Física universitária — 1.º ano · Bachelor Year 1
18Referenciais não inerciais; dinâmica na Terra
Em pé num ônibus que faz uma curva à esquerda, você se inclina para a direita, empurrado por uma força que ninguém exerce. Um balde de água girado sobre um prato giratório escava a sua superfície em forma de tigela. Sob a cúpula de um museu um pêndulo oscila durante horas, e a linha da sua oscilação gira devagar, alguns graus por hora, como se uma mão invisível a fizesse girar. Nenhuma dessas é uma força nova: é o aspecto que as leis de Newton assumem quando o referencial em que se descreve o movimento está ele próprio acelerado ou em rotação. Este capítulo mostra como velocidades e acelerações se transformam de um referencial para outro, como se consertam as leis da dinâmica acrescentando forças de inércia, e o que essas forças fazem no mais importante de todos os referenciais girantes — a Terra.
18.1 Mudança de referencial: cinemática
Definição 18.1 (Movimento relativo; referencial em translação, em rotação)
Seja um referencial (origem ) e um outro (origem ) que se move em relação a ele. está em translação se os seus eixos mantêm direções fixas em (todo ponto de tem a velocidade de ); está em rotação em torno de um eixo fixo se é fixo nos dois referenciais e gira em torno dele com a velocidade angular . A velocidade e a aceleração de um ponto relativas a , e , são as que mede um observador em repouso em .
Teorema 18.2 (Composição das velocidades e das acelerações)
em translação com velocidade e aceleração :
girando em torno do eixo fixo com a velocidade angular (vetor ao longo do eixo); a projeção de sobre o eixo:
é a aceleração de arrastamento (a aceleração do ponto de que coincide com : centrípeta, dirigida ao eixo, para uma rotação uniforme) e é a aceleração de Coriolis, presente apenas quando se move em relação ao referencial girante.
Demonstração. Translação: com as componentes de na base comum; derive duas vezes. Rotação: use coordenadas cilíndricas em torno de em , , e em , com . O Teorema 11.7 em dá então, com : , and . Para a aceleração, : ; desenvolvendo e agrupando, , e o último parêntese vale , pois e . ∎
Exemplo 18.3 (Andando sobre um prato giratório)
O Exercício 11.12 calculou a aceleração de uma pessoa que caminha radialmente com velocidade sobre um prato giratório que gira com velocidade angular : . Na nova linguagem: aceleração relativa nula, arrastamento , Coriolis .
18.2 Dinâmica num referencial não inercial: as forças de inércia
Teorema 18.4 (A lei de Newton num referencial não inercial)
Num referencial que não é inercial, o movimento de uma partícula obedece a
A segunda lei de Newton continua valendo desde que se acrescentem às forças reais a força de arrastamento (para um referencial em rotação uniforme, a força centrífuga , dirigida para fora do eixo; para um referencial em translação, ) e a força de Coriolis. Essas forças de inércia não são interações: nenhum corpo as exerce, elas não têm reação e desaparecem num referencial inercial.
Demonstração. no referencial inercial ; substitua e passe os dois últimos termos para a direita. ∎
Exemplo 18.5 (O passageiro que se inclina; o fio de prumo)
Num ônibus que freia a , uma alça pendurada sente, no referencial do ônibus, o peso mais uma força de inércia dirigida para a frente: ela pende ao longo da gravidade aparente , inclinada para a frente de . Um passageiro que queira ficar parado tem de se inclinar segundo essa vertical aparente. Num elevador em queda livre, : a imponderabilidade, vista de dentro.
Exemplo 18.6 (O balde girante)
A água de um balde que gira com a velocidade angular em torno do seu eixo vertical está em repouso no referencial girante, sob o peso e a força centrífuga: a sua superfície livre é perpendicular à gravidade aparente (a superfície de um fluido em repouso é normal ao campo, Capítulo 21). A sua inclinação vale , de modo que : um paraboloide. A a borda de um balde de fica acima do centro — é o princípio do telescópio de espelho líquido, cujo mercúrio girante toma exatamente a forma parabólica de que um espelho precisa.
Método 18.7 (Trabalhar num referencial não inercial)
Escolha o referencial em que a pergunta é mais simples (o ônibus, o prato giratório, a Terra); liste as forças reais; acrescente e, se o corpo se move nesse referencial, ; depois proceda como no Método 12.10. Atenção: as forças de inércia nunca aparecem no balanço de energia como “trabalho realizado por alguém” — a força de Coriolis, perpendicular a , não realiza trabalho, e a força centrífuga deriva da energia potencial num referencial em rotação uniforme.
18.3 O referencial terrestre
Definição 18.8 (Referenciais geocêntrico e terrestre)
O referencial geocêntrico tem origem no centro da Terra e eixos apontados para estrelas fixas; ele é inercial com excelente aproximação para movimentos de um dia ou menos (a sua própria aceleração em torno do Sol vale apenas e é quase uniforme sobre a Terra). O referencial terrestre, preso ao solo, gira em relação a ele em torno do eixo dos polos com a velocidade angular
Proposição 18.9 (O peso e a variação de )
No referencial terrestre um corpo em repouso sente a atração gravitacional e a força centrífuga ; a soma das duas é o que uma balança mede e o que um fio de prumo indica: o peso . O termo centrífugo é máximo no equador, , de ; ele diminui dos polos para o equador e afasta a vertical da direção do centro da Terra em até nas latitudes médias.
Demonstração. Aplique o Teorema 18.4 com (sem força de Coriolis); . O ângulo de desvio sai do triângulo formado por e a força centrífuga (Exercício 18.6). ∎
Proposição 18.10 (A força de Coriolis na Terra)
Na latitude , um corpo que se move horizontalmente com velocidade sente uma força de Coriolis horizontal de módulo
dirigida para a direita do movimento no hemisfério norte e para a esquerda no hemisfério sul, qualquer que seja a direção do deslocamento; um corpo que cai verticalmente é desviado para leste de .
Demonstração. Decomponha (norte e vertical local). Para horizontal, tem uma parte horizontal — girada de no sentido horário a partir de , vista de cima, para — e uma parte vertical (desprezível diante do peso). Para vertical: , para leste. ∎
Exemplo 18.11 (Forças pequenas, consequências grandes)
Um trem a na latitude : , três milésimos de — o trilho da direita de uma via de sentido único se desgasta um pouco mais depressa. O ar que escoa a rumo a um centro de baixa pressão é desviado para a direita durante todo o percurso e acaba girando em torno dele no sentido anti-horário: todo ciclone do hemisfério norte gira assim, e todo ciclone do sul, ao contrário. Uma pedra solta num poço de a cai a leste do fio de prumo (Exercício 18.7).
Proposição 18.12 (O pêndulo de Foucault)
Um pêndulo que oscila com pequena amplitude na latitude mantém o seu plano de oscilação fixo em relação ao referencial geocêntrico, a menos da rotação da vertical local: visto no referencial terrestre, o plano gira no sentido horário (de cima, no hemisfério norte) com a velocidade angular , isto é, uma volta completa em
Demonstração parcial. No polo () o argumento é geométrico: nenhuma força horizontal age sobre a massa a não ser a tração, cuja componente horizontal está no plano de oscilação; assim, no referencial geocêntrico esse plano fica fixo enquanto a Terra gira por baixo com a velocidade angular , e visto do solo ele gira com . Na latitude , a força de Coriolis horizontal vale : exatamente o que produziria um referencial girando com em torno da vertical local. Num referencial que gira com o plano a , essa força desaparece em primeira ordem e o pêndulo é um oscilador plano comum; logo o plano precessa com no referencial terrestre. O cálculo completo, com os termos de segunda ordem aqui desprezados, é o problema de fim de semana. ∎
Observação 18.13 (As marés, em duas linhas)
No referencial do centro da Terra, que cai livremente rumo à Lua, a atração da Lua não é uniforme: um pouco mais forte do lado próximo, mais fraca do lado afastado. A diferença, da ordem de , estica os oceanos em duas protuberâncias — duas marés por dia — e a contribuição do Sol, da contribuição lunar, dá as marés de sizígia e as de quadratura conforme os dois se alinham ou se cruzam (Exercício 18.12).
18.4 Exercícios
Exercício 18.1 ★
Um fio de prumo pende dentro de um carro que acelera a : ângulo com a vertical e tração em unidades de . E o mesmo carro freando com a mesma intensidade?
Solução
Solução de Exercício 18.1.
, (o prumo fica para trás); . Freando: mesmo ângulo e mesma tração, com o prumo inclinado para a frente.
Exercício 18.2 ★
Uma criança está sentada a do eixo de um carrossel que dá uma volta a cada . Aceleração centrífuga no referencial girante, em fração de ; que força real a fornece?
Solução
Solução de Exercício 18.2.
; , dirigida para fora no referencial girante; o assento (atrito e cinto) fornece a força real dirigida para dentro.
Exercício 18.3 ★
Calcule a velocidade angular da Terra, a aceleração centrífuga no equador e a sua fração de . Com que período de rotação os objetos sairiam flutuando no equador?
Solução
Solução de Exercício 18.3.
; , de . Sair flutuando exigiria : — dezessete vezes mais rápido do que hoje.
Exercício 18.4 ★
Um trem de corre a na latitude . Aceleração de Coriolis e força lateral sobre os trilhos; que trilho é empurrado quando ele vai para o norte? e para leste?
Solução
Solução de Exercício 18.4.
; . Rumo ao norte: empurrado para leste, contra o trilho da direita (o de leste); rumo a leste: empurrado para o sul, de novo o trilho da direita.
Exercício 18.5 ★★
Um balde de raio gira a e depois a . Subida da água na borda em relação ao centro. Por que um banho de mercúrio girante é um bom espelho de telescópio?
Solução
Solução de Exercício 18.5.
: a , a . Um paraboloide concentra num ponto um feixe paralelo: mercúrio girante é um espelho parabólico perfeito, barato e sempre polido (mas que não pode ser inclinado).
Exercício 18.6 ★★
Mostre que o fio de prumo na latitude se afasta da direção do centro da Terra de cerca de radianos e calcule esse desvio a em minutos de arco. De quanto é menor no equador do que no polo, só por causa da rotação?
Solução
Solução de Exercício 18.6.
A aceleração centrífuga aponta para fora do eixo; a sua componente perpendicular à vertical local vale , o que inclina de . No equador: diminuído de pela rotação (o achatamento acrescenta mais).
Exercício 18.7 ★★
Uma pedra cai do repouso num poço de na latitude . Trate a aceleração de Coriolis (para leste) como uma pequena perturbação com ; integre duas vezes para achar o desvio para leste no fundo. Por que para leste?
Solução
Solução de Exercício 18.7.
: ; : . Para leste: o alto do poço se move para leste mais depressa (raio maior) do que o fundo, e a pedra conserva esse excesso — ou, no referencial girante, a força de Coriolis sobre uma velocidade dirigida para baixo aponta para leste.
Exercício 18.8 ★★
Período de precessão de um pêndulo de Foucault em Paris (), no polo e no equador. De que ângulo o plano gira em uma hora em Paris?
Solução
Solução de Exercício 18.8.
: Paris ; polo ; equador infinito (sem precessão). Paris: por hora.
Exercício 18.9 ★★
O ar escoa a rumo a um centro de baixa pressão a norte. Aceleração de Coriolis; em que sentido o ar acaba girando em torno do centro? Por que os pequenos redemoinhos (uma pia, um tornado) não obedecem a essa regra?
Solução
Solução de Exercício 18.9.
, para a direita. O ar que converge de todos os lados é desviado para a direita e portanto espirala para dentro no sentido anti-horário (visto de cima): é o ciclone do hemisfério norte. Uma pia se esvazia em segundos e um tornado se forma em minutos: o desvio de Coriolis nesses tempos é desprezível diante de qualquer rotação inicial.
Exercício 18.10 ★★★
Um balão de hélio preso a um barbante flutua dentro de um carro. Quando o carro acelera para a frente, para que lado o balão se inclina? Explique com a gravidade aparente e o empuxo.
Solução
Solução de Exercício 18.10.
No referencial do carro a gravidade aparente se inclina para trás. O ar, mais pesado, “cai” para trás; o balão, mais leve do que o ar que desloca, é levado pelo empuxo ao longo da vertical aparente — ele se inclina para a frente, ao contrário de um fio de prumo.
Exercício 18.11 ★★★
Uma estação espacial é um anel de raio posto a girar para dar de gravidade artificial na borda. Período de rotação? Um astronauta caminha ao longo da borda a : aceleração de Coriolis e o seu efeito sobre o peso aparente quando ele caminha no sentido da rotação e contra ela. Ele solta uma bola de : a que distância dos seus pés, grosso modo, ela cai?
Solução
Solução de Exercício 18.11.
: , . , cerca de : caminhando no sentido da rotação ele se sente mais pesado (a força de Coriolis aponta para fora), e no sentido contrário, mais leve. Uma bola solta: no referencial inercial ela segue em linha reta enquanto o piso sobe ao seu encontro; durante o tempo de queda o desvio é da ordem de — alguns decímetros, no sentido contrário ao da rotação.
Exercício 18.12 ★★★
Mostre que a diferença entre a aceleração gravitacional da Lua no centro da Terra e no ponto da superfície mais próximo da Lua vale cerca de ( o raio da Terra, a distância Terra–Lua); calcule-a, e o mesmo para o Sol; deduza a razão entre as marés solares e as lunares.
Solução
Solução de Exercício 18.12.
(primeira ordem em ). Lua: ; Sol: ; razão : as marés do Sol são quase metade das da Lua, embora a sua atração seja vezes maior — as marés vão como .
18.5 Problema: o pêndulo de Foucault
Problema 18.1
Problema de fim de semana — uma massa de 28 quilogramas num fio de 67 metros sob uma cúpula: por que o seu plano de oscilação gira, com que rapidez, o que isso prova e quão pequena é a força que o faz
Em 1851 um pêndulo de comprimento e massa oscilou sob a cúpula do Panteão, em Paris, latitude , com uma amplitude de cerca de . , .
Parte I — O pêndulo em si.
- Período das pequenas oscilações; verifique que a amplitude é pequena ().
- Velocidade máxima da massa e a sua altura máxima acima do ponto mais baixo.
- Tração no ponto mais baixo, em unidades de .
- Estime o arrasto do ar sobre a massa na velocidade máxima (lei quadrática, , ) e compare com a força de restituição máxima .
- Por que um fio longo e uma massa pesada? (Duas razões, uma sobre o período, outra sobre o amortecimento.)
Parte II — No polo. Imagine o mesmo pêndulo no polo norte.
- No referencial geocêntrico, liste as forças sobre a massa e mostre que nada pode girar o seu plano de oscilação.
- Deduza o que um observador de pé sobre o gelo vê o plano fazer, e em quanto tempo ele volta à direção inicial.
- Descreva a trajetória da massa sobre o solo (uma roseta): quantas pétalas em um dia?
Parte III — Na latitude : o termo de Coriolis. Use eixos locais: para leste, para o norte, para cima; pequenas oscilações, de modo que o movimento é quase horizontal, ; a força de restituição vale com .
- Escreva nesses eixos.
- Calcule e guarde as suas componentes horizontais; mostre que nelas só entra .
- Escreva as duas equações do movimento para e ; ponha e compare com .
- Introduza e mostre que .
- Tente : ache os dois valores de e mostre que, para , eles valem .
- Deduza que : interprete o fator — em que sentido e com que velocidade gira o plano de oscilação?
- Calcule o período de precessão em Paris e o ângulo percorrido em uma hora.
- Por que o plano não gira no equador?
Parte IV — Quão pequena é a força.
- Calcule a força de Coriolis máxima sobre a massa e compare-a com o peso e com a força de restituição máxima.
- De quanto o ponto extremo da oscilação se desloca lateralmente durante um semiperíodo? (O plano gira de .)
- Em 1851 a massa levava um estilete que derrubava pequenos pinos dispostos em círculo na amplitude: depois de quanto tempo, mais ou menos, caía o pino seguinte?
- O pêndulo era lançado queimando-se um fio que o mantinha afastado. Por que não empurrá-lo com a mão?
- O arrasto do ar para um pêndulo depois de algumas horas. Os pêndulos modernos de museu usam um pequeno eletroímã embaixo para repor a energia sem tocar no plano de oscilação: por que esse impulso tem de ser estritamente radial?
Parte V — O que ele prova e o que mais ele faz.
- A demonstração de Foucault convenceu o público da rotação da Terra. O que exatamente a velocidade de precessão mede, e a experiência poderia determinar a latitude?
- Em que latitude o plano daria uma volta em exatamente ?
- Um giroscópio (uma roda que gira depressa numa suspensão cardânica) mantém o seu eixo fixo no referencial geocêntrico. Explique numa frase por que ele também revela a rotação, e cite uma aplicação.
- Resuma: a única força de inércia responsável, a sua dependência com a latitude e o período que ela dá em Paris.
Solução
Solução de Problema 18.1.
1. ; (): pequena.
2. ; altura .
3. : .
4. , contra : trezentas vezes menor, e ainda assim bastante para parar o pêndulo em algumas horas.
5. Um fio longo dá um período longo, portanto uma massa lenta e um arrasto relativo pequeno, e torna visível a precessão a cada oscilação; uma massa pesada armazena muita energia para o arrasto consumir — horas de oscilação.
6. O peso (vertical) e a tração (no plano do fio e da vertical, isto é, no plano de oscilação): nenhuma força tem componente perpendicular a esse plano.
7. O plano fica fixo em relação às estrelas; o gelo gira por baixo dele para leste com a velocidade angular , de modo que o observador vê o plano girar no sentido horário, de volta ao ponto de partida depois de um dia sideral, .
8. Cada meia oscilação traça uma corda ligeiramente girada: uma roseta; meias oscilações, cada uma adiante.
9. .
10. Com : , de modo que tem as componentes horizontais : só entra.
11. , ; .
12. .
13. : .
14. O colchete é uma oscilação plana (uma reta fixa pela origem quando é real); o fator gira todo o desenho no sentido horário com a velocidade angular : o plano de oscilação precessa no sentido horário com .
15. ; por hora.
16. : a componente vertical local de se anula, e a força de Coriolis horizontal é nula para um movimento horizontal.
17. ; peso ( dele), força de restituição : três mil vezes menor.
18. : por meia oscilação.
19. Pinos a um centímetro um do outro no círculo caem a cada meias oscilações, cerca de um minuto.
20. Um empurrão com a mão dá uma velocidade lateral: a massa passa a descrever uma elipse, cuja própria precessão lenta (um efeito da amplitude finita) mascara a de Foucault.
21. Um impulso radial acrescenta energia ao longo da oscilação sem acrescentar velocidade transversal, e assim deixa o plano intacto; uma componente lateral levaria o pêndulo a uma elipse e falsificaria ou esconderia a precessão.
22. A velocidade de precessão mede , a componente vertical da rotação da Terra; conhecendo pela astronomia, essa velocidade dá a latitude (e vice-versa).
23. : .
24. O seu momento angular se conserva, de modo que o seu eixo fica fixo em relação às estrelas enquanto a Terra gira por baixo: é a bússola giroscópica, que acha o norte verdadeiro sem ímã.
25. A força de Coriolis ; a sua parte horizontal cresce como ; uma volta em , em Paris.