Física universitária — 1.º ano · Bachelor Year 1
29Indução eletromagnética e aplicações
Aproxime um ímã de uma bobina e uma corrente passa a circular nela; pare o ímã e a corrente para. Faraday descobriu isso em 1831, depois de dez anos de procura, e é sobre esse fato que corre o mundo elétrico: toda usina, todo transformador, todo motor, alto-falante e microfone, todo fogão de indução e carregador sem fio converte energia pela lei segundo a qual um fluxo magnético variável produz uma força eletromotriz. Este capítulo enuncia a lei com os seus sinais, dá-lhe as duas faces que ela usa (um campo variável num circuito fixo, um circuito em movimento num campo fixo), define a autoindutância e a indutância mútua e depois percorre as máquinas eletromecânicas — a barra deslizante, o alternador, o transformador, o alto-falante — em que a mesma lei transforma potência mecânica em potência elétrica e de volta, nunca de graça.
29.1 A lei de Faraday
Definição 29.1 (Fluxo magnético através de um circuito)
Oriente um circuito fechado (um sentido de percurso); a sua superfície recebe a normal dada pela regra da mão direita. O fluxo magnético através do circuito vale sobre qualquer superfície apoiada em (weber, ) — “qualquer”, porque o fluxo de através de uma superfície fechada é nulo. Para um campo uniforme e uma bobina plana de espiras e área , , sendo o ângulo entre e .
Teorema 29.2 (Lei da indução de Faraday)
Sempre que o fluxo através de um circuito varia, o circuito é sede de uma força eletromotriz induzida
contada na orientação do circuito, isto é, agindo como uma fonte de tensão ideal de fem nesse sentido; num circuito de resistência ela faz passar a corrente . O sinal de menos é a lei de Lenz: a corrente induzida circula de modo a se opor à variação de fluxo que a produz — o seu próprio campo, e as forças que ela sente, combatem a causa.
Demonstração. Admitido neste nível. ∎
Observação 29.3 (Duas faces da mesma lei)
O fluxo varia ou porque varia no tempo através de um circuito fixo (indução de Neumann: transformador, fogão de indução) ou porque o circuito se move ou se deforma num campo permanente (indução de Lorentz: gerador, alto-falante). No segundo caso a fem também pode ser calculada diretamente: os portadores de um elemento condutor que se move com sentem a força , equivalente a um campo elétrico , de modo que — e isso concorda sempre com . A lei de Faraday cobre os dois casos; o volume do segundo ano explica por que os dois mecanismos dão uma só fórmula.
Exemplo 29.4 (Ordens de grandeza)
Uma bobina de espiras e no campo da Terra, virada em : , — mensurável com um galvanômetro sensível, do modo como o campo da Terra foi outrora mapeado. A mesma bobina no entreferro de de um ímã, retirada em : . Uma bobina de transformador de espiras com a sobre : — a rede elétrica.
29.2 Autoindutância e indutância mútua
Definição 29.5 (Indutância)
O fluxo do campo próprio de um circuito através dele mesmo é proporcional à sua corrente: , sendo a sua autoindutância (henry, ). O fluxo que o circuito 1 envia através do circuito 2 vale e, simetricamente, , sendo a indutância mútua dos dois (com o sinal fixado pelas orientações). O fluxo total do circuito 1 vale então .
Proposição 29.6 (O indutor; o solenoide)
Um circuito de indutância percorrido por uma corrente variável é sede da fem : na convenção receptor, essa é a tensão do indutor usado desde o Capítulo 7. Ele armazena a energia . Um solenoide longo de espiras por metro, comprimento e seção tem ; a sua energia armazenada vale : a energia magnética mora no campo, com densidade , exatamente como a elétrica em .
Demonstração. Faraday com e constante. Energia: a potência recebida pelo indutor vale . Solenoide: dentro, fluxo através de cada uma das espiras, logo . A densidade geral fica admitida. ∎
Exemplo 29.7 (Um ímã de ressonância magnética)
sobre cerca de um metro cúbico: — a energia de uma bateria de carro, guardada no espaço vazio. Com uma corrente de bobina de , . Se o supercondutor de repente se torna resistivo (um quench), esse megajoule vira calor em segundos e evapora centenas de litros de hélio líquido: a sala do ímã tem um respiro para isso.
Proposição 29.8 (O transformador ideal)
Duas bobinas de e espiras enroladas no mesmo núcleo de ferro fechado, de modo que o mesmo fluxo atravesse cada espira, obedecem a
de modo que : a potência tomada no primário é entregue no secundário; as tensões variam com a razão de espiras, e as correntes, inversamente. Só funciona com correntes variáveis.
Demonstração. e (convenção receptor nas duas, com as orientações escolhidas segundo o fluxo comum): divida. A relação entre as correntes é a lei de Ampère no núcleo: a sua circulação, vezes o total de ampère-espiras, teria de criar o fluxo; para um núcleo ideal () isso exige um número de ampère-espiras que tende a zero, donde . Admitido nesta forma. ∎
29.3 Condutores em movimento: geradores e motores
Proposição 29.9 (A barra deslizante)
Uma barra de comprimento desliza com velocidade sobre dois trilhos fechados por uma resistência , num campo uniforme normal ao plano. Ela é sede da fem , faz passar e sente a força de Laplace que se opõe ao seu movimento. A potência mecânica gasta para empurrá-la, , é igual à potência elétrica dissipada: a barra é um gerador. Alimentada, em vez disso, por uma fonte , ela é um motor: a corrente a empurra até que a força contraeletromotriz equilibre , na velocidade a vazio .
Demonstração. Fluxo , na orientação em que está ao longo de ; a força de Laplace sobre a corrente assim orientada aponta contra (Teorema 29.2, Lenz). Multiplique a equação elétrica por e a mecânica por : . A potência eletromecânica e a potência de Laplace são sempre opostas — é a lei da conversão. ∎
Proposição 29.10 (A espira girante: o alternador)
Uma bobina de espiras e área que gira com velocidade angular em torno de um eixo perpendicular a um uniforme tem e
uma fem senoidal de amplitude e frequência igual à de rotação. Numa resistência ela entrega a potência média , fornecida pelo torque que a mantém girando contra o binário de Laplace da sua própria corrente.
Demonstração. Derive o fluxo; . O binário é o do Teorema 28.14 com ; a sua potência média é igual a pelo mesmo cálculo feito para a barra. ∎
Exemplo 29.11 (Correntes de Foucault)
Um condutor maciço que se move num campo não uniforme, ou que fica num campo variável, é atravessado por fluxo variável ao longo de incontáveis caminhos fechados: as correntes de Foucault circulam nele, aquecendo-o e — por Lenz — freando-o. Um ímã largado dentro de um tubo de cobre desce devagar; os freios de caminhões e de montanhas-russas usam isso (sem contato, sem desgaste, sem falha de freio — mas sem frenagem em repouso); o fogão de indução aquece a panela pelas mesmas correntes, a ; e os núcleos de transformador são laminados justamente para cortá-las.
29.4 O alto-falante: um sistema acoplado
Proposição 29.12 (Acoplamento eletromecânico de uma bobina num campo radial)
Uma bobina de comprimento total de fio fica num campo radial , de modo que cada elemento de fio é perpendicular a ; ela se move ao longo do seu eixo com velocidade e conduz . Ela sente então a força de Laplace axial e é sede da força contraeletromotriz (na convenção receptor: uma tensão ). Com uma massa , uma suspensão de rigidez e um amortecimento mecânico , alimentada por uma tensão através da resistência e da indutância da bobina:
Multiplicando por e por e somando: a potência elétrica é igual à perda Joule mais o crescimento das energias armazenadas mais a perda mecânica (que inclui o som): o termo de conversão se cancela entre as duas equações. Funcionando ao contrário (movimento imposto, lido), o mesmo dispositivo é um microfone dinâmico.
Demonstração. Força de Laplace sobre cada elemento , todas axiais e de mesmo sinal; fem por somado sobre o fio. O balanço de energia é a soma das duas equações multiplicadas como se disse. ∎
Observação 29.13 (Por que o acoplamento amortece)
Em baixa frequência (), e a força vale : o circuito elétrico acrescenta o amortecimento ao mecânico. Um alto-falante ligado a um amplificador (de baixa resistência de saída) fica bastante amortecido — o seu cone para quando o sinal para — e o mesmo acoplamento é o que permite ao microfone tirar energia do som (Problema 29.1).
29.5 Exercícios
Exercício 29.1 ★
Uma bobina de espiras e num campo uniforme de a da sua normal. Fluxo; fem média se o campo for desligado em ; e em ; sentido da corrente induzida em relação ao campo (Lenz).
Solução
Solução de Exercício 29.1.
; em , e em . A corrente circula de modo a recriar o fluxo que desaparece: o seu campo tem o sentido do antigo .
Exercício 29.2 ★
Uma barra de desliza a sobre trilhos fechados por , em . Fem, corrente, força de Laplace, força que quem empurra tem de aplicar, potência mecânica, potência elétrica.
Solução
Solução de Exercício 29.2.
; ; freando, de modo que quem empurra aplica ; .
Exercício 29.3 ★
Solenoide de , comprimento , seção : indutância; energia a ; constante de tempo com uma resistência de ; campo dentro e densidade de energia, para verificar .
Solução
Solução de Exercício 29.3.
; ; . , sobre : .
Exercício 29.4 ★
Um transformador de para : razão de espiras; espiras do primário para um secundário de espiras; corrente do primário quando o secundário entrega . Por que ele não funciona com uma bateria de carro?
Solução
Solução de Exercício 29.4.
; espiras; . Uma corrente contínua faz um fluxo constante: sem , sem tensão no secundário — e o primário, um curto, queimaria.
Exercício 29.5 ★★
Lei de Lenz: dê o sentido da corrente induzida e a direção da força em cada caso — (a) um polo norte se aproxima de um anel ao longo do seu eixo; (b) um anel está num campo que cresce; (c) um anel é largado sobre um ímã; (d) um ímã cai dentro de um tubo longo de cobre. Para (d), explique pela energia por que ele cai com velocidade constante e pequena.
Solução
Solução de Exercício 29.5.
(a) O fluxo (no sentido da aproximação) cresce: a corrente cria um campo que se opõe a ele — o seu próprio polo norte fica de frente para o norte do ímã — e o anel é empurrado para longe. (b) Uma corrente cujo campo se opõe ao crescimento; o anel, um dipolo antialinhado com , é empurrado para o campo mais fraco. (c) Ao cair, o fluxo cresce: mesma corrente que em (a), e o anel é freado. (d) Cada trecho de tubo à frente do ímã vê o fluxo crescer, e atrás dele, diminuir; as duas correntes induzidas freiam o ímã; na velocidade em que a força de Laplace equilibra o peso, o ímã cai uniformemente e a sua energia potencial perdida vira calor Joule no tubo.
Exercício 29.6 ★★
Alternador: , , , . Fem de pico e eficaz; corrente de pico e torque de pico em ; potência elétrica média; compare com a potência mecânica média e com o torque instantâneo no momento em que a fem se anula.
Exercício 29.7 ★★
Freio magnético. Uma espira quadrada de lado e resistência , de massa , sai de uma região de campo uniforme com velocidade (um lado ainda dentro do campo). Fem, corrente, força de frenagem; equação do movimento e constante de tempo; distância percorrida antes de parar a partir de ; para onde foi a energia cinética?
Solução
Solução de Exercício 29.7.
, , (N). : , ; distância (se a região de campo for longa o bastante). A energia cinética, , é dissipada como na espira.
Exercício 29.8 ★★
Uma pequena bobina ( espiras, seção ) fica dentro de um solenoide longo (), com os eixos alinhados. Indutância mútua; fem na bobina quando a corrente do solenoide cresce a , e quando ela vale a . depende de qual bobina conduz a corrente?
Solução
Solução de Exercício 29.8.
Fluxo do campo do solenoide através das espiras: . Rampa: ; a e : . é simétrica: o mesmo número dá o fluxo que a bobina pequena envia através do solenoide — muito mais difícil de calcular diretamente.
Exercício 29.9 ★★
Energia num campo: sobre , como num ímã de ressonância magnética. Energia; indutância para ; altura a que essa energia elevaria um carro de ; volume de hélio líquido que ela evapora num quench ( por litro). Energia do campo da Terra () numa sala de .
Solução
Solução de Exercício 29.9.
; ; ; hélio: . Campo da Terra: , na sala.
Exercício 29.10 ★★★
Trilhos como motor. A barra do Exercício 29.2 (massa , sem atrito) é ligada a uma fonte através da resistência . (a) Equações elétrica e mecânica; mostre que . (b) Velocidade limite e constante de tempo. (c) Balanço de potência: potência da fonte Joule mecânica; rendimento em função de . (d) Números: , , o resto como no Exercício 29.2. (e) Um canhão eletromagnético acelera um projétil de com ao longo de em : velocidade de saída (ordem de grandeza).
Solução
Solução de Exercício 29.10.
(a) (a força contraeletromotriz se opõe à fonte), : . (b) , . (c) Multiplique a equação elétrica por : , e é a potência mecânica; rendimento — só a vazio, quando nada é entregue. (d) , . (e) (tomando ), , — dez quilômetros por segundo, a promessa e o problema dos canhões eletromagnéticos (os trilhos se erodem).
Exercício 29.11 ★★★
O disco de Faraday. Um disco de cobre de raio gira com velocidade angular em torno do seu eixo num uniforme paralelo ao eixo; escovas tocam o centro e a borda. (a) Fem entre o centro e a borda somando ao longo de um raio: . (b) Números: , , . (c) Por que ele é uma máquina de baixa tensão e alta corrente; corrente em e o torque de frenagem. (d) Recupere pela lei de Faraday aplicada ao circuito escova–raio–borda–escova: que fluxo varia?
Solução
Solução de Exercício 29.11.
(a) No raio o metal se move a ; é radial, de módulo : . (b) : . (c) Uma só “espira”, logo alguns volts no máximo; em : , torque . (d) O circuito escova–raio– borda–escova varre a área em cada : — é o fluxo através do circuito móvel e deformável.
Exercício 29.12 ★★★
Fogão de indução. A bobina sob o vidro conduz com a ; o fundo da panela age como uma única espira de resistência , acoplada por (desprezada a indutância da espira da panela). (a) Fem induzida na panela, valor de pico. (b) Corrente e potência média dissipada na panela. (c) Por que uma frequência alta, e por que o calor aparece na panela e não no vidro? (d) A corrente da panela reage sobre a bobina: fem que ela induz ali (de pico) e potência extra que o gerador tem de fornecer — verifique que ela é igual à de (b).
Solução
Solução de Exercício 29.12.
(a) , de pico . (b) de pico; . (c) A fem é : uma frequência alta dá uma fem útil com um modesto; o vidro é isolante, e nada circula nele — o calor nasce dentro do metal. (d) A corrente da panela induz na bobina de pico, em fase com (a corrente da panela não se atrasa em relação a , sendo resistiva, e se atrasa de em relação a … de modo que a fem refletida vale , em oposição de fase com a tensão motriz de ): o gerador fornece a mais — exatamente o que a panela dissipa.
29.6 Problema: o dínamo de bicicleta e o alto-falante
Problema 29.1
Problema de fim de semana — dois conversores eletromecânicos desmontados: um dínamo que se regula sozinho e um alto-falante cujo amplificador é também o seu freio
Parte I — O dínamo de bicicleta. Uma bobina de espiras e área gira num campo uniforme ; o seu eixo leva uma roldana de raio pressionada contra o pneu, de modo que a bobina gira com para uma velocidade da bicicleta. Resistência da bobina , indutância ; a lâmpada é uma resistência .
- Fluxo através da bobina e fem induzida em função do tempo; amplitude e frequência a .
- Desprezando de início: corrente eficaz e potência na lâmpada a ; uma lâmpada de “, ” fica confortável?
- Potência mecânica média que o ciclista fornece ao dínamo e a força correspondente sobre o pneu (compare com o atrito de rolamento, cerca de ).
- Explique pela lei de Lenz por que o dínamo resiste, e por que uma lâmpada que acende “de graça” não contradiz a conservação da energia.
- Inclua agora : impedância complexa do circuito; mostre que a amplitude da corrente vale e que ela satura em alta velocidade; o seu limite e a velocidade em que ela atinge do limite.
- Sem a indutância, o que a lâmpada receberia a numa descida? E com ela?
- Corrente e potência da lâmpada a e a ; comente a autorregulação.
- Os dínamos reais giram um ímã dentro de uma bobina fixa. A análise muda? Que problema prático isso elimina?
- O que a lâmpada faz quando a bicicleta para num sinal vermelho, e como as lanternas modernas resolvem isso?
Parte II — O alto-falante. Bobina móvel: comprimento de fio num campo radial , resistência , indutância ; massa móvel (bobina e cone) ; rigidez da suspensão , amortecimento mecânico . Regime senoidal, amplitudes complexas.
- Força sobre a bobina para uma corrente ; força contraeletromotriz para uma velocidade (deduza as duas, com os sinais).
- Escreva as equações elétrica e mecânica.
- Elimine e mostre que .
- Nas frequências em que , mostre que o acoplamento age como um amortecimento mecânico suplementar ; valor; frequência de ressonância do cone e o seu fator de qualidade com e sem o amortecimento elétrico.
- O amplificador entrega de amplitude a : amplitudes de força, aceleração, deslocamento e velocidade do cone (regime controlado pela massa); amplitude da força contraeletromotriz comparada com .
- A mesma corrente na frequência de ressonância: amplitude da velocidade (regime controlado pelo amortecimento) e força contraeletromotriz; comente.
- Potência elétrica a ; potência mecânica dissipada em (tomada como o som e as perdas da suspensão); rendimento.
- Por que o fato de a pressão sonora ser proporcional à aceleração do cone (admita-o) é a razão de um cone controlado pela massa dar uma resposta plana acima da ressonância?
- Por que o campo tem de ser radial, e por que um tweeter é pequeno?
- Esboce o módulo da impedância vista pelo amplificador de a : valor em baixa frequência, na ressonância (use a velocidade controlada pelo amortecimento) e a .
Parte III — Ao contrário, e as contas.
- O mesmo dispositivo como microfone: um som move o cone a ; tensão em circuito aberto.
- Carregado por : corrente e força de frenagem sobre o cone; mostre que o microfone tira potência do som por um amortecimento efetivo .
- A bobina é enrolada sobre um cilindro de alumínio (o carretel), uma espira fechada de comprimento e resistência : amortecimento que ele acrescenta; por que os carretéis são fendidos.
- Bata no cone de um alto-falante cujos terminais estão em aberto e depois no de um cujos terminais estão em curto: qual dos dois soa por mais tempo, e por quê?
- Escreva o balanço de energia do alto-falante ao longo de um período em regime permanente, nomeando cada termo.
- Resuma: para cada dispositivo, a lei usada e os dois números que vale a pena guardar.
Solução
Solução de Problema 29.1.
1. , ; ; : amplitude , frequência .
2. ; lâmpada sob : uma lâmpada de e fica sobrecarregada e não dura.
3. Mecânica elétrica: ; — metade do atrito de rolamento; o ciclista sente.
4. O binário de Laplace da corrente induzida se opõe à rotação (Lenz); a energia da lâmpada vem das pernas do ciclista, dela.
5. ; ; para , . : , , .
6. Sem : , , na lâmpada — ela queima. Com : de pico, : quente, mas dez vezes menos.
7. : , , , : fraca. : , , , . Quatro vezes a velocidade, vezes a corrente: a indutância regula.
8. Só o movimento relativo importa: o fluxo através da bobina fixa varia do mesmo modo, mesma fem. Não são precisos contatos deslizantes (escovas) para tirar a corrente de uma bobina que gira.
9. Sem movimento, sem variação de fluxo, sem luz — daí o capacitor ou a pequena bateria (“luz de parada”) carregada durante o pedal.
10. Cada elemento de fio é perpendicular ao radial: , axial. Movendo-se a , cada elemento vê ao longo do fio: , que se opõe à corrente que produz o movimento (convenção receptor: uma tensão ).
11. ; .
12. ; ; substitua e resolva para .
13. dá : amortecimento extra . ; : em aberto, com o amplificador.
14. , , , ; contra : .
15. Com a corrente imposta, (uma amplitude de — uma excursão enorme para ); , três vezes : o amplificador tem de fornecer para empurrar na ressonância — é o pico de impedância. Um amplificador que fosse fonte de tensão deixaria, em vez disso, o amortecimento elétrico segurar o cone.
16. ; : rendimento de — os alto-falantes são aquecedores que sussurram.
17. Acima da ressonância, não depende da frequência para uma dada corrente, de modo que a pressão, , fica plana: a banda controlada pela massa é a banda de trabalho.
18. Campo radial: a força é axial e a mesma em cada posição da bobina no entreferro. Um tweeter tem de permanecer controlado pela massa até com uma excursão minúscula: bobina e cone leves; e um cone pequeno irradia as frequências altas em todas as direções.
19. Baixa frequência: pequeno, ; a : com : ; a : . Um pico na ressonância, um piso plano de e uma subida com .
20. .
21. ; , opondo-se a : , um amortecimento de ; a potência é tirada do som e acaba nos dois resistores.
22. Carretel: , dez vezes : ele amorteceria o cone e desperdiçaria potência como calor; uma fenda rompe a espira fechada.
23. Em aberto: só amortece, , e ele soa. Em curto: a força contraeletromotriz faz passar corrente por , acrescenta-se o amortecimento , : ele para na hora. (Experimente.)
24. Ao longo de um período, as energias armazenadas voltam aos seus valores: — entrada elétrica calor Joule na bobina perdas mecânicas (som irradiado e atrito da suspensão); o termo de acoplamento aparece nas duas equações com sinais opostos e se cancela.
25. Dínamo: Faraday numa bobina girante — a , com a corrente limitada a pela sua própria indutância. Alto-falante: força de Laplace e força contraeletromotriz — de amortecimento elétrico, rendimento de . Microfone: a mesma bobina ao contrário — por milímetro por segundo.