Chemistry · Livro 3 · Bachelor Year 2

Química universitária — 2.º ano

Química universitária — 2.º ano · Bachelor Year 2

5Reatores contínuos e processos industriais

No laboratório, uma reação é conduzida em um balão: os reagentes entram, a mistura é agitada por uma hora, a reação é interrompida e o produto, isolado. Uma indústria que fabrica o mesmo produto aos milhares de toneladas trabalha de outra forma. Seu reator nunca se esvazia: os reagentes entram por uma extremidade, os produtos saem pela outra, dia e noite, e a composição no interior não muda com o tempo. Duas perguntas substituem então o “quanto tempo?”: que tamanho deve ter o reator para uma dada conversão, e como retirar o calor da reação antes que ele aqueça o reator até a perda de controle? Este capítulo escreve os balanços de matéria e de energia dos dois reatores contínuos ideais, o tanque agitado e o tubo, compara-os e mostra como um reator pode ter vários estados possíveis, um dos quais é um disparo.

O que você já sabe

O volume do 1.º ano: velocidade de reação, leis de velocidade e ordens, leis integradas de um reator fechado (agora chamado reator em batelada), meia-vida, a lei de Arrhenius k=A e−Ea/RTk = A\,\mathrm e^{-E_a/RT}, reações consecutivas. Capítulo 1: calor liberado a pressão constante; Capítulo 4: conversão por passagem, reciclo. Da física: o balanço de um sistema aberto em escoamento estacionário (o que entra menos o que sai é igual ao que se acumula).

Reatores de tanque agitado em uma indústria química: cada vaso leva seu motor e seu redutor, e o eixo do agitador desce até a mistura reacional; as tubulações trazem as alimentações e levam o produto e a água de resfriamento.
Reatores de tanque agitado em uma indústria química: cada vaso leva seu motor e seu redutor, e o eixo do agitador desce até a mistura reacional; as tubulações trazem as alimentações e levam o produto e a água de resfriamento.

5.1 Da batelada ao contínuo

Definição 5.1 (Tipos de reator)

Um reator em batelada é um vaso fechado no qual a reação ocorre sem entrada nem saída de matéria. Um reator contínuo é atravessado por um escoamento estacionário de matéria. Dois reatores contínuos ideais servem de modelo:

  • o reator contínuo de tanque agitado (CSTR), tão bem agitado que seu conteúdo é uniforme e, portanto, idêntico à corrente que sai dele;
  • o reator de escoamento pistonado (PFR), um tubo atravessado pelo fluido sem mistura ao longo do escoamento, cada fatia de fluido avançando como um pistão enquanto reage.

Diz-se que um reator contínuo funciona em regime estacionário quando nada muda com o tempo em seu interior: as vazões, as temperaturas e as composições em cada ponto são constantes. Consideramos uma única reação A→\mathrm A \to produtos, uma alimentação líquida de massa específica constante (de modo que a vazão volumétrica QvQ_v é a mesma na entrada e na saída), com concentração cA,0c_{A,0} na entrada.

Definição 5.2 (Tempo de residência)

O tempo de residência de um reator contínuo de volume VV alimentado com a vazão volumétrica QvQ_v é τ=V/Qv\tau = V/Q_v: o tempo médio que um volume de fluido passa em seu interior.

Definição 5.3 (Conversão)

A conversão do reagente A é X=(FA,0−FA)/FA,0X = (F_{A,0} - F_A)/F_{A,0}, em que FA,0F_{A,0} e FAF_A são as vazões molares de A que entram no reator e saem dele; para um reator em batelada, X=(nA,0−nA)/nA,0X = (n_{A,0} - n_A)/n_{A,0}. A massa específica constante, X=1−cA/cA,0X = 1 - c_A/c_{A,0}.

A conversão se refere a um reagente e a um reator ou a uma passagem; a taxa de avanço final do volume do 1.º ano se refere a uma reação e a seu reagente limitante. Para uma única reação cujo reagente limitante é A, as duas coincidem.

Proposição 5.4 (Reator em batelada)

Em um reator em batelada de volume constante, uma reação de primeira ordem atinge a conversão X=1−e−ktX = 1 - \mathrm e^{-kt} após o tempo tt, e uma reação de segunda ordem com concentrações iniciais iguais c0c_0, a conversão X=kc0t/(1+kc0t)X = kc_0t/(1 + kc_0t).

Demonstração. São as leis de velocidade integradas do volume do 1.º ano, cA=cA,0e−ktc_A = c_{A,0} \mathrm e^{-kt} e 1/cA=1/cA,0+kt1/c_A = 1/c_{A,0} + kt, escritas com X=1−cA/cA,0X = 1 - c_A/c_{A,0}. ∎

5.2 O reator contínuo de tanque agitado

Os três reatores ideais. Um balão em batelada; um tanque agitado cujo conteúdo uniforme é o da corrente de saída; um tubo atravessado em escoamento pistonado, no qual a vazão de A diminui de fatia em fatia.
Os três reatores ideais. Um balão em batelada; um tanque agitado cujo conteúdo uniforme é o da corrente de saída; um tubo atravessado em escoamento pistonado, no qual a vazão de A diminui de fatia em fatia.

Proposição 5.5 (Balanço de um tanque agitado)

Em regime estacionário, um tanque agitado de volume VV no qual A desaparece com a velocidade rr (mol por litro e por segundo) satisfaz

FA,0−FA−rV=0,isto eˊ,cA,0−cA=r τ,F_{A,0} - F_A - rV = 0, \qquad\text{isto é,}\qquad c_{A,0} - c_A = r\,\tau ,

sendo a velocidade avaliada na composição e na temperatura de saída.

Demonstração. Balanço de A no tanque durante  ⁣dt\dd t: o que entra, FA,0 ⁣dtF_{A,0}\dd t, menos o que sai, FA ⁣dtF_A\dd t, menos o que reage, rV ⁣dtrV\dd t, é igual ao acúmulo, nulo em regime estacionário. Sendo o tanque uniforme, a velocidade é a mesma em toda parte e igual à da corrente de saída. Divida por QvQ_v. ∎

Teorema 5.6 (Conversão em um tanque agitado)

Para uma reação de primeira ordem, X=kτ1+kτX = \dfrac{k\tau}{1 + k\tau}; para uma reação de segunda ordem com concentrações de alimentação iguais c0c_0 dos dois reagentes, XX é a raiz em [0,1][0, 1] de Da (1−X)2=XDa\,(1 - X)^2 = X, com Da=kc0τDa = kc_0\tau.

Demonstração. Ordem 1: r=kcAr = kc_A, logo cA,0−cA=kτcAc_{A,0} - c_A = k\tau c_A, cA=cA,0/(1+kτ)c_A = c_{A,0}/(1 + k\tau) e X=1−1/(1+kτ)X = 1 - 1/(1 + k\tau). Ordem 2: r=kcA2r = kc_A^2 (as duas concentrações continuam iguais), c0X=kτc02(1−X)2c_0X = k\tau c_0^2(1 - X)^2. ∎

O grupo adimensional Da=kτDa = k\tau (ou kc0τkc_0\tau), o número de Damköhler, compara o tempo de residência com a escala de tempo da reação: só ele fixa a conversão.

Método 5.7 (Dimensionar um reator)

  1. Escreva a lei de velocidade e a conversão XX exigida.
  2. A partir do balanço do reator escolhido, encontre o número de Damköhler que dá XX.
  3. Deduza τ\tau a partir de DaDa e da constante de velocidade na temperatura de trabalho, e V=τQvV = \tau Q_v a partir da vazão a tratar.

5.3 O reator de escoamento pistonado

Teorema 5.8 (Conversão em um reator de escoamento pistonado)

Em regime estacionário, a vazão de A ao longo de um tubo pistonado obedece a  ⁣dFA/ ⁣dV=−r\dd F_A/\dd V = -r. Para uma reação de primeira ordem, isso dá X=1−e−kτX = 1 - \mathrm e^{-k\tau} e, para uma reação de segunda ordem com alimentações iguais, X=Da/(1+Da)X = Da/(1 + Da): as leis do reator em batelada, com o tempo de residência no lugar do tempo.

Demonstração. Balanço de A na fatia entre VV e V+ ⁣dVV + \dd V: FA(V)−FA(V+ ⁣dV)−r  ⁣dV=0F_A(V) - F_A(V + \dd V) - r\,\dd V = 0, donde a equação diferencial. Com FA=QvcAF_A = Q_vc_A e  ⁣dV=Qv  ⁣dt′\dd V = Q_v\,\dd t' (o tempo t′t' que uma fatia passou no tubo), ela se escreve  ⁣dcA/ ⁣dt′=−r\dd c_A/\dd t' = -r: cada fatia é um pequeno reator em batelada que fica no tubo durante τ\tau. Separando as variáveis para r=kcAr = kc_A, obtém-se cA=cA,0e−kτc_A = c_{A,0} \mathrm e^{-k\tau} na saída; para r=kcA2r = kc_A^2, 1/cA−1/c0=kτ1/c_A - 1/c_0 = k\tau. ∎

Conversão de uma reação de primeira ordem em função de k nos reatores ideais. Para 90 % de conversão, um tubo pistonado precisa de k = 10 = 2.3; um único tanque agitado, de k = 9: quatro vezes o volume. Tanques em série se aproximam do tubo.
Conversão de uma reação de primeira ordem em função de kτk\tau nos reatores ideais. Para 90 % de conversão, um tubo pistonado precisa de kτ=ln⁡10=2.3k\tau = \ln 10 = 2.3; um único tanque agitado, de kτ=9k\tau = 9: quatro vezes o volume. Tanques em série se aproximam do tubo.

Proposição 5.9 (Tanque ou tubo)

Para toda velocidade que aumenta com a concentração de A (toda ordem positiva), um reator de escoamento pistonado atinge uma dada conversão com um volume menor que um tanque agitado.

Demonstração. Pelos balanços, τCSTR=cA,0X/r(X)\tau_{\text{CSTR}} = c_{A,0}X/r(X) (a velocidade na composição de saída) e τPFR=cA,0∫0X ⁣dX′/r(X′)\tau_{\text{PFR}} = c_{A,0}\int_0^X\dd X'/r(X'). Como rr diminui quando XX aumenta, 1/r(X′)≤1/r(X)1/r(X') \leq 1/r(X) em [0,X][0, X], logo a integral é no máximo X/r(X)X/r(X). Graficamente, em um gráfico de 1/r1/r em função de XX, o τ\tau do tubo é a área sob a curva e o do tanque, o retângulo de altura 1/r(X)1/r(X) (figura abaixo). Para a ordem 1: ln⁡(1+kτ)≤kτ\ln(1 + k\tau) \leq k\tau, o mesmo enunciado sob outra forma. ∎

O tanque agitado trabalha inteiramente na concentração de saída, a mais baixa do sistema, e portanto na velocidade mais baixa; o tubo aproveita as concentrações altas perto de sua entrada. As vantagens do tanque estão em outro lugar: uma temperatura uniforme e fácil de controlar, e uma operação simples.

Gráfico de Levenspiel de uma reação de primeira ordem (k = 1, c_A,0 = 1). Para 90 % de conversão, o tanque agitado precisa do retângulo inteiro; o escoamento pistonado, só da área sombreada sob a curva.
Gráfico de Levenspiel de uma reação de primeira ordem (k=1k = 1, cA,0=1c_{A,0} = 1). Para 90 % de conversão, o tanque agitado precisa do retângulo inteiro; o escoamento pistonado, só da área sombreada sob a curva.

Proposição 5.10 (Tanques em série)

NN tanques agitados iguais em série, de tempo de residência total τ\tau, convertem uma reação de primeira ordem até XN=1−(1+kτ/N)−NX_N = 1 - (1 + k\tau/N)^{-N}, que aumenta com NN e tende ao valor do escoamento pistonado, 1−e−kτ1 - \mathrm e^{-k\tau}.

Demonstração. Cada tanque divide a concentração por 1+kτ/N1 + k\tau/N. E (1+kτ/N)−N=exp⁡[−Nln⁡(1+kτ/N)]→e−kτ(1 + k\tau/N)^{-N} = \exp[-N\ln(1 + k\tau/N)] \to \mathrm e^{-k\tau}, pois Nln⁡(1+u/N)→uN\ln(1 + u/N) \to u. ∎

Definição 5.11 (Seletividade)

Quando um reagente pode dar vários produtos, a seletividade para o produto desejado B é a quantidade de B formada dividida pela quantidade de reagente consumida (vezes a razão estequiométrica): ela diz quanto do que reagiu seguiu o caminho certo.

Proposição 5.12 (Um intermediário em um tanque e em um tubo)

Para reações consecutivas de primeira ordem A→k1B→k2C\mathrm A \xrightarrow{k_1} \mathrm B \xrightarrow{k_2} \mathrm C, com uma alimentação só de A, a concentração de B na saída é máxima para τ=ln⁡(k2/k1)/(k2−k1)\tau = \ln(k_2/k_1)/(k_2 - k_1) em um reator de escoamento pistonado e para τ=1/k1k2\tau = 1/\sqrt{k_1k_2} em um tanque agitado; o máximo é mais alto no tubo.

Demonstração. Tubo: as leis da batelada do volume do 1.º ano, cB=cA,0k1k2−k1(e−k1τ−e−k2τ)c_B = c_{A,0}\frac{k_1}{k_2 - k_1} (\mathrm e^{-k_1\tau} - \mathrm e^{-k_2\tau}), máxima onde a derivada se anula, k1e−k1τ=k2e−k2τk_1\mathrm e^{-k_1\tau} = k_2\mathrm e^{-k_2\tau}. Tanque: cA=cA,0/(1+k1τ)c_A = c_{A,0}/(1 + k_1\tau) e o balanço de B, cB=k1τcA−k2τcBc_B = k_1\tau c_A - k_2\tau c_B, dá cB=cA,0k1τ/[(1+k1τ)(1+k2τ)]c_B = c_{A,0}k_1\tau/[(1 + k_1\tau)(1 + k_2\tau)], cuja derivada se anula quando k1k2τ2=1k_1k_2\tau^2 = 1. A comparação dos máximos é o Exercício 5.10. ∎

5.4 Balanço térmico e segurança

Definição 5.13 (Elevação adiabática de temperatura)

A elevação adiabática de temperatura ΔTad\Delta T_{\text{ad}} de uma mistura reacional é a elevação de temperatura que ela sofreria se a reação fosse completa e nenhum calor fosse retirado.

Proposição 5.14 (Elevação adiabática de uma mistura líquida)

Para uma mistura de massa específica ρ\rho e capacidade calorífica mássica cpc_p, na qual o reagente A, à concentração cA,0c_{A,0}, reage com a entalpia ΔrH\Delta_r H por mol de A, a elevação de temperatura na conversão XX sem perda de calor é

ΔT=(−ΔrH) cA,0 Xρ cp,ΔTad=(−ΔrH) cA,0ρ cp.\Delta T = \frac{(-\Delta_r H)\,c_{A,0}\,X}{\rho\,c_p}, \qquad \Delta T_{\text{ad}} = \frac{(-\Delta_r H)\,c_{A,0}}{\rho\,c_p} .

Demonstração. Para uma unidade de volume, o calor liberado, (−ΔrH)cA,0X(-\Delta_r H)c_{A,0}X, aquece uma massa ρ\rho de capacidade calorífica cpc_p (primeira lei a pressão constante, as duas etapas da Proposição 1.23). ∎

Uma mistura diluída é segura: alguns graus de elevação. Uma mistura concentrada e fortemente exotérmica pode se aquecer de centenas de kelvins, o bastante para ferver o solvente ou desencadear outra reação. E a velocidade cresce exponencialmente com a temperatura: o calor acelera a reação, que libera calor mais depressa.

Proposição 5.15 (Estados estacionários de um tanque agitado resfriado)

Para um tanque agitado com alimentação a T0T_0, resfriado por uma camisa a T0T_0 com o produto coeficiente de transferência de calor vezes área UAUA, as temperaturas estacionárias possíveis TT são as soluções de

ΔTad X(T)⏟calor gerado=(1+κ)(T−T0)⏟calor retirado,κ=UAQvρcp,\underbrace{\Delta T_{\text{ad}}\,X(T)}_{\text{calor gerado}} = \underbrace{(1 + \kappa)(T - T_0)}_{\text{calor retirado}}, \qquad \kappa = \frac{UA}{Q_v\rho c_p},

em que X(T)=k(T)τ/(1+k(T)τ)X(T) = k(T)\tau/(1 + k(T)\tau) para uma reação de primeira ordem. A geração é uma curva em S de TT, a retirada uma reta: pode haver uma ou três interseções.

Demonstração. Balanço de energia do tanque em regime estacionário, por unidade de tempo: o calor liberado pela reação, (−ΔrH)FA,0X(-\Delta_r H)F_{A,0}X, sai com a corrente de saída, que é aquecida de T0T_0 a TT, Qvρcp(T−T0)Q_v\rho c_p(T - T_0), e através da camisa, UA(T−T0)UA(T - T_0). Divida por QvρcpQ_v\rho c_p. Com a lei de Arrhenius, X(T)X(T) sobe de 0 a 1 em uma faixa estreita de temperatura: um S. ∎

Diagrama de Semenov de um tanque agitado resfriado (parâmetros de modelo). O calor gerado (em vermelho) e o calor retirado (reta azul) se encontram três vezes. O estado do meio é instável: um pouco mais quente, a geração vence e o tanque dispara para o estado quente; um pouco mais frio, ele volta ao estado frio.
Diagrama de Semenov de um tanque agitado resfriado (parâmetros de modelo). O calor gerado (em vermelho) e o calor retirado (reta azul) se encontram três vezes. O estado do meio é instável: um pouco mais quente, a geração vence e o tanque dispara para o estado quente; um pouco mais frio, ele volta ao estado frio.

A estabilidade de cada estado decorre das inclinações: em uma interseção em que a reta de retirada é mais inclinada que a curva de geração, uma pequena elevação de temperatura retira mais calor do que gera, e o tanque volta a esfriar; onde a curva de geração é mais inclinada, uma pequena elevação se alimenta a si mesma. (A análise rigorosa lineariza os balanços dependentes do tempo; ela é admitida aqui.)

Definição 5.16 (Disparo térmico)

Um disparo térmico é a elevação autoacelerada da temperatura de uma mistura reacional cuja geração de calor, crescendo exponencialmente com a temperatura, supera a retirada de calor.

Método 5.17 (Balanço térmico de um reator)

  1. Calcule a elevação adiabática de temperatura: se ela é de alguns kelvins, o reator é termicamente seguro.
  2. Caso contrário, calcule a carga de resfriamento, (−ΔrH)FA,0X(-\Delta_r H)F_{A,0}X menos o calor levado pela corrente de saída, e verifique que a camisa ou a serpentina consegue retirá-la.
  3. Verifique a estabilidade do ponto de operação (inclinações em um diagrama de Semenov) e o que aconteceria se o resfriamento falhasse: a temperatura máxima atingida, T+ΔTad(1−X)T + \Delta T_{\text{ad}}(1 - X) para o reagente ainda presente.

5.5 Do protocolo à indústria

Uma síntese que funciona em um balão de 1 L1\,\mathrm{L} não se amplia simplesmente mil vezes. O volume, e o calor liberado, crescem com o cubo do tamanho; a parede, por onde o calor sai, com o seu quadrado. Um vaso dez vezes mais largo tem mil vezes o volume, mas só cem vezes a superfície de resfriamento: uma reação que ficava morna no balão pode disparar no tanque. A prática industrial, portanto, adiciona lentamente o reagente mais reativo (a reação não pode liberar mais calor do que o reagente alimentado permite), dilui, resfria com serpentinas internas ou passa para reatores contínuos de pequeno volume, cujo pequeno inventário limita o que pode dar errado.

A seletividade é a outra preocupação. Uma indústria não joga fora o que não reagiu: ela separa o produto e recicla os reagentes, como no circuito da amônia. Ela pode, portanto, aceitar uma conversão por passagem modesta se a seletividade for alta, já que todo subproduto é matéria-prima perdida e resíduo a tratar.

No laboratório — Um tanque agitado na bancada

A cinética de uma reação destinada a uma unidade contínua é medida em um pequeno reator agitado alimentado por duas bombas calibradas, com uma célula de condutividade ou um espectrômetro em linha na saída. Variar a vazão faz variar τ\tau; a concentração de saída em regime estacionário em cada τ\tau dá diretamente a velocidade, pelo balanço r=(cA,0−cA)/τr = (c_{A,0} - c_A)/\tau, sem nenhuma integração.

5.6 Exercícios

Exercício 5.1 ★

Um tanque agitado de 2.0 m32.0\,\mathrm{m}^{3} é alimentado a 0.50 L/s0.50\,\mathrm{L}/\mathrm{s}. Calcule seu tempo de residência em segundos e em horas.

Solução

Solução de Exercício 5.1.

τ=V/Qv=2000/0.50=4.0×103 s\tau = V/Q_v = 2000/0.50 = 4.0 \times 10^{3}\,\mathrm{s}, isto é, 1.1 h1.1\,\mathrm{h}.

Exercício 5.2 ★

Uma reação de primeira ordem tem k=1.2×10−3 s−1k = 1.2 \times 10^{-3}\,\mathrm{s}^{-1} na temperatura de trabalho. Calcule a conversão em um tanque agitado e em um tubo pistonado de mesmo tempo de residência, 30 min30\,\mathrm{min}.

Solução

Solução de Exercício 5.2.

kτ=1.2×10−3×1800=2.16k\tau = 1.2 \times 10^{-3} \times 1800 = 2.16. Tanque: X=2.16/3.16=0.68X = 2.16/3.16 = 0.68; tubo: X=1−e−2.16=0.88X = 1 - \mathrm e^{-2.16} = 0.88.

Exercício 5.3 ★

Que tempo de residência em escoamento pistonado dá 99 % de conversão de uma reação de primeira ordem com k=0.020 s−1k = 0.020\,\mathrm{s}^{-1}? E em um tanque agitado?

Solução

Solução de Exercício 5.3.

Tubo: τ=ln⁡100/0.020=230 s\tau = \ln 100/0.020 = 230\,\mathrm{s}. Tanque: X/(1−X)=99=kτX/(1 - X) = 99 = k\tau, τ=4950 s\tau = 4950\,\mathrm{s}, mais de vinte vezes mais longo: em alta conversão, o tanque agitado paga caro por trabalhar na concentração de saída.

Exercício 5.4 ★

Uma solução aquosa a 0.50 mol/L0.50\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} de um reagente cuja reação libera −120 kJ/mol-120\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol} (ρ=1.0 kg/L\rho = 1.0\,\mathrm{kg}/\mathrm{L}, cp=4.2 J/(g K)c_p = 4.2\,\mathrm{J}/(\mathrm{g}\,\mathrm{K})) reage completamente. Calcule a elevação adiabática de temperatura. Uma falha do resfriamento é perigosa?

Solução

Solução de Exercício 5.4.

Por litro: 120×0.50=60 kJ120 \times 0.50 = 60\,\mathrm{kJ} liberados, aquecendo 4.2 kJ/K4.2\,\mathrm{kJ}/\mathrm{K}: ΔTad=14 K\Delta T_{\text{ad}} = 14\,\mathrm{K}. Uma falha do resfriamento aqueceria a mistura de modo sensível, mas não perigoso, a menos que o solvente esteja perto de seu ponto de ebulição ou que uma segunda reação comece nessa faixa.

Exercício 5.5 ★★

Para uma reação de segunda ordem com alimentações iguais (kc0=0.010 s−1kc_0 = 0.010\,\mathrm{s}^{-1}), calcule o tempo de residência para 80 % de conversão em um tanque agitado e em um tubo pistonado. Compare a razão com a de uma reação de primeira ordem.

Solução

Solução de Exercício 5.5.

Tanque: Da=X/(1−X)2=0.8/0.04=20Da = X/(1 - X)^2 = 0.8/0.04 = 20, τ=20/0.010=2000 s\tau = 20/0.010 = 2000\,\mathrm{s}. Tubo: Da=X/(1−X)=4Da = X/(1 - X) = 4, τ=400 s\tau = 400\,\mathrm{s}. Razão 5, contra 4/ln⁡5=2.54/\ln 5 = 2.5 para a ordem 1: quanto maior a ordem, mais o tanque agitado sofre com sua baixa concentração.

Exercício 5.6 ★★

Três tanques agitados iguais em série, de tempo de residência total 10 min10\,\mathrm{min}, tratam uma reação de primeira ordem com k=0.50 min−1k = 0.50\,\mathrm{min}^{-1}. Calcule a conversão e compare com um único tanque e com um tubo de mesmo tempo de residência total.

Solução

Solução de Exercício 5.6.

kτ=5.0k\tau = 5.0. Três tanques: X=1−(1+5/3)−3=0.947X = 1 - (1 + 5/3)^{-3} = 0.947. Um tanque: 5/6=0.8335/6 = 0.833. Tubo: 1−e−5=0.9931 - \mathrm e^{-5} = 0.993.

Exercício 5.7 ★★

Um tanque agitado converte 70 % de um reagente (primeira ordem). A vazão é dobrada. Qual é a nova conversão? Por que fator o volume deve aumentar para recuperar 70 %?

Solução

Solução de Exercício 5.7.

X=0.70X = 0.70 significa kτ=0.70/0.30=2.33k\tau = 0.70/0.30 = 2.33. Dobrar a vazão divide τ\tau por dois: kτ=1.17k\tau = 1.17, X=0.54X = 0.54. Para recuperar 70 %, o tempo de residência, e portanto o volume, deve ser dobrado.

Exercício 5.8 ★★

Um tanque de 5.0 m35.0\,\mathrm{m}^{3} opera a 350 K350\,\mathrm{K} com uma alimentação de 2.0 mol/L2.0\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} de reagente a 1.0 L/s1.0\,\mathrm{L}/\mathrm{s}, convertido a 90 %, ΔrH=−80 kJ/mol\Delta_r H = -80\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}, ρcp=4.0 kJ/(L K)\rho c_p = 4.0\,\mathrm{kJ}/(\mathrm{L}\,\mathrm{K}), alimentação a 330 K330\,\mathrm{K}. Calcule o calor liberado por segundo, o calor levado pela corrente de saída e a carga de resfriamento da camisa.

Solução

Solução de Exercício 5.8.

Liberado: 80×2.0×1.0×0.90=144 kW80 \times 2.0 \times 1.0 \times 0.90 = 144\,\mathrm{kW}. Levado pela corrente de saída, aquecida de 330 K330\,\mathrm{K} a 350 K350\,\mathrm{K}: 4.0×1.0×20=80 kW4.0 \times 1.0 \times 20 = 80\,\mathrm{kW}. A camisa deve retirar a diferença, 64 kW64\,\mathrm{kW}.

Exercício 5.9 ★★

Um balão de 1.0 L1.0\,\mathrm{L} e um reator de 1.0 m31.0\,\mathrm{m}^{3} têm a mesma forma. Por que fator ficam multiplicados o volume, a área da parede e a razão entre os dois? Explique por que uma reação fácil de resfriar no balão pode disparar no reator.

Solução

Solução de Exercício 5.9.

Dimensões lineares ×10\times 10: volume ×1000\times 1000, área da parede ×100\times 100, área por unidade de volume ÷10\div 10. O calor liberado cresce com o volume; o calor retirado através da parede, com sua área: o reator grande retira, por litro, dez vezes menos calor para a mesma diferença de temperatura.

Exercício 5.10 ★★★

Para A→B→C\mathrm A \to \mathrm B \to \mathrm C com k1=0.10 min−1k_1 = 0.10\,\mathrm{min}^{-1} e k2=0.050 min−1k_2 = 0.050\,\mathrm{min}^{-1}, calcule o tempo de residência ótimo e o rendimento máximo em B em um reator de escoamento pistonado e em um tanque agitado, e explique por que o tubo é melhor para um intermediário.

Solução

Solução de Exercício 5.10.

Tubo: τ=ln⁡(0.05/0.10)/(0.05−0.10)=13.9 min\tau = \ln(0.05/0.10)/(0.05 - 0.10) = 13.9\,\mathrm{min}, cB/cA,0=0.10−0.05(e−1.386−e−0.693)=0.50c_B/c_{A,0} = \frac{0.10}{-0.05}(\mathrm e^{-1.386} - \mathrm e^{-0.693}) = 0.50. Tanque: τ=1/0.005=14.1 min\tau = 1/\sqrt{0.005} = 14.1\,\mathrm{min}, cB/cA,0=1.414/(2.414×1.707)=0.34c_B/c_{A,0} = 1.414/(2.414 \times 1.707) = 0.34. No tanque, A recém-chegado e B já formado estão misturados no mesmo volume: algum B sempre fica tempo bastante para ser convertido em C enquanto algum A mal acabou de chegar; no tubo, todas as fatias têm a mesma história.

Exercício 5.11 ★★★

Usando o diagrama de Semenov do capítulo, descreva o que acontece quando a temperatura do fluido de resfriamento é elevada lentamente e depois abaixada lentamente: mostre que o tanque salta do ramo frio para o ramo quente a uma temperatura e volta a outra (histerese).

Solução

Solução de Exercício 5.11.

Elevar a temperatura do fluido de resfriamento (e da alimentação) desloca a reta de retirada para a direita. A interseção fria sobe lentamente até que a reta se torna tangente à curvatura inferior do S; além disso, o estado frio desaparece e o tanque salta para o ramo quente (ignição). Abaixando de novo a temperatura, o tanque permanece no ramo quente até que a reta se torne tangente à curvatura superior, e só então volta a cair (extinção), a uma temperatura mais baixa que a da ignição: um ciclo de histerese.

Exercício 5.12 ★★★

Um reator em batelada é carregado com 2.0 mol/L2.0\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} de reagente (ΔrH=−100 kJ/mol\Delta_r H = -100\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}, ρcp=4.0 kJ/(L K)\rho c_p = 4.0\,\mathrm{kJ}/(\mathrm{L}\,\mathrm{K})) e aquecido até a temperatura de trabalho. Então o resfriamento falha a 25 % de conversão. Calcule a temperatura que a mistura pode atingir. Em uma operação em semibatelada, o mesmo reagente é adicionado lentamente e consumido à medida que chega, de modo que no máximo 5 % da carga está presente sem reagir: qual é agora a elevação no pior caso?

Solução

Solução de Exercício 5.12.

Batelada: restam 75 % de 2.0 mol/L2.0\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}, 1.5×100=150 kJ/L1.5 \times 100 = 150\,\mathrm{kJ}/\mathrm{L}, ΔT=150/4.0=37.5 K\Delta T = 150/4.0 = 37.5\,\mathrm{K} acima da temperatura de trabalho, o bastante para atingir um ponto de ebulição ou uma decomposição. Semibatelada: no máximo 0.10 mol/L0.10\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} sem reagir, ΔT=10/4.0=2.5 K\Delta T = 10/4.0 = 2.5\,\mathrm{K}. A adição lenta limita a energia armazenada no reator.

5.7 Problema: Sabão em um tanque

Problema 5.1

Problema de fim de semana — a saponificação de um éster em um tanque agitado: cinética, dimensionamento para 90 % de conversão, as alternativas do tubo e da cascata, e o balanço térmico

O etanoato de etila é saponificado pelo hidróxido de sódio, CHX3COOCX2HX5+OHX−→CHX3COOX−+CX2HX5OH\ce{CH3COOC2H5 + OH- -> CH3COO- + C2H5OH}, uma reação de segunda ordem (primeira ordem em cada reagente). Uma indústria trata 0.50 L/s0.50\,\mathrm{L}/\mathrm{s} de uma mistura cujas concentrações de éster e de hidróxido na entrada são ambas c0=0.10 mol/Lc_0 = 0.10\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}. Neste problema, tome k=0.11 L/(mol s)k = 0.11\,\mathrm{L}/(\mathrm{mol}\,\mathrm{s}) na temperatura de trabalho e ΔrH=−55 kJ/mol\Delta_r H = -55\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol} (valores fixados para o exercício); a mistura tem a massa específica e a capacidade calorífica da água, ρ=997 kg/m3\rho = 997\,\mathrm{kg}/\mathrm{m}^{3}, cp=4.18 kJ/(kg K)c_p = 4.18\,\mathrm{kJ}/(\mathrm{kg}\,\mathrm{K}).

Parte I — A cinética.

  1. Escreva a lei de velocidade. Por que as duas concentrações continuam iguais?
  2. Em um balão em batelada, quanto tempo leva uma conversão de 90 %?
  3. Calcule a meia-vida no balão. Por que ela depende de c0c_0?
  4. Escreva o número de Damköhler da reação para um tempo de residência τ\tau.

Parte II — Um tanque agitado.

  1. Escreva o balanço de éster no tanque em regime estacionário.
  2. Mostre que Da (1−X)2=XDa\,(1 - X)^2 = X.
  3. Calcule o número de Damköhler necessário para X=0.90X = 0.90.
  4. Calcule o tempo de residência.
  5. Calcule o volume do tanque.
  6. Que concentração a reação “vê” em todo o tanque, e por que o tanque é tão grande?

Parte III — Um tubo, uma cascata.

  1. Calcule o número de Damköhler e o volume de um tubo pistonado para o mesmo serviço.
  2. Calcule a razão entre os dois volumes.
  3. Três tanques iguais em série: escreva a relação entre as concentrações de saída de dois tanques sucessivos.
  4. O volume total dos três tanques que dá 90 % é de 0.85 m30.85\,\mathrm{m}^{3}. Verifique-o calculando a concentração que sai de cada tanque.
  5. Que arranjo você construiria, e por que um único tanque ainda poderia ser preferido?

Parte IV — O calor.

  1. Calcule a elevação adiabática de temperatura da mistura.
  2. Calcule o calor liberado por segundo no tanque.
  3. É preciso resfriar? Um disparo é possível?
  4. O que mudaria para uma mistura alimentada a 2.0 mol/L2.0\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}?
  5. Calcule a massa de etanoato de sódio produzida por dia.
  6. Se a reação for conduzida a uma temperatura mais alta, como muda o volume do tanque, e qual é o custo?
  7. Dê o volume do tanque agitado único que converte 90 % do éster com essa alimentação.
Solução

Solução de Problema 5.1.

1. r=k[eˊster][OHX−]r = k[\text{éster}][\ce{OH-}]; alimentações iguais e uma estequiometria 1 : 1 mantêm as duas concentrações iguais, r=kc2r = kc^2. 2. 1/c−1/c0=kt1/c - 1/c_0 = kt com c=0.10c0c = 0.10c_0: kc0t=9kc_0t = 9, t=9/(0.11×0.10)=818 st = 9/(0.11 \times 0.10) = 818\,\mathrm{s}, cerca de 14 min14\,\mathrm{min}. 3. t1/2=1/(kc0)=91 st_{1/2} = 1/(kc_0) = 91\,\mathrm{s}; na ordem 2, a velocidade cai com o quadrado da concentração; por isso, o tempo para reduzi-la à metade depende do ponto de partida. 4. Da=kc0τ=0.011 τDa = kc_0\tau = 0.011\,\tau (τ\tau em segundos). 5. Qvc0−Qvc−kc2V=0Q_vc_0 - Q_vc - kc^2V = 0, isto é, c0−c=kτc2c_0 - c = k\tau c^2. 6. Com c=c0(1−X)c = c_0(1 - X): c0X=kτc02(1−X)2c_0X = k\tau c_0^2(1 - X)^2. 7. Da=0.90/0.102=90Da = 0.90/0.10^2 = 90. 8. τ=90/0.011=8.2×103 s\tau = 90/0.011 = 8.2 \times 10^{3}\,\mathrm{s}, 2.3 h2.3\,\mathrm{h}. 9. V=0.50×8182=4.1×103 LV = 0.50 \times 8182 = 4.1 \times 10^{3}\,\mathrm{L}, 4.1 m34.1\,\mathrm{m}^{3}. 10. A concentração de saída, 0.010 mol/L0.010\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}: a velocidade é, em todo o tanque, cem vezes menor que na entrada. 11. Da=X/(1−X)=9Da = X/(1 - X) = 9, τ=818 s\tau = 818\,\mathrm{s}, V=409 LV = 409\,\mathrm{L}. 12. Dez vezes menos volume para o tubo. 13. cj−1−cj=kτ1cj2c_{j-1} - c_j = k\tau_1c_j^2, sendo τ1\tau_1 o tempo de residência de um tanque. 14. τ1=850/(3×0.50)=567 s\tau_1 = 850/(3 \times 0.50) = 567\,\mathrm{s}, kτ1=62.4 L/molk\tau_1 = 62.4\,\mathrm{L}/\mathrm{mol}. Resolvendo 62.4cj2+cj−cj−1=062.4c_j^2 + c_j - c_{j-1} = 0: c1=0.0328c_1 = 0.0328, c2=0.0163c_2 = 0.0163, c3=0.0100 mol/Lc_3 = 0.0100\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}: 90 % de conversão. 15. O tubo, ou a cascata (dez e cinco vezes menores que um único tanque). Um único tanque ainda pode ganhar por sua temperatura uniforme, pela facilidade de limpeza e de controle, e porque aqui o volume custa pouco. 16. ΔTad=55 000×100/(997×4180)=1.3 K\Delta T_{\text{ad}} = 55\,000 \times 100/(997 \times 4180) = 1.3\,\mathrm{K} (1.2 K1.2\,\mathrm{K} a 90 %). 17. 55×0.50×0.10×0.90=2.5 kW55 \times 0.50 \times 0.10 \times 0.90 = 2.5\,\mathrm{kW}. 18. Não: a corrente de saída leva o calor embora com uma elevação de cerca de um kelvin; nenhum disparo é possível. 19. Vinte vezes mais concentrada: a elevação adiabática passa a 26 K26\,\mathrm{K} e o calor a 50 kW50\,\mathrm{kW}, o que justifica uma serpentina de resfriamento; sendo a velocidade kc0kc_0 vinte vezes maior, o tanque para 90 % seria vinte vezes menor (0.20 m30.20\,\mathrm{m}^{3}). 20. 0.50×0.10×0.90=0.045 mol/s0.50 \times 0.10 \times 0.90 = 0.045\,\mathrm{mol}/\mathrm{s}, ×86 400×82.03=319 kg\times 86\,400 \times 82.03 = 319\,\mathrm{kg} de etanoato de sódio por dia. 21. A constante de velocidade cresce com a temperatura (Arrhenius); logo o volume diminui; o custo é o aquecimento da alimentação e, para outras reações, uma seletividade menor e mais vapor. 22. O tanque agitado único deve ter V≈4.1 m3\boldsymbol{V \approx 4.1\,\mathrm{m}^{3}}.

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