Por que as máquinas ficam sobre coxins macios)

Um motor de 50Hz50\,\mathrm{Hz} sobre coxins de borracha sintonizados em f0=10Hzf_0 = 10\,\mathrm{Hz} (xr=5x_r = 5, Q2Q \approx 2): X/Xg=(1+6.25)/(576+6.25)=0.11X/X_g = \sqrt{(1 + 6.25)/(576 + 6.25)} = 0.11 — nove décimos da vibração não chegam ao piso. Os coxins precisam ser mais macios do que a intuição sugere: enrijecê-los eleva f0f_0 rumo aos 5050 Hz e destrói o isolamento. A mesma fórmula, lida ao contrário, é o carro do Exemplo 14.8 numa estrada ondulada.

14.5 Energia: como uma ressonância se constrói

Proposição 14.11 (Balanço energético no regime forçado)

No regime forçado permanente, a potência média fornecida pela força excitadora iguala a potência média dissipada pelo atrito, 12αV2\tfrac12\alpha V^2. Na ressonância a energia armazenada 12mVmax2\tfrac12 mV_{\max}^2 vale Q/2πQ/2\pi vezes a energia fornecida por período: o oscilador acumula o trabalho da excitação durante cerca de QQ ciclos antes que as perdas igualem a entrada, que é também o número de ciclos (τ/T\sim\tau/T) que o transitório dura.

Demonstração. Tome a média do teorema da energia sobre um período:  ⁣dE/ ⁣dt=0\langle\dd E/\dd t\rangle = 0 em regime permanente, logo Fx˙=αx˙2=12αV2\langle F\dot x\rangle = \langle\alpha\dot x^2\rangle = \tfrac12\alpha V^2. Na ressonância Vmax=F0/αV_{\max} = F_0/\alpha, energia armazenada 12m(F0/α)2\tfrac12 m(F_0/\alpha)^2, energia fornecida por período 12α(F0/α)2T\tfrac12\alpha(F_0/\alpha)^2T; razão m/(αT)=Q/2πm/(\alpha T) = Q/2\pi.

Exemplo 14.12 (O balanço)

Um balanço de 2.5m2.5\,\mathrm{m} (T0=3.2sT_0 = 3.2\,\mathrm{s}, Q20Q \approx 20) recebe um empurrão de 50N50\,\mathrm{N} ao longo de 0.5m0.5\,\mathrm{m} por período: 25J25\,\mathrm{J} por ciclo. Ele cresce até que a perda por período, 2πE/Q2\pi E/Q, iguale 25J25\,\mathrm{J}: E=80JE = 80\,\mathrm{J}; com uma criança de 30kg30\,\mathrm{kg}, mg(1cosθmax)=80Jmg\ell(1 - \cos\theta_{\max}) = 80\,\mathrm{J}θmax27\theta_{\max} \approx 27^\circ. Empurrando em qualquer outro ritmo, o trabalho dos empurrões alternaria de sinal e daria média nula.

Partida de uma ressonância (Q = 5, excitação ligada em t = 0 em _0): a amplitude cresce rumo a QX_0 com a constante de tempo = 2Q/ _0, isto é, ao longo de cerca de Q/π períodos — o transitório do  superposto ao regime forçado.
Partida de uma ressonância (Q=5Q = 5, excitação ligada em t=0t = 0 em ω0\omega_0): a amplitude cresce rumo a QX0QX_0 com a constante de tempo τ=2Q/ω0\tau = 2Q/\omega_0, isto é, ao longo de cerca de Q/πQ/\pi períodos — o transitório do Capítulo 7 superposto ao regime forçado.

14.6 Exercícios

Exercício 14.1

Uma massa de 0.20kg0.20\,\mathrm{kg} numa mola de constante elástica 80N/m80\,\mathrm{N}/\mathrm{m} oscila com amplitude de 5.0cm5.0\,\mathrm{cm}. Frequência angular, frequência, período, velocidade máxima, energia total.

Solução

Solução de Exercício 14.1.

ω0=80/0.20=20rad/s\omega_0 = \sqrt{80/0.20} = 20\,\mathrm{rad}/\mathrm{s}, f0=3.2Hzf_0 = 3.2\,\mathrm{Hz}, T0=0.31sT_0 = 0.31\,\mathrm{s}; vmax=Aω0=1.0m/sv_{\max} = A\omega_0 = 1.0\,\mathrm{m}/\mathrm{s}; E=12kA2=0.10JE = \tfrac12 kA^2 = 0.10\,\mathrm{J}.

Exercício 14.2

Período de um pêndulo de 1.0m1.0\,\mathrm{m} na Terra e na Lua (g=1.62m/s2g = 1.62\,\mathrm{m}/\mathrm{s}^{2}). O que acontece com o período do sistema massa–mola na Lua?

Solução

Solução de Exercício 14.2.

T=2π/gT = 2\pi\sqrt{\ell/g}: 2.0s2.0\,\mathrm{s} na Terra, 4.9s4.9\,\mathrm{s} na Lua. O período do sistema massa–mola, 2πm/k2\pi\sqrt{m/k}, não envolve gg: fica inalterado.

Exercício 14.3

Um oscilador tem f0=2.0Hzf_0 = 2.0\,\mathrm{Hz} e Q=50Q = 50. Tempo de decaimento τ\tau da amplitude; tempo para a energia cair à metade; número de oscilações antes que a amplitude chegue a 5%5\%.

Solução

Solução de Exercício 14.3.

τ=2Q/ω0=100/(4π)=8.0s\tau = 2Q/\omega_0 = 100/(4\pi) = 8.0\,\mathrm{s}; a energia e2t/τ\propto \eu^{-2t/\tau} cai à metade em t=τln2/2=2.8st = \tau\ln2/2 = 2.8\,\mathrm{s}; 5%5\% após 3τ=24s3\tau = 24\,\mathrm{s}, cerca de 48Q48 \approx Q oscilações.

Exercício 14.4

Uma massa numa mola (k=100N/mk = 100\,\mathrm{N}/\mathrm{m}, Q=10Q = 10) é excitada por uma força de amplitude 1.0N1.0\,\mathrm{N}. Deflexão estática; amplitude na ressonância; amplitude em ω=3ω0\omega = 3\omega_0.

Solução

Solução de Exercício 14.4.

X0=F0/k=1.0cmX_0 = F_0/k = 1.0\,\mathrm{cm}; na ressonância QX0=10cm\approx QX_0 = 10\,\mathrm{cm}; em 3ω03\omega_0: X0/64+0.09=0.13cmX_0/\sqrt{64 + 0.09} = 0.13\,\mathrm{cm}.

Exercício 14.5 ★★

Um carro (f0=1.3Hzf_0 = 1.3\,\mathrm{Hz}, Q=0.7Q = 0.7) passa por lombadas espaçadas de 8.0m8.0\,\mathrm{m}. Velocidade de ressonância? A 60km/h60\,\mathrm{km}/\mathrm{h}, que fração da amplitude das lombadas a carroceria sente? Comente.

Solução

Solução de Exercício 14.5.

v=Lf0=8.0×1.3=10m/sv = Lf_0 = 8.0 \times 1.3 = 10\,\mathrm{m}/\mathrm{s} (37km/h37\,\mathrm{km}/\mathrm{h}). A 60km/h60\,\mathrm{km}/\mathrm{h}: f=16.7/8.0=2.1Hzf = 16.7/8.0 = 2.1\,\mathrm{Hz}, xr=1.6x_r = 1.6: X/Xg=(1+5.2)/(2.4+5.2)=0.90X/X_g = \sqrt{(1 + 5.2)/(2.4 + 5.2)} = 0.90 — mal isolado; o isolamento exige xr1x_r \gg 1 (a 120km/h120\,\mathrm{km}/\mathrm{h}, xr=3.2x_r = 3.2: 0.450.45).

Exercício 14.6 ★★

Explique pelo balanço energético por que um balanço precisa ser empurrado no seu próprio período; para Q=20Q = 20 e um empurrão que acrescenta 25J25\,\mathrm{J} por ciclo, encontre a energia em regime permanente e a amplitude para uma criança de 30kg30\,\mathrm{kg} num balanço de 2.5m2.5\,\mathrm{m}.

Solução

Solução de Exercício 14.6.

O trabalho de um empurrão só é positivo quando ele age no sentido do movimento; empurrado a cada período, todos os empurrões se somam; em qualquer outro ritmo eles se alternam. Regime permanente: 2πE/Q=25J2\pi E/Q = 25\,\mathrm{J}, E=80JE = 80\,\mathrm{J}; mg(1cosθmax)=80mg\ell(1 - \cos\theta_{\max}) = 80: 1cosθmax=0.1091 - \cos\theta_{\max} = 0.109, θmax=27\theta_{\max} = 27^\circ.

Exercício 14.7 ★★

Máximos sucessivos de uma oscilação livre decrescem 10%10\% a cada período. Encontre QQ e a largura de banda (em hertz) da sua ressonância em velocidade se f0=2.0Hzf_0 = 2.0\,\mathrm{Hz}.

Solução

Solução de Exercício 14.7.

δ=ln(1/0.9)=0.105\delta = \ln(1/0.9) = 0.105, Q=π/δ=30Q = \pi/\delta = 30; Δf=f0/Q=0.067Hz\Delta f = f_0/Q = 0.067\,\mathrm{Hz}.

Exercício 14.8 ★★

Dê a fase do deslocamento em relação à força bem abaixo da ressonância, na ressonância e bem acima, e a fase da velocidade na ressonância. Por que a ressonância em velocidade é a que importa para a potência?

Solução

Solução de Exercício 14.8.

Deslocamento: em fase (φ=0\varphi = 0) bem abaixo, π/2-\pi/2 na ressonância, π-\pi (oposto) bem acima. Velocidade na ressonância: em fase com a força. A potência vale Fv\vect F\cdot\vect v: é a fase da velocidade, e não a do deslocamento, que decide quanto trabalho a excitação realiza.

Exercício 14.9 ★★

Mostre que a amplitude da velocidade V=ωXV = \omega X é máxima exatamente em ω0\omega_0, com Vmax=F0/αV_{\max} = F_0/\alpha, e que V/VmaxV/V_{\max} tem a forma 1/1+Q2(xr1/xr)21/\sqrt{1 + Q^2(x_r - 1/x_r)^2}.

Solução

Solução de Exercício 14.9.

V=ωX=ω(F0/m)/(ω02ω2)2+(ωω0/Q)2V = \omega X = \omega(F_0/m)/\sqrt{(\omega_0^2 - \omega^2)^2 + (\omega\omega_0/Q)^2}; divida numerador e denominador por ωω0/Q\omega\omega_0/Q: V=(F0Q/mω0)/1+Q2(ω0/ωω/ω0)2V = (F_0Q/m\omega_0)/ \sqrt{1 + Q^2(\omega_0/\omega - \omega/\omega_0)^2}, e F0Q/mω0=F0/αF_0Q/m\omega_0 = F_0/\alpha. A raiz quadrada é 1\geq 1, e vale 11 exatamente em ω=ω0\omega = \omega_0.

Exercício 14.10 ★★★

Calcule a potência média absorvida na ressonância para F0=1.0NF_0 = 1.0\,\mathrm{N}, α=0.050Ns/m\alpha = 0.050\,\mathrm{N}\,\mathrm{s}/\mathrm{m}, e a energia armazenada se m=0.20kgm = 0.20\,\mathrm{kg}; verifique que a razão entre elas vale Q/ω0Q/\omega_0 com ω0=20rad/s\omega_0 = 20\,\mathrm{rad}/\mathrm{s}.

Solução

Solução de Exercício 14.10.

P=F02/2α=10WP = F_0^2/2\alpha = 10\,\mathrm{W}; Vmax=F0/α=20m/sV_{\max} = F_0/\alpha = 20\,\mathrm{m}/\mathrm{s}, E=12mVmax2=40JE = \tfrac12 mV_{\max}^2 = 40\,\mathrm{J}; E/P=4.0sE/P = 4.0\,\mathrm{s} e Q/ω0=m/α=4.0sQ/\omega_0 = m/\alpha = 4.0\,\mathrm{s}.

Exercício 14.11 ★★★

Um diapasão de 440Hz440\,\mathrm{Hz} é ouvido por 10s10\,\mathrm{s} (amplitude reduzida a 5%5\%). Estime τ\tau e QQ, a largura de banda da sua ressonância, e comente por que ele é um bom padrão de frequência.

Solução

Solução de Exercício 14.11.

3τ=10s3\tau = 10\,\mathrm{s}: τ=3.3s\tau = 3.3\,\mathrm{s}, Q=ω0τ/2=2π×440×3.3/24600Q = \omega_0\tau/2 = 2\pi \times 440 \times 3.3/2 \approx 4600; Δf=f0/Q=0.1Hz\Delta f = f_0/Q = 0.1\,\mathrm{Hz}. Ele responde a, e emite, essencialmente uma única frequência: um padrão bom a algumas partes em 10410^4.

Exercício 14.12 ★★★

Deduza a frequência de balanço de um cilindro flutuante (Exemplo 14.3) pela lei de Newton e pela força de Arquimedes ρwgS(h+x)\rho_wgS(h + x); mostre que ω02=g/h\omega_0^2 = g/h; calcule o período para h=10cmh = 10\,\mathrm{cm}. Por que o resultado independe da massa e do líquido?

Solução

Solução de Exercício 14.12.

mx¨=mgρwgS(h+x)=ρwgSxm\ddot x = mg - \rho_wgS(h + x) = -\rho_wgSx (pois mg=ρwgShmg = \rho_wgSh): ω02=ρwgS/m=g/h\omega_0^2 = \rho_wgS/m = g/h; T=2π0.10/9.81=0.63sT = 2\pi\sqrt{0.10/9.81} = 0.63\,\mathrm{s}. Tanto a massa quanto a densidade do líquido entram apenas através da profundidade de equilíbrio hh.

Um sismógrafo: uma massa pesada numa suspensão macia fica parada enquanto o solo se move, e a pena escreve a diferença — o oscilador excitado pela base do problema de fim de semana.
Um sismógrafo: uma massa pesada numa suspensão macia fica parada enquanto o solo se move, e a pena escreve a diferença — o oscilador excitado pela base do problema de fim de semana.

14.7 Problema: o sismógrafo

Problema 14.1

Problema de fim de semana — uma massa pende de uma mola dentro de uma caixa aparafusada ao solo; o solo treme: o que a pena registra, por que o mesmo instrumento mede deslocamento em alta frequência e aceleração em baixa frequência, e por que um sismômetro de longo período não pode ser simplesmente uma mola longa

Uma massa m=1.0kgm = 1.0\,\mathrm{kg} pende de uma mola de constante elástica kk dentro de uma armação rígida presa ao solo; um amortecedor exerce αu˙-\alpha\dot u, sendo uu o deslocamento da massa em relação à armação, medido a partir da sua posição de equilíbrio. O solo, e portanto a armação, se move verticalmente segundo xg(t)x_g(t). O referencial das estrelas distantes é inercial.

Parte I — A equação.

  1. Escreva a posição absoluta da massa como x=xg+u+constx = x_g + u + \text{const}, liste as forças sobre a massa (no referencial inercial) e mostre que

    mu¨+αu˙+ku=mx¨g.m\ddot u + \alpha\dot u + ku = -m\ddot x_g .
  2. Ponha-a na forma canônica; identifique ω0\omega_0 e QQ.
  3. O instrumento é construído com f0=0.50Hzf_0 = 0.50\,\mathrm{Hz} e Q=0.70Q = 0.70: calcule kk e α\alpha.
  4. Uma aceleração constante do solo aga_g (a armação se inclinando, digamos) dá que uu permanente? Interprete.
  5. O que registra a pena presa à massa, escrevendo num tambor fixo à armação?

Parte II — Movimento harmônico do solo. O solo se move segundo xg=Xgcosωtx_g = X_g\cos\omega t; escreva xr=ω/ω0x_r = \omega/\omega_0.

  1. Usando amplitudes complexas, mostre que U=Xgxr2/(1xr2+jxr/Q)\underline U = X_g\,x_r^2/ (1 - x_r^2 + jx_r/Q).
  2. Deduza U/XgU/X_g em função de xrx_r e de QQ.
  3. Limite xr1x_r \gg 1: mostre que UXgU \to X_g e explique fisicamente o que a massa faz (o que o instrumento está medindo?).
  4. Limite xr1x_r \ll 1: mostre que Uxr2Xg=ag/ω02U \approx x_r^2X_g = a_g/\omega_0^2, sendo aga_g a amplitude da aceleração do solo: o que é o instrumento agora?
  5. Valor em xr=1x_r = 1; por que Q0.7Q \approx 0.7 é uma escolha sensata?
  6. Esboce U/XgU/X_g contra xrx_r (escalas logarítmicas) para Q=0.7Q = 0.7 e Q=5Q = 5.
  7. Fase de uu em relação a xgx_g em alta frequência; interprete.

Parte III — Projetando para terremotos. Terremotos distantes produzem ondas de superfície de 0.050.05\, a 0.1Hz0.1\,\mathrm{Hz} com amplitudes milimétricas; tremores locais chegam a 55\, ou 10Hz10\,\mathrm{Hz}.

  1. Para registrar ondas de 0.05Hz0.05\,\mathrm{Hz} como deslocamentos quer-se f00.05Hzf_0 \ll 0.05\,\mathrm{Hz}, digamos 0.02Hz0.02\,\mathrm{Hz}. Que alongamento estático a mola teria sob o peso da massa? Comente.
  2. Um pêndulo simples de mesma frequência: que comprimento?
  3. Os instrumentos reais de longo período usam um pêndulo quase horizontal do tipo “porteira de jardim”, ou uma realimentação eletrônica de força. Explique em uma frase o que cada solução consegue.
  4. Para o instrumento de 0.50Hz0.50\,\mathrm{Hz}, calcule o alongamento estático: é viável?
  5. Com ele, uma onda de 0.10Hz0.10\,\mathrm{Hz} e amplitude 1.0mm1.0\,\mathrm{mm} dá que UU? Em que regime está o instrumento?
  6. Um tremor local de 5.0Hz5.0\,\mathrm{Hz} e amplitude 1.0mm1.0\,\mathrm{mm}: qual UU? Qual regime?

Parte IV — O acelerômetro de um celular. Uma massa micro-usinada sobre molas de silício tem f0=1.0kHzf_0 = 1.0\,\mathrm{kHz} e Q=0.7Q = 0.7.

  1. Um tremor de 10Hz10\,\mathrm{Hz} com amplitude de aceleração gg: calcule UU. Como se lê um deslocamento desses?
  2. Até que frequência a leitura fica a menos de 10%10\% de ag/ω02a_g/\omega_0^2?
  3. Que constante de tempo τ=2Q/ω0\tau = 2Q/\omega_0 governa a sua resposta a um solavanco, e por que isso importa para detectar uma queda?
  4. O τ\tau do sismômetro: valor e consequência após um degrau súbito do solo.
  5. Por que se escolhe o amortecimento crítico (ou quase crítico) para os dois instrumentos, em vez de um QQ alto?
  6. O celular é sacudido exatamente a 1.0kHz1.0\,\mathrm{kHz}: por qual fator a leitura se afasta do valor correto?
  7. Resuma: um único dispositivo, dois regimes, decididos por qual única comparação.
Solução

Solução de Problema 14.1.

1. Forças: peso (equilibrado pelo alongamento estático), mola ku-ku, amortecedor αu˙-\alpha\dot u; mx¨=kuαu˙m\ddot x = -ku - \alpha\dot u com x¨=x¨g+u¨\ddot x = \ddot x_g + \ddot u.

2. u¨+(ω0/Q)u˙+ω02u=x¨g\ddot u + (\omega_0/Q)\dot u + \omega_0^2u = -\ddot x_g, ω0=k/m\omega_0 = \sqrt{k/m}, Q=km/αQ = \sqrt{km}/\alpha.

3. k=mω02=π2=9.9N/mk = m\omega_0^2 = \pi^2 = 9.9\,\mathrm{N}/\mathrm{m}; α=mω0/Q=3.14/0.70=4.5Ns/m\alpha = m\omega_0/Q = 3.14/0.70 = 4.5\,\mathrm{N}\,\mathrm{s}/\mathrm{m}.

4. u=ag/ω02u = -a_g/\omega_0^2: a massa se desloca de um valor fixo — o instrumento é um acelerômetro em frequência nula (e um inclinômetro).

5. O deslocamento relativo u(t)u(t).

6. ω2U+jω(ω0/Q)U+ω02U=ω2Xg-\omega^2\underline U + j\omega(\omega_0/Q)\underline U + \omega_0^2\underline U = \omega^2X_g; divida por ω02\omega_0^2.

7. U/Xg=xr2/(1xr2)2+xr2/Q2U/X_g = x_r^2/\sqrt{(1 - x_r^2)^2 + x_r^2/Q^2}.

8. UXgU \to X_g: a massa não se move no referencial inercial (a sua inércia a mantém parada, enquanto a mola é macia demais para arrastá-la); a armação se move em torno dela, e a pena registra o deslocamento do solo — é um sismômetro.

9. Uxr2Xg=ω2Xg/ω02=ag/ω02U \approx x_r^2X_g = \omega^2X_g/\omega_0^2 = a_g/\omega_0^2: um acelerômetro.

10. U=QXg=0.7XgU = QX_g = 0.7X_g: sem pico; os dois regimes se juntam suavemente e o instrumento não ressoa.

11. Para Q=0.7Q = 0.7: uma reta de inclinação 22 subindo até 11 perto de xr=1x_r = 1, depois plana em 11; para Q=5Q = 5: o mesmo, com um pico de altura 55 em xr=1x_r = 1.

12. UXg\underline U \to -X_g: u=xgu = -x_g, a massa parada enquanto a armação se move.

13. Δ=g/ω02=9.81/(2π×0.02)2=620m\Delta\ell = g/\omega_0^2 = 9.81/(2\pi \times 0.02)^2 = 620\,\mathrm{m}: absurdo.

14. =g/ω02=620m\ell = g/\omega_0^2 = 620\,\mathrm{m}.

15. Porteira de jardim: o pêndulo oscila em torno de um eixo quase vertical, de modo que só uma fração minúscula de gg o restaura e um braço curto dá um período longo. Realimentação de força: uma bobina mantém a massa fixa, e a corrente necessária é proporcional à aceleração do solo — a rigidez passa a ser eletrônica e ajustável.

16. Δ=9.81/π2=0.99m\Delta\ell = 9.81/\pi^2 = 0.99\,\mathrm{m}: viável.

17. xr=0.2x_r = 0.2: U/Xg=0.04/0.92+0.08=0.040U/X_g = 0.04/\sqrt{0.92 + 0.08} = 0.040: 40µm40\,\text{µ}\mathrm{m} — regime de acelerômetro, exige amplificação (alavanca óptica ou eletrônica).

18. xr=10x_r = 10: 100/9801+2041.00100/\sqrt{9801 + 204} \approx 1.00: 1.0mm1.0\,\mathrm{mm}, registro fiel do deslocamento.

19. ω0=6.3×103rad/s\omega_0 = 6.3 \times 10^{3}\,\mathrm{rad}/\mathrm{s}: U=g/ω02=2.5×107mU = g/\omega_0^2 = 2.5 \times 10^{-7}\,\mathrm{m} — lido como a variação da folga de um capacitor.

20. U/(ag/ω02)=1/(1xr2)2+xr2/Q2U/(a_g/\omega_0^2) = 1/\sqrt{(1 - x_r^2)^2 + x_r^2/Q^2}; com Q=0.7Q = 0.7 ela decresce monotonicamente e permanece acima de 0.90.9 até xr0.7x_r \approx 0.7: cerca de 700Hz700\,\mathrm{Hz}.

21. τ=2Q/ω0=0.22ms\tau = 2Q/\omega_0 = 0.22\,\mathrm{ms}: ele acompanha uma queda (dezenas de milissegundos) sem atraso.

22. τ=1.4/3.14=0.45s\tau = 1.4/3.14 = 0.45\,\mathrm{s}: após um degrau do solo o registro se acomoda em meio segundo, sem oscilar.

23. Um QQ alto faria o instrumento ressoar em f0f_0 após cada solavanco (registrando a si mesmo em vez do solo) e produziria um pico perto de f0f_0; Q0.7Q \approx 0.7 é plano e rápido.

24. U=QXg=0.7XgU = QX_g = 0.7X_g contra o ideal XgX_g (ou ag/ω02=Xga_g/\omega_0^2 = X_g): 30%30\% abaixo.

25. Compare a frequência do sinal com f0f_0: bem acima, a massa é uma referência fixa e uu é o deslocamento; bem abaixo, uu é a aceleração dividida por ω02\omega_0^2.

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