Física universitária — 2.º ano · Bachelor Year 2
23O laser: emissão estimulada e feixes gaussianos
Um ponto vermelho numa tela de aula, o leitor de código de barras do caixa, o feixe que lê um disco, solda a carroceria de um carro, leva a internet sob os oceanos, corrige uma córnea e mede a distância até a Lua com precisão de milímetro: cada um deles é um laser, uma fonte de luz diferente de qualquer chama ou lâmpada. Sua luz é de uma só cor, com uma parte em um bilhão, permanece num feixe de milímetros ao longo de uma sala e pode ser focalizada numa mancha de alguns comprimentos de onda, onde sua irradiância supera um milhão de vezes a da superfície do Sol. Nada disso vem de um novo tipo de átomo: vem de um processo que Einstein identificou em 1917 — a emissão estimulada, a emissão de um fóton idêntico a um já presente — e de arranjar a matéria de modo que esse processo vença a absorção, colocando depois o amplificador entre dois espelhos para que ele se alimente a si mesmo. Este capítulo constrói o laser em três etapas: como a luz e uma população de átomos trocam energia (os coeficientes de Einstein), quando a troca amplifica (inversão de população e ganho) e quando o amplificador se torna um oscilador (a cavidade, seu limiar e seus modos). Ele termina com a forma do feixe que sai, o feixe gaussiano, cuja cintura e cuja divergência decidem o que um laser pode fazer a distância e num foco.
23.1 Luz e matéria: os três processos
Definição 23.1 (Absorção, emissão espontânea e emissão estimulada)
Considere átomos com dois níveis de energia , populações (densidades numéricas) , , e luz de frequência com e densidade espectral de energia (energia por unidade de volume e por unidade de frequência). Três processos trocam energia:
- absorção: um átomo em absorve um fóton e sobe para , à taxa por unidade de volume e de tempo;
- emissão espontânea: um átomo em cai para por si só, emitindo um fóton numa direção aleatória e com fase aleatória, à taxa — é o tempo de vida do nível;
- emissão estimulada: um fóton de frequência que passa por um átomo em o induz a cair, emitindo um segundo fóton idêntico ao primeiro (mesma frequência, direção, fase e polarização), à taxa .
, , são os coeficientes de Einstein da transição.
Proposição 23.2 (Relações de Einstein)
Para níveis não degenerados,
A emissão estimulada e a absorção têm o mesmo coeficiente; a taxa espontânea cresce como em relação à taxa estimulada.
Demonstração. Coloque os átomos em equilíbrio com a radiação à temperatura . Dois fatos são tomados de empréstimo a capítulos posteriores: as populações de dois níveis em equilíbrio estão na razão (o fator de Boltzmann, Capítulo 29), e a radiação de equilíbrio tem a densidade espectral de Planck (Capítulo 26). Em equilíbrio as populações dos níveis são estacionárias: , e daí
Isso deve igualar a expressão de Planck a toda temperatura : o limite (onde ) impõe , e a comparação dá então . Os coeficientes são propriedades do átomo, de modo que as relações valem também fora do equilíbrio. ∎
Observação 23.3 (Por que as lâmpadas não amplificam)
Num gás a , para uma transição visível (, ), : praticamente nenhum átomo está excitado, e a luz é apenas absorvida. Uma descarga ou uma chama povoa , mas ainda com , e cada fóton emitido é superado em número pelas absorções; além disso a razão entre a emissão espontânea e a estimulada em equilíbrio, , é astronomicamente grande no visível — a luz de uma lâmpada é espontânea: fases aleatórias, todas as direções, toda a largura da linha. Só em frequências de rádio e de micro-ondas () a emissão estimulada compete naturalmente; o primeiro dispositivo desse tipo foi de fato o maser, a (1954), antes do laser óptico (1960).
23.2 Amplificação: inversão de população e ganho
Proposição 23.4 (Ganho de um meio)
Um feixe de intensidade na frequência que atravessa o meio ganha energia por emissão estimulada e a perde por absorção (a emissão espontânea vai em todas as direções e quase não contribui para o feixe). Ao longo de um comprimento ,
onde (uma área, a seção de choque da transição, ) mede a força da transição. O meio amplifica () somente se
uma inversão de população. Sem ela (, o caso de todo meio em equilíbrio) o feixe é absorvido.
Demonstração. Por unidade de volume e de tempo, transições acrescentam (ou retiram) um fóton ao feixe; com (por unidade de frequência, sobre a largura da linha), a potência ganha por unidade de volume vale , e isso é ; defina (vezes o fator de forma da linha). ∎
Observação 23.5 (Por que dois níveis não podem ser invertidos)
Bombeie um sistema de dois níveis tão forte quanto quiser com luz em : o bombeio absorve quando e estimula a emissão quando , e as populações tendem, no melhor dos casos, à igualdade, , em que o meio é transparente mas nada ganha. Uma inversão exige ao menos três níveis: bombear do nível fundamental para um nível de vida curta que decai depressa para o nível laser superior, que é de vida longa (metaestável) e portanto armazena população. Num esquema de três níveis (rubi, o primeiro laser) o nível laser inferior é o estado fundamental, de modo que mais da metade dos átomos deve ser elevada antes da inversão: o bombeio é brutal. Num esquema de quatro níveis (He–Ne, Nd:YAG, a maioria dos lasers) o nível laser inferior é um nível excitado que se esvazia depressa para o estado fundamental; ele fica quase vazio o tempo todo, e uma pequena população no nível superior já é uma inversão — o limiar é baixo.
Proposição 23.6 (Saturação do ganho)
A inversão é mantida por um bombeio que fornece átomos ao nível superior à taxa por unidade de volume, contra o decaimento e a emissão estimulada . Num meio de quatro níveis () o regime estacionário é
o ganho de pequeno sinal é reduzido pelo próprio feixe assim que se aproxima da intensidade de saturação — o amplificador é não linear, e é essa não linearidade que fixará a potência do laser.
Demonstração. . ∎
23.3 O oscilador: cavidade, limiar e modos
Definição 23.7 (Cavidade laser)
Um laser é um meio amplificador de comprimento colocado entre dois espelhos (refletâncias , ) separados por uma distância : uma cavidade de Fabry–Pérot (Capítulo 21). Um dos espelhos, o acoplador de saída, é parcialmente transmissor ( de alguns por cento) e deixa o feixe sair. A luz que dá a volta na cavidade é amplificada duas vezes pelo meio e atenuada pelos espelhos e pelas outras perdas (espalhamento, absorção, difração).
Teorema 23.8 (Condição de oscilação)
Uma onda de amplitude complexa se reproduz depois de uma volta completa se
(: as outras perdas por unidade de comprimento). Daí duas condições.
Amplitude: , ou seja, o ganho deve atingir o limiar
- Fase: , ou seja, — o laser oscila apenas nos modos longitudinais da cavidade, espaçados de , e entre eles somente naqueles que ficam sob a curva de ganho, onde .
Demonstração. A amplitude e a fase do fator de volta completa devem ambas ser triviais; a aproximação usa para . ∎
Proposição 23.9 (Regime estacionário acima do limiar)
Partindo da emissão espontânea de um único átomo, todo modo para o qual cresce exponencialmente, volta após volta; à medida que sua intensidade cresce, o ganho satura (Proposição 23.6) até igualar exatamente as perdas:
O ganho fica travado no valor de limiar; cada átomo adicional bombeado acima do limiar se torna um fóton de saída, de modo que a potência de saída cresce linearmente com o bombeio acima do bombeio de limiar.
Observação 23.10 (O laser é um oscilador com realimentação)
Compare com o oscilador em ponte de Wien do Capítulo 9: um amplificador (o meio invertido), uma realimentação seletiva em frequência (a cavidade, que só deixa passar seus modos), uma condição de partida (ganho de malha , ou seja, ), uma partida a partir do ruído (aqui a emissão espontânea) e uma amplitude fixada pela não linearidade do amplificador (a saturação do ganho). O laser é o membro óptico da família.
Exemplo 23.11 (O laser de hélio–neônio)
Um tubo de vidro de de comprimento, com de diâmetro interno, contendo hélio e neônio a cerca de um milésimo de atmosfera, atravessado por uma descarga de alguns miliampères. Os elétrons excitam o hélio a um nível metaestável a , que passa sua energia por colisão a um nível do neônio a quase exatamente a mesma altura; dali o neônio decai para um nível inferior (que se esvazia depressa para o estado fundamental — quatro níveis) emitindo em . O ganho de pequeno sinal é minúsculo, alguns por cento por passagem, de modo que os espelhos devem ser excelentes (, ) e o tubo, limpo; a linha de ganho é alargada por efeito Doppler até , os modos estão separados de , de modo que dois ou três modos oscilam ao mesmo tempo. Saída de para vários watts de descarga: eficiência de ; mas um comprimento de onda definido a e um feixe que permanece com de largura por todo o laboratório.
23.4 O feixe gaussiano
Proposição 23.12 (Feixe gaussiano)
O feixe que uma cavidade estável de espelhos curvos emite é (no modo transverso fundamental) um feixe gaussiano: à distância de sua seção mais estreita (a cintura, de raio ) o perfil de intensidade é
onde é a potência total e o comprimento de Rayleigh: ao longo de o feixe permanece dentro de de sua cintura, e muito além dele se espalha com o semiângulo
O feixe é uma solução da equação de onda na aproximação paraxial; admitimos sua forma e a usamos. Suas frentes de onda são planas na cintura e esféricas ao longe.
Demonstração. Admitida neste nível (o cálculo é a propagação, em óptica de Fourier, de uma distribuição gaussiana na abertura); sua propriedade essencial é a que a difração já deu no Capítulo 22: uma abertura de tamanho se espalha por , aqui com o fator exato . ∎
Proposição 23.13 (Focalizar e expandir um feixe)
Um feixe gaussiano de raio (muito maior do que seu campo distante teria na lente, ou seja, quase colimado) que incide sobre uma lente de distância focal é focalizado numa cintura
no foco, com comprimento de Rayleigh . A irradiância de pico ali vale . Inversamente, um telescópio afocal de ampliação transforma um feixe de raio num de raio cuja divergência é vezes menor: para enviar um feixe longe, primeiro deixe-o largo.
Demonstração. A lente converte a frente de onda plana numa esfera que converge em ; a difração de uma abertura de raio dá o espalhamento angular , e portanto a mancha focal — coerente com lido ao contrário. ∎
Exemplo 23.14 (Cortar, ler, apontar)
Um laser de dióxido de carbono de em , com raio de feixe , focalizado por : , irradiância de pico — o aço ferve. Um apontador de , em : , uma mancha de a , uma irradiância de na saída — acima da luz do Sol, razão pela qual mesmo um miliwatt jamais deve entrar num olho: o cristalino o focalizaria numa mancha de sobre a retina, a milhões de watts por metro quadrado. Um leitor de disco em com uma lente de abertura numérica focaliza em cerca de , o tamanho de um sulco.
Observação 23.15 (O que torna especial a luz do laser)
Diretividade: um único modo transverso, divergência no limite de difração. Monocromaticidade: um ou poucos modos da cavidade, cada um mais estreito que um megahertz — comprimentos de coerência de metros a quilômetros (Capítulo 18). Coerência espacial: todo o feixe é uma única onda, de modo que ele interfere consigo mesmo em qualquer lugar (holografia, interferometria). Brilho: um miliwatt num feixe limitado por difração ofusca o Sol por unidade de ângulo sólido e de largura de banda. Potência em pulsos: um joule num nanossegundo é um gigawatt; num femtossegundo, um petawatt. E, como o feixe é a saída de um oscilador, ele pode ser modulado a gigahertz — a portadora da fibra óptica (Capítulo 16).
Método 23.16 (Estimativas com lasers)
(1) Energia do fóton e taxa de fótons . (2) Limiar: ; compare com o ganho de pequeno sinal do meio. (3) Modos: contra a largura de ganho; conte os modos que oscilam. (4) Potência: o ganho trava no limiar; saída (bombeio bombeio de limiar). (5) Feixe: , , mancha focal , irradiância de pico . (6) Segurança: compare a irradiância sobre a retina com a do Sol.
23.5 Exercícios
Exercício 23.1 ★
Um laser He–Ne emite em . Frequência, energia do fóton em joules e em elétron-volts, fótons por segundo. Cavidade de : espaçamento dos modos; quantos modos cabem sob uma curva de ganho de de largura?
Solução
Solução de Exercício 23.1.
; ; fótons por segundo; ; três modos.
Exercício 23.2 ★
Dois níveis separados por a : razão (use ). A que temperatura as populações seriam iguais? Mostre que uma inversão corresponde a uma temperatura formalmente negativa na razão de Boltzmann. A mesma razão para uma transição de micro-ondas a .
Solução
Solução de Exercício 23.2.
; a igualdade só quando ; exige , ou seja, formalmente . Em , : .
Exercício 23.3 ★
Feixe gaussiano, , : comprimento de Rayleigh, divergência, raio depois de e na Lua (). O mesmo feixe depois de um expansor .
Solução
Solução de Exercício 23.3.
; ; ; na Lua, . Depois de : , , , a , na Lua.
Exercício 23.4 ★
Cavidade com , , meio de de comprimento, outras perdas de por passagem. Coeficiente de ganho de limiar. O ganho de pequeno sinal do meio vale : ele oscila? E com ?
Solução
Solução de Exercício 23.4.
: ele oscila. Com : : ele não oscila.
Exercício 23.5 ★★
Relações de Einstein. (a) Escreva o balanço de uma população de dois níveis em equilíbrio com a radiação e deduza as duas relações a partir da lei de Planck (dada). (b) Calcule a para e para . (c) Por que os masers foram inventados antes dos lasers? (d) O tempo de vida de um nível é ; se em , quanto vale para uma transição de mesmo em ?
Solução
Solução de Exercício 23.5.
(a) Veja a Proposição 23.2. (b) : , razão ; : — a emissão estimulada domina. (c) Em frequências de micro-ondas a emissão espontânea é desprezível e uma pequena inversão já dá ganho; a tecnologia (cavidades, guias de onda) já existia. (d) , logo : .
Exercício 23.6 ★★
Saturação e potência de saída. Meio de quatro níveis, , , . (a) Intensidade de saturação. (b) Taxa de bombeio para um ganho de pequeno sinal . (c) O limiar da cavidade vale : intensidade intracavidade em regime estacionário; saída através de a partir de um feixe de área . (d) Mostre que a potência de saída é linear em acima do limiar.
Solução
Solução de Exercício 23.6.
(a) . (b) . (c) ; . (d) : linear em acima de .
Exercício 23.7 ★★
Modos e estabilidade. (a) Comprimento de cavidade para operação em modo único sob uma curva de ganho de . (b) Uma cavidade de se expande de : deslocamento da frequência de um modo, comparado com o espaçamento dos modos e com a largura de ganho. (c) Por que os He–Ne estabilizados comerciais travam o comprimento do tubo aquecendo-o? (d) A largura do próprio modo é de alguns quilohertz: comprimento de coerência?
Solução
Solução de Exercício 23.7.
(a) : . (b) : três espaçamentos de modo, toda a largura de ganho — o modo varre a curva de ganho e passa a vez ao vizinho. (c) Um aquecedor mantém o comprimento a uma pequena fração de , usando o equilíbrio de dois modos como sinal de erro. (d) .
Exercício 23.8 ★★
Focalização. (a) Feixe , , : cintura, comprimento de Rayleigh, irradiância de pico para . (b) O mesmo feixe num olho (distância focal ): mancha na retina e irradiância; compare com a imagem do Sol ( através de uma pupila de numa imagem de ). (c) Por que um apontador verde de é mais perigoso que uma lâmpada de ? (d) Profundidade de foco da lente de .
Solução
Solução de Exercício 23.8.
(a) , , . (b) , ; a imagem do Sol: — o apontador é cem vezes pior. (c) A potência da lâmpada se espalha por e sua imagem na retina é extensa; toda a potência do apontador cai em alguns micrômetros, no comprimento de onda de sensibilidade máxima. (d) .
Exercício 23.9 ★★
Três níveis contra quatro. Rubi: íons de cromo, tempo de vida do nível superior , . (a) Potência mínima de bombeio por unidade de volume para manter metade dos íons no nível superior. (b) Para um bastão de . (c) Um meio de quatro níveis precisa apenas de com em : potência de bombeio por unidade de volume. (d) Comente a lâmpada de flash do laser de rubi frente ao bombeio por diodo de um Nd:YAG.
Solução
Solução de Exercício 23.9.
(a) . (b) — o regime contínuo está fora de questão: uma lâmpada de flash. (c) : por centímetro cúbico. (d) Cem vezes menos, e em regime contínuo: alguns watts de luz de diodo bastam.
Exercício 23.10 ★★★
O diodo laser. A região emissora de um laser de diodo tem cerca de por , . (a) Semiângulos de divergência nas duas direções. (b) Que direção diverge mais, e por que o feixe é elíptico? (c) Uma lente de o colima: tamanhos do feixe nas duas direções. (d) Como se pode tornar circular a elipse (duas ideias)?
Solução
Solução de Exercício 23.10.
(a) : () e (). (b) A direção estreita diverge mais: a elipse de campo distante é perpendicular ao emissor. (c) : e . (d) Um par de prismas anamórficos ou uma lente cilíndrica; ou acoplar numa fibra monomodo.
Exercício 23.11 ★★★
Partida. (a) Escreva a condição de amplitude por volta completa com um ganho líquido por volta e um tempo de volta com . (b) De um único fóton espontâneo até o regime estacionário de intracavidade (número de fótons na cavidade?), quantas voltas e quanto tempo? (c) O que limita o crescimento, e o que acontece com um modo cujo ? (d) Num laser multimodo os modos competem pelos mesmos átomos: explique o salto de modo.
Solução
Solução de Exercício 23.11.
(a) Intensidade a cada . (b) fótons; voltas completas, cerca de . (c) A saturação do ganho; um modo abaixo do limiar perde mais por volta do que ganha e fica no nível espontâneo. (d) Os modos partilham uma única inversão; o mais forte a satura e faz os outros passarem fome; derivas de comprimento e de ganho mudam o vencedor — a saída salta de modo em modo.
Exercício 23.12 ★★★
Telemetria lunar. Pulsos de em , de de duração, enviados por um telescópio de (). (a) Fótons por pulso, potência de pico. (b) Divergência de difração e raio da mancha na Lua (); a atmosfera espalha o feixe até em vez disso: raio da mancha. (c) Um conjunto refletor de na Lua devolve a luz com sua própria difração ( com cubos de canto de ): mancha na Terra, fração captada pelo telescópio, fótons detectados por pulso. (d) Cronometragem a : precisão da distância por pulso, e depois de pulsos.
Solução
Solução de Exercício 23.12.
(a) fótons; . (b) , ; com o seeing, . (c) Fração : fótons; espalhamento de retorno , raio ; o telescópio capta : cerca de fótons, uns poucos depois da óptica. (d) ; : .
23.6 Problema: um laser de hélio–neônio, do tubo até a Lua
Problema 23.1
Problema de fim de semana — um laser construído, caracterizado e usado
O laser da bancada: tubo de vidro , diâmetro interno , mistura hélio–neônio, descarga de sob ; espelhos , ; comprimento de onda ; saída . Dados: o nível metaestável do He fica a , o nível laser superior do Ne a com tempo de vida , o nível laser inferior a com tempo de vida ; temperatura do gás ; massa molar do neônio ; seção de choque ; , , a .
Parte I — O meio.
- Energia do fóton e frequência da linha laser.
- Os níveis do He e do Ne diferem de : compare com e explique por que a transferência por colisão He Ne é eficiente.
- Razão de Boltzmann entre o nível superior do Ne e o estado fundamental a sem a descarga: comente.
- Explique, a partir dos dois tempos de vida, por que uma inversão entre os níveis do Ne é fácil de manter uma vez alimentado o nível superior.
- Largura Doppler da linha: a velocidade mais provável do neônio a e em ordem de grandeza (mais precisamente ).
- Com : coeficiente de ganho de pequeno sinal e ganho por passagem ao longo de .
Parte II — A cavidade.
- Coeficiente de ganho de limiar; margem em relação à questão 6.
- Espaçamento dos modos; número de modos que podem oscilar.
- Potência intracavidade e irradiância intracavidade no capilar.
- O que fixa o ganho em regime estacionário, e para onde vai a energia de bombeio excedente?
- Potência elétrica de entrada e potência óptica de saída: eficiência; duas razões pelas quais ela é tão baixa.
- Partida: ganho líquido por volta , número de fótons na cavidade em regime estacionário, número de voltas a partir de um fóton, e o tempo de partida.
- O tubo esquenta e se alonga de : deslocamento em frequência de um modo; consequência para um laser de modo único.
- O tubo é fechado por janelas no ângulo de Brewster: o que isso faz com a polarização da saída, e por que não acrescenta perda?
Parte III — O feixe.
- A cavidade produz uma cintura : comprimento de Rayleigh, divergência, diâmetro do feixe a de distância.
- Irradiância de pico na saída; compare com a luz do Sol ().
- Uma lente de : cintura e irradiância de pico no foco.
- O feixe entra num olho (distância focal ): mancha na retina e irradiância; por que um piscar não é lento demais para , e o que significa “classe 2”.
- Um expansor de feixe : nova divergência e diâmetro da mancha a .
- Comprimento de coerência se o laser funciona num único modo de largura ; se funciona em três modos que cobrem .
Parte IV — Até a Lua. Uma estação de telemetria dispara pulsos de e em através de um telescópio de ; a atmosfera espalha o feixe de saída até ().
- Fótons por pulso e potência de pico.
- Raio da mancha na Lua (); compare com a mancha limitada por difração.
- Um conjunto refletor de intercepta que fração do pulso, e quantos fótons?
- Os cubos de canto de do conjunto devolvem a luz com o espalhamento : raio da mancha na Terra, fração captada pelo telescópio, fótons detectados por pulso (tome uma eficiência óptica global de ).
- O tempo de ida e volta é de cerca de , medido a : precisão da distância por pulso; depois de retornos; compare com os por ano com que a Lua se afasta.
Solução
Solução de Problema 23.1.
1. , .
2. : a agitação térmica fornece o pequeno déficit; a transferência é quase ressonante e portanto eficiente.
3. : nenhum; só a descarga alimenta o nível.
4. O nível inferior se esvazia dez vezes mais depressa do que o superior decai: ele está sempre quase vazio — um esquema de quatro níveis.
5. ; ; a fórmula exata dá .
6. ; : por passagem.
7. ; margem .
8. ; três.
9. ; .
10. O ganho satura em ; o excedente se torna fótons de saída (e emissão espontânea, calor).
11. : a maior parte da energia dos elétrons vai para outro lugar que não o metaestável do hélio, e o fóton carrega dos investidos.
12. ; ; voltas completas; .
13. : o modo atravessa toda a curva de ganho — o laser salta para outro modo, a menos que o comprimento seja estabilizado.
14. A polarização atravessa uma superfície de Brewster sem reflexão; a polarização perde uns por superfície e nunca atinge o limiar: saída polarizada linearmente, sem custo algum.
15. ; ; : de diâmetro.
16. : sete sóis.
17. ; .
18. ; ; a retina sobrevive a durante os do reflexo de aversão — classe 2: visível, , segura porque se pisca.
19. ; , , : .
20. : ; .
21. ; .
22. ; só a difração: .
23. ; fótons.
24. , ; : fótons, dois ou três detectados.
25. ; ; o afastamento é medido em semanas.