Física universitária — 2.º ano · Bachelor Year 2
31Poços de potencial, barreiras e efeito túnel
Uma bola numa tigela vai e vem com a energia que lhe deram; um elétron num átomo, um núcleon num núcleo, um elétron num cristal de tamanho nanométrico só podem ter certas energias, e a mais baixa delas não é zero. Uma bola não pode atravessar uma colina mais alta do que sua energia permite; uma partícula deixa um núcleo através de uma muralha de Coulomb que jamais poderia escalar, a agulha de um microscópio de varredura por tunelamento puxa uma corrente através de um vão de vácuo, e o átomo de nitrogênio da amônia oscila através do plano de seus três hidrogênios vinte e quatro bilhões de vezes por segundo. Este capítulo resolve a equação de Schrödinger nos potenciais mais simples — poços de paredes infinitas e finitas, um degrau, uma barreira, um poço duplo — e neles encontra os dois grandes fatos quânticos que a mecânica clássica não consegue produzir: a quantização das energias ligadas e o tunelamento através de regiões classicamente proibidas, com sua sensibilidade exponencial à largura e à altura da barreira, razão pela qual ele pode servir de régua de picômetros e pela qual os tempos de vida radioativos cobrem trinta ordens de grandeza.
31.1 O poço infinito
Proposição 31.1 (Poço quadrado infinito)
Uma partícula confinada a por paredes impenetráveis ( dentro, fora, de modo que nas paredes) tem os estados estacionários e as energias
As energias são quantizadas, crescem como , e a mais baixa não é zero: a energia de confinamento é o preço da localização ( impõe ). As são ortogonais, , e qualquer estado do poço é uma superposição delas.
Demonstração. Dentro, com : ; elimina , e exige — as ondas estacionárias de uma corda, com . A normalização dá ; a ortogonalidade é a dos senos. ∎
Exemplo 31.2 (Ordens de grandeza, e cores)
: um elétron em , ; em (um átomo), — a escala das energias atômicas; um núcleon em , — a escala das energias nucleares; uma bola de gude numa caixa, — ninguém vai notar. Um nanocristal semicondutor de alguns nanômetros (um ponto quântico) confina seus elétrons: a energia de confinamento se soma ao intervalo do cristal, de modo que quanto menor o ponto, mais azul a luz que ele emite — o mesmo material brilha em vermelho a e em verde a , sintonizado só pelo tamanho.
31.2 O poço finito
Proposição 31.3 (Poço quadrado finito)
Para em e fora, um estado com oscila dentro () e decai fora (): além das paredes. Casar e em dá, para os estados pares e ímpares,
Graficamente, as soluções são as interseções das curvas , com o círculo (, ): há sempre ao menos um estado ligado (o estado fundamental par), e ao todo. A partícula penetra na região proibida ao longo da profundidade , e os níveis ficam abaixo dos do poço infinito de mesma largura.
Demonstração. A solução par é dentro e fora; a continuidade de em dá . O mesmo para a ímpar com . O círculo é a definição de e . Cada ramo de que começa em e de que começa em encontra o círculo uma vez se começar dentro dele: daí a contagem. ∎
Exemplo 31.4 (Um elétron num poço de um nanômetro)
, largura : , logo estados ligados; o estado fundamental fica perto de em vez dos do poço infinito, e vaza para dentro das paredes (). Poços desses, crescidos como camadas de semicondutores de alguns nanômetros de espessura, são o coração dos diodos laser do Capítulo 23.
31.3 Degrau e barreira: o efeito túnel
Proposição 31.5 (Degrau de potencial)
Uma partícula de energia que vem de sobre o degrau para :
- : à esquerda, à direita, com ; a continuidade de e dá e a probabilidade de reflexão (razão de correntes) , — uma partícula pode ser refletida por um degrau que teria energia para subir, exatamente como uma onda numa corda por uma mudança de impedância (Capítulo 15);
- : à direita , — uma onda evanescente; (reflexão total, com um desvio de fase), nenhuma corrente entra no degrau, mas a partícula é encontrada ali com uma probabilidade que decai ao longo de .
Demonstração. Escreva as equações de continuidade em e resolva; para as correntes use (Capítulo 30). Para , , de módulo um. ∎
Teorema 31.6 (Tunelamento através de uma barreira)
Uma partícula de energia que encontra uma barreira retangular de altura e largura é transmitida com a probabilidade
Este é o efeito túnel: classicamente impossível, quanticamente exponencialmente pequeno — e exponencialmente sensível à largura , à altura e à massa . Para um elétron abaixo do topo, : para , para , para ; para um próton, é vezes maior e nada passa com essas larguras.
Demonstração. para , dentro, para ; quatro condições de continuidade (de e em e em ) para quatro incógnitas; eliminando , , obtém-se , que é a fórmula com , . Para , . Para uma barreira de forma arbitrária o expoente se torna ao longo da região proibida (o fator de Gamow, admitido). ∎
Exemplo 31.7 (O microscópio de varredura por tunelamento)
Uma ponta metálica afiada é aproximada até de uma superfície condutora e aplica-se uma pequena tensão: os elétrons tunelam através do vão de vácuo, cuja altura de barreira é a função trabalho , de modo que e a corrente muda por um fator a cada . Uma malha de realimentação move a ponta para manter constante, e a altura da ponta, registrada durante a varredura, desenha a superfície com uma resolução vertical de um picômetro — e lateralmente átomo a átomo, porque o último átomo da ponta, sendo o mais próximo, carrega a maior parte da corrente (Binnig e Rohrer, 1981).
Exemplo 31.8 (Decaimento alfa)
Uma partícula de dentro de um núcleo pesado enfrenta a barreira de Coulomb da carga restante , de dezenas de MeV de altura na superfície nuclear e que se estende até o raio , onde . O fator de Gamow é da ordem de : . A partícula bate na parede umas vezes por segundo, de modo que escapa a uma taxa : um tempo de vida de um milhão de anos. Como o expoente varia como , uma variação de em desloca o tempo de vida de vinte ordens de grandeza — a lei de Geiger–Nuttall, de microssegundos à idade do universo (Gamow, 1928: a primeira aplicação do tunelamento).
31.4 O poço duplo
Proposição 31.9 (Desdobramento por tunelamento)
Dois poços idênticos separados por uma barreira: se a barreira fosse impenetrável cada poço teria o mesmo nível fundamental , duas vezes. O tunelamento os acopla, e os dois estados mais baixos do poço duplo são as combinações simétrica e antissimétrica, , com energias : o nível é desdobrado de uma quantidade (a amplitude de tunelamento, não seu quadrado). Uma partícula colocada no poço esquerdo, , não é estacionária: ela oscila entre os poços na frequência — as oscilações de tunelamento, os batimentos de dois níveis do Capítulo 30.
Demonstração. A combinação simétrica não tem nó sob a barreira e tem uma curvatura menor, e portanto uma energia menor; a antissimétrica tem um nó e fica mais alta; o desdobramento é proporcional à superposição das funções localizadas sob a barreira, . O batimento é a superposição de dois níveis já calculada. ∎
Exemplo 31.10 (A amônia)
Na NH o átomo de nitrogênio fica de um lado do plano dos três hidrogênios ou do outro — um poço duplo com uma barreira de cerca de . O desdobramento por tunelamento do nível fundamental vale : , a frequência de inversão, a transição do primeiro maser e do primeiro relógio atômico (1949). Troque o hidrogênio por deutério e a molécula, mais pesada, tunela menos: . Em pirâmides mais pesadas (PH, AsH) o desdobramento desaba para quilohertz e menos: a molécula fica de seu lado por anos — razão pela qual moléculas canhotas e destras existem afinal, e pela qual o açúcar não racemiza na prateleira.
Método 31.11 (Poços e barreiras)
(1) Escreva região por região: onde , onde , com . (2) Case e em cada fronteira (numa parede infinita, ). (3) Estados ligados: o casamento só tem soluções para discretos — conte-os graficamente. (4) Espalhamento: as correntes dão e . (5) Tunelamento: ; primeiro a ordem de grandeza, depois o prefator. (6) Poço duplo: desdobramento , batimentos em .
31.5 Exercícios
Exercício 31.1 ★
Poço infinito: elétron em (, , , comprimento de onda do fóton ); elétron em ; núcleon em ; uma bola de gude de em (, e o número quântico para uma velocidade de ).
Solução
Solução de Exercício 31.1.
: , , ; : , . : . Núcleon: . Bola de gude: ; .
Exercício 31.2 ★
Pontos quânticos: um nanocristal de intervalo confina um par elétron–buraco cuja energia de confinamento vale com . Comprimento de onda de emissão para , , , ; que cores?
Solução
Solução de Exercício 31.2.
Confinamento : , , , ; total , , , : , , , — vermelho, laranja, amarelo-esverdeado, verde.
Exercício 31.3 ★
Tunelamento: elétron com : ; para , , , ; fator por ; o mesmo para um próton com .
Solução
Solução de Exercício 31.3.
; : , , , ; por ; próton: é vezes maior, a .
Exercício 31.4 ★
Degrau: elétron de sobre um degrau de : , , , . O mesmo para um degrau para baixo de . Por que isso é impossível classicamente, e qual é o análogo para a luz?
Solução
Solução de Exercício 31.4.
, ; , . Degrau para baixo: , . Uma partícula clássica nunca volta atrás quando tem energia para passar; uma onda de luz é parcialmente refletida em qualquer mudança de índice.
Exercício 31.5 ★★
O poço infinito em detalhe. (a) Deduza os níveis e normalize. (b) Mostre a ortogonalidade. (c) Para : , , , ; verifique Heisenberg. (d) Esboce para grande e compare com a probabilidade clássica de encontrar uma partícula que ricocheteia.
Solução
Solução de Exercício 31.5.
(a), (b) Proposição 31.1. (c) ; ; ; ; produto . (d) Oscilações rápidas em torno da média — a densidade uniforme clássica.
Exercício 31.6 ★★
Poço finito. (a) Deduza para os estados pares. (b) Mostre graficamente que há sempre um estado ligado e conte-os para , , . (c) Elétron, , : , número de estados, profundidade de penetração do estado fundamental (tome ). (d) O que acontece com o número de estados ligados quando , e com suas energias?
Solução
Solução de Exercício 31.6.
(a) Proposição 31.3. (b) , , . (c) , dois estados; , profundidade . (d) Uma infinidade deles, tendendo por baixo aos do poço infinito.
Exercício 31.7 ★★
Degrau, . (a) Escreva dos dois lados e encontre . (b) Mostre que e calcule a fase de . (c) Mostre que a corrente se anula para embora ali. (d) Elétron abaixo do topo: profundidade de penetração; compare com a onda evanescente da reflexão total interna.
Solução
Solução de Exercício 31.7.
(a) , . (b) O numerador e o denominador são conjugados; fase . (c) é real para uma exponencial real. (d) ; como a onda evanescente da reflexão total: presente, sem transportar fluxo, e capaz de alimentar um segundo meio — e isso é o tunelamento.
Exercício 31.8 ★★
A barreira. (a) Escreva as quatro condições de continuidade e deduza . (b) Avalie exatamente e com a aproximação para , ; e para . (c) Para mostre que e encontre as energias de transmissão perfeita. (d) Interprete-as (pense na camada antirreflexo do Capítulo 15).
Solução
Solução de Exercício 31.8.
(a) Teorema 31.6. (b) : exato , aproximação ; : contra . (c) ; para . (d) As reflexões nas duas faces se cancelam quando a barreira vale um número inteiro de meios comprimentos de onda — transmissão ressonante.
Exercício 31.9 ★★
Gamow. Para a barreira de Coulomb, do raio nuclear até , o expoente vale . (a) , , : , , . (b) Frequência de choques e o tempo de vida. (c) Repita para e : razão dos tempos de vida. (d) Por que os núcleos emitem partículas em vez de prótons ou de C?
Solução
Solução de Exercício 31.9.
(a) ; ; . (b) , choques por segundo: taxa , tempo de vida anos. (c) e : mais longo, mais curto. (d) A é fortemente ligada e sai com energia positiva; um próton não sairia; um C tem três vezes a carga e um expoente bem maior (o decaimento por aglomerado existe, a ).
Exercício 31.10 ★★★
Amônia. Desdobramento . (a) Frequência de inversão e período da oscilação de tunelamento. (b) O átomo de N é preparado de um lado: escreva e a probabilidade de encontrá-lo do outro lado. (c) A ND tunela a : deduza da razão dos desdobramentos se e (, barreira inalterada). (d) Por que uma molécula quiral pode ficar canhota por anos?
Solução
Solução de Exercício 31.10.
(a) ; . (b) ; . (c) : . (d) Grupos mais pesados e barreiras mais altas tornam o período de tunelamento maior que anos.
Exercício 31.11 ★★★
O STM. , , tensão , . (a) , o fator de por e a resolução em altura se é medida com de precisão. (b) Elétrons por segundo na corrente. (c) O átomo do ápice da ponta está mais perto que seus vizinhos (afastados lateralmente de , de modo que ): fração da corrente que ele carrega. (d) Uma armação de aço de se dilata de com : que estabilidade de temperatura um picômetro exige, e como os projetos contornam isso?
Solução
Solução de Exercício 31.11.
(a) ; ; de vale . (b) . (c) Cada vizinho, a , carrega da corrente do ápice; o ápice leva cerca de metade. (d) — impossível; projetos simétricos em que a ponta e a amostra se dilatam juntas, varreduras rápidas, materiais de baixa dilatação e a realimentação.
Exercício 31.12 ★★★
Um laser de poço quântico. Uma camada de de GaAs (intervalo , , ) entre barreiras mais altas. (a) Energias de confinamento fundamentais do elétron e do buraco (poço infinito). (b) Energia e comprimento de onda do fóton do laser. (c) Largura para . (d) Com a barreira finita, quantos estados eletrônicos ligados o poço de comporta?
Solução
Solução de Exercício 31.12.
(a) e . (b) , . (c) Confinamento : . (d) : três.
31.6 Problema: o STM, a partícula alfa e o maser de amônia
Problema 31.1
Problema de fim de semana — três túneis
Dados: , , , , , .
Parte I — O microscópio de varredura por tunelamento. A ponta e a amostra são de tungstênio (); vão ; tensão ; a corrente vale .
- para elétrons no nível de Fermi diante da barreira de vácuo .
- Fator de variação de para ; para .
- A realimentação mantém constante a : ruído em altura.
- : elétrons por segundo; tempo médio entre dois elétrons, comparado com o “tempo” de tunelamento .
- O átomo do ápice e seus vizinhos a lateralmente, com : parcela do átomo do ápice; por que um único átomo basta para imagear átomos.
- Um átomo adsorvido de de altura: variação de no modo de altura constante; por que se prefere o modo de corrente constante.
- Uma armação metálica de , : variação de temperatura que desloca a ponta de ; como os instrumentos lidam com isso (simetria, rapidez, materiais de baixa dilatação)?
- Com uma tensão de a barreira deixa de ser retangular: esboce-a e diga se cresce mais depressa ou mais devagar que linearmente com .
- Num trecho oxidado a função trabalho vale em vez de : de quanto a ponta recua no modo de corrente constante sobre uma superfície perfeitamente plana? O que o STM imageia, então?
Parte II — Decaimento alfa de um núcleo , . A partícula () se move num núcleo de raio ; fora, a energia de Coulomb vale .
- Altura da barreira em ; ponto de retorno clássico .
- Velocidade da no interior e sua frequência de choques na parede.
- Expoente de Gamow e .
- Taxa de decaimento e meia-vida; compare com os anos medidos.
- O mesmo com (outro isótopo): meia-vida; a sensibilidade de Geiger–Nuttall.
- Tomando em vez de : efeito sobre a meia-vida; comente a precisão dessas estimativas.
- Por que o tunelamento de um próton (carga , massa ) não é observado a partir do mesmo núcleo, nem o de um C (carga )?
- A emerge com os inteiros, embora tenha “passado por baixo” de uma muralha de : a energia se conserva?
Parte III — O maser de amônia. O átomo de N tunela através do plano dos H; o nível fundamental é desdobrado de .
- Frequência e comprimento de onda da transição de inversão.
- Escreva os estados simétrico e antissimétrico em termos de “N em cima” e “N embaixo”; qual é o mais baixo, e por quê?
- Uma molécula preparada com “N em cima”: , a probabilidade de “embaixo” no instante , o período.
- Razão de Boltzmann entre os dois níveis a : a população térmica pode dar um maser? Como se obtém a inversão (um campo elétrico seletor de estados)?
- Energia do fóton em joules; número de moléculas que devem emitir por segundo para uma saída de .
- A ND tunela a : deduza para a NH supondo com .
- O maser foi o primeiro relógio atômico: por que uma frequência de tunelamento é um bom relógio e que efeitos a deslocam?
- Resuma: a quantização vinda do confinamento, o tunelamento vindo da evanescência, e o que fixa os expoentes.
Solução
Solução de Problema 31.1.
1. .
2. ; : por picômetro.
3. .
4. por segundo; separados de , contra : um de cada vez.
5. Cerca de metade; o resto decai tão depressa com a distância que a imagem é a de um único átomo.
6. ; a corrente constante mantém a ponta segura e transforma a exponencial numa altura linear.
7. ; montagens simétricas, rapidez, materiais de baixa dilatação e uma realimentação que acompanha a deriva.
8. Um trapézio, rebaixado do lado coletor: a barreira efetiva afina e cresce mais depressa que linearmente.
9. ; a o expoente cai de para , e : a ponta recua de — uma saliência que é eletrônica, não geométrica.
10. ; .
11. ; choques por segundo.
12. ; .
13. Taxa , meia-vida anos — mil vezes o valor medido: para um expoente de cem, um modelo grosseiro já vai bem ao acertar dentro de algumas ordens de grandeza.
14. : vezes mais curta, cerca de anos — um MeV a mais, sete ordens de grandeza.
15. : vezes mais curta — um fermi de raio vale duas ordens de grandeza.
16. Um próton não está pré-formado com energia positiva (ele está ligado por uns ); um C tem três vezes a carga e um expoente três vezes maior.
17. Sim: a tem sempre ; sua função de onda apenas tem uma parte evanescente sob a barreira, onde nenhuma medida a encontra com energia cinética negativa.
18. ; .
19. ; o simétrico é o mais baixo — sem nó, menos curvatura.
20. ; ; período .
21. : quase iguais, sem inversão; um campo elétrico não homogêneo separa o feixe e manda para a cavidade as moléculas do estado superior.
22. ; moléculas por segundo.
23. .
24. Ela é fixada só pela molécula, idêntica para toda molécula e insensível ao exterior; os desvios vêm do efeito Doppler no feixe, de campos elétricos parasitas, de colisões e do arrasto da cavidade.
25. O confinamento quantiza (); a evanescência deixa a onda passar (); os expoentes são fixados por e pela largura — massa, altura, distância.