Chemistry · Livro 2 · Bachelor Year 1

Química universitária — 1.º ano

Química universitária — 1.º ano · Bachelor Year 1

7Descrever um sistema químico: avanço, atividades, Q e K

Uma unidade de produção de hidrogênio alimenta tubos aquecidos ao rubro com gás natural e vapor d’água; o que sai nunca é hidrogênio puro, mas uma mistura de hidrogênio, monóxido de carbono, dióxido de carbono, metano não reagido e vapor, cujas proporções os engenheiros precisam conhecer antes de projetar a unidade seguinte. Prever a composição que sai de um reator — o estado final de um sistema químico — é o assunto deste capítulo. Isso exige uma descrição precisa do sistema (suas variáveis e sua composição), um único número que mede até onde uma reação avançou (o avanço) e a lei que diz onde a reação para (a constante de equilíbrio). Essas ferramentas são usadas em todos os capítulos seguintes sobre as soluções.

O que você já sabe

O Livro 1 (ano 10) acompanhou uma reação com uma tabela de avanço e encontrou o reagente limitante; o Livro 1 (ano 12) introduziu o quociente de reação QQ e a constante de equilíbrio KK de uma reação não total. Da física, usamos a lei dos gases perfeitos pV=nRTpV = nRT, com R=8.314 J/(mol K)R = 8.314\,\mathrm{J}/(\mathrm{mol}\,\mathrm{K}).

Uma unidade de produção de hidrogênio ao entardecer. O gás natural e o vapor reagem no longo forno de reforma; um segundo reator converte o monóxido de carbono; a composição na saída é um estado final do tipo calculado neste capítulo.
Uma unidade de produção de hidrogênio ao entardecer. O gás natural e o vapor reagem no longo forno de reforma; um segundo reator converte o monóxido de carbono; a composição na saída é um estado final do tipo calculado neste capítulo.

7.1 Descrever um sistema

Definição 7.1 (Sistema, fase)

Um sistema físico-químico é a matéria contida em uma região do espaço escolhida, sendo o resto a sua vizinhança. Ele é um sistema fechado se não troca matéria com a vizinhança (pode trocar energia). Uma fase é uma parte do sistema na qual as variáveis intensivas variam continuamente: uma mistura gasosa é uma fase, dois líquidos imiscíveis são duas fases, cada sólido é uma fase própria.

Definição 7.2 (Variáveis intensivas e extensivas)

Uma variável de estado é extensiva se é proporcional ao tamanho do sistema (massa, volume, quantidade de matéria) e intensiva se não é (temperatura, pressão, concentração, massa específica, fração molar). A razão entre duas variáveis extensivas é intensiva.

Definição 7.3 (Variáveis de composição)

Para um constituinte ii de uma fase que contém as quantidades njn_j de todos os seus constituintes:

  • sua fração molar é xi=ni/∑jnjx_i = n_i/\sum_j n_j, e sua fração mássica wi=mi/∑jmjw_i = m_i/\sum_j m_j; ambas ficam entre 0 e 1 e somam 1;
  • em uma solução de volume VV, sua concentração molar é ci=[i]=ni/Vc_i = [i] = n_i/V, em mol/L\mathrm{mol}/\mathrm{L};
  • em uma mistura gasosa sob pressão total pp, sua pressão parcial é pi=xi pp_i = x_i\,p.

Proposição 7.4 (Pressões parciais dos gases perfeitos)

Em uma mistura de gases perfeitos de volume VV à temperatura TT, a pressão parcial de um constituinte é a pressão que ele exerceria sozinho em todo o volume, pi=niRT/Vp_i = n_iRT/V, e as pressões parciais somam a pressão total: ∑ipi=p\sum_i p_i = p.

Demonstração. Para a mistura, pV=(∑jnj)RTpV = (\sum_j n_j)RT, logo pi=xip=ni∑jnj⋅(∑jnj)RTV=niRTVp_i = x_i p = \frac{n_i}{\sum_j n_j}\cdot\frac{(\sum_j n_j)RT}{V} = \frac{n_iRT}{V}, e ∑ixi=1\sum_i x_i = 1 dá ∑ipi=p\sum_i p_i = p. ∎

Exemplo 7.5 (O ar)

O ar seco contém, em volume (isto é, em quantidade de matéria, para gases perfeitos), 78.08 % de dinitrogênio, 20.95 % de dioxigênio e 0.93 % de argônio. Sob 1.013 bar1.013\,\mathrm{bar}, a pressão parcial do dioxigênio é 0.2095×1.013=0.212 bar0.2095 \times 1.013 = 0.212\,\mathrm{bar}; em uma montanha onde a pressão é de 0.70 bar0.70\,\mathrm{bar}, ela cai para 0.147 bar0.147\,\mathrm{bar}, embora a composição seja a mesma.

7.2 Avanço da reação

Definição 7.6 (Números estequiométricos, avanço)

Uma reação é escrita 0=∑iνi Ai0 = \sum_i \nu_i\,\mathrm{A}_i, em que o número estequiométrico νi\nu_i da espécie Ai\mathrm{A}_i é negativo para um reagente e positivo para um produto: em NX2+3 HX2→2 NHX3\ce{N2 + 3H2 -> 2NH3}, ν(NX2)=−1\nu(\ce{N2}) = -1, ν(HX2)=−3\nu(\ce{H2}) = -3, ν(NHX3)=+2\nu(\ce{NH3}) = +2. Em um sistema fechado em que só ocorre essa reação, as quantidades variam segundo

ni=ni,0+νi ξ,n_i = n_{i,0} + \nu_i\,\xi ,

o que define o avanço da reação ξ\xi (em mol), nulo no início e o mesmo para todas as espécies.

Definição 7.7 (Avanço máximo, reagente limitante)

O avanço máximo ξmax⁡\xi_{\max} é o maior valor de ξ\xi para o qual nenhuma quantidade é negativa: ξmax⁡=min⁡νi<0ni,0/∣νi∣\xi_{\max} = \min_{\nu_i < 0} n_{i,0}/|\nu_i|. O reagente que chega a zero em ξmax⁡\xi_{\max} é o reagente limitante. Quando o avanço também pode ser negativo (reação inversa), ξmin⁡=−min⁡νi>0ni,0/νi\xi_{\min} = -\min_{\nu_i > 0} n_{i,0}/\nu_i.

Método 7.8 (A tabela de avanço)

Para acompanhar uma reação em um sistema fechado:

  1. escreva a equação balanceada e, abaixo dela, uma coluna por espécie;
  2. primeira linha: as quantidades iniciais ni,0n_{i,0};
  3. segunda linha: as quantidades no avanço ξ\xi, ni,0+νiξn_{i,0} + \nu_i\xi;
  4. para gases, acrescente uma coluna com a quantidade total ntot(ξ)n_{\text{tot}}(\xi);
  5. calcule ξmax⁡\xi_{\max} (e ξmin⁡\xi_{\min}) e identifique o reagente limitante;
  6. última linha: as quantidades finais, no avanço final ξf\xi_f (obtido pela condição de equilíbrio, ou igual a ξmax⁡\xi_{\max} se a reação for total).

Exemplo 7.9 (Síntese da amônia)

A partir de 2.0 mol2.0\,\mathrm{mol} de NX2\ce{N2} e 3.0 mol3.0\,\mathrm{mol} de HX2\ce{H2}:

NX2\ce{N2}3 HX2\ce{3H2}2 NHX3\ce{2NH3}total
inicial2.03.005.0
avanço ξ\xi2.0−ξ2.0 - \xi3.0−3ξ3.0 - 3\xi2ξ2\xi5.0−2ξ5.0 - 2\xi

ξmax⁡=min⁡(2.0/1, 3.0/3)=1.0 mol\xi_{\max} = \min(2.0/1,\ 3.0/3) = 1.0\,\mathrm{mol}: o di-hidrogênio é o limitante. Se a reação fosse total, o estado final conteria 1.0 mol1.0\,\mathrm{mol} de NX2\ce{N2} e 2.0 mol2.0\,\mathrm{mol} de NHX3\ce{NH3}.

Definição 7.10 (Taxa de avanço final, rendimento)

A taxa de avanço final de uma reação é τ=ξf/ξmax⁡\tau = \xi_f/\xi_{\max}, entre 0 e 1. Em uma síntese, o rendimento de um produto é a razão entre a quantidade obtida e a quantidade que o reagente limitante daria se a reação fosse total; quando o produto não é perdido durante o isolamento, ele é igual a τ\tau.

7.3 Atividades

Definição 7.11 (Estado padrão, atividade)

A atividade aia_i de uma espécie é um número adimensional que mede, na expressão das leis de equilíbrio, o quanto dela está disponível; ela é definida em relação a um estado padrão, um estado de referência à temperatura considerada e sob a pressão padrão p∘=1 barp^\circ = 1\,\mathrm{bar}. Nas aproximações ideais usadas neste livro:

  • para um gás, ai=pi/p∘a_i = p_i/p^\circ (o estado padrão é o gás perfeito puro a p∘p^\circ);
  • para um soluto em uma solução diluída, ai=ci/c∘a_i = c_i/c^\circ com c∘=1 mol/Lc^\circ = 1\,\mathrm{mol}/\mathrm{L};
  • para o solvente de uma solução diluída, e para um sólido puro ou um líquido puro sozinho em sua fase, ai=1a_i = 1.

Observação 7.12 (Ideal e real)

Essas expressões valem para gases perfeitos e para soluções diluídas. Em soluções concentradas, os íons se atraem e se repelem e a atividade se afasta de ci/c∘c_i/c^\circ; as correções, escritas com coeficientes de atividade, são estudadas no volume do 2.º ano com o potencial químico. Para as concentrações usadas neste livro (abaixo de cerca de 0.1 mol/L0.1\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}), as expressões ideais são exatas a alguns por cento.

7.4 O quociente de reação e a constante de equilíbrio

Definição 7.13 (Quociente de reação)

O quociente de reação de uma reação 0=∑iνi Ai0 = \sum_i \nu_i\,\mathrm{A}_i em um dado estado do sistema é

Q=∏iaiνi,Q = \prod_i a_i^{\nu_i} ,

o produto das atividades dos produtos dividido pelo dos reagentes, cada uma elevada à potência de seu coeficiente estequiométrico.

Exemplo 7.14 (Três quocientes)

Para NX2(g)+3 HX2(g)⇌2 NHX3(g)\ce{N2(g) + 3H2(g) <=> 2NH3(g)}: Q=(pNHX3/p∘)2(pNX2/p∘)(pHX2/p∘)3Q = \dfrac{(p_{\ce{NH3}}/p^\circ)^2} {(p_{\ce{N2}}/p^\circ)(p_{\ce{H2}}/p^\circ)^3}. Para CHX3COOH(aq)+HX2O(l)⇌CHX3COOX−(aq)+HX3OX+(aq)\ce{CH3COOH(aq) + H2O(l) <=> CH3COO^-(aq) + H3O+(aq)}: Q=[CHX3COOX−][HX3OX+][CHX3COOH] c∘Q = \dfrac{[\ce{CH3COO-}][\ce{H3O+}]}{[\ce{CH3COOH}]\,c^\circ}, pois o solvente tem atividade 1. Para CaCOX3(s)⇌CaO(s)+COX2(g)\ce{CaCO3(s) <=> CaO(s) + CO2(g)}: Q=pCOX2/p∘Q = p_{\ce{CO2}}/p^\circ, pois os sólidos têm atividade 1.

Definição 7.15 (Constante de equilíbrio padrão)

A constante de equilíbrio padrão K∘K^\circ de uma reação é o valor que seu quociente de reação assume quando o sistema está em equilíbrio. Ela é adimensional e depende apenas da reação e da temperatura.

Teorema 7.16 (Lei da ação das massas)

A uma temperatura dada, um sistema em que uma reação pode ocorrer nos dois sentidos evolui até que Q=K∘(T)Q = K^\circ(T); no equilíbrio, qualquer que seja a composição inicial,

∏iai,eqνi=K∘(T).\prod_i a_{i,\text{eq}}^{\nu_i} = K^\circ(T) .

Demonstração. Admitido neste nível. ∎

Proposição 7.17 (Sentido de evolução)

Um sistema em que Q<K∘Q < K^\circ evolui no sentido direto (ξ\xi aumenta); se Q>K∘Q > K^\circ, evolui no sentido inverso; se Q=K∘Q = K^\circ, está em equilíbrio.

Demonstração. Admitido neste nível. ∎

Observação 7.18 (De onde vêm essas leis)

Os dois enunciados decorrem do segundo princípio da termodinâmica, por meio da energia livre de reação e dos potenciais químicos das espécies: eles são deduzidos no volume do 2.º ano, que também obtém K∘K^\circ a partir de tabelas de dados termodinâmicos e explica como ela varia com a temperatura. Aqui, eles são usados como leis.

O quociente se move em direção à constante: um sistema com Q < K forma produtos; um sistema com Q > K os consome.
O quociente se move em direção à constante: um sistema com Q<K∘Q < K^\circ forma produtos; um sistema com Q>K∘Q > K^\circ os consome.

Proposição 7.19 (Combinação de constantes)

Se K1∘K_1^\circ e K2∘K_2^\circ são as constantes das reações (1) e (2): a inversa de (1) tem a constante 1/K1∘1/K_1^\circ; a reação n×(1)n \times (1) tem (K1∘)n(K_1^\circ)^n; a soma (1)+(2)(1) + (2) tem K1∘K2∘K_1^\circ K_2^\circ.

Demonstração. O quociente da reação inversa é ∏ai−νi=1/Q1\prod a_i^{-\nu_i} = 1/Q_1; o de n×(1)n \times (1) é ∏ainνi=Q1n\prod a_i^{n\nu_i} = Q_1^n; o da soma é ∏aiνi,1+νi,2=Q1Q2\prod a_i^{\nu_{i,1} + \nu_{i,2}} = Q_1 Q_2. Escrevendo essas identidades no equilíbrio, em que cada quociente é igual a sua constante, obtém-se o resultado. ∎

Proposição 7.20 (Um único estado de equilíbrio)

Para uma única reação em um sistema fechado a temperatura fixa (e, para gases, a volume ou pressão fixos), o quociente Q(ξ)Q(\xi) é uma função estritamente crescente de ξ\xi em (ξmin⁡,ξmax⁡)(\xi_{\min}, \xi_{\max}), que vai de 0 a +∞+\infty quando não há espécie de atividade constante envolvida. A equação Q(ξ)=K∘Q(\xi) = K^\circ tem então exatamente uma solução nesse intervalo.

Demonstração. Considere uma reação em solução, Q(ξ)=∏i(ni,0+νiξ)νi×cteQ(\xi) = \prod_i (n_{i,0} + \nu_i\xi)^{\nu_i} \times \text{cte}. Sua derivada logarítmica é

 ⁣dln⁡Q ⁣dξ=∑iνi2ni,0+νiξ>0,\frac{\dd \ln Q}{\dd \xi} = \sum_i \frac{\nu_i^2}{n_{i,0} + \nu_i \xi} > 0 ,

cada termo sendo positivo onde todas as quantidades o são. Quando ξ→ξmax⁡\xi \to \xi_{\max}, a quantidade de um reagente tende a 0 em um denominador e Q→+∞Q \to +\infty; quando ξ→ξmin⁡\xi \to \xi_{\min}, a quantidade de um produto tende a 0 e Q→0Q \to 0. Uma função contínua e crescente de 0 a +∞+\infty assume o valor K∘K^\circ uma única vez. (Para gases a pressão constante, a quantidade total também varia; o resultado continua valendo, como se pode verificar em cada caso.) ∎

7.5 Estados finais

Definição 7.21 (Estado de equilíbrio, reação quantitativa)

O estado final é um estado de equilíbrio quando todas as espécies da reação estão presentes e Q=K∘Q = K^\circ. A reação é quantitativa (ou total) quando, no estado final, o reagente limitante praticamente desapareceu, ξf≈ξmax⁡\xi_f \approx \xi_{\max}; isso acontece quando K∘K^\circ é muito grande.

Método 7.22 (Encontrar o estado final)

Para encontrar o estado final de uma única reação:

  1. monte a tabela de avanço e calcule ξmax⁡\xi_{\max} (e ξmin⁡\xi_{\min});
  2. calcule QQ no início e compare-o com K∘K^\circ para encontrar o sentido;
  3. expresse Q(ξ)Q(\xi) com as atividades e resolva Q(ξ)=K∘Q(\xi) = K^\circ para ξ\xi em (ξmin⁡,ξmax⁡)(\xi_{\min}, \xi_{\max});
  4. se uma espécie de atividade 1 (um sólido) estiver envolvida, verifique se ela ainda está presente nesse avanço: se ela tivesse de ficar negativa, desaparece antes e o estado final não é um equilíbrio (ξf=ξmax⁡\xi_f = \xi_{\max}, Qf≠K∘Q_f \ne K^\circ).

Método 7.23 (A hipótese de reação quantitativa)

Quando K∘K^\circ é grande (tipicamente acima de 10410^4), suponha a reação total: tome ξf=ξmax⁡\xi_f = \xi_{\max}, calcule as quantidades finais e depois encontre a pequena quantidade ε\varepsilon de reagente limitante restante escrevendo Q=K∘Q = K^\circ com as outras quantidades inalteradas. A hipótese é aceita se ε\varepsilon for pequena diante das outras quantidades (abaixo de cerca de 1 %).

Exemplo 7.24 (Uma reação quantitativa)

Para A+B⇌C+D\mathrm{A + B \rightleftharpoons C + D} em solução com [A]0=[B]0=0.10 mol/L[\ce{A}]_0 = [\ce{B}]_0 = 0.10\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} e K∘=106K^\circ = 10^6: supondo a reação total, [C]=[D]=0.10[\ce{C}] = [\ce{D}] = 0.10; então 0.102/ε2=1060.10^2/\varepsilon^2 = 10^6 dá ε=1.0×10−4 mol/L\varepsilon = 1.0 \times 10^{-4}\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}, 0.1 % da quantidade inicial: a hipótese se justifica.

À esquerda: o quociente de CO + H2O <=> CO2 + H2 cresce com o avanço e encontra K uma única vez (problema de fim de semana). À direita: para CaCO3(s) <=> CaO(s) + CO2(g) em um recipiente fechado de 10\, L, Q = p_ CO2/p cresce com ; com 0.050\, mol de carbonato, ele atinge K = 0.20 (equilíbrio); com 0.010\, mol, o carbonato se esgota antes e o estado final não é um equilíbrio. À esquerda: o quociente de CO + H2O <=> CO2 + H2 cresce com o avanço e encontra K uma única vez (problema de fim de semana). À direita: para CaCO3(s) <=> CaO(s) + CO2(g) em um recipiente fechado de 10\, L, Q = p_ CO2/p cresce com ; com 0.050\, mol de carbonato, ele atinge K = 0.20 (equilíbrio); com 0.010\, mol, o carbonato se esgota antes e o estado final não é um equilíbrio.
À esquerda: o quociente de CO+HX2O⇌COX2+HX2\ce{CO + H2O <=> CO2 + H2} cresce com o avanço e encontra K∘K^\circ uma única vez (problema de fim de semana). À direita: para CaCOX3(s)⇌CaO(s)+COX2(g)\ce{CaCO3(s) <=> CaO(s) + CO2(g)} em um recipiente fechado de 10 L10\,\mathrm{L}, Q=pCOX2/p∘Q = p_{\ce{CO2}}/p^\circ cresce com ξ\xi; com 0.050 mol0.050\,\mathrm{mol} de carbonato, ele atinge K∘=0.20K^\circ = 0.20 (equilíbrio); com 0.010 mol0.010\,\mathrm{mol}, o carbonato se esgota antes e o estado final não é um equilíbrio.

Método 7.25 (Duas reações simultâneas)

Quando duas reações ocorrem no mesmo sistema, dê a cada uma seu próprio avanço, ξ1\xi_1 e ξ2\xi_2; cada quantidade é ni=ni,0+νi,1ξ1+νi,2ξ2n_i = n_{i,0} + \nu_{i,1}\xi_1 + \nu_{i,2}\xi_2, e o estado final satisfaz Q1=K1∘Q_1 = K_1^\circ e Q2=K2∘Q_2 = K_2^\circ (um sistema de duas equações). Se uma constante for muito maior que a outra, trate primeiro a reação correspondente como quantitativa e depois a segunda a partir do resultado.

História — A lei da ação das massas, 1864

Em 1864, o químico norueguês Cato Guldberg e seu cunhado, o farmacêutico Peter Waage, publicaram em norueguês sua lei das “massas ativas”: uma reação avança até que as forças das reações direta e inversa se equilibrem, cada uma proporcional às concentrações de seus reagentes. O trabalho deles passou despercebido no exterior até que o republicassem em duas línguas mais lidas, em 1867 e 1879; Jacobus van ’t Hoff, que havia redescoberto a lei, reconheceu a prioridade deles.

7.6 Exercícios

Exercício 7.2 ★

Usando a composição do ar seco dada no capítulo, calcule as pressões parciais de NX2\ce{N2}, OX2\ce{O2} e Ar\ce{Ar} sob uma pressão total de 1.013 bar1.013\,\mathrm{bar}.

Solução

Solução de Exercício 7.2.

p(NX2)=0.7808×1.013=0.791 barp(\ce{N2}) = 0.7808 \times 1.013 = 0.791\,\mathrm{bar}, p(OX2)=0.2095×1.013=0.212 barp(\ce{O2}) = 0.2095 \times 1.013 = 0.212\,\mathrm{bar}, p(Ar)=0.0093×1.013=0.0094 barp(\ce{Ar}) = 0.0093 \times 1.013 = 0.0094\,\mathrm{bar}.

Exercício 7.3 ★

Monte a tabela de avanço de 2 HX2+OX2→2 HX2O\ce{2H2 + O2 -> 2H2O} a partir de 3.0 mol3.0\,\mathrm{mol} de HX2\ce{H2} e 2.0 mol2.0\,\mathrm{mol} de OX2\ce{O2}. Encontre ξmax⁡\xi_{\max}, o reagente limitante e o estado final, se a reação for total.

Solução

Solução de Exercício 7.3.

n(HX2)=3.0−2ξn(\ce{H2}) = 3.0 - 2\xi, n(OX2)=2.0−ξn(\ce{O2}) = 2.0 - \xi, n(HX2O)=2ξn(\ce{H2O}) = 2\xi. ξmax⁡=min⁡(3.0/2, 2.0/1)=1.5 mol\xi_{\max} = \min(3.0/2,\ 2.0/1) = 1.5\,\mathrm{mol}: o di-hidrogênio é o limitante. Estado final: HX2\ce{H2} 0, OX2\ce{O2} 0.5 mol0.5\,\mathrm{mol}, HX2O\ce{H2O} 3.0 mol3.0\,\mathrm{mol}.

Exercício 7.4 ★

Escreva o quociente de reação de: (a) CaCOX3(s)⇌CaO(s)+COX2(g)\ce{CaCO3(s) <=> CaO(s) + CO2(g)}; (b) AgX+(aq)+ClX−(aq)⇌AgCl(s)\ce{Ag+(aq) + Cl-(aq) <=> AgCl(s)}; (c) NX2(g)+3 HX2(g)⇌2 NHX3(g)\ce{N2(g) + 3H2(g) <=> 2NH3(g)}; (d) NHX3(aq)+HX2O(l)⇌NHX4X+(aq)+OHX−(aq)\ce{NH3(aq) + H2O(l) <=> NH4+(aq) + OH-(aq)}.

Solução

Solução de Exercício 7.4.

(a) Q=pCOX2/p∘Q = p_{\ce{CO2}}/p^\circ. (b) Q=(c∘)2/([AgX+][ClX−])Q = (c^\circ)^2/([\ce{Ag+}][\ce{Cl-}]). (c) Q=(pNHX3/p∘)2/[(pNX2/p∘)(pHX2/p∘)3]Q = (p_{\ce{NH3}}/p^\circ)^2/[(p_{\ce{N2}}/p^\circ)(p_{\ce{H2}}/p^\circ)^3]. (d) Q=[NHX4X+][OHX−]/([NHX3] c∘)Q = [\ce{NH4+}][\ce{OH-}]/([\ce{NH3}]\,c^\circ), pois a água tem atividade 1.

Exercício 7.5 ★★

As reações (1) A⇌B\mathrm{A \rightleftharpoons B} e (2) B⇌C\mathrm{B \rightleftharpoons C} têm as constantes K1∘=10K_1^\circ = 10 e K2∘=0.5K_2^\circ = 0.5. Dê as constantes de A⇌C\mathrm{A \rightleftharpoons C}, C⇌A\mathrm{C \rightleftharpoons A} e 2 A⇌2 C\mathrm{2\,A \rightleftharpoons 2\,C}.

Solução

Solução de Exercício 7.5.

A⇌C\mathrm{A \rightleftharpoons C} é a soma: K=10×0.5=5K = 10 \times 0.5 = 5. C⇌A\mathrm{C \rightleftharpoons A}: 1/5=0.21/5 = 0.2. 2 A⇌2 C\mathrm{2\,A \rightleftharpoons 2\,C}: 52=255^2 = 25.

Exercício 7.6 ★★

Uma reação tem K∘=2.0×10−3K^\circ = 2.0 \times 10^{-3}. Em que sentido o sistema evolui se, no início, Q=5.0×10−5Q = 5.0 \times 10^{-5}? E se Q=0.10Q = 0.10? E se só houver reagentes?

Solução

Solução de Exercício 7.6.

Q=5.0×10−5<K∘Q = 5.0 \times 10^{-5} < K^\circ: sentido direto. Q=0.10>K∘Q = 0.10 > K^\circ: sentido inverso. Só reagentes: Q=0<K∘Q = 0 < K^\circ, sentido direto.

Exercício 7.7 ★★

O gás AX2\ce{A2} se dissocia, AX2(g)⇌2 A(g)\ce{A2(g) <=> 2A(g)}, com K∘=0.25K^\circ = 0.25 à temperatura do experimento. Partindo de 1.0 mol1.0\,\mathrm{mol} de AX2\ce{A2} sob uma pressão total mantida igual a p∘p^\circ, monte a tabela de avanço com a quantidade total, expresse Q(ξ)Q(\xi) e encontre o avanço de equilíbrio.

Solução

Solução de Exercício 7.7.

n(AX2)=1−ξn(\ce{A2}) = 1 - \xi, n(A)=2ξn(\ce{A}) = 2\xi, total 1+ξ1 + \xi. Com p=p∘p = p^\circ, Q=(2ξ/(1+ξ))2(1−ξ)/(1+ξ)=4ξ21−ξ2Q = \dfrac{(2\xi/(1+\xi))^2}{(1-\xi)/(1+\xi)} = \dfrac{4\xi^2}{1 - \xi^2}. Q=0.25Q = 0.25 dá 4.25 ξ2=0.254.25\,\xi^2 = 0.25, ξ=0.243 mol\xi = 0.243\,\mathrm{mol}.

Exercício 7.8 ★★

Em solução, A+B⇌C\mathrm{A + B \rightleftharpoons C} com K∘=100K^\circ = 100 e concentrações iniciais [A]0=[B]0=0.10 mol/L[\ce{A}]_0 = [\ce{B}]_0 = 0.10\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}. Encontre as concentrações de equilíbrio e a taxa de avanço final.

Solução

Solução de Exercício 7.8.

Com x=[C]x = [\ce{C}]: x/(0.10−x)2=100x/(0.10 - x)^2 = 100, logo 100x2−21x+1=0100x^2 - 21x + 1 = 0 e x=(21−41)/200=0.0730 mol/Lx = (21 - \sqrt{41})/200 = 0.0730\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} (a outra raiz é maior que 0.10). [A]=[B]=0.0270 mol/L[\ce{A}] = [\ce{B}] = 0.0270\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}, [C]=0.0730 mol/L[\ce{C}] = 0.0730\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}, τ=0.73\tau = 0.73.

Exercício 7.9 ★★

Para A+B⇌C+D\mathrm{A + B \rightleftharpoons C + D} a partir de quantidades iguais de A\ce{A} e B\ce{B}, mostre que a taxa de avanço final é τ=K∘/(1+K∘)\tau = \sqrt{K^\circ}/(1 + \sqrt{K^\circ}). Que valor de K∘K^\circ dá τ=0.99\tau = 0.99?

Solução

Solução de Exercício 7.9.

A partir de nn de cada um: Q=ξ2/(n−ξ)2=K∘Q = \xi^2/(n - \xi)^2 = K^\circ, logo ξ/(n−ξ)=K∘\xi/(n - \xi) = \sqrt{K^\circ} e τ=ξ/n=K∘/(1+K∘)\tau = \xi/n = \sqrt{K^\circ}/(1 + \sqrt{K^\circ}). τ=0.99\tau = 0.99 exige K∘=99\sqrt{K^\circ} = 99, K∘≈9.8×103K^\circ \approx 9.8 \times 10^{3}: cerca de 10410^4, o limiar usual de uma reação quantitativa.

Exercício 7.10 ★★★

O carbonato de cálcio é aquecido a 1100 K1100\,\mathrm{K} em um recipiente fechado de 10.0 L10.0\,\mathrm{L}, inicialmente sem gás, para o qual K∘=0.20K^\circ = 0.20 para CaCOX3(s)⇌CaO(s)+COX2(g)\ce{CaCO3(s) <=> CaO(s) + CO2(g)}. Encontre o estado final para 0.010 mol0.010\,\mathrm{mol} e para 0.050 mol0.050\,\mathrm{mol} de carbonato.

Solução

Solução de Exercício 7.10.

No equilíbrio, pCOX2=0.20 p∘p_{\ce{CO2}} = 0.20\,p^\circ, ou seja, n(COX2)=pV/RT=0.20×105×0.0100/(8.314×1100)=0.0219 moln(\ce{CO2}) = pV/RT = 0.20 \times 10^5 \times 0.0100/(8.314 \times 1100) = 0.0219\,\mathrm{mol}. Com 0.010 mol0.010\,\mathrm{mol} de carbonato, isso não pode ser atingido: tudo se decompõe, pCOX2=0.010×8.314×1100/0.0100=9.15×103 Pa=0.091 barp_{\ce{CO2}} = 0.010 \times 8.314 \times 1100/0.0100 = 9.15 \times 10^{3}\,\mathrm{Pa} = 0.091\,\mathrm{bar}, Q<K∘Q < K^\circ, e o estado final (0.010 mol0.010\,\mathrm{mol} de CaO\ce{CaO}, 0.010 mol0.010\,\mathrm{mol} de COX2\ce{CO2}, nenhum CaCOX3\ce{CaCO3}) não é um equilíbrio. Com 0.050 mol0.050\,\mathrm{mol}: equilíbrio, 0.0219 mol0.0219\,\mathrm{mol} de COX2\ce{CO2} e de CaO\ce{CaO}, restando 0.0281 mol0.0281\,\mathrm{mol} de CaCOX3\ce{CaCO3}.

Exercício 7.11 ★★★

Uma substância A\ce{A} se isomeriza em solução de duas maneiras, A⇌B\mathrm{A \rightleftharpoons B} (K1∘=2.0K_1^\circ = 2.0) e A⇌C\mathrm{A \rightleftharpoons C} (K2∘=3.0K_2^\circ = 3.0). Partindo de 1.0 mol1.0\,\mathrm{mol} de A\ce{A} sozinho, encontre as quantidades finais dos três isômeros.

Solução

Solução de Exercício 7.11.

No equilíbrio, n(B)=2 n(A)n(\ce{B}) = 2\,n(\ce{A}) e n(C)=3 n(A)n(\ce{C}) = 3\,n(\ce{A}) (o volume se cancela). Então 6 n(A)=1.06\,n(\ce{A}) = 1.0: n(A)=0.167 moln(\ce{A}) = 0.167\,\mathrm{mol}, n(B)=0.333 moln(\ce{B}) = 0.333\,\mathrm{mol}, n(C)=0.500 moln(\ce{C}) = 0.500\,\mathrm{mol}.

Exercício 7.12 ★★★

Um ácido A\ce{A} e um álcool B\ce{B} dão um éster e água, A+B⇌E+W\mathrm{A + B \rightleftharpoons E + W}, tudo em uma única fase líquida, com K∘=4.0K^\circ = 4.0 (tome as atividades iguais às frações molares; a quantidade total não varia). Calcule o rendimento máximo em éster a partir de 0.50 mol0.50\,\mathrm{mol} de cada reagente e, depois, a partir de 0.50 mol0.50\,\mathrm{mol} de ácido e 1.0 mol1.0\,\mathrm{mol} de álcool.

Solução

Solução de Exercício 7.12.

Quantidades iguais: ξ2/(0.50−ξ)2=4\xi^2/(0.50 - \xi)^2 = 4, ξ/(0.50−ξ)=2\xi/(0.50 - \xi) = 2, ξ=0.333 mol\xi = 0.333\,\mathrm{mol}, rendimento 0.333/0.50=67 %0.333/0.50 = 67\,\%. Com 1.0 mol1.0\,\mathrm{mol} de álcool: ξ2=4(0.50−ξ)(1.0−ξ)\xi^2 = 4(0.50 - \xi)(1.0 - \xi), 3ξ2−6ξ+2=03\xi^2 - 6\xi + 2 = 0, ξ=(6−12)/6=0.423 mol\xi = (6 - \sqrt{12})/6 = 0.423\,\mathrm{mol}, rendimento de 85 %: um excesso de um reagente aumenta o rendimento no produto do outro.

7.7 Problema: A saída de uma unidade de hidrogênio

Problema 7.1

Problema de fim de semana — as variáveis de composição de uma alimentação, a reforma a vapor tratada como total, a reação de deslocamento gás-água em equilíbrio e o teor de hidrogênio do gás que sai da unidade

Uma unidade de produção de hidrogênio é alimentada com 1.00 mol1.00\,\mathrm{mol} de metano e 3.00 mol3.00\,\mathrm{mol} de vapor d’água (por unidade de tempo) sob 30 bar30\,\mathrm{bar}. No reformador, CHX4+HX2O→CO+3 HX2\ce{CH4 + H2O -> CO + 3H2} é suposta total. No reator de deslocamento, CO+HX2O⇌COX2+HX2\ce{CO + H2O <=> CO2 + H2} atinge o equilíbrio; considere K∘=4.0K^\circ = 4.0 à sua temperatura. Massas molares: CHX4\ce{CH4} 16.04 g/mol16.04\,\mathrm{g}/\mathrm{mol}, HX2O\ce{H2O} 18.02 g/mol18.02\,\mathrm{g}/\mathrm{mol}.

Parte I — A alimentação.

  1. Calcule as frações molares do metano e do vapor na alimentação.
  2. Calcule suas pressões parciais.
  3. Calcule suas frações mássicas.
  4. Quais das grandezas usadas até aqui são intensivas?
  5. Dê as atividades do metano e do vapor na alimentação.

Parte II — A reforma.

  1. Monte a tabela de avanço da reação de reforma.
  2. Calcule ξmax⁡\xi_{\max} e indique o reagente limitante.
  3. Dê as quantidades que saem do reformador.
  4. Calcule a quantidade total de gás e compare-a com a da alimentação.
  5. Calcule as frações molares na saída do reformador.
  6. Por que o vapor é alimentado em excesso?

Parte III — O reator de deslocamento.

  1. Monte a tabela de avanço da reação de deslocamento, partindo do gás que sai do reformador.
  2. Mostre que Q(ξ)=ξ(3+ξ)(1−ξ)(2−ξ)Q(\xi) = \dfrac{\xi(3 + \xi)}{(1 - \xi)(2 - \xi)} e que ele não depende da pressão.
  3. Calcule QQ na entrada e preveja o sentido de evolução.
  4. Escreva a equação do avanço de equilíbrio e resolva-a, conservando a raiz que faz sentido.
  5. Dê as quantidades que saem do reator de deslocamento.
  6. Calcule a taxa de avanço final da reação de deslocamento.
  7. Com o dobro de vapor na alimentação (6.00 mol6.00\,\mathrm{mol}), o gás entra no reator de deslocamento com 5.00 mol5.00\,\mathrm{mol} de vapor: calcule o novo avanço de equilíbrio.

Parte IV — O que sai da unidade.

  1. Que valor de K∘K^\circ seria necessário para converter 99 % do monóxido de carbono no primeiro caso?
  2. Explique por que um reator de deslocamento converte mais quando opera a uma temperatura em que sua constante é maior, e por que as unidades usam dois reatores de deslocamento em série.
  3. O vapor é condensado do gás que sai do reator de deslocamento. Calcule a fração molar de hidrogênio no gás seco.
  4. Liste as impurezas que restam e suas quantidades.
  5. Calcule a fração molar de hidrogênio no gás que sai do reator de deslocamento, incluindo o vapor.
Solução

Solução de Problema 7.1.

1. x(CHX4)=1.00/4.00=0.250x(\ce{CH4}) = 1.00/4.00 = 0.250; x(HX2O)=0.750x(\ce{H2O}) = 0.750. 2. 7.5 bar7.5\,\mathrm{bar} e 22.5 bar22.5\,\mathrm{bar}. 3. Massas de 16.04 e 54.06 g54.06\,\mathrm{g}: w(CHX4)=0.229w(\ce{CH4}) = 0.229, w(HX2O)=0.771w(\ce{H2O}) = 0.771. 4. Frações molares, frações mássicas, pressões parciais (e a pressão total); as quantidades de matéria são extensivas. 5. a=pi/p∘a = p_i/p^\circ: 7.5 para o metano, 22.5 para o vapor. 6. CHX4\ce{CH4} 1.00−ξ1.00 - \xi, HX2O\ce{H2O} 3.00−ξ3.00 - \xi, CO\ce{CO} ξ\xi, HX2\ce{H2} 3ξ3\xi, total 4.00+2ξ4.00 + 2\xi. 7. ξmax⁡=1.00 mol\xi_{\max} = 1.00\,\mathrm{mol}; o metano é o limitante. 8. CHX4\ce{CH4} 0, HX2O\ce{H2O} 2.00 mol2.00\,\mathrm{mol}, CO\ce{CO} 1.00 mol1.00\,\mathrm{mol}, HX2\ce{H2} 3.00 mol3.00\,\mathrm{mol}. 9. 6.00 mol6.00\,\mathrm{mol}, contra 4.00 mol4.00\,\mathrm{mol} na alimentação: a reação forma quatro moléculas a partir de duas. 10. HX2O\ce{H2O} 0.333, CO\ce{CO} 0.167, HX2\ce{H2} 0.500. 11. Para garantir que todo o metano reaja e deixar vapor para a reação de deslocamento, cujo quociente ele diminui. 12. CO\ce{CO} 1−ξ1 - \xi, HX2O\ce{H2O} 2−ξ2 - \xi, COX2\ce{CO2} ξ\xi, HX2\ce{H2} 3+ξ3 + \xi, total 6.00 em qualquer avanço. 13. Q=(pCOX2/p∘)(pHX2/p∘)(pCO/p∘)(pHX2O/p∘)Q = \dfrac{(p_{\ce{CO2}}/p^\circ)(p_{\ce{H2}}/p^\circ)} {(p_{\ce{CO}}/p^\circ)(p_{\ce{H2O}}/p^\circ)} com pi=(ni/6)pp_i = (n_i/6)p: os fatores p/(6p∘)p/(6p^\circ) se cancelam entre numerador e denominador (duas moléculas de gás de cada lado), restando a expressão dada. 14. ξ=0\xi = 0: Q=0<4.0Q = 0 < 4.0, sentido direto. 15. ξ(3+ξ)=4(1−ξ)(2−ξ)\xi(3 + \xi) = 4(1 - \xi)(2 - \xi), ou seja, 3ξ2−15ξ+8=03\xi^2 - 15\xi + 8 = 0: ξ=(15−129)/6=0.607 mol\xi = (15 - \sqrt{129})/6 = 0.607\,\mathrm{mol}; a outra raiz, 4.39, é maior que ξmax⁡=1\xi_{\max} = 1. 16. CO\ce{CO} 0.393 mol0.393\,\mathrm{mol}, HX2O\ce{H2O} 1.393 mol1.393\,\mathrm{mol}, COX2\ce{CO2} 0.607 mol0.607\,\mathrm{mol}, HX2\ce{H2} 3.607 mol3.607\,\mathrm{mol}. 17. τ=0.607/1.00=0.607\tau = 0.607/1.00 = 0.607. 18. ξ(3+ξ)=4(1−ξ)(5−ξ)\xi(3 + \xi) = 4(1 - \xi)(5 - \xi), 3ξ2−27ξ+20=03\xi^2 - 27\xi + 20 = 0, ξ=0.814 mol\xi = 0.814\,\mathrm{mol}: mais vapor, mais conversão. 19. K∘=(0.99×3.99)/(0.01×1.01)=391K^\circ = (0.99 \times 3.99)/(0.01 \times 1.01) = 391. 20. Q(ξ)Q(\xi) é crescente, de modo que um K∘K^\circ maior é atingido com um avanço maior. A constante dessa reação é maior a temperatura mais baixa, onde a reação é lenta: um primeiro reator trabalha quente e rápido, um segundo, mais frio, completa a conversão (a dependência de K∘K^\circ com a temperatura é tratada no volume do 2.º ano). 21. 3.607/(6.00−1.393)=3.607/4.607=0.7833.607/(6.00 - 1.393) = 3.607/4.607 = 0.783. 22. 0.393 mol0.393\,\mathrm{mol} de CO\ce{CO} e 0.607 mol0.607\,\mathrm{mol} de COX2\ce{CO2}. 23. x(HX2)=3.607/6.00=0.60x(\ce{H2}) = 3.607/6.00 = \textbf{0.60}: seis moléculas em cada dez que saem do reator de deslocamento são de hidrogênio.

Termos definidos neste capítulo

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