Chemistry · Livro 2 · Bachelor Year 1

Química universitária — 1.º ano

Química universitária — 1.º ano · Bachelor Year 1

8Cinética química: leis de velocidade

O leite se conserva uma semana na geladeira e um dia sobre uma mesa de verão. A caixa de um medicamento diz “conservar abaixo de 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}” e traz um prazo de validade de dois ou três anos à frente, que o fabricante não teve tempo de observar diretamente. As constantes de equilíbrio dizem onde uma reação termina; não dizem nada sobre quanto tempo ela leva para chegar lá. Esse é o domínio da cinética química. Este capítulo define a velocidade de uma reação, as leis de velocidade que a expressam em função das concentrações, as formas integradas que preveem as concentrações em qualquer instante, os métodos experimentais que determinam uma lei de velocidade e a lei de Arrhenius, que descreve o efeito da temperatura — a ferramenta com que se prevê o prazo de validade de um medicamento em algumas semanas de experimentos.

O que você já sabe

O Livro 1 (ano 12) apresentou a velocidade de aparecimento e de desaparecimento de uma espécie, os fatores cinéticos (concentração, temperatura, catalisador) e a meia-vida de uma reação de primeira ordem. O avanço ξ\xi de uma reação foi definido na Definição 7.6.

Uma garrafa de leite deixada ao sol ao lado de uma geladeira aberta. As reações que o estragam são várias vezes mais rápidas à temperatura do verão do que no frio.
Uma garrafa de leite deixada ao sol ao lado de uma geladeira aberta. As reações que o estragam são várias vezes mais rápidas à temperatura do verão do que no frio.

8.1 A velocidade de uma reação

Definição 8.1 (Velocidade de reação, velocidades de formação e de desaparecimento)

Para uma reação 0=∑iνiAi0 = \sum_i \nu_i\mathrm{A}_i que ocorre em um reator fechado de volume constante VV, a velocidade de reação é

v=1V ⁣dξ ⁣dt=1νi ⁣d[Ai] ⁣dt(qualquer i),v = \frac{1}{V}\frac{\dd\xi}{\dd t} = \frac{1}{\nu_i}\frac{\dd[\mathrm{A}_i]}{\dd t} \quad\text{(qualquer } i\text{)},

em mol L−1 s−1\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}. A velocidade de formação de um produto é  ⁣d[Ai]/ ⁣dt\dd[\mathrm{A}_i]/\dd t; a velocidade de desaparecimento de um reagente é − ⁣d[Ai]/ ⁣dt-\dd[\mathrm{A}_i]/\dd t.

Proposição 8.2 (Uma única velocidade para todas as espécies)

A velocidade de reação não depende da espécie escolhida para acompanhá-la: para a A+b B⟶c C+d Da\,\mathrm{A} + b\,\mathrm{B} \longrightarrow c\,\mathrm{C} + d\,\mathrm{D},

v=−1a ⁣d[A] ⁣dt=−1b ⁣d[B] ⁣dt=1c ⁣d[C] ⁣dt=1d ⁣d[D] ⁣dt.v = -\frac1a\frac{\dd[\ce{A}]}{\dd t} = -\frac1b\frac{\dd[\ce{B}]}{\dd t} = \frac1c\frac{\dd[\ce{C}]}{\dd t} = \frac1d\frac{\dd[\ce{D}]}{\dd t} .

Demonstração. [Ai]=(ni,0+νiξ)/V[\mathrm{A}_i] = (n_{i,0} + \nu_i\xi)/V com VV constante, logo  ⁣d[Ai]/ ⁣dt=(νi/V)  ⁣dξ/ ⁣dt=νiv\dd[\mathrm{A}_i]/\dd t = (\nu_i/V)\,\dd\xi/\dd t = \nu_i v. ∎

Exemplo 8.3 (Decomposição do pentóxido de dinitrogênio)

Para 2 NX2OX5→4 NOX2+OX2\ce{2N2O5 -> 4NO2 + O2}: v=−12 ⁣d[NX2OX5] ⁣dt=14 ⁣d[NOX2] ⁣dt= ⁣d[OX2] ⁣dtv = -\frac12\frac{\dd[\ce{N2O5}]}{\dd t} = \frac14\frac{\dd[\ce{NO2}]}{\dd t} = \frac{\dd[\ce{O2}]}{\dd t}. O dióxido de nitrogênio aparece quatro vezes mais depressa que o dioxigênio, e o pentóxido de dinitrogênio desaparece duas vezes mais depressa do que o dioxigênio aparece.

8.2 Leis de velocidade e ordens

Definição 8.4 (Lei de velocidade, ordens, constante de velocidade)

Uma lei de velocidade exprime a velocidade em função das concentrações. Uma reação admite uma ordem quando sua lei de velocidade tem a forma

v=k [A]p [B]q⋯ ;v = k\,[\mathrm{A}]^{p}\,[\mathrm{B}]^{q} \cdots ;

os expoentes pp, qq, … são as ordens parciais em relação a A, B, …, sua soma é a ordem global, e kk é a constante de velocidade, que só depende da temperatura. As ordens são determinadas experimentalmente; não precisam ser iguais aos coeficientes estequiométricos e podem ser fracionárias ou nulas.

Observação 8.5 (Unidades de kk)

Como vv está em mol L−1 s−1\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}, kk está em mol L−1 s−1\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1} para a ordem 0, em s−1\mathrm{s}^{-1} para a ordem 1, em L mol−1 s−1\mathrm{L}\,\mathrm{mol}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1} para a ordem 2 e, em geral, em (mol/L)1−n s−1(\mathrm{mol}/\mathrm{L})^{1-n}\,\mathrm{s}^{-1} para a ordem global nn. A unidade de kk indica a ordem global.

Observação 8.6 (Reações sem ordem)

Nem toda reação admite uma ordem. A velocidade de algumas reações é uma fração cujo denominador contém concentrações, ou depende da concentração de um produto. Essas leis de velocidade são explicadas pelo mecanismo da reação (Capítulo 9). Uma reação também pode admitir uma ordem apenas no início: a lei de velocidade inicial.

8.3 Leis de velocidade integradas e meias-vidas

Definição 8.7 (Meia-vida)

A meia-vida t1/2t_{1/2} de um reagente é o tempo ao fim do qual metade de sua quantidade inicial foi consumida.

Teorema 8.8 (Leis de velocidade integradas)

Para uma reação aA→produtosa\mathrm{A} \rightarrow \text{produtos} de velocidade v=−1a ⁣d[A] ⁣dt=k[A]nv = -\frac1a\frac{\dd[\ce{A}]} {\dd t} = k[\ce{A}]^n, com [A](0)=a0[\ce{A}](0) = a_0:

ordemlei integradagráfico linearmeia-vida
0[A]=a0−akt[\ce{A}] = a_0 - akt[A][\ce{A}] em função de tta0/(2ak)a_0/(2ak)
1[A]=a0 e−akt[\ce{A}] = a_0\,\eu^{-akt}ln⁡[A]\ln[\ce{A}] em função de ttln⁡2/(ak)\ln2/(ak)
21[A]=1a0+akt\dfrac{1}{[\ce{A}]} = \dfrac{1}{a_0} + akt1/[A]1/[\ce{A}] em função de tt1/(ak a0)1/(ak\,a_0)

Demonstração. Escreva c=[A]c = [\ce{A}], de modo que  ⁣dc/ ⁣dt=−akcn\dd c/\dd t = -akc^n. Ordem 0:  ⁣dc/ ⁣dt=−ak\dd c/\dd t = -ak, logo c=a0−aktc = a_0 - akt (válida até c=0c = 0). Ordem 1:  ⁣dc/ ⁣dt=−akc\dd c/\dd t = -akc é uma equação diferencial linear de primeira ordem cuja solução é c=a0e−aktc = a_0\eu^{-akt}. Ordem 2:  ⁣dc/c2=−ak  ⁣dt\dd c/c^2 = -ak\,\dd t; integrando de 0 a tt, −1/c+1/a0=−akt-1/c + 1/a_0 = -akt, logo 1/c=1/a0+akt1/c = 1/a_0 + akt. Meias-vidas: faça c=a0/2c = a_0/2 em cada lei e resolva em tt. ∎

Proposição 8.9 (O teste da meia-vida)

A meia-vida é independente da concentração inicial se e somente se a reação for de ordem 1. Ela é proporcional a a0a_0 para a ordem 0 e a 1/a01/a_0 para a ordem 2. Uma reação de primeira ordem perde a metade do que resta a cada meia-vida sucessiva: depois de mm meias-vidas, resta uma fração 2−m2^{-m}.

Demonstração. Para a ordem n≠1n \ne 1, a separação de variáveis dá t1/2=2n−1−1(n−1) ak a0n−1t_{1/2} = \dfrac{2^{n-1} - 1}{(n-1)\,ak\,a_0^{n-1}}, que depende de a0a_0, a menos que n=1n = 1; para n=1n = 1, t1/2=ln⁡2/(ak)t_{1/2} = \ln2/(ak). Para a ordem 1, c(t+t1/2)=c(t)/2c(t + t_{1/2}) = c(t)/2 em todo tt, pois e−ak(t+t1/2)=e−akt/2\eu^{-ak(t + t_{1/2})} = \eu^{-akt}/2. ∎

Três reações com a mesma concentração inicial (1.00\, mol/ L) e a mesma velocidade inicial (0.050\, mol\, L-1\, min-1). Em cima: cada lei integrada vira uma reta em suas próprias coordenadas. Embaixo: as concentrações; as meias-vidas são de 10, 13.9 e 20 minutos. Três reações com a mesma concentração inicial (1.00\, mol/ L) e a mesma velocidade inicial (0.050\, mol\, L-1\, min-1). Em cima: cada lei integrada vira uma reta em suas próprias coordenadas. Embaixo: as concentrações; as meias-vidas são de 10, 13.9 e 20 minutos.
Três reações com a mesma concentração inicial (1.00 mol/L1.00\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}) e a mesma velocidade inicial (0.050 mol L−1 min−10.050\,\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{min}^{-1}). Em cima: cada lei integrada vira uma reta em suas próprias coordenadas. Embaixo: as concentrações; as meias-vidas são de 10, 13.9 e 20 minutos.

8.4 Determinar uma lei de velocidade

Método 8.10 (O método integral)

Para testar uma ordem com medidas de [A](t)[\ce{A}](t): trace [A][\ce{A}], ln⁡[A]\ln[\ce{A}] e 1/[A]1/[\ce{A}] em função de tt; o gráfico que for uma reta dá a ordem, e sua inclinação dá kk (inclinação −ak-ak, −ak-ak ou +ak+ak, respectivamente).

Método 8.11 (O método da meia-vida)

Meça a meia-vida para várias concentrações iniciais: constante, ordem 1; proporcional a a0a_0, ordem 0; proporcional a 1/a01/a_0, ordem 2. Em um único experimento, compare os tempos para ir de a0a_0 a a0/2a_0/2 e de a0/2a_0/2 a a0/4a_0/4: tempos iguais indicam ordem 1.

Definição 8.12 (Velocidade inicial)

A velocidade inicial v0v_0 é a velocidade em t=0t = 0, lida como a inclinação da tangente na origem à curva [A](t)[\ce{A}](t), dividida pelo coeficiente estequiométrico. Nesse instante, as concentrações são as iniciais, conhecidas, e nenhum produto interfere.

Método 8.13 (O método das velocidades iniciais)

Para v0=k[A]0p[B]0qv_0 = k[\ce{A}]_0^p[\ce{B}]_0^q: faça experimentos variando apenas [A]0[\ce{A}]_0; então ln⁡v0=ln⁡(k[B]0q)+pln⁡[A]0\ln v_0 = \ln(k[\ce{B}]_0^q) + p\ln[\ce{A}]_0, e a inclinação de ln⁡v0\ln v_0 em função de ln⁡[A]0\ln[\ce{A}]_0 é pp. Na prática, dobrar [A]0[\ce{A}]_0 multiplica v0v_0 por 2p2^p. Faça o mesmo para B.

Definição 8.14 (Método do isolamento, ordem aparente)

No método do isolamento, todos os reagentes, exceto um, são colocados em grande excesso (dez vezes ou mais). Suas concentrações ficam praticamente constantes, e v=k[A]p[B]q≈k′[A]pv = k[\ce{A}]^p[\ce{B}]^q \approx k'[\ce{A}]^p com k′=k[B]0qk' = k[\ce{B}]_0^q: a reação se comporta como se fosse de ordem aparente pp, com a constante de velocidade aparente k′k'. Fala-se também em degenerescência da ordem.

Leitura de uma velocidade inicial: a tangente na origem (em vermelho) a uma curva de primeira ordem corta o eixo dos tempos em t_0 = 20\, min, logo v_0 = 1.00\, mol/ L/20\, min = 0.050\, mol\, L-1\, min-1.
Leitura de uma velocidade inicial: a tangente na origem (em vermelho) a uma curva de primeira ordem corta o eixo dos tempos em t0=20 mint_0 = 20\,\mathrm{min}, logo v0=1.00 mol/L/20 min=0.050 mol L−1 min−1v_0 = 1.00\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}/20\,\mathrm{min} = 0.050\,\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{min}^{-1}.

No laboratório — Acompanhar uma reação no tempo

Uma lei de velocidade é construída a partir de concentrações medidas enquanto a reação ocorre. Quando um reagente ou um produto é colorido, um espectrofotômetro registra a absorbância, proporcional à sua concentração (Beer–Lambert, Capítulo 17); quando íons aparecem ou desaparecem, um condutivímetro acompanha a condutividade; quando se forma um gás em um recipiente fechado, um manômetro acompanha a pressão. Caso contrário, retiram-se amostras em instantes conhecidos, a reação é bloqueada por resfriamento ou diluição, e cada amostra é titulada. A temperatura do recipiente é mantida constante por um banho termostatizado, porque kk depende fortemente dela.

8.5 A temperatura: a lei de Arrhenius

Definição 8.15 (Energia de ativação)

A energia de ativação EaE_a de uma reação de constante de velocidade k(T)k(T) é definida por

 ⁣dln⁡k ⁣dT=EaRT2,\frac{\dd \ln k}{\dd T} = \frac{E_a}{RT^2} ,

em J/mol\mathrm{J}/\mathrm{mol}. Quando EaE_a é independente de TT, a integração dá k=A e−Ea/RTk = A\,\eu^{-E_a/RT}, em que a constante AA, com a unidade de kk, é o fator pré-exponencial.

Teorema 8.16 (Lei de Arrhenius)

Para a maioria das reações, em um intervalo moderado de temperatura, a constante de velocidade segue a lei de Arrhenius

k(T)=A e−Ea/RT,k(T) = A\,\eu^{-E_a/RT} ,

com AA e Ea>0E_a > 0 independentes de TT: ln⁡k\ln k é uma função afim de 1/T1/T, de inclinação −Ea/R-E_a/R.

Demonstração. Admitido neste nível. ∎

Observação 8.17 (O significado de EaE_a)

A lei é empírica. Sua interpretação — só as colisões moleculares que trazem pelo menos uma energia da ordem de EaE_a levam à reação, e a fração dessas colisões varia como e−Ea/RT\eu^{-E_a/RT} — é esboçada com os perfis de energia do próximo capítulo e tornada quantitativa pelas teorias das velocidades de reação no volume do 3.º ano.

Método 8.18 (Determinar EaE_a)

A partir de constantes de velocidade a várias temperaturas, trace ln⁡k\ln k em função de 1/T1/T (em kelvin): a inclinação é −Ea/R-E_a/R, o coeficiente linear é ln⁡A\ln A. Com apenas duas temperaturas,

Ea=R ln⁡(k2/k1)1/T1−1/T2.E_a = \frac{R\,\ln(k_2/k_1)}{1/T_1 - 1/T_2} .

Exemplo 8.19 (Uma regra prática)

Para Ea=53 kJ/molE_a = 53\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}, passar de 25 a 35 ∘C35\,{}^{\circ}\mathrm{C} multiplica kk por exp⁡ ⁣(530008.314(1298.15−1308.15))=2.0\exp\!\big(\frac{53000}{8.314}(\frac{1}{298.15} - \frac{1}{308.15})\big) = 2.0. A regra conhecida “dez graus a mais, duas vezes mais rápido” vale perto da temperatura ambiente para reações de energia de ativação em torno de 50 kJ/mol50\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}; para EaE_a maiores, o fator é maior.

Gráfico de Arrhenius da degradação de um medicamento (problema de fim de semana): três constantes de velocidade medidas (em vermelho) ficam sobre uma reta de inclinação -E_a/R; extrapolada para 25\, C, ela dá o prazo de validade à temperatura ambiente.
Gráfico de Arrhenius da degradação de um medicamento (problema de fim de semana): três constantes de velocidade medidas (em vermelho) ficam sobre uma reta de inclinação −Ea/R-E_a/R; extrapolada para 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, ela dá o prazo de validade à temperatura ambiente.

História — Arrhenius, 1889

O químico sueco Svante Arrhenius, estudando a inversão da sacarose pelos ácidos em 1889, propôs que só uma pequena fração das moléculas, as que estão em um estado “ativado”, reage, e que essa fração cresce com a temperatura como e−E/RT\eu^{-E/RT}. A ideia, controversa no início, tornou-se o fundamento da cinética química. Arrhenius recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1903, por sua teoria da dissociação eletrolítica.

Svante Arrhenius (1859–1927), em 1909.
Svante Arrhenius (1859–1927), em 1909.

8.6 Exercícios

Exercício 8.1 ★

Para 2 NX2OX5→4 NOX2+OX2\ce{2N2O5 -> 4NO2 + O2} a volume constante, o dióxido de nitrogênio aparece a 2.0×10−4 mol L−1 s−12.0 \times 10^{-4}\,\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}. Dê a velocidade de reação, a velocidade de formação do dioxigênio e a velocidade de desaparecimento de NX2OX5\ce{N2O5}.

Solução

Solução de Exercício 8.1.

v=14×2.0×10−4=5.0×10−5 mol L−1 s−1v = \frac14 \times 2.0 \times 10^{-4} = 5.0 \times 10^{-5}\,\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}; o dioxigênio se forma à mesma velocidade, 5.0×10−5 5.0 \times 10^{-5}\,; NX2OX5\ce{N2O5} desaparece a 2v=1.0×10−4 mol L−1 s−12v = 1.0 \times 10^{-4}\,\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}.

Exercício 8.2 ★

Dê a unidade da constante de velocidade para as ordens globais 0, 1, 2 e 3, com as concentrações em mol/L\mathrm{mol}/\mathrm{L} e os tempos em segundos.

Solução

Solução de Exercício 8.2.

Ordem 0: mol L−1 s−1\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}; ordem 1: s−1\mathrm{s}^{-1}; ordem 2: L mol−1 s−1\mathrm{L}\,\mathrm{mol}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}; ordem 3: L2 mol−2 s−1\mathrm{L}^{2}\,\mathrm{mol}^{-2}\,\mathrm{s}^{-1}.

Exercício 8.3 ★

Uma reação de primeira ordem A⟶B\mathrm{A} \longrightarrow \mathrm{B} tem k=3.0×10−3 s−1k = 3.0 \times 10^{-3}\,\mathrm{s}^{-1}. Calcule sua meia-vida e a fração de A\ce{A} restante após 10 min10\,\mathrm{min}.

Solução

Solução de Exercício 8.3.

t1/2=ln⁡2/k=0.693/(3.0×10−3)=231 st_{1/2} = \ln2/k = 0.693/(3.0 \times 10^{-3}) = 231\,\mathrm{s}. Após 600 s600\,\mathrm{s}, e−kt=e−1.8=0.165\eu^{-kt} = \eu^{-1.8} = 0.165: restam 16.5 %.

Exercício 8.4 ★

Quando a concentração inicial de um reagente é reduzida à metade, sua meia-vida dobra. Qual é a ordem? E se a meia-vida se reduzir à metade?

Solução

Solução de Exercício 8.4.

Uma meia-vida proporcional a 1/a01/a_0 indica ordem 2. Se reduzir a0a_0 à metade reduz a meia-vida à metade, t1/2∝a0t_{1/2} \propto a_0: ordem 0.

Exercício 8.5 ★★

Mede-se a concentração de um reagente A\ce{A} (A⟶P\mathrm{A} \longrightarrow \mathrm{P}): em t=0t = 0, 10, 20, 30 e 40 min40\,\mathrm{min}, [A]=0.100[\ce{A}] = 0.100, 0.0741, 0.0549, 0.0407 e 0.0301 mol/L0.0301\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}. Determine a ordem e a constante de velocidade.

Solução

Solução de Exercício 8.5.

[A][\ce{A}] não é linear em tt (perdas de 0.0259, 0.0192, 0.0142, 0.0106). ln⁡[A]=−2.303\ln[\ce{A}] = -2.303, −2.602-2.602, −2.902-2.902, −3.202-3.202, −3.503-3.503: cai 0.300 a cada 10 min10\,\mathrm{min}, uma reta. Ordem 1, k=0.0300 min−1k = 0.0300\,\mathrm{min}^{-1}.

Exercício 8.6 ★★

Para A+B⟶P\mathrm{A} + \mathrm{B} \longrightarrow \mathrm{P}, v0=2.0×10−6 mol L−1 s−1v_0 = 2.0 \times 10^{-6}\,\mathrm{mol}\,\mathrm{L}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1} para [A]0=[B]0=0.010 mol/L[\ce{A}]_0 = [\ce{B}]_0 = 0.010\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}; 8.0×10−6 8.0 \times 10^{-6}\, quando [A]0[\ce{A}]_0 é dobrada; 4.0×10−6 4.0 \times 10^{-6}\, quando [B]0[\ce{B}]_0 é dobrada. Encontre as ordens parciais, a lei de velocidade e a constante de velocidade.

Solução

Solução de Exercício 8.6.

Dobrar [A]0[\ce{A}]_0 multiplica v0v_0 por 4=224 = 2^2: ordem 2 em A\ce{A}. Dobrar [B]0[\ce{B}]_0 a multiplica por 2: ordem 1 em B\ce{B}. v=k[A]2[B]v = k[\ce{A}]^2[\ce{B}] com k=2.0×10−6/(0.0102×0.010)=2.0 L2 mol−2 s−1k = 2.0 \times 10^{-6}/(0.010^2 \times 0.010) = 2.0\,\mathrm{L}^{2}\,\mathrm{mol}^{-2}\,\mathrm{s}^{-1}.

Exercício 8.7 ★★

A lei de velocidade de A+B⟶P\mathrm{A} + \mathrm{B} \longrightarrow \mathrm{P} é v=k[A][B]v = k[\ce{A}][\ce{B}]. Com [B]0=0.50 mol/L[\ce{B}]_0 = 0.50\,\mathrm{mol}/\mathrm{L} e [A]0=5.0×10−3 mol/L[\ce{A}]_0 = 5.0 \times 10^{-3}\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}, A\ce{A} desaparece segundo uma cinética de primeira ordem, com constante aparente de 0.012 s−10.012\,\mathrm{s}^{-1}. Explique e calcule kk.

Solução

Solução de Exercício 8.7.

B\ce{B} está em excesso de cem vezes: sua concentração permanece 0.50 mol/L0.50\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}, e v=k′[A]v = k'[\ce{A}] com k′=k[B]0k' = k[\ce{B}]_0. Logo, k=0.012/0.50=0.024 L mol−1 s−1k = 0.012/0.50 = 0.024\,\mathrm{L}\,\mathrm{mol}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}.

Exercício 8.8 ★★

Uma constante de velocidade vale 1.0×10−3 s−11.0 \times 10^{-3}\,\mathrm{s}^{-1} a 300 K300\,\mathrm{K} e 5.0×10−3 s−15.0 \times 10^{-3}\,\mathrm{s}^{-1} a 320 K320\,\mathrm{K}. Calcule a energia de ativação e a constante de velocidade a 310 K310\,\mathrm{K}.

Solução

Solução de Exercício 8.8.

Ea=Rln⁡5/(1/300−1/320)=8.314×1.609/(2.083×10−4)=64.2 kJ/molE_a = R\ln5/(1/300 - 1/320) = 8.314 \times 1.609/(2.083 \times 10^{-4}) = 64.2\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}. A 310 K310\,\mathrm{K}: ln⁡k=ln⁡(1.0×10−3)+EaR(1300−1310)=−6.908+0.831\ln k = \ln(1.0 \times 10^{-3}) + \frac{E_a}{R}\big(\frac{1}{300} - \frac{1}{310}\big) = -6.908 + 0.831, k=2.3×10−3 s−1k = 2.3 \times 10^{-3}\,\mathrm{s}^{-1}.

Exercício 8.9 ★★

A reação 2 A⟶P2\,\mathrm{A} \longrightarrow \mathrm{P} tem a lei de velocidade v=−12 ⁣d[A] ⁣dt=k[A]2v = -\frac12\frac{\dd[\ce{A}]} {\dd t} = k[\ce{A}]^2 com k=0.50 L mol−1 s−1k = 0.50\,\mathrm{L}\,\mathrm{mol}^{-1}\,\mathrm{s}^{-1}. Partindo de [A]0=0.020 mol/L[\ce{A}]_0 = 0.020\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}, calcule a meia-vida e a concentração após 100 s100\,\mathrm{s}.

Solução

Solução de Exercício 8.9.

Aqui a=2a = 2: 1/[A]=1/a0+2kt1/[\ce{A}] = 1/a_0 + 2kt, t1/2=1/(2ka0)=1/(2×0.50×0.020)=50 st_{1/2} = 1/(2k a_0) = 1/(2 \times 0.50 \times 0.020) = 50\,\mathrm{s}. Em 100 s100\,\mathrm{s}: 1/[A]=50+100=150 L/mol1/[\ce{A}] = 50 + 100 = 150\,\mathrm{L}/\mathrm{mol}, [A]=6.7×10−3 mol/L[\ce{A}] = 6.7 \times 10^{-3}\,\mathrm{mol}/\mathrm{L}.

Exercício 8.10 ★★★

Para uma reação de primeira ordem, mostre que o tempo necessário para consumir uma fração ff do reagente é tf=−ln⁡(1−f)/(ak)t_f = -\ln(1 - f)/(ak). Compare os tempos para 50 %, 75 %, 90 % e 99.9 %, em meias-vidas.

Solução

Solução de Exercício 8.10.

[A]=a0(1−f)=a0e−aktf[\ce{A}] = a_0(1 - f) = a_0\eu^{-akt_f} dá tf=−ln⁡(1−f)/(ak)t_f = -\ln(1-f)/(ak) e, em meias-vidas, tf/t1/2=−ln⁡(1−f)/ln⁡2t_f/t_{1/2} = -\ln(1-f)/\ln2: 1 para 50 %, 2 para 75 %, 3.32 para 90 %, 9.97 para 99.9 %: cerca de dez meias-vidas para que a reação esteja “terminada”.

Exercício 8.11 ★★★

Um adesivo transdérmico libera um fármaco a uma velocidade constante de 0.40 mg/h0.40\,\mathrm{mg}/\mathrm{h} enquanto seu reservatório, inicialmente com 10 mg10\,\mathrm{mg}, não estiver vazio. Escreva a lei da quantidade restante, dê sua ordem, sua meia-vida e o tempo ao fim do qual o adesivo se esgota. Por que uma cinética de ordem zero convém a um adesivo medicamentoso?

Solução

Solução de Exercício 8.11.

m(t)=10−0.40 tm(t) = 10 - 0.40\,t (mg\mathrm{mg}, h\mathrm{h}): ordem 0. Meia-vida de 10/(2×0.40)=12.5 h10/(2 \times 0.40) = 12.5\,\mathrm{h}; vazio após 25 h25\,\mathrm{h}. A dose liberada por hora não depende do que resta: um fornecimento regular, que é a finalidade de um adesivo.

Exercício 8.12 ★★★

Mostre que a regra “dez graus a mais, duas vezes mais rápido” entre 298.15 K298.15\,\mathrm{K} e 308.15 K308.15\,\mathrm{K} corresponde a Ea≈53 kJ/molE_a \approx 53\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}. Que fator a mesma energia de ativação dá entre 0 ∘C0\,{}^{\circ}\mathrm{C} e 10 ∘C10\,{}^{\circ}\mathrm{C}?

Solução

Solução de Exercício 8.12.

Ea=Rln⁡2/(1/298.15−1/308.15)=8.314×0.693/(1.088×10−4)=52.9 kJ/molE_a = R\ln2/(1/298.15 - 1/308.15) = 8.314 \times 0.693/(1.088 \times 10^{-4}) = 52.9\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}. Entre 273.15 e 283.15 K283.15\,\mathrm{K}: exp⁡(529008.314(1273.15−1283.15))=2.3\exp\big(\frac{52900}{8.314}(\frac{1}{273.15} - \frac{1}{283.15})\big) = 2.3: a mesma energia de ativação dá um fator maior a temperatura mais baixa.

8.7 Problema: O prazo de validade de um medicamento

Problema 8.1

Problema de fim de semana — um teste de estabilidade acelerado: degradação de primeira ordem a 60 °C, três temperaturas, o gráfico de Arrhenius e o prazo de validade à temperatura ambiente

Para prever o prazo de validade t90t_{90} de um comprimido (o tempo ao fim do qual 10 % do princípio ativo se degradou), um laboratório guarda amostras a alta temperatura e mede a porcentagem de princípio ativo restante. A 60 ∘C60\,{}^{\circ}\mathrm{C}:

tempo (dias)010203040
princípio ativo restante (%)100.091.483.576.369.8

A 40 e a 50 ∘C50\,{}^{\circ}\mathrm{C}, as constantes de velocidade encontradas são 1.27×10−3 d−11.27 \times 10^{-3}\,\mathrm{d}^{-1} e 3.48×10−3 d−13.48 \times 10^{-3}\,\mathrm{d}^{-1}. Considere R=8.314 J/(mol K)R = 8.314\,\mathrm{J}/(\mathrm{mol}\,\mathrm{K}) e um mês =30.4 d= 30.4\,\mathrm{d}.

Parte I — A ordem a 60 °C.

  1. Calcule as perdas em cada intervalo de 10 dias. A reação é de ordem 0?
  2. Calcule ln⁡(% restante)\ln(\%\text{ restante}) em cada instante. O que você conclui?
  3. Deduza a constante de velocidade k60k_{60}.
  4. Calcule a meia-vida a 60 ∘C60\,{}^{\circ}\mathrm{C}.
  5. Que porcentagem resta depois de 60 dias a 60 ∘C60\,{}^{\circ}\mathrm{C}?
  6. Calcule t90t_{90} a 60 ∘C60\,{}^{\circ}\mathrm{C}.

Parte II — Prazo de validade e ordem.

  1. Mostre que, para uma degradação de primeira ordem, t90=ln⁡(10/9)/kt_{90} = \ln(10/9)/k.
  2. Expresse t90t_{90} como uma fração da meia-vida.
  3. Por que t90t_{90} não depende da dosagem do comprimido?
  4. Por que os laboratórios medem a degradação a alta temperatura, e não a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}?
  5. Se a degradação fosse de ordem 2 no princípio ativo, um comprimido duas vezes mais forte duraria mais ou menos? Explique.

Parte III — O gráfico de Arrhenius.

  1. Monte uma tabela de 1/T1/T e ln⁡k\ln k para as três temperaturas.
  2. Calcule a inclinação da reta que passa pelos pontos de 40 e 60 ∘C60\,{}^{\circ}\mathrm{C}.
  3. Deduza a energia de ativação.
  4. Verifique que o ponto de 50 ∘C50\,{}^{\circ}\mathrm{C} está sobre a reta.
  5. Calcule o fator pré-exponencial AA.
  6. Por qual fator a velocidade aumenta entre 25 e 35 ∘C35\,{}^{\circ}\mathrm{C}? Compare com a regra prática.

Parte IV — A temperatura ambiente.

  1. Extrapole a constante de velocidade para 30 ∘C30\,{}^{\circ}\mathrm{C}.
  2. Calcule t90t_{90} a 30 ∘C30\,{}^{\circ}\mathrm{C}, em meses.
  3. Uma caixa é esquecida três dias em um carro a 60 ∘C60\,{}^{\circ}\mathrm{C}. Que fração do princípio ativo se perde?
  4. Explique a instrução “conservar abaixo de 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}”.
  5. Extrapole a constante de velocidade para 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}.
  6. Calcule o prazo de validade t90t_{90} a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, em dias e em meses.
Solução

Solução de Problema 8.1.

1. Perdas de 8.6, 7.9, 7.2 e 6.5 pontos: não são constantes, logo não é ordem 0. 2. ln⁡\ln: 4.605, 4.515, 4.425, 4.335, 4.245; cai 0.090 a cada 10 dias: uma reta, ordem 1. 3. k60=0.090/10=9.0×10−3 d−1k_{60} = 0.090/10 = 9.0 \times 10^{-3}\,\mathrm{d}^{-1}. 4. t1/2=ln⁡2/k60=77 dt_{1/2} = \ln2/k_{60} = 77\,\mathrm{d}. 5. 100 e−0.54=58.3 %100\,\eu^{-0.54} = 58.3\,\%. 6. t90=ln⁡(10/9)/k60=0.1054/0.0090=11.7 dt_{90} = \ln(10/9)/k_{60} = 0.1054/0.0090 = 11.7\,\mathrm{d}. 7. Restam 90 %: e−kt90=0.9\eu^{-kt_{90}} = 0.9, logo t90=ln⁡(10/9)/kt_{90} = \ln(10/9)/k. 8. t90/t1/2=ln⁡(10/9)/ln⁡2=0.152t_{90}/t_{1/2} = \ln(10/9)/\ln2 = 0.152. 9. Na ordem 1, a fração restante depende apenas de ktkt, não da quantidade inicial. 10. A 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}, a degradação leva anos; o aquecimento a acelera (Arrhenius), de modo que ela possa ser medida em semanas. 11. Na ordem 2, a meia-vida é 1/(ak a0)1/(ak\,a_0): um comprimido duas vezes mais forte se degradaria duas vezes mais depressa em termos relativos e duraria menos. 12. 1/T1/T (K−1\mathrm{K}^{-1}): 3.1934×10−33.1934 \times 10^{-3}, 3.0945×10−33.0945 \times 10^{-3}, 3.0017×10−33.0017 \times 10^{-3}; ln⁡k\ln k: −6.669-6.669, −5.661-5.661, −4.711-4.711. 13. Inclinação =(−4.711+6.669)/(3.0017×10−3−3.1934×10−3)=−1.021×104 K= (-4.711 + 6.669)/(3.0017 \times 10^{-3} - 3.1934 \times 10^{-3}) = -1.021 \times 10^{4}\,\mathrm{K}. 14. Ea=8.314×1.021×104=85 kJ/molE_a = 8.314 \times 1.021 \times 10^4 = 85\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}. 15. Previsto: ln⁡k50=−4.711−1.021×104×(3.0945−3.0017)×10−3=−5.658\ln k_{50} = -4.711 - 1.021 \times 10^4 \times (3.0945 - 3.0017) \times 10^{-3} = -5.658; medido: −5.661-5.661: sobre a reta. 16. A=k60 eEa/RT=0.0090 e10215/333.15=1.9×1011 d−1A = k_{60}\,\eu^{E_a/RT} = 0.0090\,\eu^{10215/333.15} = 1.9 \times 10^{11}\,\mathrm{d}^{-1}. 17. exp⁡(1.021×104(1298.15−1308.15))=3.0\exp\big(1.021 \times 10^4(\frac{1}{298.15} - \frac{1}{308.15})\big) = 3.0: mais que o fator 2 da regra, porque EaE_a é maior que 53 kJ/mol53\,\mathrm{kJ}/\mathrm{mol}. 18. k30=k60exp⁡(−1.021×104(1303.15−1333.15))=4.3×10−4 d−1k_{30} = k_{60}\exp\big(-1.021 \times 10^4(\frac{1}{303.15} - \frac{1}{333.15})\big) = 4.3 \times 10^{-4}\,\mathrm{d}^{-1}. 19. t90=0.1054/4.33×10−4=243 dt_{90} = 0.1054/4.33 \times 10^{-4} = 243\,\mathrm{d}, 8.0 meses. 20. 1−e−3×0.0090=2.7 %1 - \eu^{-3 \times 0.0090} = 2.7\,\%. 21. O prazo de validade cai rapidamente com a temperatura (8 meses a 30 ∘C30\,{}^{\circ}\mathrm{C} contra 14 a 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}): a data de validade só vale abaixo de 25 ∘C25\,{}^{\circ}\mathrm{C}. 22. k25=k60exp⁡(−1.021×104(1298.15−1333.15))=2.46×10−4 d−1k_{25} = k_{60}\exp\big(-1.021 \times 10^4(\frac{1}{298.15} - \frac{1}{333.15})\big) = 2.46 \times 10^{-4}\,\mathrm{d}^{-1}. 23. t90=0.1054/2.46×10−4=428 dt_{90} = 0.1054/2.46 \times 10^{-4} = 428\,\mathrm{d}, ou seja, 14 meses: a data impressa na caixa, obtida a partir de seis semanas de medidas.

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