Chemistry · Livro 4 · Bachelor Year 3

Química universitária — 3.º ano

Química universitária — 3.º ano · Bachelor Year 3

4Simetria e grupos pontuais

Gire um floco de neve de sessenta graus e nada muda; gire uma molécula de benzeno do mesmo ângulo, e seus seis carbonos e seis hidrogênios caem exatamente uns nos lugares dos outros. A simetria de uma molécula decide várias de suas propriedades antes de qualquer cálculo: se ela pode ter um momento dipolar, se pode existir em duas formas especulares, quais de suas vibrações absorvem luz infravermelha, quais orbitais podem se misturar. Para usá-la, os químicos tomaram emprestada da matemática a linguagem dos grupos. Este capítulo define as operações de simetria de uma molécula, reúne-as em seu grupo pontual, dá um procedimento para encontrar esse grupo, demonstra dois teoremas sobre polaridade e quiralidade e apresenta as tabelas de caracteres sobre as quais se constrói o Capítulo 5.

O que você já sabe

O volume do 1.º ano previu as formas moleculares com o modelo VSEPR, definiu o momento dipolar de uma molécula polar e definiu a quiralidade: uma molécula quiral não pode ser sobreposta à sua imagem especular. O volume do 2.º ano usou a simetria, em palavras, para construir os orbitais de fragmento de HX2O\ce{H2O} e de NHX3\ce{NH3}.

À esquerda: cristais de neve fotografados por Wilson Bentley por volta de 1902, cada um com simetria de ordem seis. À direita: objetos do cotidiano com simetria de rotação de ordem três, seis e cinco. À esquerda: cristais de neve fotografados por Wilson Bentley por volta de 1902, cada um com simetria de ordem seis. À direita: objetos do cotidiano com simetria de rotação de ordem três, seis e cinco.
À esquerda: cristais de neve fotografados por Wilson Bentley por volta de 1902, cada um com simetria de ordem seis. À direita: objetos do cotidiano com simetria de rotação de ordem três, seis e cinco.

4.1 Operações e elementos de simetria

Definição 4.1 (Operação de simetria, elemento de simetria)

Uma operação de simetria é um movimento ou uma reflexão que deixa uma molécula em uma configuração indistinguível da original (cada átomo em uma posição ocupada antes por um átomo da mesma espécie). Um elemento de simetria é o objeto geométrico — um ponto, uma reta, um plano — em relação ao qual a operação é efetuada.

Toda molécula tem a operação identidade EE, que não faz nada. As demais são de quatro tipos.

Definição 4.2 (Eixo de rotação própria, eixo principal)

Um eixo de rotação própria CnC_n é uma reta em torno da qual uma rotação de 2π/n2\pi/n é uma operação de simetria, também escrita CnC_n; suas potências CnkC_n^k são rotações de 2πk/n2\pi k/n, e Cnn=EC_n^n = E. O eixo de maior nn é o eixo principal, tomado como zz.

Definição 4.3 (Planos especulares)

Um plano especular σ\sigma é um plano em relação ao qual a reflexão é uma operação de simetria; σ2=E\sigma^2 = E. Um plano especular é um plano especular vertical σv\sigma_v se contém o eixo principal, um plano especular horizontal σh\sigma_h se é perpendicular a ele, e um plano especular diedral σd\sigma_d se contém o eixo principal e divide ao meio o ângulo entre dois eixos C2C_2 perpendiculares a ele.

Definição 4.4 (Centro de inversão)

Um centro de inversão ii é um ponto em relação ao qual a inversão, (x,y,z)↦(−x,−y,−z)(x, y, z) \mapsto (-x, -y, -z), é uma operação de simetria.

Definição 4.5 (Eixo de rotação imprópria)

Um eixo de rotação imprópria SnS_n é uma reta em torno da qual uma rotação de 2π/n2\pi/n seguida de uma reflexão no plano perpendicular a ela é uma operação de simetria. S1=σS_1 = \sigma e S2=iS_2 = i.

Exemplo 4.6 (Elementos de quatro moléculas)

HX2O\ce{H2O}: EE, um eixo C2C_2 que divide ao meio o ângulo H–O–H e dois planos verticais, o plano molecular e o plano perpendicular a ele. NHX3\ce{NH3}: EE, um C3C_3 passando por N (operações C3C_3 e C32C_3^2) e três σv\sigma_v, cada um contendo uma ligação N–H. BFX3\ce{BF3}: um C3C_3, três C2C_2 ao longo das ligações B–F, σh\sigma_h (o plano molecular), três σv\sigma_v e um S3S_3. CHX4\ce{CH4}: quatro C3C_3 ao longo das ligações C–H, três C2C_2 que dividem ao meio ângulos H–C–H, que são também eixos S4S_4, e seis σd\sigma_d, cada um contendo duas ligações C–H (figura abaixo).

Elementos de simetria. H2O: o eixo C_2 (tracejado) e dois planos especulares verticais. NH3 e BF3 vistos ao longo de seu eixo principal (símbolo triangular): os traços grossos são planos especulares vistos de perfil; em BF3, o círculo grosso marca o plano especular horizontal (o plano da página) e os símbolos em lente, os três eixos C_2 contidos nele.
Elementos de simetria. HX2O\ce{H2O}: o eixo C2C_2 (tracejado) e dois planos especulares verticais. NHX3\ce{NH3} e BFX3\ce{BF3} vistos ao longo de seu eixo principal (símbolo triangular): os traços grossos são planos especulares vistos de perfil; em BFX3\ce{BF3}, o círculo grosso marca o plano especular horizontal (o plano da página) e os símbolos em lente, os três eixos C2C_2 contidos nele.

4.2 Grupos

Proposição 4.7 (Produtos de operações de simetria)

Efetuar sucessivamente duas operações de simetria de uma molécula dá ainda uma operação de simetria dessa molécula. Com EE e o inverso de cada operação, o conjunto das operações de simetria é um grupo: um produto associativo, um elemento neutro, um inverso para cada elemento.

Demonstração. Cada operação deixa a molécula indistinguível de si mesma, logo duas sucessivas também. O produto de operações (composição de transformações do espaço) é associativo; EE é o elemento neutro; uma operação desfeita (uma rotação do ângulo oposto, uma reflexão repetida) é também uma operação de simetria. ∎

Proposição 4.8 (Um ponto comum)

Todos os elementos de simetria de uma molécula finita passam por um mesmo ponto.

Demonstração. Toda operação de simetria leva cada átomo sobre um átomo de mesma massa, logo deixa o centro de massa inalterado. Uma rotação fixa apenas os pontos de seu eixo, uma reflexão os de seu plano, uma rotação imprópria ou uma inversão um único ponto: todo elemento contém o centro de massa. ∎

Definição 4.9 (Grupo pontual, ordem de um grupo pontual)

O grupo de todas as operações de simetria de uma molécula é seu grupo pontual, assim chamado porque um ponto permanece fixo. O número de suas operações é a ordem de um grupo pontual, hh.

Exemplo 4.10 (O grupo da água)

As quatro operações EE, C2C_2, σv(xz)\sigma_v(xz), σv′(yz)\sigma_v'(yz) de HX2O\ce{H2O} formam um grupo de ordem 4. Sua tábua de multiplicação (a operação da linha efetuada depois da operação da coluna) é

EEC2C_2σv(xz)\sigma_v(xz)σv′(yz)\sigma_v'(yz)
EEEEC2C_2σv(xz)\sigma_v(xz)σv′(yz)\sigma_v'(yz)
C2C_2C2C_2EEσv′(yz)\sigma_v'(yz)σv(xz)\sigma_v(xz)
σv(xz)\sigma_v(xz)σv(xz)\sigma_v(xz)σv′(yz)\sigma_v'(yz)EEC2C_2
σv′(yz)\sigma_v'(yz)σv′(yz)\sigma_v'(yz)σv(xz)\sigma_v(xz)C2C_2EE

Por exemplo, um ponto (x,y,z)(x, y, z) refletido em xzxz vai para (x,−y,z)(x, -y, z) e, girado de π\pi em torno de zz, para (−x,y,z)(-x, y, z): o mesmo que uma única reflexão em yzyz.

Definição 4.11 (Classe de operações de simetria, subgrupo)

Duas operações AA e BB pertencem à mesma classe de operações de simetria se B=X−1AXB = X^{-1}AX para alguma operação XX do grupo: são o mesmo tipo de operação, visto em um referencial deslocado por XX. Um subconjunto de um grupo que é ele próprio um grupo é um subgrupo; sua ordem divide a ordem do grupo.

Exemplo 4.12 (Classes de NHX3\ce{NH3})

Em C3vC_{3v} (h=6h = 6), as três reflexões formam uma classe (uma rotação C3C_3 leva cada plano em outro), as duas rotações C3C_3 e C32C_3^2 outra, e EE forma sozinha uma classe: três classes, escritas EE, 2C32C_3, 3σv3\sigma_v. Em C2vC_{2v}, cada operação é sua própria classe: nenhuma operação transforma um plano no outro.

Definição 4.13 (Símbolo de Schoenflies)

Um grupo pontual é designado por seu símbolo de Schoenflies: CnC_n (um eixo CnC_n), CnvC_{nv} (acrescentando nn planos verticais), CnhC_{nh} (acrescentando σh\sigma_h), DnD_n (acrescentando nn eixos C2C_2 perpendiculares a CnC_n), DnhD_{nh} e DndD_{nd} (acrescentando σh\sigma_h, ou nn planos diedrais, a DnD_n), S2nS_{2n}, os grupos cúbicos TdT_d, OhO_h, IhI_h do tetraedro, do octaedro e do icosaedro, e CsC_s, CiC_i, C1C_1 para as moléculas que têm apenas um plano especular, apenas um centro de inversão ou nada. As moléculas lineares pertencem a C∞vC_{\infty v} ou a D∞hD_{\infty h}.

4.3 Atribuir um grupo pontual

Método 4.14 (Encontrar o grupo pontual de uma molécula)

  1. A molécula é linear? Com centro de inversão, D∞hD_{\infty h} (COX2\ce{CO2}, NX2\ce{N2}); sem, C∞vC_{\infty v} (HCl\ce{HCl}, HCN\ce{HCN}).
  2. Ela tem vários eixos de ordem alta (n≥3n \ge 3)? Forma tetraédrica: TdT_d; octaédrica: OhO_h; icosaédrica: IhI_h.
  3. Encontre o eixo principal CnC_n (nenhum: CsC_s se há um plano, CiC_i se há um centro, C1C_1 caso contrário).
  4. Há nn eixos C2C_2 perpendiculares a CnC_n? Se sim, o grupo é DnhD_{nh} (com σh\sigma_h), senão DndD_{nd} (com nn σd\sigma_d), senão DnD_n.
  5. Se não: CnhC_{nh} (com σh\sigma_h), CnvC_{nv} (com nn σv\sigma_v), S2nS_{2n} (apenas com um S2nS_{2n} colinear a CnC_n), senão CnC_n.
A busca de um grupo pontual, na ordem do método.
A busca de um grupo pontual, na ordem do método.
O metano em um cubo, com o carbono no centro e os hidrogênios em vértices alternados. Uma diagonal do cubo que passa por um hidrogênio é um eixo C_3 (há quatro); o eixo que passa pelos centros de duas faces opostas é um eixo C_2 e S_4 (há três). O grupo pontual é T_d, de ordem 24.
O metano em um cubo, com o carbono no centro e os hidrogênios em vértices alternados. Uma diagonal do cubo que passa por um hidrogênio é um eixo C3C_3 (há quatro); o eixo que passa pelos centros de duas faces opostas é um eixo C2C_2 e S4S_4 (há três). O grupo pontual é TdT_d, de ordem 24.

4.4 Consequências: polaridade e quiralidade

Teorema 4.16 (Moléculas polares)

Uma molécula só pode ter um momento dipolar permanente se seu grupo pontual for C1C_1, CsC_s, CnC_n ou CnvC_{nv}; o dipolo fica então ao longo do eixo principal (no plano, para CsC_s).

Demonstração. O momento dipolar é uma propriedade vetorial da molécula, logo toda operação de simetria deve deixá-lo inalterado. Uma rotação em torno de um eixo deixa inalterados apenas os vetores ao longo desse eixo; dois eixos não deixam nenhum vetor não nulo; um σh\sigma_h, um ii ou um SnS_n invertem todo vetor ao longo do eixo; um σv\sigma_v conserva os vetores contidos em seu plano. Um dipolo não nulo exige, portanto, no máximo um eixo, nenhum σh\sigma_h, nenhum ii, nenhum SnS_n: os grupos listados. ∎

Exemplo 4.17 (Polar ou não)

HX2O\ce{H2O}, NHX3\ce{NH3}, CHClX3\ce{CHCl3} e SOX2\ce{SO2} (C2vC_{2v}, C3vC_{3v}) podem ser polares, e são. BFX3\ce{BF3} (D3hD_{3h}), COX2\ce{CO2} (D∞hD_{\infty h}), CHX4\ce{CH4} (TdT_d), SFX6\ce{SF6} (OhO_h) e trans-NX2FX2\ce{N2F2} (C2hC_{2h}) não podem, quaisquer que sejam suas ligações polares.

Teorema 4.18 (Moléculas quirais)

Uma molécula é quiral se, e somente se, não tem nenhum eixo de rotação imprópria SnS_n (incluindo S1=σS_1 = \sigma e S2=iS_2 = i).

Demonstração. Se a molécula tem um SnS_n, então Sn=σhCnS_n = \sigma_hC_n: a imagem especular σh\sigma_h da molécula é igual a Cn−1C_n^{-1} aplicado à molécula depois de SnS_n, isto é, à molécula girada — sobreponível, logo aquiral. Reciprocamente, se a molécula é aquiral, sua imagem especular σM\sigma M pode ser levada sobre MM por um movimento próprio RR (uma rotação em torno do centro de massa): RσR\sigma é então uma operação de simetria. Ela é imprópria (troca a quiralidade, sua matriz tem determinante −1-1), e toda operação imprópria de um grupo pontual é um SnS_n para algum nn (uma rotação seguida de uma reflexão no plano perpendicular). Logo a molécula tem um SnS_n. ∎

Exemplo 4.19 (Uma molécula aquiral sem plano)

Algumas moléculas não têm nem plano especular nem centro de inversão e, no entanto, são aquirais graças a um eixo S4S_4: o caso clássico é um composto espiro formado por dois anéis substituídos de modo idêntico, em ângulo reto, de grupo pontual S4S_4. A quiralidade não pode ser julgada procurando apenas um plano.

4.5 Representações e tabelas de caracteres

Cada operação de simetria move um ponto (x,y,z)(x, y, z) de modo linear: ela pode ser escrita como uma matriz 3×33\times3.

Definição 4.20 (Representação matricial, caráter)

Uma representação matricial Γ\Gamma de um grupo pontual associa a cada operação RR uma matriz quadrada D(R)D(R) tal que D(R1R2)=D(R1)D(R2)D(R_1R_2) = D(R_1)D(R_2): os produtos de operações tornam-se produtos de matrizes. O caráter χ(R)\chi(R) de RR em Γ\Gamma é o traço de D(R)D(R).

Exemplo 4.21 (As coordenadas em C3vC_{3v})

Para C3C_3 em torno de zz, D=(cos⁡120∘−sin⁡120∘0sin⁡120∘cos⁡120∘0001)D = \left(\begin{smallmatrix}\cos120^\circ & -\sin120^\circ & 0\\ \sin120^\circ & \cos120^\circ & 0\\ 0 & 0 & 1\end{smallmatrix}\right), de traço 2cos⁡120∘+1=02\cos120^\circ + 1 = 0; para σv(xz)\sigma_v(xz), D=diag(1,−1,1)D = \mathrm{diag}(1, -1, 1), traço 1; para EE, traço 3. Os caracteres dessa representação são (3,0,1)(3, 0, 1) nas classes (E,2C3,3σv)(E, 2C_3, 3\sigma_v). Todas as matrizes são diagonais por blocos, um bloco 2×22\times2 para (x,y)(x, y) e um bloco 1×11\times1 para zz: a representação se decompõe em duas menores.

Proposição 4.22 (Os caracteres são funções de classe)

Operações da mesma classe têm o mesmo caráter em qualquer representação.

Demonstração. Se B=X−1AXB = X^{-1}AX, então D(B)=D(X)−1D(A)D(X)D(B) = D(X)^{-1}D(A)D(X), e o traço não muda por essa mudança de base: tr(P−1MP)=tr(M)\mathrm{tr}(P^{-1}MP) = \mathrm{tr}(M). ∎

Proposição 4.23 (Redução por blocos)

Se uma base pode ser dividida em subconjuntos que cada operação leva em si mesmos, todas as matrizes são diagonais por blocos, e a representação é a soma das representações menores carregadas pelos subconjuntos; seus caracteres são as somas dos caracteres destas.

Demonstração. Uma operação que leva cada subconjunto em si mesmo não tem elementos de matriz entre subconjuntos diferentes; o traço de uma matriz diagonal por blocos é a soma dos traços de seus blocos. ∎

Definição 4.24 (Representação irredutível, tabela de caracteres, símbolo de Mulliken)

Uma representação que não pode mais ser decomposta por nenhuma mudança de base é uma representação irredutível. A tabela de caracteres de um grupo pontual lista os caracteres de suas representações irredutíveis, uma por linha, em suas classes, uma por coluna, com as funções cartesianas e as rotações que se transformam como cada linha. As linhas são designadas por seu símbolo de Mulliken: AA ou BB para dimensão um (simétrica ou antissimétrica sob a rotação principal), EE para dois, TT para três; índices 1, 2 (simétrica ou antissimétrica sob um C2C_2 ou um σv\sigma_v), gg, uu (sob a inversão), linhas (sob σh\sigma_h).

Proposição 4.25 (Tamanho de uma tabela de caracteres)

Um grupo pontual tem tantas representações irredutíveis quantas classes, e os quadrados de suas dimensões somam a ordem: ∑idi2=h\sum_id_i^2 = h.

Estatuto. Demonstrada no Capítulo 5 a partir da ortogonalidade dos caracteres, ela própria admitida ali. ∎

As tabelas mais usadas neste livro são as da água, da amônia e do metano:

C2vEC2σv(xz)σv′(yz)A11111zx2, y2, z2A211−1−1RzxyB11−11−1x, RyxzB21−1−11y, Rxyz\begin{array}{l|cccc|l|l}\hline C_{2v} & E & C_2 & \sigma_v(xz) & \sigma_v'(yz) & & \\ \hline A_1 & 1 & 1 & 1 & 1 & z & x^2,\ y^2,\ z^2 \\ A_2 & 1 & 1 & -1 & -1 & R_z & xy \\ B_1 & 1 & -1 & 1 & -1 & x,\ R_y & xz \\ B_2 & 1 & -1 & -1 & 1 & y,\ R_x & yz \\ \hline\end{array}
C3vE2C33σvA1111zx2+y2, z2A211−1RzE2−10(x,y), (Rx,Ry)(x2−y2,xy), (xz,yz)\begin{array}{l|ccc|l|l}\hline C_{3v} & E & 2C_3 & 3\sigma_v & & \\ \hline A_1 & 1 & 1 & 1 & z & x^2 + y^2,\ z^2 \\ A_2 & 1 & 1 & -1 & R_z & \\ E & 2 & -1 & 0 & (x, y),\ (R_x, R_y) & (x^2 - y^2, xy),\ (xz, yz) \\ \hline\end{array}
TdE8C33C26S46σdA111111x2+y2+z2A2111−1−1E2−1200(2z2−x2−y2, x2−y2)T130−11−1(Rx,Ry,Rz)T230−1−11(x,y,z)(xy,xz,yz)\begin{array}{l|ccccc|l|l}\hline T_d & E & 8C_3 & 3C_2 & 6S_4 & 6\sigma_d & & \\ \hline A_1 & 1 & 1 & 1 & 1 & 1 & & x^2 + y^2 + z^2 \\ A_2 & 1 & 1 & 1 & -1 & -1 & & \\ E & 2 & -1 & 2 & 0 & 0 & & (2z^2 - x^2 - y^2,\ x^2 - y^2) \\ T_1 & 3 & 0 & -1 & 1 & -1 & (R_x, R_y, R_z) & \\ T_2 & 3 & 0 & -1 & -1 & 1 & (x, y, z) & (xy, xz, yz) \\ \hline\end{array}

Método 4.26 (Ler uma tabela de caracteres)

  1. A primeira coluna de caracteres (sob EE) é a dimensão: a degenerescência dos níveis ou orbitais rotulados por essa linha.
  2. Um caráter +1+1 significa que a função não muda com a operação, −1-1 que ela troca de sinal; um 0 em uma linha degenerada significa que os membros do conjunto se misturam.
  3. Para saber como uma função se transforma, aplique-lhe cada operação e compare com as linhas; as colunas da direita dão a resposta para xx, yy, zz, as rotações e as funções quadráticas (as formas dos orbitais dd).

Exemplo 4.27 (Os orbitais do oxigênio na água)

Em C2vC_{2v}, os orbitais 2s2s e 2pz2p_z do oxigênio não mudam com nenhuma operação: a1a_1 (minúsculas para orbitais). 2px2p_x troca de sinal sob C2C_2 e σv′(yz)\sigma_v'(yz): b1b_1. 2py2p_y: b2b_2. Esses são os rótulos usados para os orbitais da água no volume do 2.º ano; o Capítulo 5 deduz os rótulos das combinações dos hidrogênios.

Projeções estereográficas. Um ponto qualquer acima do plano equatorial (ponto cheio) é levado pelas operações do grupo a todos os pontos mostrados; uma cruz marca um ponto abaixo do plano. Traços grossos e círculo: planos especulares. C_2v: 4 pontos; C_3v: 6; D_3h: 12 (6 acima, 6 abaixo, superpostos): o número de pontos é a ordem do grupo.
Projeções estereográficas. Um ponto qualquer acima do plano equatorial (ponto cheio) é levado pelas operações do grupo a todos os pontos mostrados; uma cruz marca um ponto abaixo do plano. Traços grossos e círculo: planos especulares. C2vC_{2v}: 4 pontos; C3vC_{3v}: 6; D3hD_{3h}: 12 (6 acima, 6 abaixo, superpostos): o número de pontos é a ordem do grupo.

História — Schoenflies e a simetria dos cristais

Arthur Schoenflies, um matemático, classificou em 1891 os 230 grupos espaciais dos cristais; os 32 grupos pontuais cristalográficos que ele nomeou ainda são escritos com seus símbolos. Os químicos adotaram a notação na década de 1930, quando a teoria de grupos começou a ser aplicada aos espectros moleculares.

No laboratório — Simetria com um kit de modelos

O modo mais rápido de encontrar os elementos de uma molécula desconhecida é montá-la com um kit de modelos moleculares e girá-la na mão, procurando eixos ao longo dos quais ela parece igual após uma fração de volta, e planos que a cortam em duas metades especulares. Um programa de cálculo também informa o grupo pontual de uma estrutura otimizada, dentro de uma tolerância.

4.6 Exercícios

Exercício 4.1 ★

Liste os elementos de simetria e dê o grupo pontual de: eteno, XeFX4\ce{XeF4}, PClX5\ce{PCl5}, 1,3,5-triclorobenzeno.

Solução

Solução de Exercício 4.1.

Eteno: três C2C_2 perpendiculares, três planos, ii: D2hD_{2h}. XeFX4\ce{XeF4} (quadrado plano): C4C_4, quatro C2⊥C4C_2 \perp C_4, σh\sigma_h, 2σv2\sigma_v, 2σd2\sigma_d, ii, S4S_4: D4hD_{4h}. PClX5\ce{PCl5} (bipirâmide trigonal): C3C_3, três C2C_2, σh\sigma_h, 3σv3\sigma_v, S3S_3: D3hD_{3h}. 1,3,5-Triclorobenzeno: os mesmos elementos que BFX3\ce{BF3}: D3hD_{3h}.

Exercício 4.2 ★

Dê os grupos pontuais do etano alternado e eclipsado e da cadeira do ciclo-hexano.

Solução

Solução de Exercício 4.2.

Etano alternado: C3C_3, três C2C_2 perpendiculares, três σd\sigma_d, ii, S6S_6: D3dD_{3d}. Eclipsado: C3C_3, três C2C_2, σh\sigma_h, três σv\sigma_v: D3hD_{3h}. Ciclo-hexano em cadeira: D3dD_{3d}.

Exercício 4.3 ★

Quais destes podem ser polares: SOX3\ce{SO3}, SOX2\ce{SO2}, PClX3\ce{PCl3}, XeFX4\ce{XeF4}, CHX2ClX2\ce{CH2Cl2}, cis- e trans-1,2-dicloroeteno?

Solução

Solução de Exercício 4.3.

SOX3\ce{SO3} (D3hD_{3h}): não. SOX2\ce{SO2} (C2vC_{2v}): sim. PClX3\ce{PCl3} (C3vC_{3v}): sim. XeFX4\ce{XeF4} (D4hD_{4h}): não. CHX2ClX2\ce{CH2Cl2} (C2vC_{2v}): sim. cis-1,2-dicloroeteno (C2vC_{2v}): sim; trans (C2hC_{2h}): não.

Exercício 4.4 ★

Escreva as matrizes 3×33\times3 de C2(z)C_2(z), ii e σh\sigma_h agindo sobre (x,y,z)(x, y, z), e seus caracteres.

Solução

Solução de Exercício 4.4.

C2(z)=diag(−1,−1,1)C_2(z) = \mathrm{diag}(-1,-1,1), χ=−1\chi = -1; i=diag(−1,−1,−1)i = \mathrm{diag}(-1,-1,-1), χ=−3\chi = -3; σh(xy)=diag(1,1,−1)\sigma_h(xy) = \mathrm{diag}(1,1,-1), χ=1\chi = 1.

Exercício 4.5 ★★

Construa a tábua de multiplicação de C2hC_{2h}, com as operações EE, C2C_2, ii, σh\sigma_h. Cada operação forma sozinha uma classe?

Solução

Solução de Exercício 4.5.

Com as matrizes diagonais do exercício anterior: C2i=σhC_2i = \sigma_h, C2σh=iC_2\sigma_h = i, iσh=C2i\sigma_h = C_2, cada operação é seu próprio inverso e todos os produtos comutam. O grupo é comutativo, logo X−1AX=AX^{-1}AX = A para todo XX: cada operação forma sozinha uma classe (quatro classes, quatro representações irredutíveis de dimensão 1).

Exercício 4.6 ★★

Em C3vC_{3v}, calcule σv(1) C3\sigma_v(1)\,C_3 e C3 σv(1)C_3\,\sigma_v(1) seguindo um ponto. São iguais? O que isso diz sobre o grupo?

Solução

Solução de Exercício 4.6.

Tome σv(1)\sigma_v(1) como o plano xzxz. O ponto (1,0)(1,0) vai por C3C_3 a (−12,32)(-\frac12, \frac{\sqrt3}2), depois por σv(1)\sigma_v(1) a (−12,−32)(-\frac12,-\frac{\sqrt3}2); na outra ordem, vai a (1,0)(1,0) e depois a (−12,32)(-\frac12,\frac{\sqrt3}2). Os dois produtos são reflexões em dois planos diferentes (σv(3)\sigma_v(3) e σv(2)\sigma_v(2)): o grupo não é comutativo, e é por isso que suas reflexões formam uma classe de três.

Exercício 4.7 ★★

Mostre que a bifenila torcida de um ângulo entre 0 e 90° entre seus anéis pertence a D2D_2, e conclua sobre sua quiralidade.

Solução

Solução de Exercício 4.7.

A bifenila torcida conserva o C2C_2 ao longo da ligação entre os anéis e dois C2C_2 perpendiculares a ele, que dividem ao meio os ângulos entre os planos dos anéis; todos os planos e o centro de inversão das formas plana ou perpendicular se perdem. Com três C2C_2 perpendiculares e nenhum elemento impróprio, o grupo é D2D_2: a molécula é quiral (suas duas formas torcidas são enantiômeros, separáveis quando substituintes orto volumosos impedem a rotação).

Exercício 4.8 ★★

Usando a tabela de C2vC_{2v}, encontre os rótulos dos orbitais 3d3d do oxigênio na água (tome as funções quadráticas como suas formas).

Solução

Solução de Exercício 4.8.

dz2d_{z^2} e dx2−y2d_{x^2-y^2}: a1a_1 (x2x^2, y2y^2, z2z^2 são A1A_1); dxyd_{xy}: a2a_2; dxzd_{xz}: b1b_1; dyzd_{yz}: b2b_2.

Exercício 4.9 ★★

Verifique na tabela de TdT_d que ∑idi2=h\sum_id_i^2 = h e que as linhas A1A_1 e T2T_2 são ortogonais quando cada coluna é ponderada pelo tamanho de sua classe.

Solução

Solução de Exercício 4.9.

1+1+4+9+9=24=h1 + 1 + 4 + 9 + 9 = 24 = h. ∑g χA1χT2=1⋅3+8⋅0+3(−1)+6(−1)+6(1)=0\sum g\,\chi_{A_1}\chi_{T_2} = 1\cdot3 + 8\cdot0 + 3(-1) + 6(-1) + 6(1) = 0.

Exercício 4.10 ★★★

Mostre que o produto de duas reflexões em planos que formam um ângulo θ\theta é uma rotação de 2θ2\theta em torno de sua interseção. Deduza que uma molécula com dois planos verticais a 60° tem um eixo C3C_3.

Solução

Solução de Exercício 4.10.

No plano perpendicular à reta de interseção, uma reflexão em uma reta de ângulo α\alpha leva o ângulo polar ϕ\phi a 2α−ϕ2\alpha - \phi. Duas reflexões, em α\alpha e depois em α+θ\alpha + \theta: ϕ→2α−ϕ→2(α+θ)−(2α−ϕ)=ϕ+2θ\phi \to 2\alpha - \phi \to 2(\alpha + \theta) - (2\alpha - \phi) = \phi + 2\theta, uma rotação de 2θ2\theta em torno da reta. Dois planos verticais a 60∘60^\circ geram, portanto, uma rotação de 120∘120^\circ: um C3C_3.

Exercício 4.11 ★★★

O aleno HX2C=C=CHX2\ce{H2C=C=CH2} tem os dois grupos CHX2\ce{CH2} em planos perpendiculares. Encontre seus elementos, mostre que seu grupo pontual é D2dD_{2d} e explique por que o 1,3-dicloroaleno ClHC=C=CHCl\ce{ClHC=C=CHCl} é quiral.

Solução

Solução de Exercício 4.11.

O eixo C=C=C é um C2C_2 e um S4S_4 (um giro de 90∘90^\circ, que troca os dois planos CHX2\ce{CH2}, seguido de uma reflexão no plano do carbono central); os dois planos CHX2\ce{CH2} são σd\sigma_d; dois C2C_2 perpendiculares ao eixo os dividem ao meio. Ordem 8: D2dD_{2d}, aquiral. Em ClHC=C=CHCl\ce{ClHC=C=CHCl}, os planos, o S4S_4 e o C2C_2 axial são destruídos pela substituição; só sobrevive um C2C_2 perpendicular ao eixo: C2C_2, quiral — um aleno com quiralidade axial.

Exercício 4.12 ★★★

Passando de SFX6\ce{SF6} (OhO_h) a SFX5Cl\ce{SF5Cl}, depois a trans-SFX4ClX2\ce{SF4Cl2} e a cis-SFX4ClX2\ce{SF4Cl2}, dê cada grupo pontual e mostre que cada um é subgrupo de OhO_h. Quais podem ser polares?

Solução

Solução de Exercício 4.12.

SFX6\ce{SF6}: OhO_h (h=48h = 48). SFX5Cl\ce{SF5Cl}: o C4C_4 que passa por Cl e quatro σv\sigma_v: C4vC_{4v} (h=8h = 8). trans-SFX4ClX2\ce{SF4Cl2}: D4hD_{4h} (h=16h = 16). cis-SFX4ClX2\ce{SF4Cl2}: C2vC_{2v} (h=4h = 4). Cada um conserva um subconjunto das operações de OhO_h, fechado para os produtos, e 8, 16, 4 dividem 48. Polares: SFX5Cl\ce{SF5Cl} e cis-SFX4ClX2\ce{SF4Cl2}.

4.7 Problema: Substituindo o metano

Problema 4.1

Problema de fim de semana — as 24 operações de simetria do metano, os grupos pontuais dos derivados clorados, polaridade e quiralidade pelos teoremas, contagem de isômeros

O metano é desenhado em um cubo de aresta 2 centrado na origem, hidrogênios nos vértices (1,1,1)(1,1,1), (1,−1,−1)(1,-1,-1), (−1,1,−1)(-1,1,-1) e (−1,−1,1)(-1,-1,1).

Parte I — O grupo do metano.

  1. Encontre os quatro eixos C3C_3 e conte as rotações que eles dão.
  2. Mostre que os três eixos C2C_2 são também eixos S4S_4; conte as operações S4S_4.
  3. Encontre os seis planos especulares e as ligações C–H que cada um contém.
  4. Acrescente EE: qual é a ordem do grupo?
  5. Verifique que não há centro de inversão. ((−1,−1,−1)(-1,-1,-1) é uma posição de hidrogênio?)
  6. Agrupe as operações nas cinco classes da tabela de TdT_d.

Parte II — Metanos clorados.

  1. Dê o grupo pontual de CHX3Cl\ce{CH3Cl} e sua ordem.
  2. Mesma pergunta para CHX2ClX2\ce{CH2Cl2}.
  3. Mesma pergunta para CHClX3\ce{CHCl3} e CClX4\ce{CCl4}.
  4. Mesma pergunta para CHX2FCl\ce{CH2FCl} e CHFClBr\ce{CHFClBr}.
  5. Verifique que cada grupo é subgrupo de TdT_d, com ordem que divide 24.
  6. Quais hidrogênios de CHX3Cl\ce{CH3Cl} são permutados por suas operações?

Parte III — Polaridade e quiralidade.

  1. Quais das seis moléculas podem ser polares? Dê a direção de cada dipolo.
  2. Quais são quirais?
  3. Para a molécula quiral, quantos estereoisômeros existem?
  4. Por que CHX2FCl\ce{CH2FCl} é aquiral, com quatro ligações a três tipos de átomos?
  5. Um derivado do metano com quatro substituintes diferentes poderia ser polar e não quiral?
  6. Que representação de TdT_d os três orbitais 2p2p do carbono geram?

Parte IV — Contagem de isômeros.

  1. Mostre que dois hidrogênios quaisquer do metano podem ser levados sobre quaisquer outros dois por uma operação de TdT_d. Quantos isômeros de CHX2ClX2\ce{CH2Cl2} existem?
  2. Quantos isômeros de CHX2FCl\ce{CH2FCl}? E de CHFClBr\ce{CHFClBr}, contando os enantiômeros?
  3. Para o benzeno (D6hD_{6h}), quantos diclorobenzenos existem? Dê seus grupos pontuais.
  4. Quantos triclorobenzenos? Dê seus grupos pontuais.
  5. Quantos isômeros de CHX2ClX2\ce{CH2Cl2} teria um “metano” plano (D4hD_{4h})? O que isso provou historicamente?
  6. Verifique que a ordem de TdT_d é igual à soma dos quadrados das dimensões de suas representações irredutíveis, e enuncie o resultado.
Solução

Solução de Problema 4.1.

1. Ao longo das quatro diagonais do cubo que passam por C e por cada H; cada uma dá C3C_3 e C32C_3^2: 8 rotações. 2. Ao longo de xx, yy, zz, pelos centros das faces: C2(z)C_2(z) leva (1,1,1)→(−1,−1,1)(1,1,1) \to (-1,-1,1), um hidrogênio. Uma rotação de 90∘90^\circ em torno de zz seguida de uma reflexão em xyxy leva (1,1,1)→(−1,1,1)→(−1,1,−1)(1,1,1) \to (-1,1,1) \to (-1,1,-1), um hidrogênio: um S4S_4; com S43S_4^3, 6 operações. 3. Os planos x=±yx = \pm y, y=±zy = \pm z, x=±zx = \pm z; x=yx = y contém (1,1,1)(1,1,1) e (−1,−1,1)(-1,-1,1): cada plano contém duas ligações C–H. 4. 1+8+3+6+6=241 + 8 + 3 + 6 + 6 = 24. 5. A inversão leva (1,1,1)(1,1,1) a (−1,−1,−1)(-1,-1,-1), que não é um hidrogênio: não há ii. 6. EE; 8C38C_3; 3C23C_2; 6S46S_4; 6σd6\sigma_d. 7. CHX3Cl\ce{CH3Cl}: C3vC_{3v}, h=6h = 6. 8. CHX2ClX2\ce{CH2Cl2}: C2vC_{2v}, h=4h = 4. 9. CHClX3\ce{CHCl3}: C3vC_{3v}; CClX4\ce{CCl4}: TdT_d, h=24h = 24. 10. CHX2FCl\ce{CH2FCl}: CsC_s (h=2h = 2); CHFClBr\ce{CHFClBr}: C1C_1 (h=1h = 1). 11. Cada um conserva as operações de TdT_d que respeitam a substituição; 6, 4, 6, 24, 2, 1 dividem todos 24. 12. Os três hidrogênios, permutados por C3C_3, C32C_3^2 e pelos três σv\sigma_v. 13. Todas, exceto CClX4\ce{CCl4}: ao longo do eixo C3C_3 para CHX3Cl\ce{CH3Cl} e CHClX3\ce{CHCl3}, do eixo C2C_2 para CHX2ClX2\ce{CH2Cl2}, no plano especular para CHX2FCl\ce{CH2FCl}, em nenhuma direção imposta para CHFClBr\ce{CHFClBr}. 14. Apenas CHFClBr\ce{CHFClBr} (C1C_1, sem SnS_n). 15. Dois enantiômeros. 16. Seus dois hidrogênios são equivalentes: o plano que passa por C, F e Cl e divide ao meio H–C–H é um plano especular. 17. Não: quatro substituintes diferentes deixam apenas EE; sem SnS_n, a molécula é quiral (e pode ser polar). 18. (x,y,z)(x, y, z): T2T_2. 19. Dois hidrogênios são as extremidades de uma aresta do tetraedro; as 24 operações levam qualquer aresta sobre qualquer outra (as 6 arestas formam um só conjunto): um único CHX2ClX2\ce{CH2Cl2}. 20. CHX2FCl\ce{CH2FCl}: um. CHFClBr\ce{CHFClBr}: dois, um par de enantiômeros. 21. Três: orto (C2vC_{2v}), meta (C2vC_{2v}), para (D2hD_{2h}). 22. Três: 1,2,3- (C2vC_{2v}), 1,2,4- (CsC_s), 1,3,5- (D3hD_{3h}). 23. Dois (átomos de Cl adjacentes ou opostos). Só se conhece um CHX2ClX2\ce{CH2Cl2}, o que excluiu um carbono plano e apoiou o carbono tetraédrico proposto em 1874. 24. 12+12+22+32+32=241^2 + 1^2 + 2^2 + 3^2 + 3^2 = 24: a ordem de TdT_d, o grupo pontual do metano, é h=24h = 24.

Termos definidos neste capítulo

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