Biology · Livro 1 · Grades 1–9

Biologia do ensino fundamental

Biologia do ensino fundamental · Grades 1–9

26A respiração

Prenda a respiração e comece a contar. Bem antes de um minuto, o seu peito exige, cada vez com mais urgência, se mexer de novo. Você pode pular uma refeição, o sono pode esperar até a noite — mas o ar é necessário agora, o tempo todo, umas quinze vezes por minuto. O que é tão urgente numa golfada de ar?

26.1 Os movimentos respiratórios

Definição 26.1 (Inspirar e expirar)

Respirar é a alternância sem fim de dois movimentos:

  • inspirar (a inspiração): o peito se expande e o ar entra pelo nariz ou pela boca;
  • expirar (a expiração): o peito relaxa e o ar volta para fora.

Em repouso, o par se repete umas 1515 vezes por minuto — mais rápido nos bebês, mais rápido no esforço — sem que você precise pensar nisso.

Exemplo 26.2 (Observando os movimentos)

Mãos espalmadas nas costelas: ao inspirar, a caixa torácica sobe e alarga debaixo das suas palmas; ao expirar, ela afunda de novo. O flanco de um gato dormindo mostra a mesma subida e descida. Os movimentos nunca param — acordado, dormindo, do primeiro choro ao último dia.

26.2 Para onde vai o ar

Definição 26.3 (Os órgãos da respiração)

O ar inspirado passa pelo nariz (ou pela boca) e desce pela traqueia — o tubo firme e cheio de anéis que você sente na frente do pescoço —, que se divide em dois ramos, um para cada pulmão. Os pulmões, dois órgãos esponjosos que enchem a caixa torácica (atrás das costelas da Definição 17.1), terminam em milhões de bolsinhas de ar, cada uma envolvida por vasos sanguíneos finíssimos.

O caminho de uma golfada de ar: traqueia, dois ramos, dois pulmões — e, nas pontas mais finas dos ramos, milhões de bolsinhas de ar envolvidas por vasos sanguíneos finíssimos, pequenas demais para aparecer nesta escala.
O caminho de uma golfada de ar: traqueia, dois ramos, dois pulmões — e, nas pontas mais finas dos ramos, milhões de bolsinhas de ar envolvidas por vasos sanguíneos finíssimos, pequenas demais para aparecer nesta escala.

Observação 26.4 (Esponjoso de propósito)

Milhões de bolsinhas em vez de dois sacos simples: é de novo o truque do intestino delgado (Observação 25.6). Todas essas paredes de bolsinha somam uma superfície enorme de encontro entre o ar e o sangue — do tamanho de meia quadra de tênis, dobrada dentro do seu peito.

26.3 Para que serve a respiração

Proposição 26.5 (Pegar oxigênio, devolver gás carbônico)

O ar é uma mistura de gases, e o corpo quer um deles: o oxigênio. Nas bolsinhas dos pulmões, o oxigênio do ar fresco passa para o sangue, que o entrega a todas as partes do corpo; ali ele é usado, junto com os nutrientes, para liberar a energia da Proposição 18.1. O gás residual do corpo, o gás carbônico, faz a viagem de volta e é expirado. O ar expirado tem menos oxigênio e mais gás carbônico que o ar inspirado — e essa diferença é justamente para o que a respiração serve.

Demonstração. Admitido neste nível.

Exemplo 26.6 (Por que correr tira o fôlego)

Numa corrida, as suas pernas queimam energia depressa — então precisam de oxigênio depressa. A respiração atende: de umas 1515 respirações calmas por minuto para 4040 ou mais, e bem fundas, enquanto o coração (o Capítulo 27 conta o lado dele) dispara para acelerar as entregas. A ofegada depois da corrida é o corpo acertando as contas de oxigênio.

Exemplo 26.7 (O espelho embaçado)

Assopre num espelho frio: névoa. O ar expirado volta mudado — aquecido, umedecido e, sem aparecer, mais pobre em oxigênio e mais rico em gás carbônico. O espelho mostra a umidade; a troca de gases, que ele não consegue mostrar, é a parte importante.

O ar expirado tornado visível: quente, úmido — e, sem aparecer, mais pobre em oxigênio e mais rico em gás carbônico.
O ar expirado tornado visível: quente, úmido — e, sem aparecer, mais pobre em oxigênio e mais rico em gás carbônico.

Método 26.8 (Cuidar da respiração)

  1. Areje os cômodos todo dia — muita gente respirando num cômodo fechado deixa o ar viciado e rico em gás carbônico;
  2. respire pelo nariz no ar frio ou empoeirado: ele aquece, umedece e filtra;
  3. corra, nade, brinque — pulmões e músculos respiratórios exercitados ficam mais fortes e mais profundos;
  4. mantenha a fumaça longe dos seus pulmões: ela suja as bolsinhas delicadas, e elas só se limpam devagar.

26.4 Exercícios

Exercício 26.1

Diga os dois movimentos respiratórios e o que o peito faz em cada um.

Solução

Solução de Exercício 26.1.

Inspirar: o peito se expande e o ar entra. Expirar: o peito relaxa e o ar sai.

Exercício 26.2

Trace o caminho de uma golfada de ar, do nariz até as bolsinhas de ar.

Solução

Solução de Exercício 26.2.

Nariz (ou boca), traqueia, os dois ramos, os pulmões e, por fim, os milhões de bolsinhas de ar envolvidas por vasos sanguíneos.

Exercício 26.3

Mais ou menos quantas vezes por minuto respira uma criança em repouso e tranquila? O que acontece com esse número durante uma corrida, e por quê?

Solução

Solução de Exercício 26.3.

Umas 1515 vezes por minuto. Numa corrida sobe para 4040 ou mais, e mais fundas também — os músculos trabalhando duro precisam de oxigênio mais depressa, então os pulmões carregam oxigênio mais depressa.

Exercício 26.4

Que gás o corpo pega do ar, e qual ele devolve? Onde exatamente acontece a troca?

Solução

Solução de Exercício 26.4.

Ele pega oxigênio e devolve gás carbônico. A troca acontece nas bolsinhas de ar dos pulmões, através das paredes finas delas, com o sangue.

Exercício 26.5

Em que o ar expirado difere do ar inspirado? Diga três diferenças.

Solução

Solução de Exercício 26.5.

O ar expirado é mais quente, mais úmido (o espelho embaçado), mais pobre em oxigênio e mais rico em gás carbônico.

Exercício 26.6

Por que os pulmões são construídos como milhões de bolsinhas em vez de dois sacos simples? Que outro órgão deste ano usa o mesmo truque?

Solução

Solução de Exercício 26.6.

Porque a troca ar–sangue precisa de superfície: milhões de paredes de bolsinha somam meia quadra de tênis de superfície de encontro dobrada dentro do peito. O intestino delgado faz o mesmo truque com as dobras dele para absorver os nutrientes.

Exercício 26.7

Por que é melhor respirar pelo nariz num dia gelado ou empoeirado?

Solução

Solução de Exercício 26.7.

O nariz aquece, umedece e filtra o ar no caminho de entrada — o ar frio, seco e empoeirado chega aos pulmões delicados já preparado.

Exercício 26.8

Faça a experiência: sentado com calma, conte as suas respirações durante um minuto. Depois faça vinte polichinelos e conte de novo. Informe os dois números e explique a mudança.

Solução

Solução de Exercício 26.8.

Resposta aberta. Em geral cerca de 1515 em repouso e de 2525 a 4040 depois dos polichinelos: os músculos em ação exigiram mais oxigênio, então a respiração acelerou e ficou mais funda para fornecer esse oxigênio.

Exercício 26.9 ★★

As refeições podem esperar horas; a respiração não espera um minuto. O que isso diz sobre quanto oxigênio o corpo guarda de reserva, comparado com as reservas de alimento dele?

Solução

Solução de Exercício 26.9.

Que o corpo guarda alimento com fartura (para horas ou dias), mas quase não guarda reserva nenhuma de oxigênio — mal chega a um minuto. Por isso o oxigênio precisa ser entregue continuamente, respiração após respiração, e é por isso que a respiração nunca pode parar por muito tempo.

Exercício 26.10 ★★

Uma sala de aula fica “abafada” no fim da manhã. O que mudou no ar dela, segundo a Proposição 26.5, e o que o Método 26.8 receita?

Solução

Solução de Exercício 26.10.

Vinte e cinco pessoas respirando vêm pegando o oxigênio do ar da sala e devolvendo gás carbônico a manhã inteira: o ar da sala ficou mais pobre em um e mais rico no outro. A receita é a regra 1: abrir as janelas e arejar a sala.

Exercício 26.11 ★★★

A truta não tem pulmões: a água passa pelas brânquias emplumadas dela, e o oxigênio dissolvido na água passa ali para o sangue dela. Que trabalho as brânquias e os pulmões dividem? E por que uma truta sufoca no ar, onde o oxigênio é abundante? (Dica: fora da água, as superfícies emplumadas das brânquias desabam e grudam umas nas outras.)

Solução

Solução de Exercício 26.11.

Os dois são o ponto de encontro do sangue com o oxigênio: superfícies enormes, finas e forradas de sangue, onde o oxigênio atravessa para dentro e o gás carbônico atravessa para fora — as brânquias pegando o oxigênio dissolvido na água, os pulmões pegando o oxigênio do ar. No ar, as superfícies emplumadas das brânquias da truta desabam e grudam umas nas outras: a grande superfície de travessia encolhe até quase nada, e sem superfície de travessia não há oxigênio, por mais rico que seja o ar em volta.

Termos definidos neste capítulo

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