Física universitária — 1.º ano · Bachelor Year 1
1Unidades, dimensões e medida
Num laboratório de subsolo um pêndulo oscila, um cronômetro dispara e um estudante escreve . Esse é o valor “certo”? O livro-texto diz . Se os dois números concordam, se o experimento foi bem concebido, qual das suas etapas o limitou — nada disso se decide a partir dos algarismos. A física mede, e uma medida sem a sua incerteza é um boato. Este capítulo monta a linguagem comum de todos os capítulos que virão: unidades, dimensões, ordens de grandeza e a aritmética honesta das incertezas.
1.1 O Sistema Internacional de Unidades
Definição 1.1 (Grandeza física e unidade)
Uma grandeza física é uma propriedade que pode ser medida: um comprimento, uma duração, uma massa, uma corrente. Medi-la é compará-la com uma grandeza de referência da mesma espécie, a unidade: o resultado é um número vezes uma unidade, . O número sozinho nada significa; a unidade sozinha nada mede.
Definição 1.2 (Unidades de base do SI)
O Sistema Internacional de Unidades (SI) repousa sobre sete unidades de base: o segundo (), o metro (), o quilograma (), o ampère (), o kelvin (), o mol () e a candela (). Desde 2019 cada uma é definida fixando-se o valor numérico de uma constante da natureza: a frequência hiperfina do césio define o segundo; a velocidade da luz define em seguida o metro; a constante de Planck define o quilograma; a carga elementar define o ampère; a constante de Boltzmann o kelvin; a constante de Avogadro o mol; e uma eficácia luminosa fixa a candela. Toda outra unidade é uma unidade derivada, um produto de potências de unidades de base: , , , , .
Observação 1.3 (Nomes e símbolos)
As unidades que levam nomes de pessoas escrevem-se por extenso em minúscula (newton, joule, pascal) e em maiúscula como símbolo (, , ); por extenso em maiúscula, a palavra designa a pessoa. Os prefixos escalam por potências de dez, de p () passando por n, , m, k, M, G até T (); o quilograma é a única unidade de base que traz um prefixo no próprio nome.
Exemplo 1.4 (Desdobrando uma unidade derivada)
O volt: . O ohm: . O farad: . Esse desdobramento é a maneira mais segura de verificar que uma fórmula foi lembrada corretamente — a próxima seção o torna sistemático.
1.2 Análise dimensional
Definição 1.5 (Dimensão)
A dimensão de uma grandeza , escrita , registra como se constrói a partir das sete grandezas de base, independentemente das unidades escolhidas: comprimento , massa , tempo , corrente elétrica , temperatura , quantidade de matéria , intensidade luminosa . Uma velocidade tem dimensão , uma força , uma energia . Uma grandeza de dimensão (um ângulo, uma razão, um índice de refração) é adimensional.
Teorema 1.6 (Princípio da homogeneidade dimensional)
Numa lei física, os dois membros de uma igualdade têm a mesma dimensão, e cada parcela de uma soma tem a dimensão do todo. O argumento de uma exponencial, de um logaritmo, de um seno ou de um cosseno é adimensional.
Demonstração. As leis da física não dependem das unidades que os seres humanos escolhem. Mudar a unidade de comprimento por um fator multiplica toda grandeza de dimensão por : uma igualdade entre parcelas de dimensões diferentes valeria num sistema de unidades e falharia em outro. Para uma função como , a série soma potências de de dimensões diferentes, a menos que seja adimensional. ∎
Método 1.7 (Verificando uma fórmula)
- Escreva a dimensão de cada símbolo.
- Reduza cada membro (cada parcela) a um produto .
- Expoentes iguais dos dois lados: a fórmula pode estar certa. Expoentes diferentes: ela está certamente errada — falta um fator , uma grandeza está ao quadrado onde deveria estar simples, um expoente tem dimensões.
Uma fórmula homogênea ainda pode estar errada por um fator adimensional (, , ): as dimensões nunca enxergam esse fator.
Exemplo 1.8 (O período de um pêndulo)
Um pêndulo de comprimento e massa oscila num campo gravitacional . Suponha o seu período da forma com adimensional. Então , de modo que , , :
Sem resolver uma única equação de movimento: a massa desaparece e dobrar o comprimento multiplica o período por . A dinâmica (Capítulo 14) fornecerá para pequenas oscilações.
Proposição 1.9 (Grupos adimensionais)
Se uma grandeza depende de grandezas que envolvem dimensões de base independentes, a relação pode ser reescrita entre combinações adimensionais dos e de . Quando , a única combinação deve ser constante, e a análise dimensional fornece a lei a menos de um fator numérico.
Demonstração. Admitido neste nível. ∎
Observação 1.10 (Usando a proposição)
O enunciado geral (o teorema de Vaschy–Buckingham) é um exercício de álgebra linear sobre os vetores de expoentes. O que importa aqui é a receita: listar as grandezas relevantes, contar as dimensões, formar os grupos adimensionais. No Exemplo 1.8, (), (), de modo que existe um único grupo , que só pode ser constante. O arrasto sobre uma esfera de raio que se move com velocidade num fluido de densidade e viscosidade envolve grandezas e dimensões: dois grupos, e (o número de Reynolds), e as dimensões sozinhas não dizem como o primeiro depende do segundo — só o experimento diz.
1.3 Ordens de grandeza
Definição 1.11 (Ordem de grandeza)
A ordem de grandeza de uma grandeza é a potência de dez mais próxima dela: (o raio da Terra) tem ordem de grandeza ; tem ordem ; está mais perto de do que de numa escala logarítmica (a fronteira é ). Duas grandezas são “da mesma ordem” quando a razão entre elas fica abaixo de cerca de .
Método 1.12 (Estimando)
Para estimar uma grandeza que ninguém mediu por você:
- decomponha-a em fatores que você saiba estimar a menos de um fator ou cada um;
- estime cada fator, guardando um algarismo significativo;
- multiplique, guardando a potência de dez e um algarismo.
Os erros dos diferentes fatores se cancelam em parte; o resultado costuma estar certo a menos de um fator a , o que muitas vezes basta para aceitar ou descartar uma hipótese.
Exemplo 1.13 (A massa da atmosfera)
A pressão atmosférica é o peso da coluna de ar acima de um metro quadrado, , de modo que por metro quadrado. A superfície da Terra vale ; a atmosfera pesa cerca de . O valor aceito é — a estimativa precisou apenas de e de .
Definição 1.14 (Algarismos significativos)
Os algarismos significativos de um número escrito são os seus dígitos a partir do primeiro não nulo: tem três, os mesmos três, é ambíguo (dois ou três) a menos que se escreva ou . Um resultado é escrito com os algarismos significativos que a sua incerteza permite (Método 1.20, adiante): nunca “” quando o quarto dígito é desconhecido.
1.4 Incerteza de medida
Definição 1.15 (Mensurando, erro, incerteza)
O mensurando é a grandeza que se pretende medir. Repetir uma medida dá valores dispersos: a medida é variável. O erro de um resultado é a sua diferença desconhecida em relação ao valor verdadeiro; a incerteza-padrão de um resultado é o desvio padrão dos valores que se poderiam razoavelmente atribuir ao mensurando — uma grandeza que se pode avaliar. Suas fontes: o operador (tempo de reação, paralaxe), o ambiente (temperatura, vibrações), o instrumento (resolução, calibração), o método (um modelo que só é aproximadamente verdadeiro).
Proposição 1.16 (Avaliação do Tipo A)
A partir de valores repetidos independentes de média e de desvio padrão experimental
a melhor estimativa do mensurando é , e a sua incerteza-padrão vale
Demonstração parcial. Que estime a dispersão de uma única medida é a própria definição do desvio padrão experimental ( em vez de porque a média foi ela mesma estimada a partir dos dados). Que a média de valores independentes se disperse vezes menos do que um único valor é a adição das variâncias: a variância de uma soma de variáveis independentes vale vezes a variância de uma delas, de modo que a variância da média vale . O curso de probabilidades deste ano demonstra ambas as afirmações. ∎
Proposição 1.17 (Avaliação do Tipo B)
Quando um valor é lido uma única vez, a sua incerteza é avaliada a partir do que se sabe do instrumento. Se o valor verdadeiro pode estar em qualquer ponto entre e , sem preferência (uma distribuição uniforme de semilargura ),
Para uma escala graduada em passos (semilargura ), ; o mesmo vale para o último dígito de um mostrador digital. Uma tolerância de fabricante anunciada como “” é tratada da mesma maneira, salvo indicação contrária na folha de dados.
Demonstração. A variância de uma distribuição uniforme sobre vale ; o seu desvio padrão vale . ∎
Teorema 1.18 (Incerteza combinada)
Seja calculada a partir de valores medidos independentes de incertezas-padrão . Então
Em particular:
- soma ou diferença : ;
- produto ou quociente ou : ;
- potência : .
Demonstração. Para desvios pequenos , o desenvolvimento de Taylor de primeira ordem dá . Os desvios são independentes e de média nula, de modo que a variância da soma é a soma das variâncias, cada uma multiplicada pelo quadrado do seu coeficiente — é a fórmula exibida. Os casos particulares seguem: dá , basta dividir por ; para , . ∎
Exemplo 1.19 (A densidade de um cilindro)
Um cilindro: (), (), (). Como , o quadrado da incerteza relativa soma , e : o diâmetro domina, porque está elevado ao quadrado e foi medido a . ; , logo : — latão.
Método 1.20 (Escrevendo um resultado)
- Arredonde a incerteza a um algarismo significativo (dois se o primeiro for ou ).
- Arredonde o valor à mesma casa decimal.
- Escreva valor e incerteza com a unidade: , ou , .
Guarde algarismos a mais durante o cálculo; arredonde só no fim.
Definição 1.21 (Desvio normalizado)
Dois resultados e do mesmo mensurando são comparados pelo seu desvio normalizado
Eles são compatíveis quando ; um maior aponta um efeito não considerado — ou uma incerteza subestimada. Quando é um valor de referência sem incerteza anunciada, toma-se .
Observação 1.22 (Por que 2)
Se os dois resultados se dispersam como gaussianas, a sua diferença tem desvio padrão , e uma gaussiana ultrapassa o dobro do seu desvio padrão em cerca de dos casos. “” é uma convenção, não um teorema: ela aceita mais ou menos uma boa medida em vinte como falso desacordo.
1.5 Ajustando um modelo aos dados
Proposição 1.23 (Reta dos mínimos quadrados)
Dados pontos que se espera obedecerem a , a reta que minimiza a soma dos quadrados das distâncias verticais tem
Demonstração. A soma é uma função quadrática de ; anular as duas derivadas parciais dá duas equações lineares: , isto é, , e . Substituir na segunda e centrar as variáveis fornece . A minimização em si é conduzida no curso de matemática sobre funções de duas variáveis. ∎
Método 1.24 (Validando graficamente um modelo)
- Escolha variáveis que tornem reta a lei esperada: contra para o pêndulo, contra para uma lei de potência (inclinação ).
- Trace os pontos com as suas barras de incerteza.
- Ajuste a reta; o modelo é aceitável se as barras cruzam a reta sem tendência sistemática dos resíduos e se o coeficiente linear é o que o modelo prevê (aqui, zero).
- Leia a física na inclinação, com a sua incerteza.
Exemplo 1.25 (Lendo numa inclinação)
Os cinco pontos da figura têm , , e as somas , : inclinação , coeficiente linear , desprezível. Com , vem .
1.6 Exercícios
Exercício 1.1 ★
Exprima o joule, o watt, o pascal e o coulomb em unidades de base. Deduza que é uma unidade de energia.
Solução
Solução de Exercício 1.1.
; ; ; . (o trabalho das forças de pressão, ).
Exercício 1.2 ★
Dê as dimensões de uma pressão, de uma potência, de uma carga elétrica, de uma tensão e das constantes (em ), (em ) e (em ).
Solução
Solução de Exercício 1.2.
Pressão ; potência ; carga ; tensão potência/corrente . ; ; .
Exercício 1.3 ★
Estas fórmulas são homogêneas? ; ; para uma pressão; ; ; .
Solução
Solução de Exercício 1.3.
: , homogênea. : , não é uma energia. : , uma pressão. : as duas parcelas em , homogênea. : — uma frequência, não um período. : em , argumento adimensional, homogênea.
Exercício 1.4 ★
Uma régua é graduada em milímetros; uma balança digital mostra passos de ; a folha de dados de um voltímetro promete “ da leitura”. Dê a incerteza-padrão do Tipo B de um comprimento de , de uma massa de e de uma leitura de .
Solução
Solução de Exercício 1.4.
Régua: , . Balança: . Voltímetro: , .
Exercício 1.5 ★★
A velocidade das ondas numa corda esticada depende da sua tensão (uma força) e da sua massa por unidade de comprimento . Encontre a menos de um fator adimensional. Mesma pergunta para a velocidade do som num gás de pressão e densidade .
Solução
Solução de Exercício 1.5.
: , logo , , : , , (de fato ). Som: tem dimensão , logo ( para o ar).
Exercício 1.6 ★★
Oito cronometragens da mesma queda, em milissegundos: , , , , , , , . Calcule a média, o desvio padrão experimental e a incerteza-padrão da média; escreva o resultado.
Solução
Solução de Exercício 1.6.
Soma , . Desvios ; os quadrados somam ; ; . Resultado: .
Exercício 1.7 ★★
Uma resistência é medida como com , e , . Calcule e ; qual das medidas convém melhorar primeiro?
Solução
Solução de Exercício 1.7.
. Incertezas relativas e ; combinadas , : . A corrente domina — melhorar primeiro o amperímetro (ou a sua escala).
Exercício 1.8 ★★
Dois grupos medem a velocidade do som: e . São compatíveis? Um terceiro grupo encontra : compatível com o primeiro? com o segundo?
Solução
Solução de Exercício 1.8.
: compatíveis. Terceiro contra o primeiro: : no limite, ainda compatíveis. Terceiro contra o segundo: : incompatíveis — pelo menos um dos dois tem um erro sistemático ou uma incerteza subestimada.
Exercício 1.9 ★★
O volume de uma esfera é calculado a partir do seu diâmetro medido com um paquímetro, . Calcule , a sua incerteza relativa e absoluta, e escreva o resultado.
Solução
Solução de Exercício 1.9.
. , : .
Exercício 1.10 ★★★
Uma esfera pequena de raio cai lentamente num líquido viscoso; o arrasto depende de , da velocidade e da viscosidade , de dimensão . Mostre que . Em alta velocidade o arrasto depende, em vez disso, de , e da densidade do fluido: encontre a nova lei. Estime, para uma gota de chuva (, , ar: , ), qual dos regimes se aplica, comparando as duas estimativas.
Solução
Solução de Exercício 1.10.
: em : ; em : , ; em : , : (Stokes, ). Com no lugar: em : ; em : , ; em : , : . Gota de chuva: ; , trezentas vezes maior: aplica-se o regime inercial (de alta velocidade) — a razão é o número de Reynolds.
Exercício 1.11 ★★★
Quatro medidas da tensão nos terminais de um resistor para correntes crescentes: , , , . Calcule a inclinação e o coeficiente linear dos mínimos quadrados; deduza ; o coeficiente linear é compatível com zero se cada carrega ?
Solução
Solução de Exercício 1.11.
, ; desvios em : ; em : . , : , . Com por ponto, um coeficiente linear de está bem dentro da incerteza: compatível com zero, o resistor é ôhmico, .
Exercício 1.12 ★★★
A partir de , e , construa por análise dimensional um comprimento, um tempo e uma massa (as unidades de Planck). Calcule-os e compare com o tamanho de um próton () e com a massa de um ser humano.
Solução
Solução de Exercício 1.12.
: em : ; em : ; em : . Logo , , : ; ; . O comprimento de Planck fica vinte ordens de grandeza abaixo de um próton; a massa de Planck, , é um grão de poeira — enorme para uma partícula, ínfima para uma pessoa ( vezes mais leve).
1.7 Problema: medir com um pêndulo
Problema 1.1
Problema de fim de semana — um barbante, uma esfera, um cronômetro e uma trena: com que precisão uma mesa de cozinha mede o campo gravitacional da Terra, e qual dos seus quatro números é o elo fraco
Um pêndulo é uma esfera de aço pendurada num ponto fixo por um fio leve; as pequenas oscilações têm período , onde é a distância do ponto de suspensão ao centro da esfera. O objetivo é um valor de com uma incerteza defensável.
Parte I — O modelo.
- Verifique a homogeneidade de .
- A esfera tem massa . Argumente apenas por dimensões que o período não pode depender de se depender somente de , e .
- O período também depende, ligeiramente, da amplitude da oscilação. Por que a análise dimensional permite isso, e o que é preciso fazer experimentalmente para que a fórmula se aplique?
- Exprima em função de e .
Parte II — Medindo o comprimento. A trena é graduada em milímetros; o fio mede da suspensão ao topo da esfera, o diâmetro da esfera vale , ambos lidos uma única vez.
- Calcule .
- Avalie a incerteza do Tipo B de uma leitura única na trena.
- Localizar o ponto de suspensão e o centro da esfera acrescenta um erro possível estimado em (uniforme). Combine com o item anterior para obter e dê a incerteza relativa .
Parte III — Medindo o período. Para reduzir o efeito do tempo de reação, cronometram-se dez períodos. Oito dessas cronometragens, em segundos: , , , , , , , .
- Por que cronometrar dez períodos em vez de um? Por que repetir a cronometragem oito vezes?
- Calcule a média e o desvio padrão experimental das oito cronometragens.
- Deduza a incerteza-padrão da média, depois o período e a sua incerteza .
- Compare com .
Parte IV — O resultado e o seu ponto fraco.
- Calcule .
- Escreva em função de e , e calcule-o.
- Escreva o resultado na forma padrão.
- Compare com o valor de referência por meio do desvio normalizado. Veredito?
- Qual das duas grandezas medidas limita a precisão de ? Proponha duas melhorias concretas e diga em quanto cada uma reduziria a incerteza relativa.
- Suponha que, por um alinhamento descuidado, todo comprimento tenha sido superestimado em . Isso está contemplado no orçamento de incertezas? Que nome recebe esse tipo de erro, e como seria detectado?
Parte V — Cinco comprimentos e uma reta. O experimento é repetido para , , , e , dando , , , e , cada um com .
- Por que traçar contra em vez de contra ?
- Calcule e .
- Calcule a inclinação e o coeficiente linear dos mínimos quadrados.
- Deduza da inclinação.
- Interprete o coeficiente linear: o que revelaria um claramente não nulo?
- O ajuste feito pelo computador informa . Deduza e escreva o resultado.
- Compare o resultado de comprimento único da Parte IV com este, por meio do desvio normalizado.
- Um estudante propõe medir uma única oscilação de um pêndulo de numa caixa de escada, com a mesma trena e o mesmo cronômetro. Estime a incerteza relativa sobre que isso daria, e conclua sobre a melhor estratégia.
Solução
Solução de Problema 1.1.
1. .
2. dá , logo : nenhuma combinação de e pode cancelar uma massa.
3. é adimensional, de modo que qualquer fator é invisível às dimensões. Mantenha a amplitude pequena (abaixo de cerca de ), onde com erro menor que .
4. .
5. .
6. .
7. Alinhamento: ; combinadas — a leitura da trena é desprezível. .
8. O erro de tempo de reação (cerca de ) é o mesmo quer se cronometre um ou dez períodos, de modo que o seu efeito sobre um período fica dez vezes menor. Repetir revela a dispersão (daí ) e divide a incerteza da média por .
9. Soma , . Desvios ; os quadrados somam ; .
10. ; , .
11. , três vezes menor que .
12. .
13. Como : .
14. : .
15. : compatíveis.
16. O comprimento ( contra para o termo do período). Localizar as duas extremidades a leva a e a ; dobrar o comprimento reduz à metade e alonga , ajudando os dois termos. Cronometrar vinte períodos em vez de dez reduz à metade só o termo do período: — ganho pequeno enquanto o comprimento é o gargalo.
17. Não: um deslocamento comum a todas as leituras é um erro sistemático (um viés); o orçamento cobre a dispersão aleatória e as tolerâncias declaradas, não um desvio constante. Ele é detectado mudando de método ou de instrumento, ou — Parte V — por um coeficiente linear não nulo da reta –.
18. é uma reta que passa pela origem: a linearidade e o coeficiente linear nulo são ambos testáveis a olho e por mínimos quadrados; não é.
19. ; .
20. Desvios em : ; em : . Soma cruzada , : , .
21. .
22. , como o modelo prevê. Um claramente não nulo denunciaria um desvio sistemático em todos os comprimentos ( dá ), por exemplo um centro de esfera mal localizado — ou um efeito de amplitude.
23. , : .
24. : plenamente compatíveis. A medida única e cuidadosa é mais precisa; a reta valida o modelo e protege contra um desvio de comprimento.
25. ; uma única oscilação cronometrada com tempo de reação de cerca de dá , logo , enquanto cai para : vinte vezes pior que a Parte IV. O ganho de comprimento é desperdiçado ao cronometrar um único período. Melhor estratégia: pêndulo longo e muitos períodos, repetidos — dez oscilações do pêndulo de , oito vezes, dão e .