Chemistry · Livro 3 · Bachelor Year 2

Química universitária — 2.º ano

Química universitária — 2.º ano · Bachelor Year 2

8Diagramas binários sólido–líquido

O estanho funde a 232∘C232{}^{\circ}\mathrm{C} e o chumbo a 327∘C327{}^{\circ}\mathrm{C}; no entanto, a velha solda dos eletricistas, uma mistura dos dois, funde a 182∘C182{}^{\circ}\mathrm{C}, abaixo de ambos. O sal espalhado em uma estrada derrete o gelo, mas só até cerca de −21∘C-21{}^{\circ}\mathrm{C}; em uma noite mais fria, ele não faz nada. O cobre e o níquel, por sua vez, se misturam em qualquer proporção mesmo no estado sólido, e suas ligas fundem em uma faixa de temperaturas entre as dos dois metais. Os diagramas deste capítulo dizem, para cada par, quais sólidos cristalizam a partir de um líquido que esfria, a que temperaturas e em que quantidades — o conhecimento por trás de toda peça fundida, de toda junta de solda e de toda liga de baixo ponto de fusão.

O que você já sabe

Capítulo 3: potencial químico de um componente em uma mistura ideal, crioscopia. Capítulo 4: a variância. Capítulo 7: diagramas binários, linhas de amarração e regra da alavanca. O volume do 1.º ano: ligação metálica, ligas substitucionais e intersticiais, tipos de cristais.

Soldagem de um componente em uma placa de circuito: o fio de solda funde ao tocar o ferro quente e a junta solidifica em um segundo quando o ferro é retirado — porque a liga funde a uma única temperatura, baixa.
Soldagem de um componente em uma placa de circuito: o fio de solda funde ao tocar o ferro quente e a junta solidifica em um segundo quando o ferro é retirado — porque a liga funde a uma única temperatura, baixa.

8.1 Análise térmica

Definição 8.1 (Análise térmica)

A análise térmica determina as temperaturas das mudanças de estado de uma amostra a partir de sua temperatura registrada enquanto ela é aquecida ou resfriada a uma taxa constante. O registro da temperatura em função do tempo durante um resfriamento lento é uma curva de resfriamento.

Longe de qualquer mudança de estado, a amostra esfria de modo regular. Quando um sólido começa a cristalizar, o calor de cristalização desacelera o resfriamento: a curva mostra uma quebra de inclinação, ou para em uma temperatura constante por algum tempo — um patamar — se a solidificação ocorre a temperatura fixa.

Proposição 8.2 (Patamares)

A pressão fixa, uma substância pura solidifica a temperatura constante, assim como um líquido binário do qual dois sólidos cristalizam juntos. Um líquido binário do qual um único sólido cristaliza solidifica em uma faixa de temperaturas.

Demonstração. Com a pressão fixa, a variância é v=n−r+1−φv = n - r + 1 - \varphi. Substância pura, líquido + sólido: v=1+1−2=0v = 1 + 1 - 2 = 0. Binário, líquido + dois sólidos: v=2+1−3=0v = 2 + 1 - 3 = 0. Binário, líquido + um sólido: v=2+1−2=1v = 2 + 1 - 2 = 1: a temperatura varia à medida que a composição do líquido varia. Uma variância 0 significa que a temperatura não pode mudar enquanto todas as fases estão presentes: o calor retirado é fornecido pela solidificação, até que uma fase desapareça. ∎

Curvas de resfriamento, esquemáticas. Um metal puro solidifica em um patamar. Uma mistura mostra uma quebra de inclinação quando aparece o primeiro sólido, depois o resfriamento lento de um líquido que solidifica em uma faixa de temperaturas, depois o patamar do eutético. Um líquido de composição eutética solidifica em um único patamar, como uma substância pura.
Curvas de resfriamento, esquemáticas. Um metal puro solidifica em um patamar. Uma mistura mostra uma quebra de inclinação quando aparece o primeiro sólido, depois o resfriamento lento de um líquido que solidifica em uma faixa de temperaturas, depois o patamar do eutético. Um líquido de composição eutética solidifica em um único patamar, como uma substância pura.

Método 8.3 (Construir um diagrama a partir de curvas de resfriamento)

  1. Registre curvas de resfriamento para uma série de composições, incluindo os componentes puros.
  2. Em um gráfico (composição, temperatura), marque para cada composição a temperatura da primeira quebra (o início da cristalização) e de cada patamar.
  3. Una os pontos de início de cristalização: é o liquidus. Una os fins de solidificação: o solidus. Um patamar encontrado na mesma temperatura para muitas composições é uma reta invariante (um eutético).
  4. O comprimento do patamar eutético, máximo na composição eutética, localiza essa composição.

8.2 Miscibilidade total no sólido

Definição 8.4 (Solução sólida)

Uma solução sólida é uma única fase cristalina de composição variável, na qual átomos de um componente substituem átomos do outro nos sítios da mesma rede (substitucional) ou ocupam os interstícios dessa rede (intersticial).

O cobre e o níquel têm a mesma estrutura cúbica de faces centradas e átomos de raios próximos: formam uma solução sólida substitucional em qualquer composição.

Definição 8.5 (Liquidus e solidus)

Em um diagrama sólido–líquido, o liquidus é a curva acima da qual tudo é líquido; ele dá a composição do líquido em equilíbrio com um sólido. O solidus é a curva abaixo da qual tudo é sólido; onde o sólido é uma solução, ele dá a composição do sólido em equilíbrio com o líquido.

Proposição 8.6 (O fuso)

Se os dois componentes formam soluções ideais no líquido e no sólido, o liquidus e o solidus unem os dois pontos de fusão e delimitam um domínio bifásico em forma de fuso; a cada temperatura, as frações molares xix_i de cada componente no líquido e no sólido estão relacionadas por

xiℓxis=exp⁡[−ΔfusHiR(1T−1Ti∗)].\frac{x_i^{\ell}}{x_i^{s}} = \exp\left[-\frac{\Delta_{\text{fus}}H_i}{R}\left(\frac1T - \frac1{T_i^*}\right)\right] .

Demonstração. O potencial químico de ii é o mesmo nas duas fases, μi∗,s+RTln⁡xis=μi∗,ℓ+RTln⁡xiℓ\mu_i^{*,s} + RT\ln x_i^s = \mu_i^{*,\ell} + RT\ln x_i^\ell, logo RTln⁡(xiℓ/xis)=−(μi∗,ℓ−μi∗,s)=−ΔfusGi(T)RT\ln(x_i^\ell/x_i^s) = -(\mu_i^{*,\ell} - \mu_i^{*,s}) = -\Delta_{\text{fus}}G_i(T) e, com ΔfusHi\Delta_{\text{fus}}H_i constante, ΔfusGi=ΔfusHi(1−T/Ti∗)\Delta_{\text{fus}}G_i = \Delta_{\text{fus}}H_i(1 - T/T_i^*). Junto com x1+x2=1x_1 + x_2 = 1 em cada fase, as duas relações fixam as duas composições a cada TT (resolvidas numericamente para a figura); que as curvas resultantes formam um fuso é admitido. ∎

Cobre–níquel, calculado para soluções sólida e líquida ideais a partir dos pontos de fusão e das entalpias de fusão dos dois metais. A 1300 C, uma liga de composição 0.58 se divide em um líquido de 0.541 e um sólido de 0.609 (linha de amarração tracejada).
Cobre–níquel, calculado para soluções sólida e líquida ideais a partir dos pontos de fusão e das entalpias de fusão dos dois metais. A 1300∘C1300{}^{\circ}\mathrm{C}, uma liga de composição 0.58 se divide em um líquido de 0.541 e um sólido de 0.609 (linha de amarração tracejada).

Método 8.7 (Ler um diagrama sólido–líquido)

  1. Siga para baixo, a partir do líquido, a vertical da composição global.
  2. No liquidus, aparece o primeiro sólido; sua composição é lida na outra extremidade da linha de amarração (o solidus, ou um componente puro).
  3. No domínio bifásico, leia as duas composições nas extremidades da linha de amarração e as proporções pela regra da alavanca, em mols com frações molares, em massa com frações mássicas.
  4. Em uma reta invariante horizontal, a temperatura para até que uma fase tenha desaparecido; abaixo dela, leia o novo par de fases.

Exemplo 8.8 (Uma liga a 1300∘C1300{}^{\circ}\mathrm{C})

Para a liga de fração molar de níquel 0.58 a 1300∘C1300{}^{\circ}\mathrm{C}, a fração dos átomos no sólido é (0.58−0.541)/(0.609−0.541)=0.57(0.58 - 0.541)/(0.609 - 0.541) = 0.57. O primeiro sólido a aparecer, perto de 1315∘C1315{}^{\circ}\mathrm{C}, é mais rico em níquel que a liga, e o último líquido, mais pobre.

O diagrama descreve o equilíbrio, que em um sólido é lento: os primeiros cristais, ricos em níquel, são recobertos por camadas cada vez mais pobres nele à medida que o líquido muda, e a difusão no sólido não tem tempo de uniformizá-las. Uma peça fundida resfriada rapidamente é formada por cristais zonados, com gradiente do centro para a borda; um longo aquecimento abaixo do solidus os homogeneíza.

8.3 Nenhuma miscibilidade no sólido: o eutético

Quando os dois sólidos não se misturam de modo algum, cada componente cristaliza puro, e o liquidus tem dois ramos, um para cada sólido.

Teorema 8.9 (Schröder–van Laar)

Se um componente A cristaliza puro a partir de uma mistura líquida ideal, o liquidus no qual aparece o sólido A é dado por

ln⁡xA=−ΔfusHAR(1T−1TA∗),\ln x_A = -\frac{\Delta_{\text{fus}}H_A}{R}\Big(\frac1T - \frac1{T_A^*}\Big),

sendo xAx_A a fração molar de A no líquido, TA∗T_A^* e ΔfusHA\Delta_{\text{fus}}H_A o ponto de fusão e a entalpia de fusão de A puro (tomada como constante).

Demonstração. No equilíbrio, o potencial químico de A sólido puro é igual ao de A no líquido: μA∗,s(T)=μA∗,ℓ(T)+RTln⁡xA\mu_A^{*,s}(T) = \mu_A^{*,\ell}(T) + RT\ln x_A. Logo Rln⁡xA=−ΔfusGA(T)/TR\ln x_A = -\Delta_{\text{fus}}G_A(T)/T. Pela relação de Gibbs–Helmholtz, d(ΔfusGA/T)/dT=−ΔfusHA/T2d(\Delta_{\text{fus}}G_A/T)/ dT = -\Delta_{\text{fus}}H_A/T^2; integrando de TA∗T_A^*, onde ΔfusGA=0\Delta_{\text{fus}}G_A = 0, até TT, obtém-se ΔfusGA/T=ΔfusHA(1/T−1/TA∗)\Delta_{\text{fus}}G_A/T = \Delta_{\text{fus}}H_A(1/T - 1/T_A^*). ∎

Para uma solução diluída, ln⁡xA=ln⁡(1−xB)≈−xB\ln x_A = \ln(1 - x_B) \approx -x_B e 1/T−1/TA∗≈−ΔT/TA∗21/T - 1/T_A^* \approx -\Delta T/T_A^{*2}: ΔT=RTA∗2xB/ΔfusHA\Delta T = RT_A^{*2}x_B/\Delta_{\text{fus}}H_A, a lei crioscópica do Capítulo 3. Para o benzeno (T∗=278.64 KT^* = 278.64\,\mathrm{K}, ΔfusH=9.87 kJ/mol\Delta_{\text{fus}}H = 9.87\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}, M=78.11 g/molM = 78.11\,\mathrm{g}/\mathrm{mol}), a constante crioscópica RT∗2M/ΔfusHRT^{*2}M/\Delta_{\text{fus}}H resulta em 5.11 K kg/mol5.11\,\mathrm{K}\,\mathrm{kg}/\mathrm{mol}.

Definição 8.10 (Eutético)

O ponto eutético de um sistema binário é o ponto em que o líquido está em equilíbrio com dois sólidos ao mesmo tempo; é a temperatura mais baixa na qual um líquido existe nessa parte do diagrama. Um líquido de composição eutética, e a mistura fina e íntima dos dois sólidos na qual ele solidifica, chamam-se mistura eutética.

Corolário 8.11 (O eutético é onde os ramos do liquidus se encontram)

Para dois componentes imiscíveis no sólido e ideais no líquido, a temperatura eutética TET_E e a composição eutética são a solução de xA(TE)+xB(TE)=1x_A(T_E) + x_B(T_E) = 1, sendo cada xx dado pela equação de Schröder–van Laar de seu próprio sólido.

Demonstração. No eutético, o líquido está saturado dos dois sólidos: ele está nos dois ramos ao mesmo tempo, com a mesma composição lida em A e em B. ∎

Benzeno–naftaleno, calculado com a equação de Schröder–van Laar para cada sólido. Os dois ramos se encontram no eutético E, -3.5 C e 0.13 de naftaleno, abaixo do qual tudo é sólido.
Benzeno–naftaleno, calculado com a equação de Schröder–van Laar para cada sólido. Os dois ramos se encontram no eutético E, −3.5∘C-3.5{}^{\circ}\mathrm{C} e 0.13 de naftaleno, abaixo do qual tudo é sólido.

Exemplo 8.12 (Resfriamento de uma mistura benzeno–naftaleno)

Um líquido de fração molar de naftaleno 0.5 esfria até o ramo do naftaleno no liquidus, perto de 46∘C46{}^{\circ}\mathrm{C}, onde o naftaleno sólido puro começa a cristalizar. O líquido, perdendo naftaleno, desce ao longo do ramo; a −3.5∘C-3.5{}^{\circ}\mathrm{C} ele atinge o eutético, e o restante solidifica a temperatura constante na mistura eutética. Pela regra da alavanca, logo acima do eutético, o naftaleno sólido representa (0.5−0.133)/(1−0.133)=42 %(0.5 - 0.133)/(1 - 0.133) = 42~\% dos mols, e o líquido eutético, 58 %.

Proposição 8.13 (Duração do patamar eutético)

Para amostras de mesma massa resfriadas com a mesma taxa de retirada de calor, a duração do patamar eutético é proporcional à quantidade de líquido que atinge o eutético, máxima para a composição eutética e nula para os componentes puros.

Demonstração. No patamar, a temperatura é constante: o calor retirado, Φ Δt\Phi\,\Delta t a uma taxa constante Φ\Phi, é o calor liberado pela solidificação do líquido eutético, mE ΔfushEm_E\,\Delta_{\text{fus}}h_E. Logo Δt=mE ΔfushE/Φ\Delta t = m_E\,\Delta_{\text{fus}}h_E/ \Phi, proporcional à massa mEm_E de líquido eutético, dada pela regra da alavanca. ∎

8.4 Miscibilidade parcial e compostos definidos

A maioria dos pares de metais não é nem totalmente miscível nem totalmente imiscível no sólido: cada um dissolve um pouco do outro. O chumbo dissolve até 19 % de estanho em massa, o estanho até 3.4 % de chumbo. O diagrama contém então duas soluções sólidas, (Pb) e (Sn), e um eutético entre elas; a reta eutética deixa de alcançar os lados do diagrama e para nos limites das soluções sólidas.

O diagrama chumbo–estanho, traçado por seus pontos invariantes: pontos de fusão do chumbo (327.5 C) e do estanho (231.9 C), eutético E a 182.2 C e 62.1 % de estanho, limites das soluções sólidas na temperatura eutética (18.9 % e 96.6 % de estanho). As curvas entre esses pontos, e os limites de solubilidade tracejados abaixo do eutético, são traçados esquematicamente. Seta: o resfriamento de uma solda com 40 %.
O diagrama chumbo–estanho, traçado por seus pontos invariantes: pontos de fusão do chumbo (327.5∘C327.5{}^{\circ}\mathrm{C}) e do estanho (231.9∘C231.9{}^{\circ}\mathrm{C}), eutético E a 182.2∘C182.2{}^{\circ}\mathrm{C} e 62.1 % de estanho, limites das soluções sólidas na temperatura eutética (18.9 % e 96.6 % de estanho). As curvas entre esses pontos, e os limites de solubilidade tracejados abaixo do eutético, são traçados esquematicamente. Seta: o resfriamento de uma solda com 40 %.

Uma solda com 40 % de estanho começa a solidificar no liquidus depositando cristais da solução rica em chumbo (Pb); o líquido se enriquece em estanho até que, a 182.2∘C182.2{}^{\circ}\mathrm{C}, atinge a composição eutética e solidifica em uma mistura fina de lamelas de (Pb) e (Sn), em torno dos cristais primários.

A microestrutura de uma solda com 40 % de estanho após resfriamento lento, esquemática: cristais primários de (Pb), formados entre o liquidus e o eutético, em uma matriz de eutético feita de finas placas alternadas das duas soluções sólidas.
A microestrutura de uma solda com 40 % de estanho após resfriamento lento, esquemática: cristais primários de (Pb), formados entre o liquidus e o eutético, em uma matriz de eutético feita de finas placas alternadas das duas soluções sólidas.

Definição 8.14 (Composto definido)

Um composto definido é um sólido de composição fixa AaBb\mathrm{A}_a\mathrm{B}_b formado pelos dois componentes. Ele apresenta fusão congruente quando funde em um líquido de mesma composição: o liquidus tem então um máximo nessa composição.

Um composto de fusão congruente divide o diagrama em dois: cada metade, A com AaBb\mathrm{A}_a\mathrm{B}_b e AaBb\mathrm{A}_a\mathrm{B}_b com B, é um diagrama próprio, com seu próprio eutético. A composição do máximo, lida em fração molar, dá a fórmula do composto.

Diagrama esquemático com um composto definido AB_2 (reta vertical em x_ B = 2/3) com fusão congruente no máximo do liquidus. O diagrama é formado por dois diagramas eutéticos simples lado a lado, com os eutéticos E_1 e E_2.
Diagrama esquemático com um composto definido AB2\mathrm{AB_2} (reta vertical em xB=2/3x_{\mathrm B} = 2/3) com fusão congruente no máximo do liquidus. O diagrama é formado por dois diagramas eutéticos simples lado a lado, com os eutéticos E1_1 e E2_2.

8.5 Aplicações

Soldas e ligas de baixo ponto de fusão. Uma solda deve fundir abaixo das peças que une e solidificar depressa, sem faixa pastosa: a composição eutética é a escolha natural. O eutético estanho–chumbo funde a 182.2∘C182.2{}^{\circ}\mathrm{C}; como o chumbo é tóxico, a eletrônica usa hoje soldas sem chumbo, entre elas o eutético bismuto–estanho, que funde a 138.8∘C138.8{}^{\circ}\mathrm{C} e contém 57 % de bismuto em massa.

Degelo. O gelo e o sal formam um eutético: o eutético gelo–di-hidrato de sal fica a 252 K252\,\mathrm{K} (−21∘C-21{}^{\circ}\mathrm{C}) e 23.3 % de cloreto de sódio em massa. Acima dessa temperatura, o sal em contato com o gelo forma uma salmoura cujo ponto de congelamento está abaixo da temperatura da estrada, e o gelo derrete; abaixo dela, nenhum líquido pode existir, e o sal é inútil.

Cristalização. O diagrama de um sal e da água se lê como qualquer outro: resfriar uma solução saturada quente atravessa a curva de solubilidade (o liquidus do sal), e cristais puros do sal se depositam enquanto as impurezas, diluídas demais para atingir seu próprio liquidus, ficam na água-mãe. É a purificação por recristalização do volume do 1.º ano, vista em um diagrama.

Bismuto–estanho: o liquidus previsto para sólidos puros e um líquido ideal (Schröder–van Laar, em azul) leva a um eutético perto de 120 C; o eutético avaliado (ponto vermelho) fica a 138.8 C e 57 % de bismuto.
Bismuto–estanho: o liquidus previsto para sólidos puros e um líquido ideal (Schröder–van Laar, em azul) leva a um eutético perto de 120∘C120{}^{\circ}\mathrm{C}; o eutético avaliado (ponto vermelho) fica a 138.8∘C138.8{}^{\circ}\mathrm{C} e 57 % de bismuto.

8.6 Exercícios

Exercício 8.1 ★

No diagrama cobre–níquel, dê as fases presentes a 1300∘C1300{}^{\circ}\mathrm{C} para frações molares de níquel 0.40, 0.58 e 0.70.

Solução

Solução de Exercício 8.1.

A 1300∘C1300{}^{\circ}\mathrm{C}, o liquidus está em 0.541 e o solidus em 0.609. 0.40: só líquido. 0.58: líquido (0.541) e solução sólida (0.609). 0.70: só solução sólida.

Exercício 8.2 ★

2.00 mol2.00\,\mathrm{mol} de uma liga cobre–níquel de fração molar de níquel 0.58 são mantidos a 1300∘C1300{}^{\circ}\mathrm{C}. Calcule as quantidades de sólido e de líquido e a quantidade de níquel em cada um.

Solução

Solução de Exercício 8.2.

Fração sólida (0.58−0.541)/(0.609−0.541)=0.57(0.58 - 0.541)/(0.609 - 0.541) = 0.57: 1.15 mol1.15\,\mathrm{mol} de sólido, 0.85 mol0.85\,\mathrm{mol} de líquido. Níquel: 1.15×0.609=0.70 mol1.15 \times 0.609 = 0.70\,\mathrm{mol} no sólido, 0.85×0.541=0.46 mol0.85 \times 0.541 = 0.46\,\mathrm{mol} no líquido; total 1.16 mol1.16\,\mathrm{mol} =2.00×0.58= 2.00 \times 0.58.

Exercício 8.3 ★

Calcule a variância a pressão fixa (a) de um metal puro enquanto ele solidifica; (b) de uma liga cobre–níquel enquanto ela solidifica; (c) de um líquido chumbo–estanho na reta eutética.

Solução

Solução de Exercício 8.3.

A pressão fixa, v=n+1−φv = n + 1 - \varphi (sem reação). (a) 1+1−2=01 + 1 - 2 = 0. (b) 2+1−2=12 + 1 - 2 = 1. (c) Líquido e duas soluções sólidas: 2+1−3=02 + 1 - 3 = 0.

Exercício 8.4 ★

Esboce a curva de resfriamento do estanho puro de 300∘C300{}^{\circ}\mathrm{C} a 100∘C100{}^{\circ}\mathrm{C} e explique por que a temperatura para a 232∘C232{}^{\circ}\mathrm{C}.

Solução

Solução de Exercício 8.4.

Uma queda regular até 232∘C232{}^{\circ}\mathrm{C}, um patamar horizontal enquanto o estanho solidifica, depois de novo uma queda regular, mais lenta perto da temperatura ambiente. No patamar, líquido e sólido coexistem a pressão fixa, variância 0: o calor retirado é fornecido pela cristalização, e a temperatura não pode mudar até que o último líquido tenha solidificado.

Exercício 8.5 ★★

Com os dados do capítulo (benzeno 278.64 K278.64\,\mathrm{K}, 9.87 kJ/mol9.87\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}; naftaleno 353.2 K353.2\,\mathrm{K}, 19.1 kJ/mol19.1\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}), verifique que a 269.6 K269.6\,\mathrm{K} as duas frações molares de Schröder–van Laar somam 1, e dê a composição eutética.

Solução

Solução de Exercício 8.5.

Benzene: ln⁡xB=−(9870/8.314)(1/269.6−1/278.64)=−0.1429\ln x_B = -(9870/8.314)(1/269.6 - 1/278.64) = -0.1429, xB=0.867x_B = 0.867. Naftaleno: ln⁡xN=−(19 100/8.314)(1/269.6−1/353.2)=−2.017\ln x_N = -(19\,100/8.314)(1/269.6 - 1/353.2) = -2.017, xN=0.133x_N = 0.133. A soma é 1.000: 269.6 K269.6\,\mathrm{K} (−3.5∘C-3.5{}^{\circ}\mathrm{C}) é a temperatura eutética, e o líquido eutético tem 0.133 de naftaleno.

Exercício 8.6 ★★

Descreva o resfriamento de uma liga chumbo–estanho com 30 % de estanho em massa, do líquido até a temperatura ambiente, e calcule a fração mássica de eutético que ela contém.

Solução

Solução de Exercício 8.6.

O líquido esfria até o liquidus do lado do chumbo, onde aparecem cristais de (Pb); o líquido se enriquece em estanho, até o eutético a 182.2∘C182.2{}^{\circ}\mathrm{C} e 62.1 %. Ali, o líquido restante solidifica na mistura eutética. Fração mássica de eutético: (30−18.91)/(62.13−18.91)=0.26(30 - 18.91)/(62.13 - 18.91) = 0.26. Com o resfriamento posterior, a solubilidade do estanho em (Pb) diminui (linha tracejada): um pouco de (Sn) precipita dentro dos cristais de (Pb).

Exercício 8.7 ★★

Que massa de cloreto de sódio por quilograma de água contém a salmoura eutética? Por que salgar uma estrada é inútil a −25∘C-25{}^{\circ}\mathrm{C}?

Solução

Solução de Exercício 8.7.

23.3 % de NaCl em massa: 23.3/76.7=0.304 kg23.3/76.7 = 0.304\,\mathrm{kg} de sal por quilograma de água. A −25∘C-25{}^{\circ}\mathrm{C}, abaixo do eutético, nenhum líquido pode existir, quaisquer que sejam as proporções: o sal e o gelo ficam lado a lado como sólidos.

Exercício 8.8 ★★

No diagrama esquemático com o composto AB2\mathrm{AB_2}, descreva o resfriamento de líquidos com xB=0.5x_{\mathrm B} = 0.5 e xB=0.9x_{\mathrm B} = 0.9: primeiro sólido, eutético atingido, sólidos no final.

Solução

Solução de Exercício 8.8.

xB=0.5x_{\mathrm B} = 0.5 fica entre E1_1 e o composto: AB2\mathrm{AB_2} cristaliza primeiro, o líquido se desloca para E1_1 e ali solidifica no eutético de A e AB2\mathrm{AB_2}; no final, A + AB2\mathrm{AB_2}. xB=0.9x_{\mathrm B} = 0.9 fica entre E2_2 e B: B cristaliza primeiro, o líquido atinge E2_2; no final, AB2\mathrm{AB_2} + B.

Exercício 8.9 ★★

No refino por zona, uma zona fundida é deslocada lentamente ao longo de uma barra. Perto do níquel puro, a razão entre as frações molares de cobre no sólido e no líquido em equilíbrio é de cerca de 0.78. Explique por que o cobre é arrastado com a zona fundida e por que são necessárias várias passagens.

Solução

Solução de Exercício 8.9.

Na borda traseira da zona, o líquido solidifica em um sólido que contém apenas 0.78 vez a sua fração molar de cobre: o cobre rejeitado fica no líquido, que avança e se enriquece; assim o cobre é varrido para a extremidade da barra. Com uma razão próxima de 1, cada passagem retira apenas uma fração da impureza: são necessárias muitas passagens, cada uma partindo da barra deixada pela anterior.

Exercício 8.10 ★★★

Deduza a equação de Schröder–van Laar e depois mostre que, para um líquido diluído, ela se reduz a ΔT=Kf b\Delta T = K_f\,b, com Kf=RT∗2MA/ΔfusHAK_f = RT^{*2}M_A/\Delta_{\text{fus}}H_A e bb a molalidade do soluto; calcule KfK_f para o benzeno.

Solução

Solução de Exercício 8.10.

Dedução como no capítulo. Para um líquido diluído, ln⁡xA≈−xB\ln x_A \approx -x_B, 1/T−1/T∗≈−ΔT/T∗21/T - 1/T^* \approx -\Delta T/T^{*2}, logo xB=ΔfusHAΔT/(RT∗2)x_B = \Delta_{\text{fus}}H_A\Delta T/(RT^{*2}); com xB≈nB/nA=bMAx_B \approx n_B/n_A = bM_A, ΔT=(RT∗2MA/ΔfusHA) b\Delta T = (RT^{*2}M_A/\Delta_{\text{fus}}H_A)\,b. Benzeno: Kf=8.314×278.642×0.07811/9870=5.11 K kg/molK_f = 8.314 \times 278.64^2 \times 0.07811/9870 = 5.11\,\mathrm{K}\,\mathrm{kg}/\mathrm{mol}.

Exercício 8.11 ★★★

O diagrama magnésio–chumbo tem um máximo do liquidus em 19.0 % de magnésio em massa. Encontre a fórmula do composto.

Solução

Solução de Exercício 8.11.

Por 100 g100\,\mathrm{g}: 19.0/24.31=0.782 mol19.0/24.31 = 0.782\,\mathrm{mol} de Mg, 81.0/207.2=0.391 mol81.0/207.2 = 0.391\,\mathrm{mol} de Pb; razão 2.002.00: MgX2Pb\ce{Mg2Pb}.

Exercício 8.12 ★★★

Massas iguais de ligas chumbo–estanho são resfriadas nas mesmas condições. A liga eutética apresenta um patamar de 300 s300\,\mathrm{s}; uma liga desconhecida, um de 120 s120\,\mathrm{s}. Encontre as duas composições possíveis da liga desconhecida e diga como distingui-las.

Solução

Solução de Exercício 8.12.

O patamar é proporcional à massa de líquido eutético: a liga desconhecida contém 120/300=0.40120/300 = 0.40 dele. Do lado do chumbo, w=18.91+0.40×(62.13−18.91)=36.2 %w = 18.91 + 0.40 \times (62.13 - 18.91) = 36.2~\% de estanho; do lado do estanho, w=96.59−0.40×(96.59−62.13)=82.8 %w = 96.59 - 0.40 \times (96.59 - 62.13) = 82.8~\%. A primeira quebra da curva de resfriamento (mais alta para a liga de 36 %, cujo liquidus fica do lado íngreme do chumbo) ou uma micrografia (cristais primários de (Pb) ou de (Sn)) permite distingui-las.

8.7 Problema: A solda

Problema 8.1

Problema de fim de semana — o diagrama chumbo–estanho a partir de seus pontos invariantes, a solidificação de uma solda com 40 % pela regra da alavanca, uma solda sem chumbo bismuto–estanho prevista pelo modelo de líquido ideal, e a escolha de uma solda

Dados (NIST, equilíbrios invariantes calculados): eutético chumbo–estanho a 182.2∘C182.2{}^{\circ}\mathrm{C}, líquido com 62.13 % de estanho em massa, em equilíbrio com (Pb) com 18.91 % e (Sn) com 96.59 % de estanho; eutético bismuto–estanho a 138.8∘C138.8{}^{\circ}\mathrm{C}, líquido com 56.97 % de bismuto. Pontos de fusão e entalpias de fusão: chumbo 600.6 K600.6\,\mathrm{K}, 4.77 kJ/mol4.77\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}; estanho 505.1 K505.1\,\mathrm{K}, 7.03 kJ/mol7.03\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}; bismuto 544.6 K544.6\,\mathrm{K}, 11.30 kJ/mol11.30\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}. Massas molares (g/mol\mathrm{g}/\mathrm{mol}): Pb 207.2, Sn 118.71, Bi 208.98.

Parte I — O diagrama chumbo–estanho.

  1. Converta os pontos de fusão do chumbo e do estanho para graus Celsius.
  2. Converta a composição eutética em fração molar de estanho.
  3. Marque em um gráfico (% Sn em massa, TT) os pontos de fusão, o eutético e as duas extremidades da reta eutética.
  4. Trace o diagrama e nomeie seus seis domínios.
  5. Escreva a transformação eutética no resfriamento.
  6. Calcule a variância na reta eutética a pressão fixa.

Parte II — Resfriamento de uma solda com 40 %.

  1. Que sólido aparece primeiro, e por que não é chumbo puro?
  2. Como varia a composição do líquido durante o resfriamento até o eutético?
  3. Logo acima de 182.2∘C182.2{}^{\circ}\mathrm{C}: quais fases, de que composições?
  4. Calcule suas frações mássicas.
  5. Logo abaixo: quais fases, de que composições e em que frações mássicas?
  6. Que fração da liga é formada pelo constituinte eutético, e que fração por cristais primários de (Pb)?
  7. Esboce a curva de resfriamento e compare seu patamar com o da liga eutética.

Parte III — Uma solda sem chumbo pelo modelo de líquido ideal.

  1. Escreva a equação de Schröder–van Laar para o liquidus do estanho.
  2. Escreva-a para o liquidus do bismuto.
  3. Escreva a condição que define o eutético.
  4. Calcule a soma das duas frações molares a 110∘C110{}^{\circ}\mathrm{C}, 120∘C120{}^{\circ}\mathrm{C} e 130∘C130{}^{\circ}\mathrm{C}, e encontre a temperatura eutética do modelo com precisão de um grau.
  5. Dê a composição eutética do modelo, em fração molar e em fração mássica de bismuto.
  6. Compare com o eutético avaliado.
  7. O estanho dissolve até 21 % de bismuto no sólido. Explique por que isso torna o eutético real mais quente que o do modelo.

Parte IV — A escolha de uma solda.

  1. Por que uma composição eutética é preferida para uma solda?
  2. Dê uma razão para substituir o chumbo nas soldas.
  3. O que oferece o baixo ponto de fusão do eutético bismuto–estanho, e o que ele pode custar?
  4. Calcule as massas de bismuto e de estanho em 1.00 kg1.00\,\mathrm{kg} de solda eutética bismuto–estanho.
  5. Dê a temperatura eutética do bismuto–estanho prevista pelo modelo de líquido ideal.
Solução

Solução de Problema 8.1.

1. Chumbo 327.5∘C327.5{}^{\circ}\mathrm{C}, estanho 231.9∘C231.9{}^{\circ}\mathrm{C}. 2. Por 100 g100\,\mathrm{g}: 62.13/118.71=0.5234 mol62.13/118.71 = 0.5234\,\mathrm{mol} de estanho e 37.87/207.2=0.1828 mol37.87/207.2 = 0.1828\,\mathrm{mol} de chumbo; xSn=0.5234/0.7062=0.741x_{\mathrm{Sn}} = 0.5234/0.7062 = 0.741. 3. Pontos (0, 327.5), (100, 231.9), (62.13, 182.2), (18.91, 182.2), (96.59, 182.2). 4. Como na figura: líquido; L + (Pb); L + (Sn); (Pb); (Sn); (Pb) + (Sn). 5. L (62.1 % Sn) ⟶\longrightarrow (Pb) (18.9 %) + (Sn) (96.6 %). 6. v=2+1−3=0v = 2 + 1 - 3 = 0: a temperatura e as três composições ficam fixadas. 7. A solução sólida rica em chumbo (Pb): o chumbo dissolve estanho; por isso o sólido em equilíbrio com o líquido já contém estanho, na proporção lida no solidus. 8. Ela segue o liquidus em direção ao eutético, enriquecendo-se em estanho, até 62.13 %. 9. Líquido com 62.13 % e (Pb) com 18.91 % de estanho. 10. (Pb): (62.13−40)/(62.13−18.91)=0.512(62.13 - 40)/(62.13 - 18.91) = 0.512; líquido 0.488. 11. (Pb) com 18.91 % e (Sn) com 96.59 %; (Sn): (40−18.91)/(96.59−18.91)=0.271(40 - 18.91)/(96.59 - 18.91) = 0.271; (Pb): 0.729. 12. Constituinte eutético 48.8 % (o líquido presente logo acima); (Pb) primário 51.2 %. O (Pb) da questão 11 é a soma dos cristais primários e das lamelas de (Pb) do eutético. 13. Uma quebra no liquidus, uma queda mais lenta e depois um patamar a 182.2∘C182.2{}^{\circ}\mathrm{C} que dura 0.488 vez o da liga eutética. 14. ln⁡xSn=−(7030/8.314)(1/T−1/505.1)\ln x_{\mathrm{Sn}} = -(7030/8.314)(1/T - 1/505.1). 15. ln⁡xBi=−(11 300/8.314)(1/T−1/544.6)\ln x_{\mathrm{Bi}} = -(11\,300/8.314)(1/T - 1/544.6). 16. xSn(T)+xBi(T)=1x_{\mathrm{Sn}}(T) + x_{\mathrm{Bi}}(T) = 1. 17. A 110∘C110{}^{\circ}\mathrm{C}: 0.587+0.349=0.9360.587 + 0.349 = 0.936; a 120∘C120{}^{\circ}\mathrm{C}: 0.621+0.382=1.0030.621 + 0.382 = 1.003; a 130∘C130{}^{\circ}\mathrm{C}: 0.655+0.417=1.0720.655 + 0.417 = 1.072. A soma chega a 1 perto de 119.5∘C119.5{}^{\circ}\mathrm{C}: 120∘C120{}^{\circ}\mathrm{C} com precisão de um grau. 18. xBi=0.38x_{\mathrm{Bi}} = 0.38; em massa, 0.38×208.98/(0.38×208.98+0.62×118.71)=0.520.38 \times 208.98/(0.38 \times 208.98 + 0.62 \times 118.71) = 0.52. 19. O modelo dá 120∘C120{}^{\circ}\mathrm{C} e 52 % de bismuto; o diagrama avaliado, 138.8∘C138.8{}^{\circ}\mathrm{C} e 57 %: cerca de 19∘C19{}^{\circ}\mathrm{C} abaixo. 20. O estanho que cristaliza não é puro, mas uma solução que contém bismuto: seu potencial químico é menor que o do estanho puro, o sólido é mais estável e cristaliza a partir do líquido a uma temperatura mais alta para uma dada composição do líquido. O ramo do estanho do liquidus sobe e encontra o ramo do bismuto mais acima (um líquido não ideal acrescenta sua própria correção). 21. Ela funde e solidifica a uma só temperatura, a mais baixa do sistema: não há faixa pastosa durante a qual uma junta movida trincaria. 22. O chumbo é tóxico, e o lixo eletrônico acaba no meio ambiente. 23. Componentes sensíveis ao calor podem ser soldados a uma temperatura mais baixa; mas a junta amolece a uma temperatura mais baixa em serviço, e o bismuto a torna quebradiça. 24. 570 g570\,\mathrm{g} de bismuto e 430 g430\,\mathrm{g} de estanho. 25. O modelo de líquido ideal prevê um eutético a TE≈120∘C\boldsymbol{T_E \approx 120{}^{\circ}\mathrm{C}}, contra 138.8∘C138.8{}^{\circ}\mathrm{C} avaliados.

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